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Duas horas. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite, Jornal das Duas. A AD continua na frente das sondagens, mas há uma maioria que considera que o governo devia mudar. É o resultado de uma sondagem realizada pelo Iskete para o jornal Expresso e a SIC. A AD reúne 32% das intenções de voto, uma ligeira descida face aos resultados de há três semanas, ainda assim suficiente para ficar à frente do PS, que também desce de 29% para 27%. Também em queda, o Chega fica nos 19%. Os crescimentos mais significativos são da Iniciativa Liberal e da CDU. Os dois partidos sobem de 2% para 4%. No entanto, os dados desta sondagem tornam pouco provável uma maioria entre AD e Iniciativa Liberal. Livre, Bloco de Esquerda e PAN são os partidos com os valores mais baixos nas intenções de voto. Apesar de a AD seguir na frente das intenções, a maioria dos inquiridos desta sondagem divulgada pelo Expresso defende ainda que o governo devia mudar e que o executivo liderado por Luís Montenegro tem feito um mau trabalho. Quase 70% dos mais de mil inquiridos considera que Portugal tem ido pelo caminho errado. Olhamos para as campanhas. Na AD, Luís Montenegro acusa Pedro Nuno Santos de ter mudado de opinião sobre a greve da CP. São declarações do primeiro-ministro em Santarém, depois de ter ouvido críticas dos partidos da esquerda sobre as palavras acerca da paralisação na CP. Montenegro alertou para a necessidade de se pôr cobro a este tipo de situações. Sem pôr em causa o direito à greve, o primeiro-ministro diz que a mesma não pode ser tão desproporcional ao ponto de limitar os direitos dos restantes cidadãos. Pedro Nuno Santos não perdeu tempo nas críticas, que voltaram a merecer resposta por parte do líder da AD. Miguel Viterbo Dias.
O dia começou na Figueira da Foz para falar de habitação, mas o tema principal acabou por ser o segundo dia de greve da CP.
Sou um follow the leader.
Com Santana Lopes em modo follow the leader, Montenegro ainda referiu a habitação, mas logo disse que é preciso refletir sobre a desproporcionalidade de certas greves. As primeiras declarações geraram uma reação da oposição à esquerda e ao final da tarde, em Santarém, Montenegro recuperou uma frase de Pedro Nuno Santos.
"Devemos com cautela refletir sobre a lei da greve, sobre a organização sindical, sobre o abastecimento das nossas infraestruturas críticas". Foi na TVI, no dia 23 de abril de 2019. Creio que à época a pessoa que proferiu esta declaração já seria Ministro das Infraestruturas e Habitação.
O primeiro-ministro e candidato da AD volta assim a acusar o principal opositor de ter uma opinião errática.
Os zig é que devemos refletir. Os zag é que aqueles que refletem são autoritários e antidemocráticos.
E por isso diz que a estabilidade, até mesmo nas opiniões, é mesmo só com a AD e perante as críticas da esquerda, diz ter hoje a opinião que tinha no passado.
Quando a nossa imagem está no espelho, reflete exatamente aquilo que nós somos. Nós não temos duas caras, nós cumprimos a nossa palavra.
Luís Montenegro num comício em ambiente ribatejano, com Fernando Alexandre e Nuno Melo. O líder dos democratas cristãos tem aparecido pouco em palco, mas deixou um desejo no dia da escolha do novo papa.
Definidos os desígnios do céu, tempo agora para as boas escolhas na Terra.
O jornalista Miguel Viterbo Dias na campanha da AD. Depois de Santarém, a caravana segue esta sexta-feira para Leiria. Do lado socialista, a caravana partidária passou este quinto dia de campanha pela Covilhã e por Castelo Branco, um dia marcado pela greve da CP, que paralisou a 100% os comboios do país. Pedro Nuno Santos acusa Montenegro de autoritarismo ao levantar a hipótese de fazer alterações à lei da greve. Nadine Soares.
A caravana socialista começou o dia na Covilhã, com uma arruada pelas ruas da cidade e pelo meio chegaram as críticas com foco num tema: a greve dos trabalhadores da CP, que paralisou a circulação de comboios no país. Na campanha da AD, Montenegro falou numa ação injusta e levantou a hipótese de fazer alterações à lei da greve. Não tardou a chegar uma reação do PS na região da Beira Baixa.
É um insulto à democracia. E agora quer responsabilizar os sindicatos, quer responsabilizar os partidos. E aquilo que o primeiro-ministro faz em plena greve é chantagear, é ameaçar os trabalhadores portugueses todos de uma alteração à lei da greve.
Com uma agenda mais curta, seguiu-se um comício em Castelo Branco e durante este quinto dia de campanha, o mundo ficou a saber o nome do novo papa, Leão XIV. À entrada para o comício, Pedro Nuno Santos quis deixar uma mensagem aos católicos.
Desejar um papado de paz, diálogo entre religiões. As primeiras declarações do novo papa dão-nos os sinais de que há uma grande preocupação com aquilo que era também a mensagem de Francisco.
E confrontado com as declarações de Montenegro, que disse ser uma feliz coincidência estar numa ação de campanha em Fátima, o socialista pede que não se misturem os temas.
Nós a última coisa que podemos misturar é a política com este momento. Eu falo, obviamente, enquanto líder de um partido num país que é um país católico.
E já no palco do comício, com foco na vitória a 18 de maio, Pedro Nuno Santos atira a Luís Montenegro e a Rui Rocha.
Primeiro, revê-se o direito à greve. A seguir, revê-se a legislação laboral e a segurança no emprego. E se ainda tiverem a companhia da Iniciativa Liberal, ainda é mais rápido.
Críticas deixadas no comício de Castelo Branco, no distrito onde o PS teve o melhor resultado nas últimas legislativas e onde pediu uma concentração de votos no partido.
A jornalista Nadine Soares a acompanhar o dia da caravana socialista pela região da Beira Baixa. Na sexta-feira, o PS segue estrada para a Guarda e termina o dia em Vila Real. O Chega quer distância da Iniciativa Liberal, que acusa de ser a muleta do PSD. André Ventura garante que o partido não coloca em causa a identidade para agradar PS ou PSD. A posição foi defendida nesta quinta-feira pelo líder partidário durante um jantar-comício em Guimarães, no distrito de Braga. André Ventura aponta o dedo ao Bloco de Esquerda e à Iniciativa Liberal pelas promessas de rejuvenescimento, ao mesmo tempo que vão ao baú buscar os mesmos candidatos de sempre. São palavras do líder do Chega, que garante não vai ser a muleta de ninguém.
Se o Bloco já conta pouco, nós temos que assacar também responsabilidades àqueles que, como os liberais, andaram aqui a dizer que iriam fazer pelo distrito, mas quando chegou o momento de ter que lutar contra a imigração, de lutar pela segurança, de lutar por mais pensões e por mais salários, viraram as costas e se colocaram como muletas do PSD no Parlamento. Nós já tínhamos o CDS como muleta do PSD. Temos agora a Iniciativa Liberal a querer ser a outra muleta do PSD. Por que nós crescemos e eles não? Por que nós somos a força viva e eles não? Porque daqui para o país, do país para a Europa, da Europa para o mundo, nós nunca deixamos de dizer isto: este partido, que é o Chega, nunca será muleta de ninguém, nunca será muleta de ninguém em Portugal. Nunca.
André Ventura, em Guimarães. O líder do Chega aproveitou ainda para adaptar o novo slogan da AD, que pede: "Deixa o Luís trabalhar". André Ventura corrige e diz: "Luís, volta a trabalhar e deixa o André governar". Os reformados não estão reconciliados com o PSD. É o que defende a presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados. Maria do Rosário Gama participou num comício do PS em Castelo Branco. Foi lá que a dirigente da APRE aproveitou para mandar um recado ao líder da AD. Rosário Gama aponta para o passado para dizer que os pensionistas não estão do lado de Luís Montenegro.
Os reformados não estão conciliados com o doutor Luís Montenegro. Porquê? Muitos dos reformados não esquecem que o culpado da nossa perda de poder de compra chamou-se troika. Ninguém no nosso país se chamava troika. E o doutor Luís Montenegro, na altura, era o líder parlamentar que garantiu esse pacto. O PS, por exemplo, nunca se marcou no pacto da troika.
Maria do Rosário Gama, presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, com críticas ao primeiro-ministro. A dirigente advertiu ainda que o que aí vem pode ser muito negro. Está escolhido o novo papa, o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost foi esta quinta-feira eleito o novo líder da Igreja Católica. Prevost assume o nome de Leão XIV. Robert Francis Prevost, de 69 anos, é o primeiro norte-americano a ser eleito papa. Na primeira mensagem aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV fez questão de sublinhar a vontade de ter uma igreja missionária e de construir pontes dentro e fora da Igreja Católica.
À Igreja de Roma, uma saudação especial. Devemos procurar juntos como ser uma igreja missionária, que constrói pontes, diálogo, sempre aberta a receber todos os que precisam da nossa caridade, presença, diálogo e amor.
O novo líder da Igreja Católica lembrou o Papa Francisco. Leão XIV manifesta ainda a vontade de cultivar a paz no mundo.
Esta é a paz desarmada e paz desarmante, humilde e perseverante. Vem de Deus, que nos ama a todos incondicionalmente. Ainda conservamos nos nossos ouvidos a voz fraca, mas sempre corajosa do Papa Francisco, que abençoava Roma. Obrigado, Papa Francisco.
As primeiras palavras do recém-eleito Papa Leão XIV. A imprensa italiana avança que estiveram 150 mil pessoas na Praça de São Pedro a ouvir o discurso do novo papa. Já que escutamos Leão XIV a falar sobre Francisco e numa altura em que vão surgindo comparações entre os dois, é hora de olhar não só para as semelhanças, como também para as diferenças. Miguel Vidara.
É tido como alguém que está a meio caminho entre a corrente mais progressista e mais conservadora da Igreja Católica, embora também haja quem considere que Robert Prevost é mais progressista do que conservador. Partilha, por exemplo, o compromisso de Francisco com os pobres e com os imigrantes. O ano passado, o site do Vaticano publicou uma declaração do novo papa, em que Prevost afirmava que um bispo não deve ser um pequeno príncipe sentado no seu reino. Antes, deve, de forma humilde, estar próximo do povo que serve, caminhar com esse povo, sofrer com ele. Mas há também diferenças em relação a Francisco. Por exemplo, quando o anterior papa foi questionado sobre clérigos homossexuais, disse Francisco: "Quem sou eu para julgar?" Já Robert Prevost, em 2012, numa intervenção dirigida a um grupo de bispos, lamentou que a imprensa ocidental e a cultura popular fomentassem a simpatia por crenças e práticas que estão em desacordo com o Evangelho e deu exemplos: o estilo de vida homossexual e as famílias alternativas compostas por parceiros do mesmo sexo e filhos adotivos. O percurso do novo papa fica também marcado pelas críticas que lhe foram feitas pela forma como conduziu a investigação a casos de alegados abusos sexuais na Igreja. O caso de uma mulher de Chiclayo, no Peru, que denunciou ter sido abusada por dois padres e que lamentou o fato de um desses padres não ter sido afastado por Robert Prevost. A investigação acabou por ser arquivada pelo Vaticano, sendo que quando o novo papa deixou a diocese de Chiclayo, foi aberta nova investigação. Apoiantes de Prevost dizem que o agora novo papa foi alvo de uma campanha difamatória por parte de membros de um movimento católico peruano que Francisco desmantelou. E tal como Francisco, o antecessor, também Leão XIV opõe-se à ordenação de mulheres como diáconos.
O jornalista Miguel Vieira com algumas das ideias defendidas pelo novo papa Leão XIV. Na reação, o padre João Silva acredita na experiência do novo pontífice e traça semelhanças com Francisco. Em entrevista à Rádio Observador, conta que já partilhou alguns momentos com o novo papa, diz que Leão XIV é um homem com muita experiência em várias áreas e destaca que as ideias são muito próximas das de Francisco.
Este papa Leão XIV é um papa muito próximo também do papa Francisco, e creio que é particularmente significativo esse cumprimento litúrgico, mas também pastoral, mas também teológico, por duas vezes: "A paz esteja convosco".
O padre João Silva, na reação à eleição de Leão XIV como novo papa. Ainda nas reações a esta eleição, o presidente da República enviou uma mensagem de felicitações ao novo papa, numa nota publicada no site oficial da Presidência da República. O chefe de Estado expressa a profunda alegria com a eleição do novo sumo pontífice. Marcelo saúda, em nome de Portugal, o papa Leão XIV. Já aqui ouvimos a reação de Pedro Nuno Santos. Na AD, Luís Montenegro diz que a escolha do papa tem um significado político. Na reação ao nome do novo papa, o primeiro-ministro e candidato da AD não concretiza, mas diz que há um significado político. Aos jornalistas, Luís Montenegro espera uma Igreja Católica que continue a alargar a influência para lá dos fiéis.
Creio que a escolha tem significado político, tem significado social e a minha expectativa é que agora se possa concretizar num pontificado cheio de intervenção positiva, independentemente dos credos de todos aqueles que professam outras fés e, portanto, a Igreja Católica não se esgota apenas nos seus fiéis.
Luís Montenegro, que soube da escolha do papa durante uma arruada em Fátima, aí garantiu ser apenas uma coincidência feliz, deixando no ar que a fé também tem os seus mistérios. Paulo Raimundo diz que o novo papa tem a grande responsabilidade de continuar o legado do papa Francisco. Focado na defesa dos direitos sociais, direitos ambientais e no apelo à paz, o secretário-geral do PCP reagiu assim à eleição de Leão XIV. Raimundo fala numa decisão importante para os católicos, mas não só.
Foi essa a decisão da Igreja Católica, que respeitamos, naturalmente, e o novo papa que tem uma grande responsabilidade, diria assim, que é do legado do papa anterior, do papa Francisco. Desde as questões da defesa do ambiente, das questões dos direitos sociais, das questões da paz, é um legado de grande responsabilidade, que foi do anterior papa, mas que foi também de toda a Igreja Católica, um legado que é necessário continuar e cumprir.
Paulo Raimundo a reagir à eleição do sucessor de Francisco. O secretário-geral do PCP desvaloriza ainda que Leão XIV seja norte-americano, do mesmo país de Donald Trump. Olhamos agora para o desporto. O Manchester United de Rúben Amorim, Bruno Fernandes e Diogo Dalot venceu o Athletic Bilbao por 4-1 e garantiu a presença na final da Liga Europa. Os gols dos Red Devils foram assinados por Mason Mount, Casemiro e Rasmus Hojlund. No final da partida, Amorim refere que foi um jogo onde tudo correu bem, numa eliminatória onde o resultado pode ser enganador.
E hoje eu senti desde o momento que entrei no balneário, o espírito era o certo, toda gente estava a remar para o mesmo lado e quando assim é, é mais fácil e os do banco às vezes estão lá para resolver o jogo. Se olharmos para os dois jogos, o resultado é tão dilatado, mas se olharmos para os jogos em si, foi muito mais difícil do que parece.
Com o derby decisivo entre Benfica e Sporting à vista, Rúben Amorim não recusou comentar o jogo. O técnico português não tem dúvidas: vai estar a apoiar pelo Sporting.
Não, eu não serei campeão. Campeão será o Rui Borges, se o Sporting ganhar, porque desde que assumi o papel de treinador do Manchester United, não interessa o contexto, eu sou responsável pelos resultados e pelos maus resultados do Manchester. Campeão será o Rui Borges. Obviamente que estou torcer pelo Sporting e aí ninguém me pode levar a mal. Tenho muitos amigos lá e espero que corra tudo bem e que o Sporting vença.
Rúben Amorim esta quinta-feira, em entrevista à Sport TV. Na final da Liga Europa, o Manchester United vai enfrentar o Tottenham num duelo entre conjuntos britânicos. E a poucos dias do derby, vão-se registando confrontos entre adeptos afetos aos dois clubes. Esta quinta-feira, um adepto do Sporting foi esfaqueado em Setúbal. O incidente terá acontecido no núcleo sportinguista de Setúbal, dá conta o Jornal de Notícias. Adeptos alegadamente ligados à claque encarnada No Name Boys terão atacado outros cinco adeptos do Sporting com recurso a uma faca e uma pedra. As vítimas necessitaram de cuidados médicos. Ainda assim, o prognóstico clínico não aparenta nenhuma situação de risco. 50 anos depois, o Benfica é campeão nacional de voleibol feminino. As Águias venceram na negra o Sporting de Braga por 3x2. A partida foi jogada no Pavilhão da Luz. O Braga chegou a estar na frente deste playoff da final depois de vencer os dois primeiros jogos. Ainda assim, as encarnadas foram mais fortes nas restantes partidas e consumaram a reviravolta em casa. É o décimo campeonato conquistado pelo Benfica na modalidade. Fica por aqui este Jornal das duas. A informação regressa já a seguir com a síntese das 2h30.