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Jornal das 11 com a Laura Figueiredo. Laura, depois da ameaça, chega a confirmação: os Estados Unidos estão pela terceira vez consecutiva a atacar o Irão. A confirmação chega pelo Comando Central dos Estados Unidos. Na rede social X, o CENTCOM dá conta de uma nova onda de ataques contra o Irão. Começaram às 21h45, hora portuguesa. Momentos antes, Donald Trump tinha prometido bombardear fortemente o Irão hoje e amanhã.
Nós tínhamos um acordo ontem e, de repente, receberam uma chamada e saíram da sala. Estas pessoas são loucas. Tínhamos um acordo em que ganhávamos tudo. Eles simplesmente quebram os acordos. Para eles, os acordos são para serem quebrados. São pessoas nada confiáveis. Se alguma vez tivessem uma bomba nuclear, usariam-na em um dia.
De acordo com uma fonte norte-americana citada pela CNN, os alvos dos ataques norte-americanos são equipamentos militares, sistemas de vigilância costeira, sistemas de mísseis e drones. Nesta mesma entrevista dada esta noite, Donald Trump afirmou que o memorando de entendimento assinado com o Irão foi um teste com pouco valor.
Vamos atacá-los fortemente esta noite, vamos atacá-los fortemente amanhã e não há nada que eles possam fazer quanto a isso. Não têm nada a não ser grandes bocas.
O presidente norte-americano diz que os iranianos não honraram o teste. Na mesma entrevista, Donald Trump anunciou também uma operação para destruir um alegado complexo nuclear iraniano subterrâneo. Já esta tarde, o presidente dos Estados Unidos tinha anunciado que Washington ia restabelecer o bloqueio naval ao Irão e cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga enviada através do estreito. Ora, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, não concorda com a tática de Donald Trump. Em Paris, onde marcou presença na reunião da Coligação das Vontades, Paulo Rangel diz que é preciso garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, mas discorda desta estratégia de Washington.
Quando defendemos a liberdade de navegação, defendemos a liberdade de navegação pura e dura. E, portanto, naturalmente, a nossa posição é de não concordar com uma medida dessas. Uma coisa é tomar as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação. Ela está em causa, e aí os Estados Unidos têm tido um papel importante, especialmente nos últimos dias, porque foi o Irão que começou com a violação da liberdade de navegação que estava no acordo. Para isso, naturalmente, há aqui um grande suporte e até para vir a acompanhar essas operações mais tarde, mas sempre no sentido de respeitar o direito do mar e a liberdade de navegação.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas em Paris. Esta tarde, a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas disse que não há base legal para os Estados Unidos cobrarem tarifas a quem passar no estreito de Ormuz. De recordar que há algumas semanas, Mark Rubio, secretário de Estado norte-americano, referiu que nenhum país pode cobrar tarifas para circular em águas internacionais. Entretanto, os preços do petróleo aumentaram depois do anúncio de Donald Trump. O petróleo Brent subiu 7,1% para US$ 81,40 o barril, enquanto o petróleo norte-americano subiu para US$ 76,50 o barril, os níveis mais altos desde 15 de junho. Na análise do major-general João Vieira Borges, o anúncio da cobrança de taxas no estreito de Ormuz feito por Donald Trump é incompreensível e deixa os Estados Unidos numa situação muito delicada.
Efetivamente, se o Irão estava a infringir o direito internacional e a Organização Marítima Internacional apelou hoje que o estreito de Ormuz deve estar livre de qualquer taxa em cargo. Portanto, se a grande crítica dos Estados Unidos e da comunidade internacional sobre o Irão era efetivamente as taxas, os Estados Unidos colocam-se numa situação muito delicada. Isto faz parte dos discursos incompreensíveis de um presidente dos Estados Unidos. Pode dizer que pode e deve fazer o bloqueio, mas estar a dizer que vai receber muito dinheiro e que vai receber agora 20% da carga transportada por esse trabalho é perfeitamente indescritível num presidente dos Estados Unidos.
A crítica do major-general João Vieira Borges no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Na atualidade nacional, a ministra da Saúde aguarda esclarecimentos do INEM sobre a morte de um homem na Vila das Taipas, em Guimarães. O Instituto Nacional de Emergência Médica anunciou ontem que vai averiguar por que motivo foram enviados os bombeiros voluntários de Guimarães para socorrer um homem de 48 anos que estava em paragem cardiorrespiratória na Vila das Taipas. O caso aconteceu no sábado. De acordo com o comandante da corporação local, os bombeiros da Vila das Taipas demorariam entre três e cinco minutos a chegar à vítima, enquanto os bombeiros de Guimarães estão a cerca de 9 km e perto de 14 minutos do local da ocorrência. Ora, questionada sobre este caso hoje, a ministra Ana Paula Martins diz que está à espera das explicações do presidente do INEM.
O INEM está a avaliar essa situação, exatamente perceber por que não foram os bombeiros de Taipas e teve que ser acionado, quer a VMER, quer a outra unidade de uma corporação de bombeiros mais distante. Certamente que o presidente do INEM muito rapidamente virá explicar o que se passou. E eu acho que é importante ouvirmos aquilo que o presidente tem para dizer.
A ministra da Saúde, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimônia em Miranda do Corvo. A propósito deste caso, a Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil exigiu hoje um esclarecimento imediato. Também a Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica considera que este episódio representa mais um sinal preocupante da capacidade do INEM para gerir a resposta pré-hospitalar.
O Chega vai pedir a demissão do Ministro da Administração Interna no debate do Estado da Nação. Em causa, as alegadas ameaças feitas por Luís Neves ao partido.
E também a polêmica em torno dos contratos adjudicados pela Polícia Judiciária à empresa de um empreiteiro próximo do governante. André Ventura entende que Luís Neves tem respostas a dar.
E na quinta-feira, o partido Chega terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, de dizer ao Primeiro-Ministro que este Ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si, diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal. É a nossa democracia que está em causa.
O líder do Chega diz mesmo que as suspeitas sobre o ministro da Administração Interna devem ser esclarecidas antes do debate do Estado da Nação. Já sobre as alegadas ameaças de Luís Neves ao Chega, André Ventura não tem dúvidas, diz que as imagens são incontornáveis. Ontem, Luís Neves recusou ter ameaçado André Ventura durante o debate quinzenal de 27 de maio. O ministro da Administração Interna considera muito estranho que a publicação tenha sido feita agora, mais de um mês depois.
Agora vamos também atualizar a informação de âmbito local.
Em Oliveira de Azeméis, o governo autorizou o abate de 52 sobreiros para permitir a construção dos reservatórios de água na vila de Fajões. A decisão desbloqueia um processo que dura há mais de um ano e que mantinha a população sem acesso à nova rede de abastecimento público da freguesia. No despacho publicado em Diário da República, o governo justifica a decisão com o interesse público da infraestrutura e refere que não existem alternativas válidas para a localização prevista. A freguesia de Guifões inaugurou um conjunto habitacional com 45 novas casas. As chaves das habitações foram entregues às famílias este domingo, no âmbito do programa de apoio ao acesso à habitação. O empreendimento representou um investimento de cerca de € 6 milhões. Estão previstas, até ao final do ano, um total de mais de 500 novas casas financiadas pelo PRR. Em Sesimbra, já está no terreno a obra para a requalificação da Estrada das Pedreiras. A intervenção destina-se à repavimentação da via e à instalação de novas condutas da rede de abastecimento de água. Os trabalhos vão obrigar a cortes e ao condicionamento do trânsito. A obra tem um prazo de execução de um ano, é o maior investimento de sempre numa via do município. A PSP desmantelou hoje uma rede de traficantes na zona de Loures. De acordo com o comunicado do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, a rede criminosa atuava nas regiões de Odivelas, Amadora, Sintra e Lisboa. A investigação teve início há cerca de um ano, termina hoje com a detenção de sete homens entre os 21 e os 42 anos. Em Leiria, um homem foi detido por extorsão no município da Nazaré. De acordo com a Polícia Judiciária, o suspeito exigia quantias monetárias às vítimas para não divulgar imagens e conversas de caráter íntimo. Os crimes aconteceram no final do ano passado. O suspeito acumulou com o esquema cerca de € 16 mil. Na Azambuja, já abriram as inscrições para a sexta etapa da canoagem Mais Leziria Mais Tejo. O percurso vai ser feito no rio Tejo, vai ligar a Vale Nova, no Conselho de Benavente, ao Palácio das Obras Novas na Azambuja. A atividade acontece no próximo domingo, dia 19.
Laura Figueiredo com o Jornal das 11h.