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Boa noite, eu sou a Teresa Freires, são 2h da manhã, hora de atualizar toda a informação. Israel e Hezbollah confirmam ataques mútuos. O Hezbollah emitiu um comunicado há pouco, a dizer que lançou mísseis e drones contra Israel, em retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei. De resto, o grupo apoiado pelo Irão reclama também a responsabilidade pelo lançamento de várias armas e, em resposta, o exército de Israel também já confirmou que está a conduzir ataques contra o grupo no Líbano. Este será o primeiro ataque do Hezbollah a Israel desde novembro de 2024, uma vez que o grupo não se juntou ao Irão durante o conflito de 2025. Uma base aérea do Reino Unido no Chipre foi atacada com um drone. A informação é confirmada pelas autoridades do Chipre e de acordo com o jornal The Guardian, que cita as autoridades locais, toda a zona está em alerta elevado por possíveis ataques futuros. Todas as infraestruturas militares foram também encerradas. Entretanto, o Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou este ataque, que atingiu uma base aérea da Força Aérea Real no Chipre. De acordo com a BBC, o governo britânico respondeu a um incidente nesta base por volta da meia-noite local, quando eram 10 da noite no Reino Unido. Uma notícia que surge depois de o Reino Unido, a França e a Alemanha terem dito que estão prontos para trabalhar com os Estados Unidos de forma a pôr um fim aos ataques do Irão. Uma informação que foi avançada num comunicado conjunto divulgado pela agência noticiosa France Presse, onde os três países anunciam que serão tomadas as medidas necessárias para defender os próprios interesses e dos aliados na região iraniana, viabilizando sobretudo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade do Irão de lançar mísseis e drones. De acordo com a Associated Press, a França vai enviar dois navios de guerra para o Mar Vermelho nos próximos dias para se juntarem a uma missão naval na União Europeia. Já o Reino Unido vai permitir que os Estados Unidos utilizem as bases militares inglesas para atacarem o Irão. Um anúncio que foi feito esta noite pelo primeiro-ministro britânico num vídeo publicado na rede social X. Um grupo de cerca de 50 portugueses está há pelo menos dois dias retido num navio cruzeiro no Dubai. A notícia avançada pela CNN Portugal adianta que o grupo estava a começar as férias quando foi surpreendido por bombardeamentos iranianos. O navio em causa está neste momento a ser protegido por dois navios de guerra. O Observador contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros para tentar obter mais informações, mas até ao momento não obteve resposta. O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que há consenso entre os parceiros europeus para retomar as negociações com o Irão e coordenar o repatriamento dos portugueses que estão retidos no Golfo Pérsico. Paulo Rangel avançou esta informação através de declarações à agência Lusa. Os chefes da diplomacia dos Estados membros da União Europeia estiveram reunidos este domingo para debater o estado atual do Médio Oriente. Paulo Rangel refere que desta reunião sai uma opinião comum.

Houve um consenso no sentido de que é muito importante haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível, retomar as negociações. Portanto, eu diria que há uma grande frustração por as negociações terem sido interrompidas e ter havido este desenlace e que há aqui um apelo mais pela positiva do que pela negativa a que se retomem as negociações.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, em declarações à agência Lusa. Já o presidente do governo regional dos Açores diz que o acordo bilateral com os Estados Unidos foi cumprido. José Manuel Bolieiro fala a propósito do atual contexto internacional de guerra no Médio Oriente. Nos últimos dias, vários aviões reabastecedores da Força Aérea Norte-Americana estacionaram e levantaram voo na base das Lages, na Ilha Terceira. O líder do Executivo açoriano fala em sucesso e numa coordenação constante com o governo português.

O governo de Portugal e o governo regional dos Açores mantiveram contactos e troca de informação, designadamente através do gabinete do Primeiro-Ministro de Portugal, do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do presidente do Governo dos Açores. O acordo de cooperação e defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América foi cumprido, tal como informou o governo de Portugal. Com o contexto que a partir de ontem se alterou, ficou estabelecido entre o governo de Portugal e o governo regional dos Açores a intensificação dos contactos para informação e acompanhamento da evolução da situação.

As declarações do presidente do governo regional dos Açores, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada. A presidente da Comissão Europeia diz que a morte de Ali Khamenei traz uma nova esperança para os iranianos. Ursula von der Leyen pretende que o regime de Teerão tenha agora uma transição para melhor, através de uma publicação nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia diz que é necessário garantir um futuro de paz. E junto à embaixada do Irão em Lisboa, centenas de manifestantes festejaram este domingo a morte de Ali Khamenei e pedem o regresso do príncipe herdeiro. Mais de três centenas de pessoas juntaram-se para proferir frases contra o regime dos aiatolas. Os iranianos falam num dia feliz e cheio de esperança. Aplaudem as iniciativas de Donald Trump e Benjamin Netanyahu e pedem a subida ao poder de Reza Pahlavi. O jornalista João Lourenço acompanhou esta manifestação.

Quatro bandeiras, apenas um desejo: a implementação de uma democracia livre, com eleições a decidir o futuro de um país. Centenas de iranianos festejaram a morte de Ali Khamenei perante uma embaixada de Teerão em Lisboa, com a bandeira a meia haste e com as janelas completamente encerradas. Os rostos dos iranianos estavam sorridentes e com esperança num futuro melhor.

Muito feliz desta intervenção militar dos Estados Unidos da América e de Israel para proteger o povo do Irã.

A solução imediata, de acordo com o desejo dos manifestantes, aponta para o nome de Reza Pahlavi. O príncipe herdeiro pode carregar o país num período de transição para a democracia.

Olham para o príncipe Reza Pahlavi como sendo uma ponte de ligação entre a ditadura que eles estão a viver agora e uma possível democracia.

Na diáspora iraniana, há relatos de pessoas a morar há 16 anos em Portugal ou apenas há um ano. O agradecimento a Donald Trump e Benjamin Netanyahu é comum em todas as mensagens.

Esta não é uma luta justa, mas ontem a ajuda chegou. O presidente Trump prometeu e é verdadeiramente um homem de ação. Nós celebramos muito.

Para muitos, o dia mais feliz da vida, para outros, o renascer da esperança de um país que os viu nascer.

O jornalista João Lourenço, que acompanhou os festejos da diáspora iraniana em Lisboa, um dia depois da morte do aiatola Ali Khamenei. Na política nacional, Pedro Passos Coelho diz que Luís Montenegro devia ter negociado com o Chega ou com a Iniciativa Liberal. Uma posição defendida pelo antigo primeiro-ministro, que defende que a viragem do país à direita exige outra engenharia política. Em entrevista ao "Eco", Passos Coelho afasta um regresso imediato, mas acrescenta que quando se quiser candidatar, candidata-se. O antigo líder do PSD recusa que as recentes intervenções públicas sejam lidas como manobras táticas para um regresso imediato à vida política e não esconde que, se estivesse a liderar o PSD ou o governo, teria seguido outro caminho, a começar pela relação com o Chega. É a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30.