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Duas horas.
Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, são duas da manhã, está com a Rádio Observador e é hora de atualizarmos toda a informação. Começamos com a política nacional. Morreu o antigo ministro do PSD, Carlos Brito, tinha 90 anos. O PSD anunciou o falecimento em comunicado. O antigo dirigente social-democrata foi ministro da Defesa no segundo governo liderado por Cavaco Silva e desempenhou também funções como governador civil e vereador da Câmara Municipal do Porto. O partido lembra o percurso de Carlos Brito, destaca as funções relevantes tanto na administração pública, na vida política nacional, bem como no poder local. O Chega recebeu luz verde do presidente da Assembleia da República para agendar a reapreciação do decreto sobre a perda de nacionalidade. O diploma foi chumbado de forma unânime pelo Tribunal Constitucional. Já no Parlamento, tinha sido aprovada por todos os partidos da direita. Agora, segundo André Ventura, José Pedro Aguiar Branco enviou um despacho na passada sexta-feira a permitir o agendamento do debate sobre este decreto, que pretende criar a pena acessória de perda da nacionalidade. Logo no dia em que o decreto foi considerado inconstitucional, o presidente do Chega desafiou a maioria de direita a confirmá-lo no Parlamento, mas tanto o PSD como a Iniciativa Liberal recusaram seguir esse caminho, não querendo entrar numa rutura institucional com o Palácio Ratton. André Ventura admite que a decisão pela inconstitucionalidade do decreto representou uma derrota. Diz que reagiu ao acórdão do Tribunal Constitucional com total estupefação. O tema vai agora ser novamente discutido na Assembleia da República. Os partidos continuam a reagir à prestação social única proposta pelo governo. Desta vez, o secretário-geral do PCP acusa o Executivo de querer apertar a vida dos mais pobres com a criação da prestação social única. O governo aprovou, em Conselho de Ministros, na passada sexta-feira, um novo sistema de atribuição de prestações sociais que vai agregar 13 apoios sociais não contributivos que eram pagos até então de forma individual. Está também previsto nesta proposta que os beneficiários tenham de fazer até 15 horas de trabalho social, isto por semana. Ora, Paulo Raimundo critica este modelo, acusa o governo de falta de coragem para enfrentar os mais poderosos. Declarações do secretário-geral do PCP em Évora. Paulo Raimundo diz que a prestação social única vai apenas prejudicar ainda mais as classes mais baixas. Mudamos de tema para falar sobre as filas nos aeroportos nacionais. A PSP deu um ponto de situação sobre o controle de fronteiras nos aeroportos portugueses durante a tarde deste domingo. Ora, através de comunicado, a Polícia de Segurança Pública revela que até às 15h passaram pelo controle fronteiriço cerca de 52 mil passageiros. Pode-se ler nessa nota que foi decidido aplicar 16 medidas cautelares, de modo a cumprir todas as regras do espaço Schengen. De acordo com os números revelados pela PSP, foram também realizadas 56 interseções, algo que acontece quando os agentes têm necessidade de verificar os documentos ou apurar a legalidade do passageiro no país. Quanto aos tempos de espera, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a meio da tarde, a espera era apenas de 32 minutos nas chegadas e 14 nas partidas. Já no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, as chegadas registaram tempos de espera de quase uma hora, enquanto as partidas eram feitas em cerca de 30 minutos. Na saúde, o infectologista Fernando Maltês garante que as novas diretrizes da DGS para o vírus Ebola são normais e servem apenas de prevenção. A DGS atualizou ontem os procedimentos hospitalares para casos suspeitos de Ebola, indicou hospitais de referência para possíveis casos do vírus, Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, e o Hospital de São João, no Porto. À Rádio Observador, o infectologista Fernando Maltês diz que a nota publicada este domingo pela DGS serve também para haver uma maior preparação dos hospitais.
O alerta tem fundamentalmente o objetivo de estes centros estarem preparados no que diz respeito a recursos humanos, no que diz respeito a recursos técnicos, a fazerem treinos na utilização de equipamentos de proteção individual. Estamos a lidar com uma doença para a qual não existe terapêutica eficaz, para a qual não existe tema vacinal eficaz, e portanto, temos que tomar medidas de suporte e medidas de isolamento adequadas. Portanto, as normas da Direção Geral de Saúde são também uma chamada de atenção para essa necessidade.
Fernando Maltês destaca ainda a possibilidade do Ebola se tornar uma pandemia.
O risco de uma pandemia à escala global, a pandemia é sempre uma coisa à escala global, é mínimo. O risco de chegarem cá casos, eu diria que até é muito pequeno, mas de facto, isto obriga que nós estejamos também preparados nos nossos locais de trabalho e nos nossos países, a termos a preparação necessária para a eventualidade de virmos a receber algum caso.
Explicações do infectologista Fernando Maltês, aqui na Rádio Observador. A nota divulgada ontem pela Direção-Geral da Saúde dá conta também de alguns sintomas aos quais a população deve estar atenta, caso tenham estado em áreas com circulação do vírus. É o caso de febre acima dos 38 graus, bem como vômitos, diarreia, dor abdominal e hemorragias.Vamos agora à atualidade internacional. Na Colômbia, tal como se previa, a eleição presidencial foi renhida e a decisão ficou adiada para a segunda volta. O candidato da extrema-direita, Abelardo de la Espriella, do partido nacionalista Defensores da Pátria, terminou na liderança com 43,7% dos votos. A margem para o segundo candidato foi curta, não suficiente para ser eleito o presidente. O senador Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, o mesmo partido do atual presidente, Iván Cepeda o candidato de uma coligação de esquerda, obteve 40,9% dos votos. Num universo que é superior a 41 milhões de pessoas, vão ter de sair à rua novamente para decidir quem sucede a Gustavo Petro, que já não se pode recandidatar. A segunda volta já tem data, está agendada para dia 21 deste mês. Estas eleições presidenciais na Colômbia são consideradas as mais violentas dos últimos anos. Ocorrem num período de grande tensão, marcado pelo aumento da insegurança e também da violência em vários pontos do país. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que até estarem concluídas as negociações, tudo o resto é especulação. Afirmação do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano à agência IRNA. Diz o ministro que o diálogo e as trocas de mensagens entre os países estão, de facto, a acontecer. Explica, no entanto, que ainda não é possível julgar nada até que se chegue a uma conclusão clara. Diz que, por agora, a especulação criada não deve ser levada de forma séria. Isto numa resposta a Donald Trump, que disse neste domingo que um acordo estava cada vez mais perto. Em França, os jogadores do PSG foram recebidos nos Campos Elísios pelo presidente Emmanuel Macron. Apesar da vitória da equipa de Paris, a noite de sábado foi uma noite de muitos desacatos em França. Um tema que foi de imediato abordado por Emmanuel Macron na cerimônia. O chefe de Estado francês agradece às forças de segurança, promete ter mão pesada com quem desencadeou os tumultos e reitera que está farto destes episódios de violência que já são recorrentes na capital francesa.
Isto não é futebol, não é o desporto. Por isso quero agradecer aos nossos polícias e aos guardas nacionais. Seremos intransigentes com quem provocou estes desacatos. Não queremos voltar a ver isto. Acabou, estamos fartos.
Declarações de Emmanuel Macron na recepção aos jogadores do PSG nos Campos Elísios. Um homem morreu na madrugada de sábado ao chocar com uma moto em blocos de betão que foram colocados pela polícia a propósito dos festejos. A vítima era um jovem na casa dos 20 anos. A Procuradoria de Paris acrescenta que um outro jovem, também nas celebrações, foi esfaqueado com gravidade. É um dos oito feridos graves dos mais de 200 que resultaram das celebrações de sábado à noite. No que toca a detenções, a polícia francesa realizou 300 só em Paris, 800 em todo o território gaulês, um aumento de mais 30% face às detenções feitas no ano passado. Isto aquando dos festejos também do PSG, quando venceu a primeira Liga dos Campeões. O ministro francês do Interior considera que a situação em geral esteve controlada e expressou também gratidão pela atuação da polícia sempre que houve distúrbios. O PSG é bicampeão europeu, conquistou no sábado a Liga dos Campeões nas grandes penalidades frente ao Arsenal. Notícia de fecho deste jornal das 02h. A informação regressa já daqui a pouco, às 14h30. Até já.