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Notícias. Jornal das 10, com edição de Laura Figueiredo e começamos na atualidade internacional. Donald Trump baniu a CNN, o Político e a MS Now da Casa Branca.
A decisão tem efeitos imediatos, é pelo menos o que dá conta o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social. Numa publicação, Donald Trump deixou críticas dirigidas a cada um dos três órgãos de comunicação social que decidiu banir. No entanto, justifica a decisão com o mesmo motivo. Alega que se trata de um resultado da constante cobertura de fake news. O presidente norte-americano acusa os órgãos em questão de divulgarem constantemente ficção e mentiras sobre a administração da Casa Branca e também sobre o país, e avisa que outros órgãos de comunicação social de fake news vão ser os próximos.
E na Rússia, começaram hoje as eleições legislativas, as primeiras desde o início da guerra na Ucrânia.
Perante uma oposição limitada pelas autoridades, o partido Rússia Unida, apoiante de Vladimir Putin, procura conservar a maioria constitucional. O único partido que quebra o consenso sobre a guerra na Ucrânia é o Yabloko, que o Supremo Tribunal Russo excluiu já das eleições. Na análise, apesar de afirmar que a gênese do regime não vai mudar, Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais, acredita que um dos partidos que vai a votos pode conseguir, ainda assim, uma representação significativa.
A única esperança, e mais uma vez, mesmo que os resultados sejam muito controlados, há ainda uma pequena esperança que um partido ecologista, que não é necessariamente antiguerra, mas que preocupa-se bastante com as condições de vida de pessoas que têm sofrido muito com este conflito entre a Ucrânia e a Rússia, e a possibilidade de esse partido conseguir algum tipo de representação significativa, pode ser importante para essa população e é um partido que não tem grande simpatia por Vladimir Putin. Portanto, este é o momento em que estamos na política russa, sabendo que independentemente do resultado, a gênese do governo, a gênese do regime, não irá mudar.
Bernardo Valente foi convidado do Gabinete de Guerra desta noite. O especialista considera ainda que um dos objetivos do Kremlin com estas eleições é demonstrar que é possível levar a cabo eleições durante o conflito, algo que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem recusado.
O que Vladimir Putin vai dizer depois destas eleições é precisamente que se, por um lado, a Rússia avança com o ato eleitoral, a Ucrânia não teve a capacidade de o fazer, nem Volodymyr Zelensky teve a vontade política de levar a cabo esse ato eleitoral. E, portanto, vai usar isso para legitimar também a sua narrativa, mais uma vez, de que Zelensky não tem vontade de ir a sufrágio e não tem essa vontade de ir a sufrágio porque não é um líder democrático.
Análise de Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, ouvido no Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
E o incêndio na região de Aveiro mobiliza, nesta altura, mais de 300 bombeiros. As autoridades esperam dominar o fogo nas próximas horas.
Depois de ter estado cinco horas fechada a A1, já está reaberta nos dois sentidos. Ainda assim, a GNR apela aos condutores para que circulem com cuidado, uma vez que podem ainda existir zonas com fumo, visibilidade reduzida ou condições de circulação condicionadas. O incêndio florestal começou em Eiró, por volta de 12h30. Por enquanto continua ativo, mas as autoridades esperam conseguir dominar o fogo nas próximas horas. À Rádio Observador, o segundo comandante sub-regional da Proteção Civil de Aveiro, Ricardo Fradique, fala de um incêndio que começou agressivo, mas que evoluiu de forma favorável.
O incêndio foi violento durante algumas horas. Neste momento, já a situação a evoluir mais favoravelmente, apesar de ainda se manterem ativos dois focos de incêndio: um na zona do início do incêndio, a outra perto da povoação de Requeixo.
Apesar de uma das frentes estar localizada perto de uma povoação, Ricardo Fradique diz que não há habitações em risco. Os bombeiros e a Proteção Civil antecipam uma melhoria nas próximas horas.
Os meios aéreos já retiraram todos, como é óbvio. Neste momento estão cerca de 292 operacionais auxiliados por 81 viaturas. Estão com todo o perímetro neste momento, já com meios terrestres, estão a proceder ao combate. Pensamos que nas próximas uma hora, duas horas, a situação ficará resolvida.
Ricardo Fradique, segundo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da região de Aveiro, foi em declarações à Rádio Observador.
E com a subida das temperaturas prevista para os próximos dias, a Autoridade Nacional da Proteção Civil já emitiu um aviso à população de perigo de incêndio rural.
Está prevista uma subida das temperaturas máximas no litoral norte e centro, com valores entre os 35 e os 38 graus. É o que explica a meteorologista do IPMA, Maria João Frada.
No sábado teremos uma subida da temperatura máxima mais significativa no litoral oeste, em particular no litoral norte e centro, subidas essas que podem ser da ordem dos seis a sete graus. No restante território, serão subidas não tão acentuadas e também podemos contar com uma pequena subida da temperatura mínima.
No domingo, as máximas vão variar, em geral, entre os 30 e os 35 graus, mas podem chegar aos 36 ou 38 no interior do Alentejo e também em alguns pontos da região Centro. A meteorologista Maria João Frada admite que podemos estar perante uma onda de calor, tendo em conta que vão registar-se temperaturas muito acima das normais nesta época do ano.
Portanto, temos temperaturas máximas acima da média para a época do ano A contribuírem grande parte das estações do IPMA para onda de calor, com exceção do Algarve, que tem o vento de sudoeste e, portanto, alguma brisa do mar que torna as temperaturas não tão elevadas.
O IPMA acrescenta ainda que este cenário de temperaturas acima da média prolonga-se até segunda-feira. O perigo de incêndio rural vai estar muito elevado, a máximo nas regiões Norte, Centro, Alto Alentejo e Algarve.
E na Feira do Livro, em Belém, o presidente da República recusou comentar as medidas anunciadas ontem pelo governo, mas apela à partilha.
E também ao fortalecimento do chão comum, princípios que António José Seguro associa aos livros. Quanto às medidas anunciadas ontem pelo primeiro-ministro para fazer face ao custo de vida, nem uma palavra.
E elogio a vossa inteligência em colocar a mesma pergunta de várias formas. Mas esta é a festa do livro. Um livro que permite encontros e que nos permite ouvir, escutar, uma felicidade enorme. E relembrarmos que o essencial da vida passa por sabermos partilhar o mesmo chão comum e nós precisamos de frutificar esse chão comum, porque é esse chão comum que nos permite afirmar as nossas diferenças. E as diferenças nunca devem segregar. As diferenças são dimensões de integração numa sociedade em que muitos teimam em deslaçar e que nós queremos verdadeiramente cimentar.
Declarações do chefe de Estado, António José Seguro, na Festa do Livro, em Belém.
E o Chega já entregou no Parlamento o novo requerimento a pedir uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
Confirmação dada esta tarde por André Ventura, que diz esperar que à terceira seja de vez. O líder do Chega esteve ontem reunido com o presidente da Assembleia da República e admitiu que o partido ia limitar um pouco mais o objeto do inquérito parlamentar. Agora confirma que já entregou essa nova proposta para a constituição de uma comissão de inquérito aos mandatos do atual ministro da Administração Interna enquanto diretor da PJ, e explica que deixou bem claro a Aguiar Branco que não espera mais obstáculos.
Tive a oportunidade de dizer ao senhor presidente da Assembleia da República que é um mau sinal e um mau princípio, quando nós começamos a obstaculizar, uma vez, duas vezes, três vezes, um requerimento que é potestativo e que é um requerimento, que é um poder de um grupo parlamentar. Por isso eu disse que nós íamos tentar e fomos mesmo. Eu amanhã darei mais esclarecimentos sobre isso, que espero que agora possa ser definitivamente admitida e que possamos na próxima semana começar a trabalhar.
Declarações de André Ventura esta tarde em Gaia, com a promessa de que amanhã, na Madeira, falará mais sobre o tema. Entretanto, hoje o Parlamento autorizou André Ventura e outros deputados do Chega a testemunharem sobre a alegada invasão do gabinete no Parlamento. André Ventura diz que já esperava esta decisão. Espera agora celeridade no processo para se descobrir quem foi o responsável.
Já esperava que tivesse acontecido há mais tempo. Espero que seja rapidamente e que se descubra de uma vez por todas quem fez isto, quem entrou no gabinete parlamentar, quem o vandalizou e também quem incendiou a sede em Évora e também quem andou e anda a enviar ameaças para o grupo parlamentar do Chega. Portanto, tudo o que ajudar acho que é um ponto positivo para isso.
André Ventura a lembrar outros episódios, como o caso do incêndio em agosto na sede distrital do Chega em Évora.
E agora com 10 minutos para lá das 10, que outras notícias marcam a atualidade?
A pontualidade ferroviária caiu para 70% no primeiro trimestre do ano e fica assim abaixo da meta anual de 85%. É o que avança a Infraestruturas de Portugal, que admite que não deve haver melhoria nos próximos tempos. Indica a percentagem esteja fixada nos 70%. Os resultados são piores nos serviços de médio e longo curso, que registam maiores atrasos. A IP atribui os resultados ao impacto das limitações de velocidade e também às obras em curso em vários troços. A carteira de encomendas de exportação de armas da Rússia ultrapassou os 70 mil milhões de dólares. O anúncio foi feito por Vladimir Putin no arranque das eleições do país. O líder russo garantiu que a produção militar aumentou mais de 22 vezes para apoiar a guerra na Ucrânia. A União Europeia e Kiev já classificaram a votação realizada nos territórios ucranianos ocupados como ilegal.
E assim fechamos o jornal das 10, edição da jornalista Laura Figueiredo. Está de regresso às 10h30. Até já. Veja.