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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. A ponte da A1 que passava sobre o rio Mondego abateu, fica organizer por cima do dique deste rio que colapsou nesta tarde de quarta-feira. Esta notícia foi confirmada à Rádio Observador pela Brisa e pela Proteção Civil, que indica que o alerta foi dado perto das 11 da noite. Esta zona da autoestrada já tinha sido cortada nos dois sentidos ao final do dia, por precaução. Em declarações à CNN Portugal, Carlos Luís Tavares indicou que o trânsito nesta área foi cortado assim que foi recebida a informação de que o dique em Casais tinha cedido.

Foi contactada a Brisa para que cortasse de imediato a A1, uma vez que a pressão do rio Mondego se estava a fazer sentir em toda a ponte. Quer nos pilares, quer também em tudo aquilo que envolvia a ponte. Sendo uma situação de risco, foi essa a decisão que tomamos, e em boa hora que a tomamos, porque, efetivamente, veio a se concretizar, houve este colapso, não é na ponte, é no encontro da ponte com o maciço.

E as explicações da Proteção Civil. Recordar que a A1 foi interrompida entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, diz que o abatimento do viaduto só veio confirmar o receio das autoridades.

Isto acaba por ser algo que temíamos e quando nos apercebemos do rebentamento do dique, e o dique rebentou mesmo por debaixo da ponte, imediatamente a Proteção Civil pediu para se interromper o trânsito. Aliás, nós víamos com muita surpresa carros parados naquele tabuleiro a tirar fotografia e estávamos extremamente preocupados. Aquilo é um viaduto e que depois tem um encontro com a terra. E o que acontece é que a água foi escavando a terra e houve uma parte do tabuleiro que ficou sem sustentação e que ruiu.

Em entrevista à RTP, Ana Abrunhosa revela ainda problemas graves em estradas e pontes em zonas menos midiáticas do que a A1 e pede respostas ao ministro das Infraestruturas, que neste momento se encontra a caminho de Coimbra. Em entrevista na Sic Notícias, Miguel Pinto Luz deixa uma nota de tranquilidade, diz que está garantida a segurança nas estradas portuguesas. E antes deste incidente, Coimbra avançou com uma nova zona de evacuação entre São João do Campo e São Martinho de Árvore. É um sítio onde as pessoas já foram praticamente retiradas. Quem nos conta é o autarca Valter Santos, o presidente da Junta de Freguesia de São João do Campo, indica que este processo já terminou, mas relata alguma resistência por parte das populações.

São 29 habitações. Temos uma média entre três e quatro pessoas por família. Noventa por cento destes familiares, que correspondem a estas habitações, entendeu ficar.

E qual foi o argumento que deram às autoridades?

Como têm um primeiro andar, sentem-se um pouco confortáveis.

Valter Santos afirma que o lado direito do rio tem mais terreno agrícola para a água se espalhar, por isso mostra algum otimismo relativamente aos últimos acontecimentos.

Para mim não foi surpresa. Aliás, para ser sincero, até fiquei um pouco mais tranquilo em ser para a margem direita do que para a margem esquerda, porque acho que eu, na minha ignorância, não sou técnico, creio que me sinto mais confortável que as águas tenham vindo para o lado direito, que temos uma grande área de terras agrícolas onde as águas se podem espalhar.

E há menos população que na margem esquerda.

É, não tenho dúvidas.

Valter Santos, presidente de São João do Campo, num balanço da Proteção Civil, em que esteve presente o governo, a autarquia e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa lembra que é preciso garantir os meios de prevenção, apoio e resposta ao mau tempo. O presidente da República admite o desgaste de várias semanas atípicas.

Vale a pena olhar para os dias próximos com a mesma confiança, com a mesma tranquilidade, com a mesma serenidade, com a mesma maturidade cívica dos portugueses ao longo destas semanas. É muito tempo, é muito desgastante. Mas até agora se viu que é vencível. É vencível. E vencer significa lidar com a natureza, encontrando todos os meios para dar resposta. Apoi os, prevenções e comportamento das pessoas. Nunca desanimar.

O chefe do Estado alertou também para um agravamento da situação na bacia do Sado e do Tejo. O Estado não pode esquecer ninguém, foram as recomendações de Marcelo Rebelo de Sousa. Numa conferência de imprensa onde também esteve presente o primeiro-ministro, Luís Montenegro alertou para a possibilidade de ocorrer uma nova ruptura no dicto Mondego. O primeiro-ministro alerta para uma situação que se pode agravar.

Não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras rupturas poderem vir a acontecer nas próximas horas. Sabíamos que estávamos no limite, no limiar Da capacidade de escoamento do caudal do rio Mondego e que, portanto, esta situação podia efetivamente ocorrer.

O primeiro-ministro pede que as pessoas sigam recomendações das autoridades. Alerta também que o alívio da chuva prevista para esta quinta-feira não significa relaxar nas medidas de segurança. E a ministra do Ambiente garante que tudo aconteceu como previsto quanto ao rompimento do dique, avisa que agora a maior preocupação é com a região de Montemor-o-Velho, onde abateu precisamente a ponte da A1. A ministra Maria da Graça Carvalho diz que neste momento é preciso manter máximo cuidado.

Mas o caudal vai espraiar nos campos agrícolas até ao território de Montemor-o-Velho. A malha urbana de Montemor está protegida por dois diques. Agora, o trabalho mais urgente da Agência Portuguesa do Ambiente é, desde já, monitorizar estes dois diques, que estão a proteger as residências de Montemor-o-Velho.

A ministra do Ambiente fez também contas à quantidade de chuva que afetou o país nos últimos dias. São declarações que vamos agora novamente acompanhar de Maria da Graça Carvalho.

Estamos a passar um período excecional que já dura há três semanas. Só nestes dois dias a precipitação é equivalente a 20% da precipitação de Portugal, a média do ano inteiro. A APA, a Agência Portuguesa para o Ambiente, fez uma gestão preventiva das descargas das barragens para evitar cheias descontroladas. Desde o início de janeiro que as descargas das barragens e albufeiras corresponderam a cerca de um ano do consumo d'água de todo o país.

Recordar às populações e quem vai na estrada que neste momento a autoestrada número um está interrompida entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. E do rio Mondego passamos para o rio Sado. A baixa de Alcácer do Sal voltou a inundar e passaram estas últimas horas onde se deu o pico da maré. A Proteção Civil prevê, no entanto, que o caudal do rio Sado diminua já nas próximas horas. É o que explica à Rádio Observador Tiago Bugio, comandante da Proteção Civil do Alentejo Litoral.

Atingindo o pico da maré agora à meia-noite, teremos uma diminuição deste galgamento do rio Sado. Prevemos que o caudal do rio diminua, devido também à gestão das barragens que se têm efetuado. Neste momento temos sete barragens a descarregar para o rio Sado e vamos tentar minimizar os danos, diminuindo o caudal do rio Sado.

As explicações à RTP do comandante da Proteção Civil do Alentejo Litoral. Ora, o volume das barragens aumentou e houve uma inundação junto à margem do rio, explica o comandante da Proteção Civil. Tiago Bugio aconselha assim que a população se mantenha em alerta. Donald Trump garante que quer continuar com as conversações com o Irão. O presidente norte-americano esteve esta quarta-feira reunido com o presidente israelita na Casa Branca. Depois do encontro, através da rede social Truth Social, Donald Trump adianta que não se chegou a nenhuma conclusão definitiva. Donald Trump garante assim que insistiu que as negociações com o Irão continuassem com o objetivo de se perceber se é ou não possível chegar a um acordo. Do outro lado, Benjamin Netanyahu, através de um comunicado, diz que na reunião insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações. Tudo dito neste noticiário das 02:00. A informação na Rádio Observador regressa às 14:30.