O Grupo Parlamentar do Chega questionou esta sexta-feira o Governo sobre o ponto de situação da sustentabilidade financeira das associações humanitárias de bombeiros no distrito de Portalegre e o pagamento do apoio extraordinário aos combustíveis.
Numa pergunta dirigida ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, à qual a agência Lusa teve acesso, os deputados do Chega querem apurar quantas associações humanitárias de bombeiros receberam, “até à presente data”, o apoio extraordinário previsto no Decreto-Lei n.º 80-A/2026, de 31 de março.
“Qual o montante total já pago ao abrigo deste apoio e qual o montante que permanece por pagar”, questionam.
O grupo parlamentar do Chega quer também saber quantas associações humanitárias de bombeiros do distrito de Portalegre “receberam já” o referido apoio e quais os montantes atribuídos a cada uma.
No documento, os deputados acrescentam que, caso existam pagamentos ainda por efetuar às associações do distrito de Portalegre, “quais são as razões para o atraso” e em que data prevê o Governo proceder ao respetivo pagamento.
Os deputados questionam ainda o Governo sobre se “tem conhecimento das dificuldades financeiras” e do “risco de algumas associações poderem suspender” determinadas tipologias de transporte.
“Tem o Governo alguma avaliação do impacto do atual preço dos combustíveis na sustentabilidade financeira das associações humanitárias de bombeiros?”, questionam.
O grupo parlamentar do partido liderado por André Ventura recorda ainda o Decreto-Lei n.º 80-A/2026, questionando se o Governo prevê “prolongar ou renovar” este mecanismo de compensação perante a evolução posterior dos preços dos combustíveis.
“Que outras medidas pretende o Governo adotar para garantir que o aumento dos custos operacionais não compromete a capacidade das associações humanitárias de bombeiros para assegurar as suas missões de proteção, socorro e transporte de doentes?”, questionam ainda.