Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 11 com o José Rafael Lopes e José André Ventura acusa Luís Montenegro de cobardia política na reação à crise migratória em Ceuta.
O líder do Chega diz que tanto a União Europeia como o primeiro-ministro estiveram mal e acusa Luís Montenegro de agora estar a fazer tudo para tentar agradar a Pedro Sánchez.
Acho que a Europa esteve muito mal e acho que o nosso primeiro-ministro esteve muito mal, francamente. Mais uma vez por cobardia política. Mostra-se que não é um primeiro-ministro com força, com capacidade de decisão. Para agradar aos espanhóis, vem dizer: "Não, isso não se justifica ainda", etc. Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni, que não faz fronteira com Espanha, veio imediatamente dizer que quem trata assim as fronteiras não merece estar no espaço Schengen e que Itália não se vai sujeitar a isso. Devia ir a Espanha.
As críticas de André Ventura a Luís Montenegro sobre a crise migratória de Ceuta. O presidente do Chega levantou ainda novas suspeitas sobre Luís Neves. Diz que pode ter sido o então diretor nacional da Polícia Judiciária a enviar António Costa a pen com os dados de espiões encontrada no gabinete de Vítor Scaria e sugere que o caso pode ter estado na origem do afastamento da PJ da Operação Influencer.
Acha que é essa a única explicação? Não pode haver outra explicação para não ter envolvido a Polícia Judiciária?
Eu julgo isso, ao que sei agora. A pen que António Costa tinha com os nomes dos espiões e de inspetores, etc.
Mas como é que isso está relacionado aqui? Onde é que a pen está relacionada com Luís Neves?
Porque a informação que foi dada ao primeiro-ministro por alguém que sabemos que era muito próximo dele, que era o Luís Neves. E, portanto, toda a gente sabe isso.
Mas tem provas de que foi Luís Neves que deu essa pen?
Não tenho provas, mas acho que deve ser investigado. Por isso é que há uma CPI, porque hoje há elementos muito sérios que estão à nossa frente, que mostram que Luís Neves se deixou levar por cumplicidades políticas na gestão de uma instituição que tem que estar acima de toda a suspeita.
André Ventura, na entrevista ao canal News Now, onde ainda foi questionado sobre o Orçamento do Estado, o líder do Chega diz que ainda é cedo para pensar nessa temática.
O PSD ataca o legado do PS em política de imigração. São críticas que chegam depois do caso de Ceuta.
O governo recusou atacar Pedro Sánchez no momento mais crítico e rejeitou também assinar a carta de 22 líderes europeus a pressionar o chefe do governo. Agora a narrativa mudou, com o PSD a deixar críticas às ações de Pedro Sánchez e também ao legado do PS durante os governos de António Costa, no que diz respeito à imigração. Hugo Soares puxa dos galões e diz que é o momento de criticar as posições do PS sobre imigração.
Provoca-nos a reflexão de como andou bem o nosso governo em regular a sério, com responsabilidade, a imigração em Portugal. Durante oito anos, o governo do Partido Socialista fechou os olhos a uma grave crise migratória que estava a acontecer em Portugal. Nós sentimos isso na pressão que houve na habitação, no Serviço Nacional de Saúde, na educação. Hoje está demonstrado que foi cerca de mais de um milhão e meio de pessoas que entraram em Portugal sem regra. Isso não pode voltar a acontecer. Este legado do Partido Socialista, que nós voltamos a denunciar e que condenamos efetivamente, foi por nós resolvido. Chama-se regular a imigração com responsabilidade, segurança e humanismo.
Hugo Soares, depois de ao final da manhã Luís Montenegro ter criticado, sem nomear Pedro Sánchez, quem não consegue regular os fluxos migratórios. Já Luís Neves tinha emitido um comunicado a alertar para as políticas nacionais que podem ter impacto noutros Estados membros da União Europeia e a pedir que se evitem medidas que funcionem como fator de atração.
A ministra da Saúde admitiu hoje cobrar uma taxa a quem recusar uma vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados, mas José, há cerca de 3 mil pessoas à espera de uma vaga.
Um número que aumentou quase 60% face ao final do ano passado. O objetivo do Ministério da Saúde é evitar que os doentes com alta clínica continuem internados no Serviço Nacional de Saúde, quando existe uma alternativa disponível. A taxa poderá aplicar-se quando houver vaga numa rede de lares a menos de 90 minutos de distância. Os representantes das unidades de cuidados continuados e administradores hospitalares dizem que, por si só, a medida não resolve o problema e defendem que é preciso criar mais vagas. Nos últimos dois anos, a capacidade de resposta aumentou, é certo. Ainda assim, não chega para responder à procura e há utentes que continuam à espera de uma vaga durante meses.
Este é um artigo que faz manchete a esta hora em observador.pt, é assinado pelo jornalista Tiago Caeiro. As candidaturas ao ensino superior na primeira fase já ultrapassaram o número registado no ano passado.
Foram submetidas mais de 51 mil candidaturas. São mais 1800 face ao mesmo período do ano passado, sendo que os alunos têm até quinta-feira para concorrer ao ensino superior, devido às falhas na correção dos exames. Os dados foram disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior. Esta subida no número de candidatos vem contrariar a expectativa do primeiro dia do concurso deste ano, quando apenas 304 alunos tinham apresentado candidatura, muito abaixo dos 10 mil que o tinham feito no primeiro dia do concurso no ano passado.
Em Ceuta, foi revisto em alta o número de mortos na sequência da crise migratória.
São agora 79 vítimas. O Instituto de Medicina Legal de Ceuta recebeu os corpos de 79 pessoas que morreram a tentar atravessar a fronteira para Espanha. Duas pessoas terão morrido a tentar chegar à cidade, ainda antes da travessia em massa em Ceuta, enquanto os outros 77 morreram no mar afogados durante a travessia. Dois dos mortos foram identificados através de impressões digitais, uma vez que estavam registados em Espanha. É o que diz o comunicado do Instituto de Medicina Legal de Ceuta.
O Qatar diz que estão em vigor esforços para tentar reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irão.
Que continuam à procura de um acordo para terminar as hostilidades no Médio Oriente. O emir do Qatar falou ao telefone com Donald Trump sobre os recentes acontecimentos na região, com esse objetivo de colocar água na fervura. Durante a chamada, o presidente dos Estados Unidos terá elogiado o papel do Qatar em apoiar os esforços diplomáticos e facilitar o diálogo, mas não abordou a possibilidade de um entendimento ficar fechado esta quarta-feira. Perante esta situação, o investigador de história militar Pedro Nascimento diz que quer o Irão quer os Estados Unidos estão à procura de um entendimento, mas não querem deixar passar a ideia de que estão a ceder perante o adversário.
Eu creio que nenhum dos dois quer assumir uma negociação direta. E isto acontece porque na geopolítica a perceção é muitas vezes tão importante como a realidade. Ambos querem um entendimento para reduzir a tensão no estreito, mas nenhum quer transmitir a ideia de que foi obrigado a sentar-se à mesa pelo outro. Por isso, a diplomacia está a avançar, pelo que parece, mas a narrativa continua a ser uma arma de guerra.
Pedro Nascimento no Gabinete de Guerra. O investigador de história militar destaca ainda a ação dos houthis junto da Arábia Saudita, diz que alarga o conflito a mais regiões.
Passamos agora às notícias de âmbito local.
Começamos em Lisboa. O trânsito vai estar com constrangimentos até quinta-feira, devido à Volta a Portugal em Bicicleta, que começa amanhã. O estacionamento no arruamento Largo da Praça do Império e no Parque dos Pinheiros está interdito. Já a Avenida da Índia está cortada parcialmente. Amanhã, contudo, a via vai estar totalmente encerrada entre as 09:00 e as 22:00. Em Sintra, os constrangimentos só começam amanhã, a começar pelos parques de estacionamento junto ao Palácio Nacional de Queluz, que vão estar interditos a partir do 12:00. Em Santarém, estão a ser demolidas as construções ilegais junto à Estrada da Carreira de Tiro. Segundo o jornal "O Mirante", as famílias que ali viviam arranjaram alternativas de habitação. Os terrenos foram negociados com investidores da área do imobiliário para a construção de habitação, como resposta à procura que a cidade está a ter. Em Leiria, as freguesias exigem que o Fundo Municipal de Apoio às Tempestades inclua sedes e freguesias. Foi a primeira lacuna apontada na reunião do Conselho Executivo da Associação Nacional de Freguesias, que pede ainda que haja majoração para os territórios mais afetados pela tempestade Cristina, como é o caso de Vieira de Leiria. Em Ovar, as praias vão sofrer alterações. O governo aprovou as novas regras preparadas pela Agência Portuguesa do Ambiente. Entre as principais novidades está a reclassificação das praias, como a Velha dos Pescadores de Esmoriz, Cortegaça e também a praia de Santa Marinha e do Furadouro Azul. Foi ainda atualizado o regulamento de gestão das praias marítimas e os planos de intervenção nas praias. Para a ministra do Ambiente, esta atualização permite, de forma mais eficaz, combater os riscos da erosão costeira. Em Vila do Conde, continuam a decorrer as festas do Nosso Senhor dos Navegantes. Conta com milhares de fiéis e visitantes. Celebrou-se hoje o aniversário da dedicação da igreja ao Senhor dos Navegantes. Amanhã há concerto de Leitar Ensemble. As festividades fecham na quinta-feira com o concerto de Vadocha e o tradicional espetáculo de fogo de artifício. E em Almada, a Junta de Freguesia da Charneca da Caparica e de Sobreda vai receber uma conferência internacional dedicada ao Cante Alentejano. Vai decorrer em novembro, nos dias 27, 28 e 29 do mês. A iniciativa propõe uma reflexão alargada e um debate sobre as novas realidades e a salvaguarda do Cante Alentejano, considerado património cultural da UNESCO desde 2014.