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Meia-noite. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Começamos com o desporto. O Sporting empata dois gols frente ao Arouca, em Alvalade. Em jornada de clássico, os Leões voltam a marcar passo no campeonato. A partida até começou de feição aos verde e brancos. Gonçalo Inácio abre o marcador ao minuto três, Soares amplia ao minuto 17. A segunda metade do encontro começa com a expulsão de Zeno Debast, ao minuto 54. O Arouca empata o jogo a 10 minutos do final, de pontapé de pênalti. Fontán faz o 2-1 e Dylan Nandjin empata a dois, já ao minuto 87. No final da partida, o treinador do Sporting, Rui Borges, esclarece que há um jogo antes e depois da expulsão.

Bom jogo da nossa parte, bem conseguido, chegamos a gols, poderíamos ter feito mais gols mesmo na primeira parte. Depois entramos muito bem na segunda parte, muito bem mesmo, o Arouca nem conseguia sair no meio-campo defensivo deles. A expulsão muda tudo. Obriga-nos a ir para o momento defensivo, onde fomos minimamente competentes até o momento do pênalti. O pênalti acaba por meter o Arouca no jogo, faz eles acreditarem. E nós tínhamos que ser ainda mais agressivos naquilo que era a defesa de baliza. Sabíamos que ia haver muitos cruzamentos, acabamos por sofrer gol num cruzamento. É uma equipa que toca bem a bola, que tem muita mobilidade.

Já o técnico do Arouca, Vasco Seabra, afirma que a formação visitante teve muito mérito ao encostar o Sporting ao respectivo meio-campo defensivo.

Nós começamos a aumentar os nossos níveis de pressão e de agressividade no meio-campo ofensivo. Isso permitiu que a equipa recuperasse mais bolas e no momento em que há a expulsão, é exatamente por uma recuperação de bola, em que o Debast depois já vem em recurso e acaba por fazer a falta para vermelho. A partir daí, penso que não é qualquer equipa que mesmo a jogar com menos um, carrega da maneira que nós carregamos no Sporting, porque empurramos completamente o Sporting para trás. Estivemos instalados em meio-campo ofensivo, contra uma equipa muitíssimo bem treinada, com muitas individualidades de muita qualidade. Portanto, eu creio que é mais mérito nosso do que mérito do Sporting.

Sporting que soma agora 15 pontos e pode perder o terceiro lugar para o Santa Clara. Já o Arouca está em quinto lugar com 11 pontos. É a 18ª vez que os comandados de Rui Borges estão na frente do marcador e deixam escapar a vantagem a terceira vez em apenas sete jornadas neste campeonato. E voltamos a falar de incêndios. A esta hora, mais de 800 operacionais continuam empenhados no combate às chamas. O que era de noite, os meios aéreos foram retirados do teatro de operações e ao final da tarde, por volta das 18h00, o vento intensificou-se e as chamas ganharam força. Para esta noite, a prioridade é dominar o incêndio. O comandante sub-regional da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Tavares, explica que os operacionais querem aproveitar as temperaturas mais baixas durante a noite e esta madrugada, antes do agravamento do calor previsto já para este domingo.

Esse é o nosso objetivo, é o objetivo de quem está no terreno a dar tudo, os bombeiros, e o comandante das operações de socorro, para que realmente possamos ter este incêndio dominado no período noturno, porque sabemos que o dia de amanhã e os próximos dias são dias difíceis. Tal como foram hoje, é nosso objetivo, é esse o nosso planeamento, pese embora às vezes há condições que não conseguimos dominar, mas esperamos que nos corra tudo bem e consigamos fazer esse domínio.

O incêndio começou durante a tarde em Arganil e alastrou depois aos concelhos de Góis e a Vila Nova de Poiares. Segundo a Proteção Civil, três ignições acabaram por convergir e deram origem a um incêndio de grandes dimensões. Carlos Tavares admite que é uma situação estranha.

Este incêndio iniciou com três incêndios completamente distintos. Às 13h30 tivemos três alertas para três incêndios distintos, o que é estranho, àquela hora do dia, e de logo três ignições. Depois, os incêndios acabaram-se por juntar, entraram em convecção uns com os outros, devido à orografia, devido à meteorologia e devido à interação do próprio incêndio.

O comandante sub-regional da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Tavares, num ponto de situação à RTP Notícias há momentos. À Rádio Observador, a Proteção Civil indica que neste momento as operações estão mais tranquilas, a situação está mais calma e que as frentes ativas se restringem à zona de mato. No teatro de operações, para além dos 800 operacionais, estão também mais de 260 viaturas. Mudamos agora de tema. O Ministério Público arquivou as suspeitas de corrupção contra Manuel Pinho e o ex-líder da Roland Berger em Portugal. Estavam em causa suspeitas de dois crimes de corrupção passiva e um crime de tráfico de influências que eram imputados ao ex-ministro da Economia de José Sócrates. Os procuradores Hugo Neto e Carlos Casimiro suspeitavam que Manuel Pinho tinha sido contratado por esta consultora alemã após a saída do executivo, como forma de o compensar por o Turismo de Portugal ter pago cerca de € 1 milhão pelo Plano Estratégico Nacional do Turismo entre 2006 e 2008. A contratação de Sebastião Pinho e de Mafalda Laranjo, respetivamente filho e enteada de Manuel Pinho, para a consultora alemã, também foi escrutinada como uma alegada contrapartida para o ex-ministro. O Ministério Público não conseguiu reunir prova cabal de que tivesse sido o então ministro da Economia a indicar a Roland Berger ao Turismo de Portugal para este plano estratégico, nem que tivesse sido António Bernardo a liderar a contratação do filho e da enteada de Pinho na consultora. No entanto, a investigação descobriu como Manuel Pinho ainda sonhava com a ascensão de Morais Pires à liderança do BES em 2014, para voltar a ter influência junto do banco Podem ler mais sobre este artigo no site do Observador, em observador.pt. É assinado pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, e pelo jornalista João Paulo Godinho. Na política, Nuno Melo relaciona os atrasos nas colocações nas escolas com as políticas de imigração dos governos PS, que considera desastrosas. O presidente do CDS e também ministro da Defesa não aponta responsabilidades apenas aos socialistas e deixa críticas ao Chega. Nuno Melo argumenta que a maioria das matrículas fora de prazo diz respeito a alunos que chegaram a Portugal na sequência daquilo a que chama uma política de portas escancaradas e aponta João Luís Carneiro como principal responsável. O líder centrista vira-se também ao Chega, recorda o voto contra a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras e a abstenção na Lei do Retorno e o voto contra a Lei da Nacionalidade, para dizer que o partido de André Ventura está mais interessado em semear o caos. Discurso de Nuno Melo, encerramento da rentrée política do CDS, em Alvergaria Velha. O presidente do CDS anunciou ainda que o antigo deputado centrista, Nuno Magalhães, aceitou liderar o grupo de constitucionalistas que, em coordenação com o grupo parlamentar do CDS, irá apresentar a proposta do processo de revisão constitucional. E o líder do Chega acusa o primeiro-ministro de ser o pai da incompetência e dos conluios do Estado. O presidente do Chega reagia assim às declarações proferidas este sábado em Braga pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. O chefe do governo afirma que não quer ser o pai da austeridade. Em resposta, André Ventura atira críticas ao caso relacionado com o ministro da Administração Interna e acusa o chefe do governo de incompetência.

Luís Montenegro, para já, está a ser lembrado como o pai da incompetência. Isso é um pouco pior do que ser o pai da austeridade. Os dois são maus, mas o pai da incompetência e do encobrimento também não é bom. O que se passa com Luís Neves é uma tentativa de encobrimento claro. E o que se passa com os combustíveis e com o preço dos combustíveis e dos bens alimentares é uma incompetência também pura. Para alguém que dizia, há três anos e meio atrás, tem que se baixar já o IVA dos combustíveis. Portanto, o líder da oposição daquele momento respeitará e compreenderá que o líder da oposição de hoje peça que o IVA dos combustíveis desça.

André Ventura que nesta rentrée do Chega Madeira revelou que foi constituído assistente no processo relativo ao episódio do alegado assalto ao gabinete do Parlamento. O líder do partido pede para que os culpados dos atos de vandalismo sejam punidos rapidamente e que, por isso, e de modo a acelerar a investigação, considera que todas as pessoas que estiveram no Parlamento nesse dia sejam escutadas pelas autoridades. Tudo dito neste noticiário da meia-noite. O meu nome é João Lourenço. As notícias regressam à 00h30.