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Duas horas. As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Começamos com o ponto de situação sobre os incêndios em Portugal. Por esta hora, um dos focos que mais preocupam é o de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança. O segundo comandante regional do Norte explica à Agência Lusa que o fogo está a ser combatido com prioridade para a proteção de pessoas e de bens. Luís Araújo explica ainda que as condições meteorológicas não têm criado janelas de oportunidade para o combate às chamas, devido ao tempo quente e seco. Já durante esta tarde, o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, mostrou-se esperançoso que o incêndio seja dominado durante esta noite.

Todo o cuidado é pouco. É natural que estejamos um pouco preocupados. Temos uma frente ativa em direção à freguesia da Lousa. Esperemos que durante o decorrer do dia de hoje, e com sorte durante o período da noite, possamos ter já uma fase mais calma de rescaldo, possivelmente.

José Meneses, o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, onde as chamas lavram desde sábado. Por esta hora estão no terreno 400 operacionais apoiados por 140 meios terrestres. Também no norte, em Ponte de Lima, o incêndio que lavra desde domingo vai dar trabalho durante esta noite. O comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima, admite à RTP que o vento tem complicado o combate.

Neste momento, houve uma rotação de vento. A frente de fogo já abriu em duas cabeças de incêndio, duas frentes. Temos meios posicionados a fazer proteção às habitações e também combate à floresta, e temos também uma brigada a fazer uma proteção, porque visto que o vento virou, este fogo pode regressar a Viana do Castelo e é para evitar que ele chegue lá. Portanto, temos uma noite muito trabalhosa, não esperamos facilidades durante esta noite e também aguardamos que amanhã, com o nascer do sol, a situação não se vá complicar.

O comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima, em declarações à RTP. Este incêndio mobiliza, por esta hora, 220 operacionais apoiados por 80 meios terrestres. E mais a oeste, o incêndio de Valongo já provocou sete feridos, número confirmado à Rádio Observador pelo Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto, mas antes avançado pelo comandante dos Bombeiros de Valongo, Bruno Oliveira.

No total, nós temos sete feridos, dois deles populares, que foram transferidos para o Hospital São João, e cinco bombeiros. Dos cinco bombeiros, quatro deles por exaustão e um por queimaduras de terceiro grau. Penso que até o final do dia conseguimos controlar esta frente.

O comandante dos Bombeiros de Valongo, Bruno Oliveira, à RTP sobre o incêndio, que já obrigou ao corte de um troço da Estrada Nacional 209, que liga o Porto a Lousada. Por esta hora o fogo já entrou em fase de resolução. É combatido por 120 operacionais, apoiados por 40 meios terrestres. Mudamos de tema. O presidente da Câmara Municipal de Albufeira garante que nenhum grupo étnico está a ser excluído no acesso à habitação social. Rui Cristina está acusado pelo Ministério Público de discriminação e incitamento ao ódio contra a comunidade cigana. Em causa estão as declarações do autarca numa reunião da Assembleia Municipal de Albufeira, em que afirmava que nenhum grupo étnico minoritário teria acesso exclusivo a habitações, declarações que motivaram o Ministério Público a acusar o autarca de discriminação e incitamento ao ódio, por considerar que Rui Cristina agiu com o intuito de discriminar a comunidade cigana no acesso à habitação. À Rádio Observador, o autarca assegura que qualquer pessoa pode concorrer, desde que cumpra os critérios.

Eu quando fizer a habitação, será para todos. Todos poderão concorrer mediante o nosso regulamento municipal habitacional, porque ao estar a fazer única e exclusivamente habitação para um grupo de etnia, eu estou a ir contra a inclusão, porque isto é inclusão, isso será exclusão. Já lhe disse e volto a repetir: vamos fazer habitação municipal e todos serão livres de poder concorrer a essa habitação.

Incluindo a comunidade cigana, no caso.

Sim, claramente. Se as pessoas tiverem condições para concorrer e para receberem a habitação, receberão.

Rui Cristina, entrevistado pelo jornalista Ricardo Lopes, o autarca garante ainda que mantém tudo o que disse. Explica que na altura estava a ser pressionado para construir casas para a comunidade cigana. No Medio Oriente vivem-se momentos de tensão entre os aliados árabes dos Estados Unidos e Donald Trump. O Irão anunciou que chegou a um acordo com Oman para passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. A reação: Donald Trump deixou claro à Fox News que se o Oman atrapalhar, vai bombardear o país até não sobrar mais nada. Maria Miguel Marques.

"Omã não se está a portar muito bem." É o que diz Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca, em reação à própria ameaça que fez ao aliado árabe. Mas Trump esclarece que está confiante, diz que o Estreito de Ormuz está praticamente aberto e deixa no ar o desejo do controle da via marítima.

Eu gosto da ideia de declarar o estreito de Ormuz um território americano. Eles podem ser um incômodo, mas o bloqueio tem sido muito eficiente. Estamos a conseguir passar lá milhões de barris de petróleo por semana. Se virmos os números que estamos a fazer, é como se o estreito estivesse aberto. Os preços do petróleo estão a descer e vão continuar a descer, a menos que decidamos fazer algo muito mais drástico do que estamos a fazer. O Irão está em grande perigo. O país é uma desgraça e as forças militares iranianas estão totalmente derrotadas.

Donald Trump continua a insistir no controle de Ormuz e diz que está a manter conversas com a Guarda Revolucionária do Irão, apesar das forças iranianas negarem. Isto numa altura em que, de acordo com a Sky News, o Irão apreendeu um petroleiro de uma companhia dos Emirados Árabes Unidos, aliados norte-americanos, que navegava no estreito de Ormuz.

Maria Miguel Marques com as últimas atualizações nas negociações em volta do Estreito de Ormuz. No desporto, o Benfica venceu o Casa Pia por 7x0. As Águias venceram em Rio Maior com gols de Preciado, Rafa, Pavlídis e Duran. Na flash interview, o técnico das Águias, Marcos Silva, realça a capacidade de reação da equipe ao empate da primeira jornada.

Depois de um resultado bem negativo para nós no começo do campeonato, a reação tem que ser chegar e ganhar o próximo jogo. Não estou falando sequer dos números. E falar dos nossos adeptos também. Acredito que a grande diferença do jogo da primeira jornada para este esteve realmente aí. É óbvio que jogamos fora de casa, mas praticamente jogamos em casa e há que realçar o apoio desde o primeiro minuto, empurrar a equipe pra frente, fazem a diferença. Ficou bem provado hoje que fazem toda a diferença pra nós e retiraram-nos isso na primeira jornada, por culpa nossa não ganhamos aquele jogo, mas retiraram-nos algo que é a força deste clube, a grande força deste clube. E hoje conseguimos mostrar isso com o apoio deles.

Marcos Silva, o treinador das Águias. Já do lado do Casa Pia, o técnico adjunto Alexandre Santana reconhece que o jogo correu mal, mas acredita num processo de crescimento.

Estamos cientes que nesses momentos muitas pessoas gostam de se esconder, mas dentro deste clube, quer estrutura, quer equipe técnica, quer jogadores, temos homens com H e é com isto também que nos vai fazer crescer e que nos vai fazer caminhar.

As declarações de Alexandre Santana à Sport TV. O Benfica consegue assim a primeira vitória do campeonato na segunda jornada da época. Fechamos com o ciclismo. A Federação Portuguesa aplaude a abertura de um inquérito pela Procuradoria-Geral da República à morte de Finlay Tarling na Volta a Portugal, inquérito que decorre no Ministério Público de Ponte de Lima. À RDP, PGR adianta que o corpo do ciclista vai ser alvo de uma autópsia. Finlay Tarling, de 19 anos e natural do País de Gales, morreu durante a oitava etapa da competição. O jovem ciclista colidiu contra uma viatura externa à organização da Volta, que entrou indevidamente no circuito da prova. Na reação, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, diz à Rádio Observador que esta é uma boa notícia.

Para nós, é uma ótima notícia, porque o que a federação pretende é esclarecer, sem que antes existam especulações que podem não ser coincidentes com a verdade, e significa que a Justiça está a funcionar e que está ativa, e naturalmente que nos vai certamente ajudar a esclarecer aquilo que pode ter passado no local e que, para nós, organizadores, queremos que realmente este assunto fique clarificado e que todos os portugueses fiquem a saber o que realmente se passou.

Cândido Barbosa, em declarações à Rádio Observador. O presidente assegura ainda que a Federação Portuguesa de Ciclismo fará tudo para ajudar no processo de investigação em curso. Notícia de fecho deste jornal das 14h. A informação está de regresso às 14h30.