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Boa noite, sou o Guilherme Pires. Vamos atualizar as notícias. Começamos com os destaques dos debates desta quinta-feira. O líder socialista, Pedro Nuno Santos, acusa a iniciativa liberal de querer que o país avance contra uma parede. No frente a frente com o presidente da IL, Rui Rocha, o secretário-geral do PS critica o programa dos liberais, considera que é irresponsável e profundamente radical.

Reparem que a iniciativa liberal propõe-se a privatizar a empresa onde o Hugo trabalha.

É verdade.

Propõe-se a privatizar a Caixa Geral de Depósitos, que em dois anos deu € 3.000 milhões, apresenta um cenário orçamental com redução fiscal de € 6.500 milhões. Quando eu ouço Rui Rocha dizer que quer fazer avançar Portugal, é fazer avançar Portugal, mas é contra uma parede. O programa da iniciativa liberal é irresponsável e é profundamente radical.

Já Rui Rocha criticou o passado de Pedro Nuno Santos enquanto ministro das Infraestruturas e da Habitação no governo de António Costa, diz que as propostas socialistas não são positivas para o crescimento da economia.

E a prioridade de Pedro Nuno Santos é por via do consumo, que não vai gerar crescimento econômico. A nossa prioridade são as famílias, para que as famílias possam decidir onde é que gastam. Não é onde Pedro Nuno Santos diz, é onde as famílias querem, e fazer crescer a economia atraindo investimento estrangeiro e fazendo crescer as empresas portuguesas. Nós fazemos crescer o bolo. O bolo de Pedro Nuno Santos é sempre o mesmo, é pequeno.

Rui Rocha, presidente da IL, que estreou nos debates das legislativas frente a Pedro Nuno Santos, num debate transmitido pela RTP. Na análise, a jornalista de política do Observador, Rita Tavares, considera que este foi um dos debates mais aguerridos até agora. Destaca que Rui Rocha pareceu desviar-se do tema da empresa familiar Luís Montenegro, enquanto que Pedro Nuno Santos aproveitou a polêmica.

Julgo que foi um dos debates mais aguerridos, em termos ideológicos até agora, com dois líderes que estão em campos opostos. Foi um debate cheio de picardias, muitas provocações de parte a parte, que começou por um ponto, que é o que levou a estas eleições, que é a questão do Luís Montenegro. E aí parece ter sido um bocadinho mais desconfortável para Rui Rocha, desviando-se da questão do Luís Montenegro, dizendo uma coisa como: "Não falemos de quem não está presente." Já Pedro Nuno Santos aproveitou para dizer que é preciso seriedade na sala.

Já no outro debate do dia, entre o Bloco de Esquerda e o PAN, Mariana Mortágua diz que o teto às rendas combate preços especulativos. Inês de Sousa Real propõe um aumento do IMI de três para cinco anos. As duas líderes tiveram em acordo na maioria dos temas, mas em matéria de habitação e justiça fiscal, as divergências tornaram-se visíveis. Mariana Mortágua defende tetos máximos nas rendas para combater a especulação imobiliária.

Nós temos que combater o aumento e o preço especulativo das rendas e das casas em geral, e não podemos esperar por uma construção que aparece daqui a 20 anos para o fazer e que também tem problemas ambientais, mas isso não temos que discutir já, mas que aparece daqui a 20 anos para fazer. O teto às rendas são medidas que resultaram em países como a Alemanha ou como a Holanda.

A coordenadora do Bloco de Esquerda sublinha ainda que a crise na habitação está cada vez pior com o aumento dos preços das casas nos últimos 10 anos. Do lado do PAN, é apresentada uma proposta de aumento do IMI de três para cinco anos. Inês de Sousa Real defende medidas que facilitem a compra de casa própria aos portugueses.

Para além do arrendamento acessível, é importante que quem tem o sonho de ter casa própria também tenha medidas que deem resposta à aquisição de casa. E é por isso que o PAN não só propôs nesta última legislatura a reposição do crédito munificado, e aqui de fato lamentamos que o Bloco não nos tenha acompanhado nesta medida.

Em matéria de defesa, Inês de Sousa Real acompanha a posição de Mariana Mortágua, considera que não há necessidade de investir em mais armas e aponta outras prioridades para os investimentos do país. A porta-voz do PAN e a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, em debate esta quinta-feira na CNN Portugal. Ainda na política nacional, André Ventura considera que as medidas do governo em resposta às tarifas norte-americanas chegaram tarde demais. É a crítica do presidente do Chega depois do primeiro-ministro ter anunciado um pacote de € 10.000 milhões às empresas para combater o impacto das tarifas norte-americanas. André Ventura diz que o governo já vem tarde.

Era evidente a qualquer pessoa do mundo que tivesse um bocadinho de cabeça que se a China, a Índia, os Estados Unidos, o Brasil, a América do Sul impõem taxas sobre os nossos produtos, já havia uma solução: era proteger a nossa indústria e os nossos produtos. Agimos tarde demais, provavelmente vamos pagar um preço por isso. E agora estamos a ouvir quase de joelhos os dirigentes europeus. Ainda bem que há um período de 90 dias de pausa. Por amor de Deus, este é o bloco mais rico do mundo, este é o maior bloco empresarial do mundo, é onde o maior PIB do mundo existe. Nós não estamos de joelhos perante ninguém. Só estamos, porque temos este tipo de governos fantoches em toda a União Europeia. E Luís Montenegro não é diferente desses governos.

André Ventura, em declarações aos jornalistas, já em clima de pré-campanha eleitoral no Barreiro, considera que as medidas do executivo de Luís Montenegro, para além de tardias, são insuficientes. A CDU propõe um aumento de 15% nos salários em geral e a subida do salário mínimo para os € 1.000 já em julho. São duas das medidas que constam do compromisso eleitoral que foi apresentado esta quinta-feira pelos comunistas. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, diz que estas propostas devem avançar já, porque é agora que fazem falta.

As contas de hoje, a vida de hoje, não se pagam nem se governam com promessas de um dia mais à frente, daqui a uns anos, os salários virem a aumentar.

É respondendo a esta exigência e à realidade que propomos o aumento do salário mínimo já em 1 de julho deste ano, 2025, para os € 1 mil e o aumento geral dos salários em 15%, com o mínimo de € 150 para cada trabalhador.

Quanto ao anúncio feito no último Conselho de Ministros para fazer face às tarifas de Donald Trump, Paulo Raimundo afirma que se trata de mais uma ação de propaganda do governo. Agora, na atualidade internacional, o presidente dos Estados Unidos admite a hipótese de prolongar a suspensão das tarifas, mas diz que primeiro é preciso ver o que acontece. Antes de admitir essa possibilidade, Donald Trump fala no regresso das tarifas, caso não consiga alcançar os acordos pretendidos durante o período de suspensão. Também esta quinta-feira, Donald Trump disse estar confiante de que os Estados Unidos e a China vão chegar a um acordo. O presidente norte-americano esteve reunido com a restante administração e deu esse sinal, apesar de as tarifas contra Pequim já estarem no patamar dos 145%. Caiu um helicóptero no rio Hudson, em Nova York. As seis pessoas que iam a bordo morreram. De acordo com a imprensa norte-americana, o helicóptero levava uma família de turistas espanhóis para passear em Manhattan. Entre os passageiros estavam três crianças. Os bombeiros de Nova York receberam o alerta pouco depois das 15h, hora local, 20h em Lisboa. As equipes de resgate já terão encerrado os trabalhos. As vítimas ainda não foram identificadas. É o ponto final neste jornal. Voltamos a atualizar toda a informação quando forem 2h30 da manhã.