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As notícias com Nadine Soares.
Boa noite, é tempo de atualizar a informação na Rádio Observador. É o fim do cessar-fogo. Israel retoma ataques na Faixa de Gaza. O número de mortes aumenta a esta hora para 86. Mais de metade das vítimas mortais estão em Khan Yunis. Há ainda, pelo menos, 150 feridos. Benjamin Netanyahu ordenou esta madrugada o fim do cessar-fogo na Faixa de Gaza, é o que avança o Canal 12. O primeiro-ministro israelita justifica o reinício dos ataques, diz que o Hamas recusou repetidamente libertar os reféns e todas as ofertas que recebeu do enviado de Trump e dos mediadores. Os correspondentes da Al Jazeera registam vários relatos de bombardeamentos por toda a região. As forças de Israel e a agência de segurança israelita admitem a autoria dos ataques que começaram pela meia-noite. A Axios avança que os Estados Unidos terão sido informados de antemão deste ataque e que a decisão de voltar a bombardear Gaza foi tomada na semana passada. Uma informação confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. E a esta hora chega mais uma ameaça: o ministro da Defesa de Israel promete que as portas do inferno se abrirão se o Hamas não libertar todos os reféns. São palavras de Israel Katz, citado pelo Times of Israel. O governante israelita promete que Israel não vai terminar os ataques até que todos os 59 reféns que ainda permanecem na Faixa de Gaza regressem a casa. O Hamas já reagiu, atira todas as responsabilidades para Netanyahu. Num comunicado, o grupo islâmico culpa o regime israelita pelas repercussões das agressões contra Gaza. E chega também uma reação da Casa Branca: Trump não tem medo de enfrentar os grupos aliados do Irã, é o que diz a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News. A responsável pela comunicação da presidência norte-americana destacou que Trump deixou claro: o Hamas, os Houthis e o Irã vão ter um preço a pagar. Esses grupos, sinalizou a porta-voz, devem levar Donald Trump muito a sério, assim como a promessa dos norte-americanos de proteger Israel. Na guerra da Ucrânia, Donald Trump avança que as negociações entre os Estados Unidos e a Rússia estão adiantadas, mas ainda falta muito para um acordo de paz. O líder norte-americano recorreu às redes sociais para falar sobre a conversa telefónica que vai ter nesta terça-feira de manhã com Vladimir Putin. Na mesma publicação, Donald Trump recordou ainda a morte de milhares de jovens soldados. O presidente dos Estados Unidos reitera que o conflito deve acabar agora. Volodymyr Zelensky afirma que o cessar-fogo temporário já poderia ter começado há algum tempo, mas Putin continua a arrastar a guerra. O presidente ucraniano recorda que faz uma semana que foi apresentada a proposta norte-americana de cessar-fogo temporário no ar, numa área nas linhas da frente. Zelensky considera que a proposta está a ser ignorada pela Rússia, pede renovação da pressão para fazer finalmente Moscovo aceitar que a guerra deve ter um fim. Viramos a página para a política nacional. O grupo Solverde vai recorrer para o Tribunal Constitucional a propósito da anulação do pagamento de € 15 milhões pelo Estado à concessionária de casinos. De acordo com a informação a que o Observador teve acesso, o recurso deu entrada no início deste mês, altura em que já era conhecido o caso da Spin 活 , a empresa de Luís Montenegro. Em causa está o diferendo que opõe a Solverde ao Estado pelos prejuízos causados pela crise econômica de 2008. Em janeiro deste ano, o Supremo Tribunal Administrativo anulou o pagamento de mais de € 15 milhões pelo Estado. Ainda assim, a concessionária de casinos não desistiu e recorreu para o Tribunal Constitucional no passado dia 3 de março. No debate da moção de censura apresentada pelo PCP, Luís Montenegro afirmou que o Estado, com a anuência deste governo, decidiu interpor recurso e o primeiro-ministro não teve qualquer intervenção. Pedro Nuno Santos reitera que não foi o PS que precipitou o país para uma crise. Palavras do secretário-geral do partido esta noite em entrevista à RTP. O líder socialista acredita que uma abstenção no debate da moção de confiança significaria uma viabilização do governo.
O resultado era a viabilização de uma moção de confiança e tinha sido o Partido Socialista que, com o seu voto, teria permitido a viabilização de uma moção de confiança. Ora, se nós estivéssemos em janeiro e fosse apresentada uma moção de confiança por parte do governo no Parlamento, nós também a inviabilizaríamos, também a chumbaríamos. E por quê? A moção de confiança pressupõe um grau de compromisso com a governação que o Partido Socialista nunca poderia ter. O Partido Socialista é um partido de oposição.
Pedro Nuno Santos considera ainda que a polêmica sobre a empresa de Luís Montenegro vai ser tema na campanha eleitoral.
Nós queremos discutir os problemas do país e dos portugueses.
Por isso lhe pergunto.
E diferenças de projeto, mas obviamente que também há diferença de lideranças. Isso também está numa campanha.
E, portanto, é tema.
E nesta campanha em particular, nós não podemos também ignorar o que é que nos trouxe a ela. E o que nos trouxe a ela foram dúvidas sobre a ética e a transparência do primeiro-ministro.
Declarações do secretário-geral do PS, que diz ainda que espera que o almirante não beneficie da crise política. É mais uma farpa de Gouveia e Melo ao Chega. O almirante protocandidato à Presidência da República diz que se afasta de extremismos. Gouveia e Melo reitera que se coloca ao centro do espectro político, apesar de recusar assumir uma candidatura oficial a Belém. Deixa uma garantia: o fato de ter sido militar não significa que não seja moderado.
Eu não vou emprestar a minha farda a nenhuma Nem a minha farda, nem a minha autoridade. Autoridade não é autoritarismo, é autoridade moral, o que for que pensem que eu tenho. Não vou emprestar nenhum extremismo. Luto no centro, já me defini que estou no centro, e luto enquanto cidadão para que esse centro consiga representar verdadeiramente outra vez os portugueses. E os portugueses não se sintam não representados por esse centro e fujam para os extremos, porque nos extremos não há soluções. Ou há soluções supersimples que nunca funcionam, que são as utopias.
Declarações de Gouveia e Melo esta tarde em Lisboa, durante a apresentação de um livro de Gustavo Sampaio intitulado "Os políticos são todos iguais". O almirante recusa acusações de autoritarismo, sublinha que os ditadores que ficaram para a história não eram militares.
Eu li com atenção os últimos parágrafos em que diz: "O Almirante Gouveia e Melo?", ponto de interrogação. Isso é um ponto de interrogação que toda a gente pode ter, é legítimo, mas devo dizer que a maior parte dos ditadores autocráticos não era militar, nem ex-militar. Bastam ler a história. Façam lá a estatística. Portanto, é preciso ser muito realista nestas coisas.
Sobre a apresentação oficial da candidatura às eleições presidenciais, Gouveia e Melo mantém o silêncio, pede que o foco seja direcionado para as legislativas antecipadas de 18 de maio. É o ponto final neste noticiário e voltamos a atualizar a informação às 02:30 da manhã. Até já.