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Boa noite, eu sou a Teresa Freire. São duas da manhã, hora de atualizar a informação. O Irão poderá permitir a passagem de um número limitado de navios petroleiros no estreito de Ormuz, desde que as transações sejam feitas através da moeda chinesa. A notícia é avançada pela CNN, que cita um alto funcionário iraniano não identificado. A condição imposta pelo Irão surge no momento em que o país está a trabalhar num novo plano para gerir o fluxo de petroleiros na região, é o que adianta o mesmo alto funcionário. Até agora, o petróleo tem sido maioritariamente negociado em dólares. Os Estados Unidos vão começar em breve a escolta de navios no estreito de Ormuz. Donald Trump insiste na ideia de escoltar os navios petroleiros, mas não apresenta uma data concreta. O presidente norte-americano diz apenas que é uma medida que vai ser implementada em breve. Donald Trump volta ainda a debruçar-se sobre outra cronologia, a do fim da guerra. Diz que não pode dar uma estimativa concreta.

Não posso dizer-vos isso. Quer dizer, eu tenho a minha própria ideia, mas do que é que serve? Será o tempo que for necessário. Foram dizimados. O país deles está em mau estado, está tudo a desmoronar-se. Se lermos algumas das notícias falsas, é como se estivessem a fazer maravilhas.

Donald Trump, em declarações aos jornalistas a caminho da residência Mar-a-Lago, explica que não apresenta uma estimativa concreta porque isso só irá acontecer quando considerar que os objetivos foram cumpridos. Coloca assim de lado as estimativas de uma guerra que dure entre quatro a seis semanas. O impacto da interrupção do estreito de Ormuz vai depender do tempo que demorar o conflito. Os economistas consideram que vai ser difícil de compensar. Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão há duas semanas e o conflito alastrou-se pela região. As tensões subiram e acabaram por conduzir ao encerramento do estreito de Ormuz, fundamental para o fornecimento de petróleo, dificilmente compensado por outras fontes, até porque a Rússia, um dos grandes produtores de petróleo, está sob sanções pelo Ocidente. O Observador entrevistou uma economista sênior do Aberdeen, que explica quais são os riscos da atual situação. Matilde Malva-Sabino.

O segredo do impacto económico da guerra no Irão está no tempo que vai durar. Quanto mais longa, maior será o impacto na inflação e no crescimento económico. Em entrevista ao Observador, a economista de Aberdeen, Sriko Soga Vindan, explica que à medida que o conflito se desenvolve, as projeções económicas pioram. Numa previsão mais pessimista, existe mesmo o risco de a economia mundial entrar em recessão, com inflação elevada. É o que os especialistas chamam de estagflação, uma doença econômica marcada por preços altos e crescimento fraco. Quatro semanas é o prazo que Aberdeen admite para a duração deste conflito. É também o cenário mais otimista, com menos impactos na economia global. Nesse caso, o estreito de Ormuz reabre e o mercado energético estabiliza. Ainda assim, pode demorar até que a produção volte a fluir totalmente. No caso do petróleo, depende do estado das refinarias e das infraestruturas, até porque no Irão, algumas instalações petrolíferas sofreram danos. Já o gás natural liquefeito pode não estar pronto tão depressa. A economista diz que o processo pode levar vários meses. Aponta também que algumas matérias-primas, como o alumínio e a ureia, já estão a subir de preço, mesmo sem falhas efetivas no abastecimento. A longo prazo, isso pode pressionar ainda mais a inflação. Segundo a economista, entre maio e julho, vamos começar a ver esse impacto refletido nos preços, com um aumento global de cerca de 40 pontos base na inflação. Perante este cenário, os bancos centrais podem encarar a situação como um choque de oferta e adiar cortes nas taxas de juros.

A jornalista Matilde Malva-Sabino a resumir as explicações da especialista do Banco de Investimento Aberdeen sobre os riscos económicos da interrupção do estreito de Ormuz. A ONU apela à passagem segura de ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz. O responsável humanitário da ONU apela a todas as partes envolvidas no conflito no Médio Oriente para que permitam a passagem segura dos navios de ajuda humanitária. O subsecretário-geral da Organização para os Assuntos Humanitários e coordenador da ajuda de emergência lembra que as cadeias de abastecimento humanitário são frágeis e avisa que milhões de pessoas estão em risco. O secretário-geral do Partido Comunista Português desafiou os grandes grupos económicos portugueses a suportar com os lucros os custos da guerra. Paulo Raimundo desafia ainda o primeiro-ministro a enfrentar o grande capital. Num comício do partido, o secretário-geral falou da guerra na sua intervenção e fez exigências às empresas e ao governo.

Não pode ser, como disse, e não aceitamos. É preciso mobilizar os mais de mil milhões de euros de lucros da Galp para este embate. É preciso mobilizar os mais de 5 mil milhões de euros dos cinco maiores bancos para este embate. É preciso mobilizar os lucros históricos e recordes da grande distribuição para este embate. Não vale a pena, não aceitamos que seja o povo, sempre o povo, a pagar os desmandos desta gente.

O secretário-geral do PCP no comício do 105º aniversário do partido. O secretário-geral da CGTP exige estar na reunião de segunda-feira sobre o pacote laboral e mesmo sem ter sido convocada, a Intersindical vai apresentar-se no Ministério do Trabalho para a reunião sobre o pacote laboral, que está marcada para segunda-feira. A ministra do Trabalho recebe a UGT e as confederações patronais para retomar as negociações do pacote laboral. De fora da convocatória está a CGTP. Ouvido pela Rádio Observador, o secretário-geral Tiago Oliveira diz que o objetivo na próxima segunda-feira é que a maior central sindical do país seja incluída na discussão do pacote laboral.

Tendo como objetivo a concretização Deste pacote laboral, o governo aquilo que faz é afastar a CGTP e não discutir as propostas que a CGTP colocou. Ora, isso nós não aceitamos. E nós na segunda-feira vamos demonstrar isso, que exigimos, ao contrário daquilo que nos querem impor, discutir as propostas de quem trabalha e não aceitamos discutir as propostas de quem manda trabalhar, que é isso que nos querem exigir, que é apenas discutir as propostas de quem manda trabalhar e deixando de fora as propostas de quem trabalha. Ora, isso nós não aceitamos.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em declarações à Rádio Observador. Um dirigente nacional do Livre renunciou ao mandato. João Manso acusa alinhados com Rui Tavares de lhe vedarem o acesso à informação. João Manso, eleito para o grupo de contacto por uma lista opositora à de Rui Tavares, considera ser inaceitável terem sido criadas dinâmicas de controle de informação que excluem alguns dirigentes e por isso entendeu renunciar ao mandato. Diz que foi reiteradamente excluído de processos de decisão pelos representantes da linha maioritária no partido. A Ministra da Saúde garante que as escalas para a Urgência Regional de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Loures estão asseguradas. O hospital vai receber grávidas de Vila Franca de Xira a partir das nove da manhã da próxima segunda-feira. Os casos urgentes passam a concentrar-se em Loures, perante o encerramento temporário dos serviços de urgência de Ginecologia e Obstetrícia de Vila Franca de Xira. Ana Paula Martins relembra que esta é uma medida de transição e garante que as escalas em Loures estão completas.

As escalas estão asseguradas para a concentração da urgência no Beatriz Ângelo, em Loures, e naturalmente que os médicos que vão estar a assegurar essas escalas, 24 sobre 24 horas, estão de acordo com aquilo que é o regulamento da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros relativamente aos profissionais e que de facto têm equipas definidas para o número de partos que ali se espera.

Ana Paula Martins, que sublinha que se trata de uma partilha de recursos entre o Hospital Beatriz Ângelo e o Hospital de Vila Franca de Xira. Os casos urgentes de Ginecologia e Obstetrícia passam a concentrar-se apenas em Loures, uma decisão do governo perante a falta de recursos. Esta é uma decisão que não é bem vista pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, que acusou o governo de querer encerrar a maternidade local. Diz que os autarcas dos conselhos abrangidos pela concentração das urgências não foram consultados. O autarca de Vila Franca de Xira explica ainda que a decisão foi tomada numa altura em que algumas estradas continuam cortadas ou fortemente condicionadas por causa das intempéries. Há cerca de 250 mil pessoas que vão ser afetadas. Fernando Paulo Ferreira vai mais longe nas críticas ao executivo.

Eu não tenho grandes dúvidas que o objetivo da senhora ministra da Saúde com estas medidas é vir a encerrar a maternidade do Hospital de Vila Franca. Acho que é esse o grande objetivo da senhora ministra e deste governo. E portanto temos que procurar combater esta intenção, porque o Hospital de Vila Franca é um hospital moderno, tem todas as condições para prestar serviços à população e não é para resolver problemas da senhora ministra, que se deve encerrar serviços desta natureza.

Fernando Paulo Teixeira, o autarca de Vila Franca de Xira, em declarações à Rádio Observador. Além de Vila Franca de Xira, serão também encaminhadas as utentes da Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Benavente. Notícia de fecho deste jornal. Informação regressa às 14h30.