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As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. Começamos na atualidade internacional. Edmundo González, líder da oposição venezuelana, esteve reunido com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em Washington, numa reunião que González diz ter dado frutos. Em declarações aos jornalistas, segundo a agência France-Presse, o líder da oposição venezuelana, que afirma ter derrotado o presidente Nicolás Maduro na eleição presidencial do ano passado, agradeceu o apoio dos Estados Unidos. Edmundo González está a fazer uma digressão que também vai passar pela Argentina e pelo Uruguai. Uma viagem que acontece poucos dias antes de Nicolás Maduro tomar posse como presidente da Venezuela no terceiro mandato, reconhecido vencedor das eleições no final de julho do ano passado pelo Tribunal Supremo e pela autoridade eleitoral da Venezuela. Os Estados Unidos aliviaram, nesta segunda-feira, algumas restrições ao governo de transição da Síria para permitir a entrada de ajuda humanitária, depois da queda do ex-presidente sírio Bashar al-Assad no mês passado. No entanto, as sanções contra Damasco continuam em vigor. O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença geral com a duração de seis meses, que autoriza determinadas transições com o governo sírio, como é o caso de venda de energia, quando o país enfrenta cortes críticos de eletricidade. Esta medida das autoridades norte-americanas não levanta as sanções à Síria. É uma demonstração limitada de apoio ao novo executivo de transição, liderado pelos rebeldes que afastaram Bashar al-Assad em dezembro. Em França, foi detetado o primeiro caso da nova variante de mpox esta segunda-feira. Um comunicado do Ministério da Saúde francês, citado pela agência France-Presse, informa que a mulher que contraiu o vírus esteve em contacto com duas pessoas que estiveram no centro de África. O ministério acrescenta ainda que está a investigar a origem da infeção e a identidade das pessoas que estiveram em contacto com esta mulher. A Organização Mundial da Saúde declarou no ano passado uma emergência global, devido ao efeito da estirpe Clade 1b em África. Na atualidade nacional, as buscas pelos desaparecidos que seguiam na embarcação de pesca que colidiu com um catamarã de passageiros no rio Tejo retomam na manhã desta terça-feira. O acidente aconteceu pouco depois das 17h. Na embarcação de pesca seguiam quatro pessoas. Duas ficaram feridas com gravidade e foram encaminhadas pro Hospital Garcia de Orta, em Almada e há ainda dois desaparecidos. As buscas terminaram já de noite esta segunda-feira e voltam a retomar já esta terça-feira de manhã. Ao início da noite, o comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa, fez um ponto de situação a explicar o que aconteceu.
Segundo o relato do próprio mestre, que nos informou às 17h05, houve uma colisão com uma embarcação mais pequena, uma embarcação de pesca, com quatro pessoas a bordo. De imediato, logo em seguida, duas dessas pessoas foram resgatadas por outra embarcação, que as transportou para Cacilhas, para o Cais da Marqueira. Foram assistidas pelos bombeiros de Cacilhas e depois transportadas para a unidade hospitalar.
As declarações do comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa, aos jornalistas, num registo captado pela CNN. A Transtejo Soflusa instaurou um inquérito interno para apurar as circunstâncias e responsabilidades deste acidente no rio Tejo. Num comunicado enviado à Agência Lusa, a empresa sublinha que o mestre do navio tentou evitar o embate com vários alertas sonoros, que alega à empresa terem sido ignorados pela embarcação de pesca. A Ministra da Administração Interna consultou os sindicatos sobre a portaria que altera os requisitos de admissão ao curso de formação de agentes da PSP. O diploma publicado em Diário da República estabelece que a idade máxima de admissão ao curso passa dos 30 para os 34 anos e, no caso de funcionários públicos e militares das Forças Armadas, passa para os 39. Margarida Blasco pediu aos sindicatos da PSP que apresentem as propostas sobre a admissão ao curso de formação de agentes. Isto depois de os sindicatos terem considerado a portaria como ilegal, por não terem sido consultados, tal como a lei determina, como explica Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia.
A senhora ministra, ainda que não tenha explicado o porquê da aparente falha, nomeadamente não ter envolvido, como a lei determina, a negociação coletiva com os sindicatos, apresentou-nos uma proposta, que terá o teor que é aquela que nós conhecemos e que saiu no "Diário da República", para que nós nos debrucemos sobre ela e apresentemos propostas, a breve trecho, para que ela possa, aí sim, com toda a validade formal e material, tenha a luz do dia para que, como digo, possam incorporar medidas que possam, admito, não resolver o problema do recrutamento devido à falta de atratividade, mas que possam melhorar substancialmente os baixos níveis de recrutamento.
As declarações aos jornalistas de Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, num gesto captado pela Agência Lusa no final da reunião com a Ministra da Administração Interna, esta segunda-feira. O Livre pediu ao presidente da República para que vete os projetos que limitam o acesso de estrangeiros não residentes ao Serviço Nacional de Saúde. Rui Tavares esteve reunido esta segunda-feira com Marcelo Rebelo de Sousa, numa audiência a pedido do partido, na sequência da operação policial no Martim Moniz, que decorreu em dezembro. Depois desta audiência, o líder do Livre falou aos jornalistas, criticou os projetos de lei do Chega e da AD, que foram aprovados no Parlamento, sobre a limitação de condições de acesso dos estrangeiros ao SNS e pediu ao presidente da República para que acompanhe com atenção o processo da especialidade no Parlamento desta iniciativa.
Viemos pedir ao Sr. Presidente da República que acompanhe a especialidade destas leis com muita atenção, evidentemente, mas viemos também dizer ao Sr. Presidente da República que achamos que a gravidade da exclusão destes grupos é de tal forma grande, que dissemos ao Sr. Presidente da República que, em nosso entender, isso justificaria o exercício de um veto, seja político, seja constitucional, a estas leis quando forem votadas em votação final global.
Aqui as palavras do líder do partido Livre, em declarações num som captado pela Agência Lusa. Rui Tavares acusou ainda o Executivo de Luís Montenegro de não cumprir o "não é não" ao partido de André Ventura. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que só decide sobre a questão das freguesias depois de receber a nova lei, admitindo mudar a posição que defende desde 2015. O Presidente da República disse ao jornal "Notícias" que há uma lei em vigor, mas que só vai pronunciar-se sobre o novo mapa de freguesias depois de conhecer a nova legislação. Esta reação de Marcelo surge depois de "O Observador" ter noticiado que a nova lei, que vai dar origem a 274 novas freguesias, corria o risco de ser travada em Belém. Agora, diz que não se revê nas intenções que lhe queiram atribuir sobre um eventual veto, o que sugere que o Presidente da República possa abdicar daquela que seja a posição de princípio, pelo menos desde 2015. O Ministro dos Negócios Estrangeiros considera que se está a viver o período de maior incerteza a nível internacional desde a Segunda Guerra Mundial, uma posição defendida por Paulo Rangel na sessão de abertura do seminário diplomático que decorreu esta segunda-feira no Museu do Oriente, em Lisboa. O chefe da diplomacia portuguesa diz que a atual conjuntura internacional é alarmante.
Este seminário é nem mais nem menos um seminário de vésperas ou, para usar terminologia religiosa, um seminário de vigília, com tudo o que congraça o conceito de vigília: espera, meditação, vigilância. Um seminário que ocorre, a meu ver, no momento de maior complexidade, incerteza e imprevisibilidade da cena internacional depois da Segunda Guerra Mundial.
Declarações de Paulo Rangel durante a sessão de abertura do seminário diplomático desta segunda-feira. Quem também marcou presença foi Durão Barroso, que diz duvidar de uma solução definitiva de paz que termine com a guerra na Europa num futuro próximo. O antigo presidente da Comissão Europeia, que já ocupou a posição de Ministro dos Negócios Estrangeiros, defende que a União Europeia deve também estar preparada para a guerra. Durão Barroso diz não acreditar num acordo entre a Rússia e a Ucrânia para pôr fim ao conflito.
A verdade é que eu não acredito, e digo com muita pena, que no futuro previsível haja qualquer hipótese de uma paz consolidada, estável, uma arquitetura de defesa e de segurança consolidada, estável, credível na Europa, que haja uma verdadeira reconciliação entre a Rússia de Putin e a Ucrânia democrática que nós temos hoje. O que tem como consequência imediata que a Europa deve continuar a reforçar a sua própria defesa, a Europa deve constituir uma verdadeira política de defesa europeia e começa a dar os primeiros passos nisso.
As declarações do antigo governante português Durão Barroso, à margem da sessão de abertura do seminário diplomático. O evento reúne várias figuras da diplomacia mundial. Começou esta segunda-feira em Lisboa e termina na quarta-feira no Porto. Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu os conselheiros de Estado quando pediu a opinião sobre a reunião exigida por André Ventura para discutir o tema da segurança. Há quem acredite que o chefe de Estado está a empurrar responsabilidades e também quem o acuse de dar palco ao Chega. "O Observador" sabe que alguns nem sequer responderam ao presidente da República, nem o vão fazer. Mesmo entre os que responderam, muitos desaconselharam a reunião ou devolveram a decisão a Marcelo. António José Soares.
"Debilidade, ele é que tem de decidir, desresponsabilização, menorização do cargo e uma loucura" foram algumas das expressões ouvidas pelo Observador junto de vários conselheiros de Estado. Um dos membros deste órgão admite que Marcelo Rebelo de Sousa tenha pedido a opinião aos conselheiros para não se expor, depois de ter recebido uma carta do líder do Chega a solicitar a marcação de uma reunião dedicada à temática da segurança. Um outro diz ao Observador que ficou absolutamente surpreendido quando viu o e-mail, já que não podem ser os conselheiros a tomar uma decisão que é do presidente. Há também quem se oponha, pois considera que isso vai dar mais palco a André Ventura e vai permitir que condicione a atuação do órgão consultivo do Presidente da República. Há ainda quem esteja a definir a forma como vai responder. Houve até quem não se tenha inibido de falar no espaço público sobre o assunto. Luís Marques Mendes, conselheiro indicado por Marcelo Rebelo de Sousa, foi particularmente duro no seu habitual comentário na SIC, sublinhando que marcar um Conselho de Estado é uma competência exclusiva do Presidente da República.
Aqui o jornalista António José Soares. Este é um artigo assinado pelos jornalistas Mariana Lima Cunha e Rui Pedro Antunes e que pode ler na íntegra em observador.pt. Esta terça-feira é dia de clássico no futebol português. O Sporting e o Futebol Clube do Porto vão medir forças no jogo que define o primeiro finalista da Taça da Liga. Os Dragões vêm de uma sequência de quatro vitórias consecutivas sem sofrer golos. Na conferência de antevisão do jogo, o treinador do Futebol Clube do Porto assume o objetivo de juntar a Taça da Liga à Supertaça, conquistada no início desta época, e pede, por isso, humildade perante um adversário difícil.
É uma competição que é um objetivo da época, que queremos muito ganhar Que surge no momento em que a equipa está numa boa fase, num bom momento. Eu gosto muito que a equipa seja desconfiada e não desconfiada daquilo que está a fazer, mas desconfiada do momento, não embarcar em demasia naquilo que tem sido conseguido recentemente e olhar com respeito, com humildade pra um adversário que é forte, que já defrontamos este ano, em circunstâncias diferentes, também com outro treinador agora, mas que vai exigir estarmos a um nível muito alto amanhã. É um objetivo da época, é um jogo a eliminar, teremos que o ganhar pra estar na final. É isso que nós queremos.
E as palavras de Vítor Bruno, a antevisão do jogo desta terça-feira. Já do lado do Sporting, o treinador Rui Borges fala num jogo decisivo. O técnico leonino salienta que o futebol do Porto é o último obstáculo antes da equipa leonina poder lutar por um título. Ainda assim, Rui Borges admite que pode fazer alguma gestão, mas assegura que o que não muda é a atitude dos jogadores.
Acima de tudo, a ambição, primeiro. Até porque também temos alguns jogadores condicionados que estão de fora, que não podem dar contributo. O plantel também de forma extensa não é assim tão grande. Mais do que a questão, claro que temos que ter algum cuidado sempre naquilo que é gerir um ou outro jogador que possa, às vezes, estar mais cansado nesse sentido. É a ambição de jogar a meia-final, a ambição de chegar à final pode nos dar a conquista de um troféu, por isso, a ambição tem que ser muito por aí.
As palavras de Rui Borges, em conferência de imprensa da antevisão do clássico desta terça-feira pra Taça da Liga. O jogo entre o Sporting e o Porto está marcado para quando faltarem 15 minutos pras oito da noite, no Estádio Municipal de Leiria. Vai contar com relato e análise aqui em direto na Rádio Observador. É a notícia que tu fazes neste jornal, aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso às 15h30. Até já.