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Duas horas. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador e começamos pela Síria, onde já começaram os festejos que assinalam um ano da queda do regime de Bashar al-Assad. Festejos que já se têm verificado nos últimos dias, mas que se intensificam no dia em que se assinala um ano da queda deste regime. Em Damasco, a população já saiu à rua para assinalar a esperança da reconstrução do país. A acompanhar estas celebrações estão os enviados especiais do Observador, Cátia Bruno e João Porfírio, na capital da Síria. Na rua são já milhares a celebrar, João Porfírio.

Muitos foguetes no ar a serem atirados pelas próprias pessoas dentro dos seus carros. Todas as pessoas têm bandeiras na mão. Existe uma euforia gigantesca aqui na capital da Síria. Recordo que há exatamente um ano o regime de Bashar al-Assad caiu.

E foram mais de 15 anos de ditadura na Síria. As cidades estão hoje destruídas, mas são tempos que chegam ao fim e projetam mudança.

Faz hoje exatamente um ano que Bashar al-Assad abandonou o país depois de os rebeldes terem conseguido conquistar todas as principais cidades do país, começando pelo norte, por Alepo, descendo por Homs e terminando em Damasco, a capital da Síria. Esta festa já dura há três dias, mas hoje de uma forma bastante mais intensa do que nos dias anteriores, naturalmente, e prevê-se que estas celebrações durem toda a madrugada e todo o dia de amanhã, que é dia 8 de dezembro.

É então o relato do João Porfírio, juntamente com a Cátia Bruno, em Damasco, a acompanhar um ano da queda do regime de Bashar al-Assad, que foi deposto depois de uma iniciativa relâmpago dos rebeldes e ainda com o país em reconstrução. Da Síria passamos para as presidenciais e para o debate desta noite. Luís Marques Mendes critica João Cotrim Figueiredo por ter feito acusações sem concretizar sobre pressões para o candidato liberal desistir da corrida. O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS entrou ao ataque e pediu a João Cotrim Figueiredo para concretizar as acusações que fez de que teriam existido pressões para forçar o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal a desistir e apelida João Cotrim Figueiredo de André Ventura envergonhado.

Há duas semanas, eu fui vítima de um ataque pessoal muito feio e muito lamentável, da parte de quem eu não imaginava, da parte do João Cotrim Figueiredo. Em concreto, João Cotrim Figueiredo, numa entrevista aos jornais, há cerca de duas semanas, me disse que eu, ou pessoas por mim, o pressionaram para desistir da sua candidatura. Eu considero uma acusação muito séria e muito grave e nunca foi concretizada.

João Cotrim Figueiredo continuou sem concretizar e em resposta sugeriu que Luís Marques Mendes tem algo a esconder sobre o passado profissional.

Publiquei um livro há poucas semanas, onde explico toda a minha vida profissional. Sei que vai sair um livro seu na quarta-feira, em que resume os 18 anos desde que saiu do governo até hoje, em cinco páginas. E, portanto, ficamos sem saber exatamente. Estamos ou não estamos de acordo que a transparência e a vida profissional das pessoas e os contactos e as relações que tiveram são importantes para um presidente da República? São ou não são?

Desculpe.

Deixa-me introduzir.

Só uma questão muito simples.

Eu tenho estado arredado deste debate que tem sido.

Continua na ignorância.

É na ignorância de Luís Marques Mendes.

Não, tem alguma coisa a concretizar? Tem alguma coisa a acusar-me? Diga, que eu respondo.

Eu vou responder com uma pergunta retórica: tem alguma coisa a esconder? Por que é que aqueles 18 anos não aparecem?

Não, nada.

Então?

Já sobre o pacote laboral, Cotrim Figueiredo acusa Luís Marques Mendes de não se comprometer e assume que se fosse presidente da República promulgaria a reforma proposta pelo governo.

Uma vez presidente, o recato, a moderação e a discrição relativamente à influência que tem nestas matérias será a regra, mas não enquanto candidato. Isto parece que é evidente. Temos a obrigação de nos dar a conhecer. E eu digo: promulgaria esta legislação laboral na versão mais recente que tenho conhecimento, que já não é exatamente a mesma que foi proposta a 24 de julho ao Conselho Permanente de Concertação Social.

Do outro lado, Luís Marques Mendes diz que não compete a um presidente pronunciar-se nesta fase do debate.

Este é um processo longo. Insisto, vou-me repetir porque acho que é necessário. Estamos num anteprojeto, depois haveremos de ter um projeto, uma proposta de lei, uma lei. São meses. O papel de um presidente da República que se preze, que verdadeiramente acredita que vai ser eleito é: só se pronuncia nesta matéria como em qualquer outra. Eu disse o mesmo quanto à lei da nacionalidade. Só me pronuncio com o texto final. E neste momento isto está longe de ter um texto final.

Luís Marques Mendes e João Cotrim Figueiredo foram os protagonistas do debate desta noite transmitido pela TVI. Esta segunda-feira há novo frente a frente dos dois lados da mesa, António Filipe, apoiado pelo PCP, e Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre. Um debate que é transmitido às nove da noite na RTP. Falamos agora de um reconhecimento: Portugal, a economia do ano de 2025, uma distinção atribuída pela revista britânica The Economist. Pelo quinto ano consecutivo, foi feito um ranking dos 36 países mais ricos do mundo para encontrar a economia com o melhor desempenho. Este ano, Portugal aparece na primeira posição, ultrapassou Espanha, que foi vencedora no ano passado. Em segundo lugar, fica a Irlanda, seguida de Israel, a completar o pódio. Nas piores posições, Estónia, Finlândia e Eslováquia, sobretudo, economias mais a norte da Europa. Segundo os resultados, em 2025, Portugal conseguiu combinar um forte crescimento do PIB, a baixa inflação e o mercado de ações em alta. E perante esta distinção, Luís Montenegro vinca a necessidade de avançar com reformas através de uma publicação na rede social X. O primeiro-ministro aproveita a referência da revista britânica, que considera Portugal a economia do ano, para defender a necessidade de reformar o país. Luís Montenegro diz que esta é uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses E que reforça também a motivação do governo para reformar com coragem, criar emprego, aumentar os salários e reforçar o Estado Social. Em vésperas de greve geral, Luís Montenegro aproveita esta referência para defender a implementação de reformas no país que façam a economia portuguesa crescer. O líder do PS acusa o governo de estar a promover um leilão sobre os aumentos salariais. José Luís Carneiro aponta falhas à retórica de Luís Montenegro, que manifestou o desejo de aumentar o salário mínimo para €1.600. À entrada para uma sessão evocativa a Mário Soares, José Luís Carneiro afirmou que o objetivo de todos os políticos é dar melhores condições de vida e melhores salários aos trabalhadores, mas que Luís Montenegro está a tornar essa iniciativa num leilão com pouca dignidade.

Os termos em que o primeiro-ministro está a apresentar estas propostas são termos que não dignificam o sentido do compromisso e até a honradez da palavra que se deve dar aos trabalhadores, e que não merecem que lhes faça isto numa altura em que os seus representantes estão a preparar e depois de tomarem uma decisão naturalmente muito refletida sobre uma greve geral. É pouco digno de um primeiro-ministro, em vésperas de uma greve geral, estar com esta espécie de leilão de valorizações salariais.

José Luís Carneiro falava aos jornalistas antes de marcar presença na sessão evocativa a Mário Soares, que faria este domingo 101 anos. O secretário-geral do PS afirma também que os portugueses merecem um tratamento melhor por parte do Executivo. E em Coimbra, a presidente da Câmara Municipal lamenta o estado de degradação da baixa da cidade. Isto depois da derrocada de um edifício devoluto na baixa, a presidente da Câmara admite que existe risco de desmoronamento de mais edifícios nesta zona. Ana Abrunhosa esclareceu que está a ser feito um levantamento da situação dos prédios devolutos e que todos os proprietários vão ser notificados com caráter de urgência. Ao Observador, a presidente da autarquia diz que o tempo da desresponsabilização acabou.

Quando somos proprietários de algo, temos que cuidar da nossa propriedade. Em Coimbra, o tempo do desleixo, o tempo em que as pessoas acham que ser proprietário está acima da segurança pública, garanto-lhe que acabou. É vergonhoso o estado de abandono da baixa e a displicência dos seus proprietários. E também me envergonha estar à frente de uma câmara que até agora pouco fez para mudar esse estado de situação, mas as coisas garanto-lhe que vão mudar.

Ana Abrunhosa, que lamenta ainda a falta de resposta da Segurança Social, o que obrigou a autarquia a um esforço adicional para realojar 14 pessoas.

Estão imediatamente em hotéis à responsabilidade da Câmara Municipal, até porque não tivemos qualquer resposta da Segurança Social. Até ao momento, não nos atenderam o telefone e não nos contactaram. Portanto, uma total ausência de resposta da Segurança Social, uma total insensibilidade de uma entidade que devia ter sido das primeiras a contactar a Câmara Municipal.

Declarações de Ana Abrunhosa à Rádio Observador. Catorze pessoas ficaram desalojadas, com idades entre os sete e os 45 anos. Foram encaminhadas para dois hotéis da cidade. Dois adultos e três crianças foram resgatados de um jipe que ficou preso no rio, em Gondomar. O jipe ficou preso e parcialmente submerso no rio Ferreira, em São Pedro da Cova, enquanto tentava atravessar uma zona de corrente forte. Entretanto, foram já resgatados todos os ocupantes do jipe, com feridos ligeiros, foram encaminhados para o Hospital de São João, no Porto. O alerta para este incidente foi dado às 19h. Para o local foram mobilizados cerca de 50 operacionais, entre equipas de emergência e autoridades policiais. A corrente do rio foi o que dificultou a operação de resgate dos ocupantes deste jipe. E a fechar. O Futebol Clube do Porto venceu o Tondela esta noite por 2 x 0. Um jogo que ficou resolvido em dois minutos. O marcador foi inaugurado pelos Dragões aos 48 minutos de jogo, com gol de Samu, e logo no minuto seguinte, gol marcado por William Gomes, depois de um erro do guarda-redes do Tondela, que acabou por selar o resultado final. Assim, o Porto aumenta a distância para o Sporting e para o Benfica e, por isso, está a cinco pontos do segundo classificado, a oito do terceiro. No final da partida, Francesco Farioli garantiu que a equipa não está preocupada com a tabela classificativa.

"There is nothing to manage, there is to accumulate points, win matches, looking forward, be focused in our path and as always, no calculation."

Francesco Farioli, que nestas declarações diz também que está concentrado no caminho do Porto, ainda sem cálculos quanto à classificação final. Já o técnico do Tondela, Cristiano Bacchi, disse estar orgulhoso da atitude da equipa de Viseu.

Nos pormenores, nós temos que melhorar e eu estou consciente disto. A Malta, em final, foram dois gols, na minha opinião, de borla. Mas pronto, temos que assumir isto, temos que trabalhar, mas também não posso ser não contente do que eu vi, porque a Malta mostrou entrega, mostrou crença, não mostrou medo frente a uma equipa fortíssima como o Porto.

São declarações de Cristiano Bacchi depois do jogo em que ficou o resultado final Tondela 0, Futebol Clube do Porto 2. A 13ª jornada encerra esta segunda-feira com o duelo entre o Vitória de Guimarães e o Gil Vicente, que está marcado para às 20h30. É o ponto final neste noticiário das 02h. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, às 02h30, com a síntese de notícias.