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Boa noite, o meu nome é Laura Figueiredo. Pelo menos 19 cidades vão mobilizar-se este sábado para participarem na manifestação convocada pela plataforma Casa para Viver, em defesa do direito à habitação. Nas redes sociais, o coletivo de mais de 100 associações, que já levou às ruas milhares de pessoas, garante: "Não desistimos". A plataforma Casa para Viver defende medidas como baixar as prestações das casas, baixar e regular as rendas e prolongar a duração dos contratos, entre várias outras medidas. A manifestação deste sábado é já a terceira pelo direito à habitação e quer marcar a campanha eleitoral para as legislativas antecipadas de 10 de março. Na crise política da Madeira, terão sido descobertos €30 mil em dinheiro vivo na posse de Pedro Calado, presidente da Câmara do Funchal. É uma notícia avançada pela CNN Portugal e que, de acordo com a estação televisiva, as autoridades encontraram quase €100 mil, incluindo €30 mil em dinheiro vivo, na posse do antigo número dois de Miguel Albuquerque no Governo Regional da Madeira. O dinheiro terá tido origem nos alegados esquemas de corrupção pelos quais foi detido. Parte do valor numerário, €20 mil em notas, foi encontrado na residência do autarca. Os outros €10 mil foram descobertos na casa da mãe de Pedro Calado. Os três detidos, Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia, vão ser ouvidos a partir das 10h deste sábado no Campus da Justiça, em Lisboa. E Marcelo Rebelo de Sousa deixa um aviso, diz que a saída de Miguel Albuquerque significa a queda do Governo Regional da Madeira, uma posição transmitida em declarações aos jornalistas na Figueira da Foz. Marcelo Rebelo de Sousa traça um paralelismo com o caso do executivo liderado por António Costa.
O presidente do Governo Regional da Madeira comunicou que cessava o exercício das suas funções. Isso significa a queda do governo, com a saída. E nesse ponto é idêntico ao que se passa a nível nacional. A saída do presidente significa a cessação de funções de todo o Governo regional.
O Presidente da República voltou, no entanto, a recusar antecipar cenários sobre o futuro político na Madeira. Lembra que cabe ao representante da República no arquipélago tomar decisões. Já mais tarde, à chegada a Lisboa e à CNN, Marcelo volta a esclarecer: quer dar a oportunidade para que o orçamento da Madeira seja aprovado antes de decidir sobre o futuro político na região, mas sublinha que não há facilidade de substituição de Miguel Albuquerque.
Não é minha função ser analista, nem ser comentador, mas daqueles que estão a observar o fenômeno, para factos tão importantes, para perceber por que eu disse o que disse sobre o poder de dissolução, e porque é que, além disso, tenho que tomar em linha de conta que há um orçamento da região que está para discussão e, portanto, não é com aquela facilidade com que se diz, o presidente do governo regional apresenta a demissão e é substituído.
Portanto, durante a tarde foram aqui falados em vários nomes, nessa facilidade de substituição. Portanto, esse não será assim.
Isso não existe porque não pode existir pelas razões que eu vou apontar.
O Presidente da República quer dar a possibilidade ao Parlamento regional de aprovar o orçamento da região entre 6 e 9 de fevereiro. Lembra que se o governo da Madeira for demitido de imediato e passar a governo de gestão, cai o orçamento regional. De recordar que Miguel Albuquerque anunciou no final desta sexta-feira a renúncia ao cargo de presidente do governo regional. Fala na necessidade de encontrar uma solução de estabilidade. Está marcada para segunda-feira uma reunião do Conselho Regional do PSD que vai nomear o sucessor. Lino Trancada Gomes, ex-presidente da Assembleia Legislativa, é apontado à sucessão. E ainda na atualidade nacional, há novos detalhes sobre o caso das gêmeas luso-brasileiras tratadas no Hospital de Santa Maria. O filho de Marcelo Rebelo de Sousa diz que ajudou as crianças a obterem os cartões de cidadão. É o que indica a TVI, que teve acesso aos e-mails trocados entre Nuno Rebelo de Sousa, Marcelo Rebelo de Sousa e a Presidência da República. Além da reunião com o então secretário de Estado da Saúde, Louçerre da Sales, e dos contactos com o chefe de Estado e a Presidência da República, o filho do presidente diz que, juntamente com um grupo de amigos, também ajudou as crianças a obterem os cartões de cidadão portugueses. O jornalista Gabriel Lagoa conta-nos mais sobre este caso.
Sem detalhes sobre o tipo de ajuda dada, a afirmação está no e-mail inicial enviado por Nuno Rebelo de Sousa ao pai e que levou o chefe de Estado a encaminhar o caso para a assessora dos Assuntos Sociais e mais tarde para o governo. Nesse primeiro e-mail, a 21 de outubro de 2019, o filho do presidente afirma que tem amigos em comum com os pais das gêmeas luso-brasileiras. Acrescenta que têm estado focados em tentar ajudar as crianças a conseguir os cartões de cidadão portugueses, o que já estava feito, e que precisa de uma ajuda maior para que as gêmeas consigam o único tratamento no mundo que as pode salvar. No outro e-mail, enviado para Marcelo, depois da assessora para os Assuntos Sociais ter falado com o filho do presidente, o chefe da Casa Civil da Presidência da República explica que as crianças obtiveram cidadania portuguesa com o objetivo de receber o tratamento no país, mas acrescenta que escreveram para o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa e não tiveram resposta. Os e-mails fornecidos por Belém à TVI confirmam que, ao contrário do que transpareceu na comunicação ao país de Marcelo Rebelo de Sousa, de 4 de dezembro, o presidente da República recebeu mais de uma comunicação sobre o assunto e falou com o filho sobre as gêmeas. Marcelo recebeu um total de cinco e-mails sobre o tema. De recordar que a mãe das gêmeas tem garantido que não conhece Nuno Rebelo de Sousa, nem sabe como é que teve conhecimento do caso das filhas. No entanto, os e-mails arquivados na Presidência da República mostram em vários momentos que parece existir alguma forma de contacto com a família
O jornalista Gabriel Agostinho com os e-mails revelados esta noite pela TVI sobre o caso das gêmeas luso-brasileiras tratadas no Santa Maria. E ainda na política, André Ventura mantém mais deputados como cabeças de lista. Em Aveiro, o líder do partido deixa Jorge Valsassina Gouveias. Já em Leiria, fica Gabriel Mithá Ribeiro. Os cabeças de lista do Chega estão todos fechados. A exceção é o círculo fora da Europa, com a saída de Maló de Abreu. O partido confirmou também, sem dizer os lugares, a presença dos deputados Bruno Nunes, Rui Paulo Sousa e Pedro Pessanha na lista por Lisboa. Uma decisão que peca por tardia é esta a reação da SOS Racismo ao anúncio da Câmara de Lisboa, que travou a manifestação de extrema-direita antiislamismo, uma marcha que estava marcada para o próximo dia 3. Ao Observador, fonte da autarquia cita um parecer da PSP que entende que o protesto representava um elevado risco de perturbação grave da ordem pública. À Rádio Observador, José Falcão, fundador da associação SOS Racismo, afirma que a decisão já devia ter sido tomada há mais tempo.
Só quando finalmente as pessoas perceberam que o movimento geral estava contra aquela posição, que é criminosa, viola o artigo 240 do nosso código, é que a Câmara hoje toma posição. Isto já há quase três semanas se sabia. Já devia ter tomado há mais tempo. Aquilo que está escrito pelas pessoas no comunicado e aquilo que as pessoas disseram é criminoso e, portanto, evidentemente, que não havia outra coisa a fazer senão a atitude que é impedir que haja uma manifestação dessas.
José Falcão, fundador da SOS Racismo, em declarações à Rádio Observador. Por causa do protesto, o movimento fez ontem uma queixa-crime no Ministério Público. A marcha antiislamismo está a ser organizada nas redes sociais, onde já foram pedidas doações destinadas à compra de tochas e parafina. A Comissão Nacional de Eleições recebeu queixas relativas a uma campanha publicitária do IKEA que ainda não foram alvo de apreciação. É o que adianta à Luz o porta-voz da CNE, Fernando Anastácio. Apesar de não adiantar números exatos, a CNE disse que na quinta-feira recebeu duas ou três queixas, mas que ainda não foram analisadas. Em causa está a recente campanha publicitária do IKEA, que promove uma estante com o slogan: "Boa para guardar livros ou €75.800", fazendo referência à operação Influencer, que levou à demissão do primeiro-ministro António Costa. Na atualidade internacional, Donald Trump é condenado a pagar $83 milhões por difamação, ou seja, €77 milhões. E Jean Carroll levou o ex-presidente a tribunal depois de Trump ter alegado que o abuso foi inventado para poder vender um livro de memórias. O juiz considerou o ex-presidente culpado e o júri de nove membros concedeu à escritora $65 milhões em danos punitivos. Acrescem ainda a esta quantia 18 milhões em danos compensatórios. E este não é o primeiro processo com estas duas figuras. Em maio, um júri diferente concluiu que Trump tinha abusado sexualmente de Carroll em 1996. E pela primeira vez em Portugal está exposta a obra fotográfica de Maria Lamas. A partir de hoje e com entrada gratuita, a Gulbenkian expõe as fotografias de Maria Lamas, a escritora portuguesa conhecida por "As Mulheres do Meu País". A exposição pode ser visitada até ao final de maio, chama-se As Mulheres de Maria Lamas e expõe várias fotografias da autora, como nos conta a jornalista Magda Cruz.
Não sei se ela será a mais notável, mas seguramente é uma das mais notáveis mulheres do século XX.
Uma exposição fotográfica de uma mulher notável, como nos conta Ana Barata.
A Maria Lamas, enquanto mulher ativista pelos direitos humanos e das mulheres, já foi alvo de várias exposições nos últimos anos, mas esta é uma exposição especial porque é a primeira vez que se mostram as fotografias que ela realizou para o seu livro "As Mulheres no País".
A bibliotecária da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian explica como surgiram estas fotografias.
Foi um trabalho que ela realizou para o livro que foi editado em fascículos entre 1948 e 1950. Foi uma maneira de escapar à censura na época. E Maria Lamas percorreu o país realizando fotografias das mulheres para documentar de que forma é que viviam as mulheres em Portugal por aqueles anos.
A exibição exibe 67 fotografias. Trata-se de um retrato da época.
E de provar e de indagar qual era exatamente a condição das suas irmãs, ela chama-lhe assim as suas irmãs portuguesas. Portanto, percorre o país de lés a lés, sozinha, com uma máquina fotográfica que é emprestada pelo genro. Sabia olhar e captar ângulos, fazer enquadramentos e, sobretudo, sabia captar as mulheres no seu melhor.
Sem nunca ter feito fotografia, mostra a dignidade do cotidiano.
Ela foi fotógrafa por necessidade e o que é certo é que se revelou ser uma fotógrafa de excelência.
A jornalista Magda Cruz, com a exposição fotográfica de Maria Lamas, pode ser vista na Gulbenkian até 28 de maio. E é o ponto final deste noticiário aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar toda a informação às 3h30 da manhã. Até já!