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Começa agora o Jornal das 10, edição da jornalista Laura Figueiredo e começamos na atualidade internacional. Nos Estados Unidos, o primeiro-ministro assegura que Portugal vai ter excedente este ano e crescer acima da média europeia.

Luís Montenegro foi hoje o convidado para a tradicional cerimônia de encerramento do mercado bolsista e perante investidores, empresários e representantes da comunidade portuguesa, deixou a mensagem de que Portugal está muito aberto aos investimentos e negócios com os Estados Unidos. O primeiro-ministro diz que Portugal é um dos países mais seguros do mundo, com estabilidade política, financeira e social. Na vertente econômica, sublinhou que Portugal vai ter pela quarta vez consecutiva, um excedente orçamental. Diz Luís Montenegro que Portugal continuará a crescer mais rápido do que a zona euro, mantendo a inflação sob controle. Perante algumas dezenas de representantes das comunidades portuguesas e empresários, o chefe de governo falou em inglês após breves palavras da presidente da Bolsa de Nova York, que elogiou o futuro brilhante da economia portuguesa.

E o incêndio em Santo Tirso mobiliza esta hora mais de 300 bombeiros.

O fogo obrigou já a retirada de todos os moradores de uma urbanização e levou também ao corte da Estrada Nacional 105. À Rádio Observador, o comandante dos Bombeiros de Santo Tirso relata as dificuldades do combate ao fogo.

Existe muita carga de combustível, há alguma dificuldade nos acessos. Estamos a reposicionar meios. Não há registro, para já, de empresas ou qualquer tipo de infraestrutura que tenha sido afetada. Fizemos uma defesa perimétrica a alguns polos industriais ali na freguesia de Agrela, devido à constante mudança de ventos.

O comandante dos Bombeiros de Santo Tirso, Pedro Santos, dá ainda conta de um bombeiro ferido, sem revelar mais detalhes. De acordo com a Proteção Civil, centenas de moradores tiveram de ser retirados da urbanização do Vale do Pisão por volta das 16h30. O fogo teve início às 15h e tem, neste momento, duas frentes ativas.

E em dia de Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump e Volodymyr Zelensky estiveram hoje reunidos.

No final do encontro, o presidente ucraniano classificou a reunião como produtiva e positiva. Afirmou que tanto os Estados Unidos como a Ucrânia querem o fim do conflito ainda antes do inverno. Na rede social X, Zelensky revelou que discutiu com Donald Trump potenciais passos para uma desescalada que possa abrir caminho para a diplomacia. Ainda antes da reunião, os dois líderes falaram aos jornalistas. O presidente ucraniano agradeceu aos Estados Unidos e pediu ajuda para terminar o conflito ainda antes do inverno.

"Muito obrigado, presidente, por esta reunião. Obrigado pelo apoio pessoal e muito obrigado pela assinatura da lei Lindsey Graham. Obrigado, Jared e Steve, pela reunião e por terem vindo à nossa capital. Espero que esta guerra acabe e o presidente Trump vai ajudar-nos a que ela termine. E o que temos de fazer é que seja o mais rápido possível, antes do inverno."

Já Donald Trump deixou em aberto a possibilidade de uma reunião trilateral entre Zelensky, Putin e ele próprio. Diz que ambas as partes querem, ainda assim, terminar a guerra.

"Eu não sei se ele se vai reunir. Já tivemos uma reunião no Alasca. Acho que ele pode fazer outra. Não sei sobre Miami. Ele vai reunir-se. Ele quer que a guerra termine. Eles querem ambos que a guerra termine. Está na hora. Muitas pessoas estão a morrer. Eles não querem isso."

Donald Trump e Volodymyr Zelensky, em declarações aos jornalistas antes do encontro que decorreu hoje à margem da Assembleia Geral da ONU.

E António Guterres discursou hoje pela última vez na ONU e atacou as superpotências. Trump falou depois e garantiu que a América está de volta.

Num longo discurso, Donald Trump deixou mensagens ao Irão, à Rússia, Cuba e também a todo mundo, ao dizer que a América está de volta. O presidente norte-americano quis mostrar trabalho e, Martin Madeira, puxou dos galões para se posicionar como a maior superpotência do mundo.

"A América está de volta", é a principal mensagem de Donald Trump. Num discurso de 30 minutos, mais ou menos, que mais pareceu um estado da nação, Trump tocou em vários pontos sobre a guerra no Irão. Afirma que tem uma decisão difícil em mãos.

"Tenho uma grande decisão a tomar. Será que se chegará a um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que alguma vez foi? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem lhes dar nunca a oportunidade de voltar a matar e destruir pessoas e países?"

Do Irão, Trump passou a Cuba para garantir que a liberdade vai chegar ao país.

"O comunismo nunca virá para a América, mas a liberdade virá para Cuba."

E de Cuba passou à Ucrânia com a garantia de que o conflito vai acabar mais rápido do que se pensa.

"Rússia e Ucrânia

And we will get that one done. It's going to happen, I think, more quickly than people understand.

Ainda sobre guerras, desta vez uma pessoal com uma organização independente, o presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos não se vão reger pelo Tribunal Criminal Internacional. Nunca permitiremos que militares norte-americanos ou qualquer outra pessoa sejam investigados ou submetidos a julgamentos farsa por um tribunal antiamericano sem jurisdição sobre nós. São um grupo de pessoas maléficas. Por fim, Trump fala na inteligência artificial para garantir que os Estados Unidos estão a vencer a corrida.

Whoever wins super intelligent wins, and we're leading now over China by a lot and everyone else.

Um discurso em Nova Iorque que serviu para Trump engrandecer os Estados Unidos e com direito a um pedido final, para que a inteligência artificial passe agora a chamar-se superinteligência.

Jornalista Martim Madeira com os detalhes do discurso de Donald Trump. Antes, discutiu António Guterres, que disse que as superpotências não conseguem resolver todos os problemas e apelou à cooperação entre os diferentes países. Quanto aos conflitos em curso, voltou a criticar a atuação de Israel nos territórios palestinianos, mas também a atuação da comunidade internacional. Diz que a solução de dois Estados está a esfumar-se diante dos olhos de todos. E hoje estamos também a recordar Jorge Palma, no dia da morte do autor, celebramos a obra. "Deixa-me Rir" é um tema de 1985, um dos maiores sucessos de Jorge Palma. Faz parte do álbum "Lado Errado da Noite", consolidou o estatuto de Jorge Palma como um dos maiores no panorama português, mas ao mesmo tempo que gravava e fazia sucesso com estes temas, Jorge Palma estava também a frequentar a Escola de Música do Conservatório Nacional. Foi lá que concluiu o curso geral de piano. E o velório de Jorge Palma vai decorrer a partir de amanhã na Voz do Operário, em Lisboa. Início marcado às 15h, decorre até às 22h. Quanto ao funeral, acontece na quinta-feira apenas para família e amigos próximos. O cortejo fúnebre sai da Voz do Operário às 15h em direção ao Cemitério do Alto de São João. E para recordar, está também disponível em podcast um episódio especial do Isto Não Passa na Rádio, inteiramente dedicado a Jorge Palma, amigo de todos nós. Despedimo-nos do homem que fez da imperfeição uma arte e cantou a vida sem filtros.