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Começa agora o jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, o PS quer que o Ministro da Educação esclareça se há exames nacionais incompletos já classificados.
O pedido surge depois da denúncia do movimento Missão Escola Pública, que avisa que está a ser pedido a professores que receberam respostas incompletas dos exames para as classificarem tal como estão, se as folhas em falta não chegarem até ao fim do processo de correção. Perante esta denúncia, o socialista Eurico Brilhante Dias apela ao ministro Fernando Alexandre para que esclareça o caso.
A afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está, neste momento, a ser colocada em causa. Aquilo que nós esperamos é que o senhor Ministro da Educação, ainda mesmo antes de ir ao Parlamento, eu diria, nas próximas horas, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se necessário for, esse procedimento.
O socialista Eurico Brilhante Dias, que diz que o ministro da Educação deve, nas próximas horas, garantir às famílias e aos alunos que os exames estão a ser corrigidos de forma integral.
E Laura, outro movimento de professores, o Metaprof, fez hoje uma outra denúncia.
O movimento alerta que a resolução de uma falha técnica na plataforma utilizada para a classificação das provas pode obrigar os professores a reavaliarem respostas já corrigidas. Em causa a atualização em curso na plataforma para resolver a questão das folhas em falta, a denúncia tem por base um comunicado enviado aos professores classificadores pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação e pelo Júri Nacional de Exames. Na nota, estas duas entidades admitem que, em alguns casos, os professores tenham de vir a avaliar um item previamente classificado.
E também o PCP quer explicações do ministro da Educação. Paulo Raimundo quer que Fernando Alexandre seja ouvido no Parlamento antes de saírem as notas dos exames nacionais.
O secretário-geral do Partido Comunista considera inconcebível que Fernando Alexandre só seja ouvido a 21 de julho. Foi esta a data proposta pelo próprio ministro.
O ministro, perante esta polémica toda, perante esta situação toda, decidiu que o primeiro dia que tinha na sua agenda era dia 21 de julho. Ora, isto é completamente inconcebível. Nós metemos o requerimento de urgência para um debate de urgência, um debate potestativo de urgência, na segunda-feira passada. Hoje é sexta. Se a estratégia do ministro e se a estratégia do governo é empurrar com a barriga, então há uma coisa que eu lhe posso garantir: é que o governo não se furtará a dar explicações sobre esta matéria na próxima semana.
Paulo Raimundo admite forçar um debate de urgência para ouvir o ministro da Educação antes de saírem as notas no dia 17 de julho. Em causa, os problemas verificados nas últimas semanas na avaliação dos exames nacionais.
E o Chega vai propor indexar o preço dos combustíveis às descidas dos preços no mercado internacional.
O partido quer que quando o preço do petróleo baixe no mercado internacional, os preços dos combustíveis nas bombas nacionais desçam na mesma proporção. André Ventura diz que não faz sentido que a descida do preço dos combustíveis lá fora não seja sentida também pelos portugueses.
Quando o mercado internacional desce os preços do petróleo, os preços do gasóleo e da gasolina devem descer na mesma proporção, para que as pessoas não sintam apenas que só têm aumentos quando o mercado internacional aumenta, mas nunca têm a diminuição proporcional, quando há essa diminuição também no mercado internacional de petróleo.
Na sede do partido em Lisboa, André Ventura criticou ainda a ida do primeiro-ministro ao Festival Nos Alive. O líder do Chega acusa Luís Montenegro de falta de empatia para com a população.
E a falta de empatia brutal com que o primeiro-ministro gere a deterioração da vida dos portugueses dia a dia é qualquer coisa que devia ser um caso de estudo. Se não lembra a ninguém ser o primeiro-ministro que mais viajou da Europa para o Mundial, para ir ver jogos de futebol com o país a arder, também não lembra a ninguém que o primeiro-ministro esteja num festival à noite, enquanto um conselho inteiro e um distrito afetado estejam sem água, a lutar para ter o mínimo de abastecimento. É, de facto, notável.
Em uma semana do debate sobre o Estado da Nação no Parlamento, o presidente do Chega considera que o Estado da Nação é péssimo, tal como o governo.
E o Estado da Nação não é bom. O Estado da Nação é mau, é péssimo, mas também é mau e péssimo o governo que temos, porque não consegue ser proativo nem nas coisas mais básicas que se exige a um governo perante os seus cidadãos. Sempre que vêm problemas, sejam eles de falta d'água, de aumento dos combustíveis ou do custo de vida, o governo inventa uma reforma qualquer que quer fazer para tentar desviar as atenções. Mas nenhuma reforma que invente muda o que as pessoas sentem no bolso delas.
O líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa esta tarde na sede do partido.
E Laura, voltamos a falar dos combustíveis. O governo decidiu voltar a reforçar o desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos.
Ainda assim, os combustíveis vão aumentar na próxima semana. O apoio fiscal aplicado ao ISP sobe pouco mais de um cêntimo por litro no gasóleo e cerca de meio cêntimo na gasolina. Assim, a partir da segunda-feira, de acordo com a NAREC, o preço do gasóleo deverá aumentar cerca de €0,07 por litro. Já a gasolina deverá registar uma subida de quase €0,03 por litro.
E agora falamos de Almada. Desde as 10 da noite que seis localidades estão sem água.
Laranjeiro, Feijó, Alfloros, Barroca, Cova da Piedade e Chegadinho. Suspensão do abastecimento prolonga-se até às 6 da manhã. Esta é uma das medidas que decorre da situação de alerta decretada pela autarquia já na passada quarta-feira.
Um grupo de moradores do Monte da Caparica manifestou-se hoje para exigir o regresso do normal abastecimento de água no Conselho de Almada.
Uma manifestação que decorreu junto à estação de comboios do Paragal, foi convocada nas redes sociais para mostrar a indignação dos munícipes face às falhas no abastecimento de água. Em declarações à Agência Lusa, uma das participantes explica que a ideia de convocar este novo protesto surgiu depois do cordão humano realizado ontem na Costa da Caparica. Esta quinta-feira, cerca de 1500 pessoas exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros. Joana Lemos, uma das manifestantes do protesto de hoje, diz que apesar das medidas anunciadas pela autarquia para combater o problema, ainda não se sentem melhorias no serviço.
E na atualidade internacional, o Irão afirma não ter pedido a Donald Trump para retomar as negociações.
O presidente norte-americano disse hoje que tinha aceitado retomar as conversações a pedido do Irão. Ora, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nega esta tese e avisa que o país responderá em caso de ataque. Entretanto, os preços do petróleo fecham a semana em baixa, apesar dos aumentos desta semana provocados pelos novos ataques no Irão. Os preços do petróleo terminam a semana em queda, com o Brent a fechar nos US$76 por barril, menos US$0,29 que a semana anterior.
E Espanha é a segunda seleção classificada para as meias-finais do Campeonato do Mundo de futebol.
Vitória por 2 x 1 frente à Bélgica. Os espanhóis começaram a vencer, com o marco dado à meia hora de jogo. A seleção belga empatou aos 41 minutos. O gol da vitória de Espanha surgiu já nos minutos finais, da autoria de Merino, aos 88 minutos. O número seis espanhol voltou a ser herói depois de ter marcado o gol que eliminou Portugal deste Campeonato do Mundo. A Espanha apura-se assim para as meias-finais, vai jogar frente à França. Este fim de semana jogam-se os outros dois encontros dos quartos de final, Noruega-Inglaterra e Argentina-Suíça.
E agora, com oito minutos para lá das 11, vamos ao noticiário local.
As residências da Universidade de Lisboa vão ter mil camas novas no próximo ano letivo, com investimento de cerca de €80 milhões, pretende resolver parte do problema da falta de alojamento acessível. 60% do valor provém do PRR. As obras devem ficar prontas dentro de dois meses. Em Santarém, o Instituto Politécnico ISLA está a abrir novos cursos. No próximo ano letivo, arranca a licenciatura em Marketing e o mestrado em Gestão de Novos Projetos. Há também mais cursos técnicos superiores profissionais, um em Análise de Dados e Sistema de Apoio à Decisão e outro em Contabilidade e Gestão. O presidente da Câmara de Pombal pede uma intervenção urgente no IC8, na zona de Outeiro das Galegas, onde a circulação continua condicionada desde o início do ano, devido aos estragos provocados pelo mau tempo. A Infraestruturas de Portugal prevê concluir a reparação nos próximos seis meses, numa obra orçamentada em cerca de €1 milhão. Na ria de Aveiro, há uma ilha de 37 hectares em leilão por €750 mil. A propriedade é composta por marinhas, viveiros e estruturas de apoio e de exploração agrícola. O projeto, agora à venda, nasceu da recuperação das antigas marinhas de sal abandonadas, com o objetivo de desenvolver produção sustentável de sal, salicórnia e ostras. A Junta de Freguesia da Costa da Caparica adiou o evento da corrida noturna que estava previsto para amanhã. O adiamento deve-se ao estado de alerta decretado pela autarquia, devido à escassez de água no Conselho. A corrida fica agora marcada para 5 de setembro. Em Gondomar, começa já na próxima segunda-feira o Festival da Juventude, que dura até dia 25 de julho. Este ano há balões de ar quente, atividades náuticas no Rio Douro e também paintball no Parque das Serras do Porto. O evento é destinado a jovens entre os 12 e os 30 anos.
E é assim que fechamos o Jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. Até já.
Até já.