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As notícias com João Costa Campos.
Boa noite. O Presidente da República está no Parlamento Europeu para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. É a última visita de Marcelo Rebelo de Sousa às instituições europeias. O chefe de Estado dirige uma mensagem aos eurodeputados na sessão plenária que decorre em Estrasburgo, França. Com a segunda volta das eleições presidenciais em aberto, Marcelo Rebelo de Sousa procura o recato, mas não deixa Miguel Vítor Dias fazer o balanço de um fim de ciclo.
É a despedida das instituições europeias. Com o futuro sobre a chefia de Estado em aberto, Marcelo Rebelo de Sousa procurou o recato possível.
Até mais limitado, porque o cidadão português normal pode perfeitamente optar por fazer campanha, por ser mais ou menos militante.
Ainda assim, diz estar perfeitamente esclarecido sobre o futuro.
Eu estou esclarecido. Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo.
Marcelo Rebelo de Sousa está em Estrasburgo para assinalar os 40 anos de adesão de Portugal à União Europeia, num dia em que vai discursar ao lado do rei Felipe VI de Espanha e em que terá um encontro com eurodeputados portugueses, estando desde já preparado para os próximos capítulos.
Tinha uma missão, vou cumprir até o fim. Até o fim terei que exercer poderes, ainda nomeação de chefias militares, terei de promulgar diplomas, terei de tomar decisões políticas, mas depois, encerrado isso, é uma nova vida.
O Presidente da República ainda terá algumas viagens de cortesia antes de deixar o Palácio de Belém, mas não guarda mágoas nem preferências sobre o passado. Aos jornalistas, garante que só a idade o aproxima mais de António Costa, mas não esquece os vários Luíses.
Temos uma cumplicidade diferente, porque ele é mais novo, mas tirando isso, temos uma cumplicidade. Havia uma tertúlia, e é uma tertúlia em que eu estive várias vezes, que era a tertúlia dos Luíses.
A referência de Marcelo Rebelo de Sousa é ao grupo que juntava Luís Montenegro, agora primeiro-ministro, e também Luís Marques Mendes, candidato derrotado nas presidenciais, e que terão, todos eles, de viver com o sucessor de outra área política.
Miguel Vítor Dias com a chegada de Marcelo Rebelo de Sousa a Estrasburgo e o dia que o chefe de Estado tem pela frente. Para além do presidente da República, também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a comissária europeia portuguesa, Maria Luísa Albuquerque, vão falar aos jornalistas sobre os principais temas internacionais que implicam também Portugal. Donald Trump volta a sublinhar que vai ter sucesso no que toca à Gronelândia, a bem ou a mal. Está convicto de que a aplicação de tarifas é a melhor solução para lá chegar. O presidente norte-americano deixa para breve revelar o quão longe está disposto a ir para anexar o território. E quanto a tarifas, não desiste.
O que estamos a fazer agora é a melhor solução, a mais forte, a mais rápida, a mais fácil, a menos complicada. Eles precisam muito desse acordo. Lutaram muito para ele acontecer, mas vamos ver o que acontece. Nós temos muitas reuniões agendadas sobre a Gronelândia em Davos e acho que as coisas vão correr muito bem, na verdade.
E sendo a Gronelândia território dinamarquês, membro da NATO, levantam-se questões sobre como fica a aliança. Donald Trump descarta a saída dos Estados Unidos da NATO, sublinha até que foi ele mesmo quem tornou a aliança mais forte.
Eu tive uma relação muito boa com a NATO. Eu tornei-a muito melhor, muito mais forte, e eu não concordo com muitas das coisas que eles fizeram, mas isso foi feito antes de eu chegar lá. Acho que a NATO tem sido boa. Às vezes é exagerada, às vezes não, mas temos uma NATO forte. Quando eu cheguei aqui, nós tínhamos uma NATO fraca. Gostando ou não da NATO, ela é apenas tão boa quanto nós somos. Se a NATO não nos tivesse, não seria tão forte.
Donald Trump, em declarações na Casa Branca, no dia em que assinala um ano deste segundo mandato à frente da Casa Branca. Pelo menos uma pessoa morreu e 40 ficaram feridas em mais um acidente ferroviário em Espanha, desta feita na Catalunha. O alerta foi dado às 21h. O comboio circulava com destino a Manresa, a 60 km de Barcelona, quando bateu contra um muro. No local continuam várias unidades de primeiros socorros. Dos perto de 40 feridos, cinco são com gravidade. A circulação está interrompida ao longo de 10 km. Esta colisão acontece dois dias depois de outro acidente ferroviário no sul de Espanha, que matou 42 pessoas. Houve ainda um terceiro acidente esta terça-feira, também em Espanha. Foi outro comboio que descarrilou, que operava na linha R1, perto de Lora del Mar, também na Catalunha. O acidente foi causado por pedras que caíram nos trilhos na sequência da tempestade que atingiu Girona. Não há registro de feridos. Na Liga dos Campeões, o Sporting venceu o Paris Saint-Germain por 2 x 1. A equipa leonina está dentro da zona de apuramento direto para os oitavos Luís Suárez marcou dois gols na reação à partida. O técnico verde e branco, Rui Borges, explica qual foi o segredo da vitória.
O segredo esteve nas palavras que eu disse antes do jogo. Discurso simples, era coesão, muita coesão e muita paixão no jogo. E eles tiveram. Era impossível não ter. É perceber que respeitamos aquilo que estava do outro lado, uma grande equipa, coletivamente e individual, e fomos melhorando, fomos crescendo, fomos acreditando, com alguma sorte, mas a sorte faz parte da audácia perante uma grande equipa, por tudo que foi o compromisso. Não tenho palavras para descrever aquilo que foi a coesão do grupo e aquilo que é esta equipa, esses rapazes mereceram muito esta vitória.
Já o treinador do Paris Saint-Germain afirma que no futebol o que importa no final é marcar gols.
Sabíamos da qualidade defensiva e ofensiva do Sporting, mas fomos muito superiores ao rival, a um grande rival. Não os deixamos jogar, não os deixamos atacar. Dominamos o jogo completamente e merecíamos ganhar este jogo. Mas o futebol é caprichoso, injusto, imersivo, e ganha quem marca mais gols. E neste caso, o Sporting Portugal fez dois, nós apenas um. Temos que melhorar nesse aspecto.
Análise do técnico Luís Henrique depois desta partida em Alvalade. Amanhã é a vez do Benfica, vai defrontar a Juventus. José Mourinho diz que vai encarar a partida como uma final e está ciente das capacidades da equipe adversária.
Vamos jogar o jogo para ganhar. Sabemos contra quem jogamos, sabemos onde jogamos, mas vamos jogar para tentar ganhar o jogo. Depois, logo se vê no final do jogo o que nos faltará para podermos ter a oportunidade no último jogo de nos podermos qualificar.
Já o treinador da Juventus, Luciano Spalletti, espera encontrar um Benfica agressivo.
É um desafio importante para nós e também para eles. É um confronto direto, como se verificou antes, pelo que espero um Benfica agressivo na abordagem ao jogo, que usará talvez também a astúcia do seu treinador.
Juventus-Benfica está marcado para esta quarta-feira, às 8 p.m. Vai contar, como é hábito, com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. No andebol, Portugal venceu a Dinamarca por 31 a 29 para o Campeonato da Europa. A equipe das Quinas está apurada para a próxima fase. A partida decorreu em Herning, na Dinamarca. Destaque para a exibição dos irmãos Francisco e Martim Costa, que marcaram nove gols cada um. Portugal junta-se assim à França, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Noruega na próxima fase da competição. E ao ponto final neste Jornal das duas. A informação está de regresso daqui a pouco à Rádio Observador, às 14h30. Até já.