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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.

Quase meia centena de operacionais estão mobilizados a esta hora para uma fuga de amoníaco nas instalações da fábrica de gelo Docapesca, no Porto de Leixões, em Matosinhos. Desta ocorrência a já registar um ferido ligeiro que foi transportado para o hospital. Uma informação confirmada à Rádio Observador por fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto. No local, aos jornalistas, a Proteção Civil explica que a fuga ainda não foi resolvida, mas que já está controlada.

A fuga está a ser controlada no que diz respeito à dispersão do produto. Não temos a fuga controlada, porque ela continua a sair, mas em termos de dispersão do produto, está a ser controlado. Enquanto houver produto, vamos manter aqui a operação. A partir do momento que o produto deixe de sair, deixe de ter produto o equipamento, aí a operação é dada como terminada.

A ocorrência aconteceu numa zona próxima do local onde decorria o arranque das tradicionais grandiosas festas do Mártir São Sebastião, padroeiro dos pescadores, tendo levado à evacuação do recinto deste evento. Uma evacuação que, diz a Proteção Civil, decorreu sem sobressaltos.

A festa foi evacuada tranquilamente, ordeiramente. Todas as pessoas respeitaram, quer o plano de segurança da festa, quer as nossas indicações. Por isso, correu sem qualquer atropelo, sem qualquer pânico. A evacuação correu sem problemas.

Declarações de um membro da Proteção Civil aos jornalistas no local, num registo captado pela RTP. O balanço da Proteção Civil da evacuação desta festa, no local estariam ainda cerca de mil pessoas. O ministro da Educação responsabiliza as escolas que não fixaram esta sexta-feira as notas dos exames nacionais e admite pedir justificações aos diretores. Fernando Alexandre sublinha que este não foi um dia normal e que por isso se exigia mais das escolas.

Hoje é um dia que as escolas sabem que as notas iam chegar. Os diretores têm essa responsabilidade, têm a responsabilidade também de preparar as equipes. Aliás, eu durante o dia falei com imensos diretores e todos me transmitiram precisamente essa mensagem de que estavam ao serviço da escola pública, ao serviço dos alunos. Eu teria muita dificuldade em perceber, as famílias também, os alunos também, que pelo fato das notas chegarem às 19h30, não seriam lançadas. Pode acontecer, mas eu vou precisar da justificação do diretor e será pedida individualmente a cada um, se isso acontecer.

A garantia do ministro da Educação, em entrevista à SIC Notícias, Fernando Alexandre admite ainda que centenas de provas ficaram sem classificação. Nesses casos, na pauta de avaliação, surge a indicação de suspenso. O ministro explica que as situações resultam de falhas diversas no processo e refere que, em parte dos casos, houve atrasos no envio dos exames por parte das escolas.

Há umas centenas de provas em que há falhas. As falhas são diversas. Vou lhe dizer, por exemplo, exemplos de provas que chegaram ao Educa nas últimas semanas, incluindo na última semana, ou seja, que não foram entregues na altura pela escola. Essa é uma situação que tem que ser avaliada com muito cuidado. Eu penso que essas provas não têm condições, porque está em questão a própria integridade da prova, para ter uma nota agora. Ou seja, o Educa, o Júri Nacional de Exames, vão ter que olhar para essas situações.

O Educa, o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, que garante que esses casos vão ser resolvidos, mas ainda não sabe como. Ainda nesta mesma entrevista, o ministro confirmou que o governo vai pagar horas extraordinárias aos professores que estiveram a corrigir os exames. Questionado sobre a permanência no governo, Fernando Alexandre disse estar de consciência tranquila e remete qualquer decisão sobre a continuidade no Executivo ao primeiro-ministro Luís Montenegro. O secretário-geral do Partido Socialista considera que o governo foi imprudente e sublinha que os alertas vindos do PS em relação aos exames tinham fundamento. José Luís Carneiro não pede diretamente a demissão de Fernando Alexandre, diz antes que é o primeiro-ministro que tem de assumir essa responsabilidade.

Nós chamamos o ministro à Assembleia da República no dia 1 de julho e ele desvalorizou o que estava a passar. Disse que não havia quaisquer falhas de significado, que se tratavam de questões de software e que, portanto, não seria necessário adiar o processo de classificação. O que é certo é que 48 horas depois decidiu adiar, mas adiou sempre com uma certa sobranceria que caracteriza este governo. Ora, aquilo que nós verificamos é que todos os alertas que formulamos tinham fundamento, tinham razão de ser.

José Luís Carneiro, em entrevista à SIC Notícias, o líder socialista denuncia ainda que o número de alunos sem provas classificadas apresentado pelo ministro não corresponde à realidade.

O ministro aqui afirmou que são algumas centenas de jovens que estão suspensas a publicitação das suas classificações. Eu posso dizer que tenho reporte do país que me dá conta de que não serão algumas centenas, que são alguns milhares.

José Luís Carneiro, que diz ainda que os diretores das escolas se sentem ameaçados e desrespeitados pelas recentes declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre. O líder socialista não fecha a porta, por isso, a uma eventual comissão de inquérito. O Partido Socialista critica a falta de respostas do ministro da Educação sobre os alunos com as notas suspensas. A líder do grupo parlamentar do PCP, Paula Santos Considera a situação extremamente preocupante e aponta o dedo tanto a Fernando Alexandre como ao restante Executivo.

É extremamente preocupante que haja estudantes cujos resultados vão aparecendo na pauta como suspensos e o ministro, até o momento, ainda não explicou como é que vai resolver esses problemas. Para lá de toda esta confusão e do caos dos exames, a verdade é que o rigor e a fiabilidade relativamente a este procedimento está claramente colocado em causa. O governo insiste em sacudir as suas responsabilidades. Mais uma vez, foi esse o procedimento por parte do ministro. Responsabiliza as escolas, responsabiliza os professores, responsabiliza o júri e não assume as suas responsabilidades perante aquilo que está a acontecer.

As críticas de Paula Santos, a líder da bancada comunista, à forma como o governo geriu os problemas com os exames nacionais, numa mensagem vídeo enviada às redações. O Presidente da República admite que o processo em torno dos exames nacionais não correu bem, mas não adianta consequências políticas. António José Seguro exige uma resolução rápida destes problemas e insiste que nenhum aluno pode sair prejudicado deste processo.

A minha preocupação é que todos os que têm responsabilidade no processo possam contribuir para que rapidamente os problemas desapareçam e, sobretudo, os alunos e as famílias tenham acesso à classificação dos exames e das provas que prestaram. É muito importante que isso aconteça e que nenhum aluno fique prejudicado pelos erros que ocorreram.

Declarações do Presidente da República à margem da inauguração do requalificado Museu da Gulbenkian, em Lisboa. Confrontado com o impacto das polémicas relacionadas com os exames nacionais, mas também com o ministro da Administração Interna na imagem deste governo, António José Seguro preferiu não comentar e remete para outras instâncias.

O Presidente da República está sempre muito atento e acompanha tudo o que se passa em Portugal e na vida nacional, mas fala no momento certo e no local adequado.

O chefe de Estado, em resposta aos jornalistas sobre os problemas com o governo de Luís Montenegro. O Presidente da República, que promulgou esta sexta-feira quatro decretos do Parlamento, entre eles a Prestação Social Única. Além da PSU, António José Seguro deu ainda luz verde a dois outros diplomas da área da Justiça e aproveitou para vincar que é urgente uma reforma deste setor. Numa nota publicada no site da Presidência da República, Seguro considera que o combate à corrupção, à criminalidade organizada e a celeridade da Justiça devem ser prioridades. O presidente alerta ainda que uma justiça lenta compromete a confiança dos cidadãos nas instituições e defende que as reformas devem ir mais além. António José Seguro pede ainda estabilidade legislativa para evitar alterações sucessivas e avulsas e defende que todos os agentes da Justiça devem ser envolvidos, ouvidos e respeitados nos processos da reforma. Dar ainda conta que a ministra do Ambiente e Energia quer mais explicações sobre os preços dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho lembra que enviou ontem uma carta ao presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, na qual exigiu, no prazo de 20 dias úteis, um estudo aprofundado à relação à formação, dos preços dos combustíveis, e reitera que é preciso que todos os portugueses percebam o porquê dos aumentos e das descidas do gasóleo e da gasolina serem diferentes.

Eu perguntei à ENSE, perguntei à ERSE e a resposta é que, na verdade, quando desce o Brent, ainda há outros componentes que não descem. Então vamos ver quanto é que não desceu, como é que desceu, qual é a porcentagem, como é esta formação de preço a partir disto tudo, para se perceber. Para as pessoas todas perceberem por que não desce na mesma proporção.

Declarações da ministra do Ambiente à margem de uma visita às praias de Grândola, na tarde desta sexta-feira, com a atualização do desconto sobre os produtos petrolíferos, anunciado esta sexta-feira pelo governo. Na próxima semana, o gasóleo deverá estar €0,06 mais caro. Já a subida na gasolina vai ser de €0,01. Ponto final neste jornal das 02h. As notícias estão de regresso às 14h30.