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São duas horas. As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. O Presidente da República pede uma maioria alargada em torno da alteração da Lei da Nacionalidade sobre as alterações propostas pelo Governo a esta lei, que para já não reúnem consenso. Marcelo Rebelo de Sousa relembra que se trata de uma lei estrutural para o país, que define quem é cidadão português e quem não é. Marcelo Rebelo de Sousa pede, por isso, um consenso à Assembleia da República.

Há sim matérias, são matérias estruturais fundamentais, não é por acaso, que são leis, uma delas, a da nacionalidade, lei de valor reforçado. Quer dizer, que obriga a maiorias mais pesadas. Por que os constituintes fizeram isso? Porque são leis que definem o Estado e o povo português. A nacionalidade diz quem é o povo português, quem é cidadão de Portugal. Logo, eu entendo que faz sentido aí fazer-se um esforço grande para, sobre uma matéria dessas, chegar a um texto final que possa ter o máximo de consenso possível.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, captadas pela RTP na cidade da Praia. O presidente da República está em Cabo Verde para participar nas comemorações dos 50 anos de independência de Cabo Verde. Sobre esta matéria, André Ventura diz que o Executivo não pode voltar atrás no tema da imigração e nacionalidade. O partido apresentou hoje os candidatos autárquicos ao Conselho de Loures. No evento esteve presente André Ventura, que comentou as propostas hoje debatidas e votadas na Assembleia da República a respeito da imigração e nacionalidade. Deixa um aviso ao governo: Luís Montenegro não tem outra solução que não restringir a entrada de estrangeiros no país. O PS garante que a discussão acerca dos temas da imigração e nacionalidade ainda não está fechada e promete não deixar o governo refém do Chega, numa posição assumida pelo líder parlamentar socialista. No programa Explicador, Eurico Brilhante Dias sublinha que o PS não vai desistir da discussão do tema e lembra que o governo seguiu o pedido dos socialistas para que o diploma desça à especialidade antes de ser votado.

O governo vem de encontro àquilo que o Partido Socialista entendeu como necessário para dar esse passo. Tirou os diplomas de votação, fez baixar os diplomas sem votação e, em particular, no quadro da imigração e da nacionalidade, o Partido Socialista está naturalmente disponível para que o governo não fique aprisionado apenas a discutir este tema com a extrema-direita.

Sobre esta nova fase do Partido Socialista, com uma nova liderança, o líder parlamentar do partido, Eurico Brilhante Dias, considera que é tempo de renovação e não refundação. O plano criado pelo governo para reduzir as filas de espera para cirurgia não oncológica está a falhar. Em maio, havia mais de 18 mil pessoas à espera de uma cirurgia sem operação marcada. Este número mantém-se praticamente inalterado em relação a novembro de 2024, altura em que foi criado o programa de recuperação de cirurgias em atraso. No espaço de um ano e meio, este plano só conseguiu reduzir a lista em 3%, o que representa pouco mais de 500 utentes. A este propósito, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde admite dificuldades em fazer baixar as listas de espera, isto devido à elevada procura, que tem sido superior à capacidade de resposta, é o que diz a direção executiva do SNS. Já o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares diz não estar surpreendido com os fracos resultados do plano até este momento. Este é um artigo assinado pelo jornalista Tiago Caeiro, que está neste momento em manchete no site do Observador. Treze pessoas morreram e pelo menos 20 estão desaparecidas no estado norte-americano do Texas, na sequência do mau tempo que provocou uma enxurrada repentina. Até ao momento, os desaparecidos são crianças, todas elas raparigas que estavam num campo de férias cristão. No espaço de 45 minutos, o rio Guadalupe subiu quase oito metros e inundou bairros inteiros. O Hamas aceitou a proposta de acordo apresentada pelos mediadores do conflito com Israel, é o que avança o jornal israelita Haaretz. A resposta do grupo palestiniano foi positiva e o grupo aprovou os termos do documento apenas com pedido para alterações menores e formais. De acordo com o Haaretz, o ministro dos Assuntos Estratégicos de Israel já tinha aprovado este acordo, que implica a libertação de cinco reféns no primeiro dia de trégua, seguido da entrega gradual de corpos. Morreu o músico e produtor português Luiz Jardim, tinha 75 anos. A noite da morte foi avançada pelo presidente do governo regional da Madeira, de onde Jardim era natural. A causa ainda não é conhecida. Luiz Jardim formou bandas, ajudou a lançar artistas portugueses e, na AD2, trabalhou com grandes nomes internacionais do pop rock.

One, two. One, two, three.

Luiz Jardim nasceu na Madeira, fez parte do conjunto Demónios Negros nos anos 60. Mais tarde, na viragem para os anos 70, rumou a Inglaterra, onde estudou administração comercial. Formou a banda Rouge, que vendeu mais de 4 milhões de discos. Construiu uma longa carreira como percussionista e produtor musical. Trabalhou com grandes nomes internacionais do pop rock. Luiz Jardim tem créditos em discos de nomes como Rolling Stones, Elton John, Paul McCartney e David Bowie. Seguiu as digressões de Tina Turner, George Michael e Rod Stewart. Tocou em concertos de Robbie Williams. Em Portugal, produziu álbuns de nomes como Rui Veloso e esteve ligado à carreira de João Pedro Pais. Fez parte do júri do programa Ídolos, Uma Canção para Ti e A Tua Cara Não Me é Estranha, ajudou a lançar a carreira de vários artistas portugueses. O músico e produtor Luiz Jardim morreu no mesmo dia em que celebrava 75 anos.

A jornalista Nadine Soares com o percurso de carreira de Luiz Jardim, músico e produtor musical que morreu esta sexta-feira aos 75 anos. A ministra da Cultura, Juventude e Desportos já reagiu à notícia na rede social X. Margarida Balseiro Lopes fala na perda de um homem talentoso e carismático. A governante recordou o legado de um artista multifacetado que trabalhou com várias estrelas internacionais. Já é conhecido o calendário da Liga Portuguesa de Futebol e conta com um clássico logo nas primeiras jornadas, um duelo entre Sporting e Porto na jornada quatro. Como se esperava, os Leões abrem o campeonato fora por causa das obras em Alvalade, enquanto que Benfica e Porto começam em casa. São 10 meses de competição, aqui descritos pelo jornalista André Maia.

Com o Estádio de Alvalade em obras, o bicampeão Sporting começa mesmo o campeonato fora de casa, mas não muito longe. Vai a Rio Maior defrontar o Casa Pia. O regresso a Alvalade pode ser, dependendo das obras, na segunda jornada, com receção ao Arouca e depois viagem maior contra o Nacional na Madeira. Já o Benfica fica em Lisboa nas cinco primeiras jornadas do campeonato. Abre a liga contra o Rio Ave na Luz, vai à Amadora na segunda jornada, recebe Tondela na terceira e depois defronta Alverca fora e Santa Clara em casa. Ao Dragão saiu a Fava na primeira ronda, defronta o Vitória Sport Clube para depois ir a Barcelos no duelo com o Gil e receber o Casa Pia na terceira ronda. Logo a seguir, as coisas aquecem. Na quarta jornada, há o primeiro clássico, Sporting-Porto, em Alvalade, e quatro jornadas depois, mais ação. Na ronda oito, há Sporting-Braga e Porto-Benfica. Derby só na jornada 13. O Benfica recebe o Sporting na Luz, o que significa que na segunda volta teremos derby em Alvalade na jornada 30. Agora é marcar no calendário. A Liga Portuguesa começa no fim de semana de 10 de agosto e termina no fim de semana de 10 de maio.

O jornalista André Maia com os destaques do calendário da Liga Portuguesa de Futebol, que arranca no segundo fim de semana de agosto. Antes disso, a 31 de julho, há Supertaça no Algarve entre Sporting e Benfica. E é o ponto final deste jornal das 14h00. A informação regressa daqui a pouco, às 14h30. Até já.