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Boa noite! Está na companhia da Rádio Observador. Eu sou o Miguel Gato. Tempo agora de atualizar a informação. O governo vai apresentar um novo plano para a economia, anúncio feito por Luís Marques Mendes no espaço de comentário semanal da SIC. Depois da saúde, da imigração, dos jovens e da administração pública, agora é a vez das empresas. O conselheiro de Estado avança que vão ser divulgadas 60 medidas com o objetivo de impulsionar o crescimento das empresas portuguesas.

Na próxima semana, o ministro da Economia, Pedro Reis, vai apresentar publicamente ao país, digamos assim, um pacote de medidas no domínio da economia. São 60 medidas que estão a ser ultimadas em vários domínios: inovação, sustentabilidade, comércio, turismo e, por exemplo, incentivos para fusão e concentração da empresa, ou seja, incentivos para que as empresas em Portugal ganhem escala.

Segundo o que o Observador conseguiu apurar, este pacote foi negociado entre o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e o ministro da Economia, Pedro Reis. Também no habitual espaço de comentário na SIC, Luís Marques Mendes mostrou discórdia com Cavaco Silva, que tinha defendido eleições antecipadas num artigo publicado no Expresso. O antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, defende que caso seja inevitável a existência de eleições antecipadas, estas só devem acontecer depois de março de 2026.

Não é desejável haver eleições antecipadas. Não é desejável. E por três razões, faço eu explicar. Primeiro, porque isso daria um sinal de instabilidade para o país e eu acho que os portugueses não iam apreciar. Segundo, porque se houvesse eleições antecipadas a curto prazo, por exemplo, no início do próximo ano, eu acho que isso ia prejudicar muito a execução do PRR, que é uma oportunidade única de investimento para Portugal, para nós crescermos. Em terceiro lugar, porque eleições a curto prazo podia fazer com que o resultado fosse mais ou menos igual àquele que foi em 10 de março, porque a AD podia voltar a ganhar, até por estar neste momento com boa imagem, mas não há nenhum indicador de que passasse de um governo minoritário para um governo de maioria. Eu acho que não é desejável haver eleições antecipadas em Portugal antes, pelo menos, de 2026.

Luís Marques Mendes falou ainda sobre Justiça para dizer que na entrevista ao Observador, a ministra Rita Judice passou a certidão de óbito à atual procuradora-geral da República, Lucília Gago, mas afirma que faltou apenas à ministra acrescentar que deve existir um consenso entre PSD e PS na eleição do próximo procurador-geral. Rui Rocha acompanha as preocupações com a credibilidade na Justiça, mas defende uma visão mais ampla. O presidente da Iniciativa Liberal entende que é necessário uma visão diferente para o setor da Justiça e afirma que não se preocupa apenas com a área quando esta não lhe agrada.

Não temos da Justiça uma visão parcial, que é aquela que temos visto nos últimos tempos, que é a visão daqueles que só se preocupam com a Justiça quando, de alguma maneira, a Justiça não lhes agrada. E, portanto, sim, nós percebemos que há questões sobre o segredo de Justiça, há questões e tivemos casos de detenção de pessoas para lá do tempo que é legal e, portanto, tudo isso são preocupações. Mas nós não temos preocupação apenas quando são determinados quadrantes políticos que são questionados pela Justiça.

Declarações do líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, este sábado, na Figueira da Foz, aqui num som captado pela Agência Lusa. Francisco César foi eleito o novo presidente do PS Açores, num ato eleitoral em que foi candidato único. Obteve mais de 93% dos votos. Em declarações aos jornalistas, o novo líder socialista nos Açores promete inaugurar uma nova forma de fazer política na região, isto para que os açorianos tenham um futuro mais próspero e mais risonho.

Ser oposição quer dizer construir, apresentar alternativas, estar de acordo naquilo que é fundamental, naquilo que interessa a todos, naquilo que é comum, mas também apresentar caminhos alternativos na área de educação, na área da saúde, na área da habitação, na área do funcionamento do Estado social. É para isso que nos propomos: inaugurar uma nova forma de fazer política que nós esperamos que possa, antes de tudo, demonstrar àqueles que votam, aos nossos cidadãos, aos açorianos e às açorianas, que o Partido Socialista está aqui para os ajudar a ter um novo futuro mais próspero e mais risonho, onde todos verdadeiramente têm lugar.

Francisco César, o novo presidente do PS nos Açores, aqui num som captado pela Agência Lusa. O socialista, que sucede a Vasco Cordeiro, acrescenta que a sua liderança vai marcar o início de um novo ciclo e de um novo futuro para o PS na região autónoma, partido que está na oposição do governo de Miguel Albuquerque. Em França, decorre hoje a primeira volta das eleições legislativas antecipadas, uma ida às urnas convocada por Emmanuel Macron, depois do resultado das europeias que deu a vitória à União Nacional, de Marine Le Pen. A direita radical é favorita a vencer estas eleições. Na segunda posição das intenções de voto, surge a Nova Frente Popular, uma coligação que reúne os partidos de esquerda. E em terceiro lugar, das últimas sondagens, surge o Partido Liberal de Emmanuel Macron. A enviada especial do Observador, Cátia Bruno, esteve em reportagem na cidade de Corbevoie, onde na última semana a violação de uma rapariga judia de 12 anos chocou a comunidade. Cátia Bruno explica que na cidade há quem tema que o caso tenha influência nestas eleições.

O tema da violação desta menor e que Tem claramente contornos antissemitas, já até admitidos por alguns dos menores acusados e aparentemente também há vídeos que provam a violação e os insultos relacionados com as suas origens judias. Chocou de tal maneira a cidade que muitos temem que isto vá ter impactos eleitorais, não necessariamente neste círculo eleitoral, mas a nível nacional, porque o caso teve muita exposição.

Cátia Brune, enviada especial d'O Observador para as eleições em França. A jornalista vai estar amanhã na emissão especial da Rádio Observador para acompanhar esta primeira volta das legislativas a partir das 18h. No Campeonato da Europa, a Alemanha venceu a Dinamarca por 2 x 0. Os germânicos seguem em frente para os quartos de final da competição com gols de Kai Havertz e Musiala. O encontro esteve interrompido cerca de meia hora devido a condições adversas do clima na cidade de Dortmund. Agora os alemães têm que esperar pelo Espanha-Geórgia deste domingo para saberem quem vão enfrentar na próxima etapa. Ao início da tarde de sábado, no arranque dos oitavos de final, a Itália, campeã em título, caiu frente à Suíça num jogo que terminou com o mesmo resultado, 2 x 0, o que significa que vai haver novo campeão europeu em 2024. Mas não só de futebol se faz o dia a dia na Alemanha. Ainda na ressaca das eleições europeias, O Observador falou com um jovem político português que faz carreira no Partido Socialista alemão. Chama-se Filipe Lourenço, tem 25 anos e já é vice-presidente da Conselhia do SPD em Chevel Metal, uma vila da região de Düsseldorf. O jovem português nasceu na Alemanha, liderou a Juventude Socialista nesta região nos últimos anos, mas mesmo assim está bem atento à política nacional, André Maia.

O gosto de Filipe pela política começou com apenas oito anos e um dos motivos para querer entrar neste mundo está relacionado com o tema do momento, o futebol.

É sempre um bocadinho uma chatice aqui na Alemanha com os alemães, quando joga Portugal contra a Alemanha, e eu tinha muitos problemas na escola por ser português. Foi a minha ideia ir para a política e começar a fazer uma melhor vida aqui para os portugueses.

Para os portugueses e não só. Filipe repete várias vezes: não faz política só para os lusos, faz para todos. E para isso, diz, é preciso muito diálogo, coisa que não vê na política nacional.

A política é o diálogo e política é o compromisso. Eu acho que antes de fazer essas guerras nos blocos, os partidos devem ver o que eles podem fazer em conjunto para este país.

Ainda assim, para Filipe Lourenço, há linhas vermelhas no diálogo e o jovem político português pede para que se faça ao CHEGA o mesmo que se faz à FD na Alemanha.

A FD não tem nenhuma coligação. Ninguém fala com ela, ninguém apoia ela, ninguém põe a FD, por exemplo, na presidência de um parlamento, como foi agora eleito na presidência da Assembleia da República, como vice-presidente. Isso eu acho que Portugal pode aprender.

Mas também a Alemanha pode aprender com Portugal e especialmente com um português em concreto. Para Filipe Lourenço, há um político sem igual na Europa.

Não há pessoa que eu conheça na política, em momento dos líderes europeus ou antigos líderes europeus, que consegue um compromisso como António Costa fez.

Costa no Conselho Europeu, Filipe Lourenço na Alemanha, a política portuguesa faz-se cada vez mais além-fronteiras.

A reportagem é do jornalista André Maia, enviado especial d'O Observador à Alemanha para este Euro 2024. Na Copa América, a Argentina confirmou o apuramento para os quartos de final no primeiro lugar do grupo A, após triunfo diante do Peru por 2 x 0, gols apontados por Lautaro Martínez. Os argentinos fazem o pleno na fase de grupos, com nove pontos somados. No outro jogo do grupo A, Canadá e Chile empataram a zeros. A Argentina e o Canadá estão apurados para os quartos de final da edição deste ano da Copa América. Chile e Peru ficam pelo caminho.