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Seis horas. As notícias com Nadine Soares. Boa noite. André Ventura desafia a Iniciativa Liberal para formar governo à direita. Rui Rocha responde: "Com o Chega é impossível." Desafio deixado por André Ventura no debate desta noite com Rui Rocha. O presidente do Chega realçou o que diz ser um crescimento do Chega depois de uma nova sondagem ter colocado o partido como terceira força política e com uma projeção eleitoral superior aos 20%. André Ventura mostra-se confiante num cenário de vitória à direita e, para isso, não descarta um entendimento com a Iniciativa Liberal.
Neste momento, há três partidos acima dos 20% dos votos. As pessoas têm duas opções: ou voltam a dar uma maioria histórica à direita ou não à esquerda. Se a direita tiver maioria, e com direita eu nem estou a incluir muito o PSD, porque infelizmente o PSD deixou de ser um partido de direita. E eu estou a incluir a Iniciativa Liberal, não estou a deixar de fora. Se essa maioria existir, e é uma questão que deixa o Rui Rocha, eu acho que nós só não governamos se não quisermos. Ou seja, se houver uma maioria sólida à direita, Montenegro já disse que vai embora se não ganhar as eleições. Portanto, depois de Montenegro, se for, quem vem? Sei uma coisa: sei que eu conto vencer o espaço do centro-direita e conto ter mais votos do que o PSD. Conto ter mais votos do que o PSD. Portanto, nós podemos ganhar. Eu quero ganhar à direita. Se me pergunta se conto com o Rui Rocha e com a Iniciativa Liberal, conto.
A resposta não tardou. Rui Rocha é perentório e recusa qualquer entendimento com o Chega, que diz ter ajudado a conduzir o país para um cenário de instabilidade.
Eu, há um ano, num debate, disse ao André Ventura e enumerei um conjunto de coisas que demonstravam que o Chega tem uma visão socialista. E isso não melhorou, isso continuou durante esta legislatura. Nós propusemos a privatização da TAP. O Chega votou contra. O Livre propôs rácios salariais. O Chega votou a favor. Se nós formos ver as propostas legislativas do Chega, há dois partidos que são aqueles que votaram mais vezes a favor do Chega. São, curiosamente, o Livre e o Bloco de Esquerda. E por último, o Chega derrubou um governo de centro-direita quando havia uma comissão parlamentar de inquérito para esclarecer as coisas e, portanto, o que quis foi trazer instabilidade ao país. E é isso que diverge. Não há entendimento possível com um partido como o Chega.
Então quer que o PS governe?
Não, eu voto contra.
Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, e André Ventura, do Chega, em debate na RTP3. André Ventura acusa ainda a IL de ser um andarilho do PSD. Pedro Nuno Santos recusa equivalências com Montenegro, diz que as denúncias anônimas tiveram objetivos políticos. Afirmações do líder socialista no primeiro debate da noite entre PS e Livre. Pedro Nuno Santos nega qualquer comparação entre a abertura de uma averiguação preventiva a propósito da compra de dois imóveis e o caso da empresa familiar de Montenegro.
Tais qualquer pessoa percebe que as denúncias anônimas tinham objetivo político. Acho que tinham mesmo dois objetivos. Tinha como objetivo intimidar-me e tinha como objetivo passar uma ideia de equivalência, nomeadamente entre mim e Luís Montenegro. E não há equivalência nenhuma. Que eu saiba, não há nenhuma suspeita de que alguém tenha ajudado a financiar, fora do meu circuito familiar, as minhas casas. Agora, há uma coisa que eu garanto: eu não fiz a reestruturação de uma empresa que fatura sete milhões de euros e tem o resultado líquido de 12 mil euros por 240 mil euros. É um péssimo serviço que prestamos à democracia quando tentamos fazer de conta que somos todos iguais. Eu não sou igual a Luís Montenegro.
O secretário-geral socialista volta a apelar ao voto útil para derrotar a AD e a direita. Já Rui Tavares rejeita que a solução passe por uma maior concentração de votos no Partido Socialista.
Não precisas de vir roubar 50 mil votos ao Livre.
Eu não quero roubar nada. Os votos são das pessoas, não são meus nem do Rui.
Sim, mas só precisarias de ir buscar 25 mil à AD, que é o que te faltou da outra vez. Não foi os 50 mil do Livre. Os 50 mil do Livre poderiam significar que em Setúbal não elegíamos ou que no Porto não elegíamos e que ideias novas, como o imposto dos super-ricos, não teriam chegado à Assembleia da República. O PS esteve oito anos no governo e só voltará ao poder se demonstrar capacidade de aprender rápido na sua cura da oposição, que foi muito curta. Isso significa perceber, de uma vez por todas, que as pessoas não querem ver o PS sozinho com os seus defeitos no governo, a sua complacência, a sua arrogância no exercício do poder.
Eu não tenho.
E, portanto, para demonstrar isso, é preciso demonstrar que se aprendeu rápido.
Pedro Nuno Santos e Rui Tavares em debate na SIC e SIC Notícias. Luís Montenegro diz que não precisa de atacar pessoalmente os adversários para fazer política. Uma referência do primeiro-ministro ao caso das casas do líder socialista Pedro Nuno Santos, alvo de uma averiguação preventiva pelo Ministério Público. Montenegro diz que não precisa de atacar ninguém para fazer valer os argumentos.
Eu não preciso de atacar pessoalmente ninguém para fazer vingar as ideias que defendo e as convicções que tenho.
Mas o que acha de todas as explicações depois de publicados os novos documentos?
Não me compete a mim estar a fazer essa avaliação. Há uma averiguação que tem que ser feita.
Mas desafiou também a si a dar mais explicações.
Eu vou repetir, eu não preciso de atacar pessoalmente ninguém para fazer vencer os meus argumentos. Eu acho que cada um deve fazê-lo.
Montenegro, em declarações aos jornalistas em Castro Daire, a propósito da inauguração de vários equipamentos sociais em Viseu. O primeiro-ministro acrescenta ainda que não lhe compete fazer a avaliação sobre a decisão de Pedro Nuno Santos, que apresentou documentos relacionados com a compra de duas casas, uma em Lisboa e outra em Montemor-o-Novo. O presidente da Câmara de Vizela e líder do PS de Braga está a ser investigado por crimes de violência doméstica. A Procuradoria-Geral da República e a GNR confirmaram a existência de um inquérito aberto contra Vítor Hugo Salgado. A mulher terá dado entrada nas urgências em Guimarães após alegadas agressões. O caso remonta a fevereiro deste ano e alegadamente a mulher de Vítor Hugo Salgado foi obrigada a receber tratamento médico hospitalar duas vezes em menos de 24 horas. Ao Observador, o Hospital de Guimarães recusou-se a prestar informações acerca desta ocorrência. Foram também pedidos esclarecimentos à Procuradoria-Geral da República sobre se teria sido reportada ao Ministério Público alguma queixa por parte da mulher do autarca de Vizela. A resposta da PGR refere apenas a existência de um inquérito sujeito a segredo de justiça. A GNR adiantou também ao Observador que está a desenvolver todas as diligências de investigação, sem adiantar mais detalhes. O Observador contactou ainda a mulher do autarca, que não prestou declarações, além do próprio autarca de Vizela e líder do PS de Braga. Não existiram respostas à data da publicação deste artigo. E se as eleições fossem hoje, a AD voltaria a vencer e desta vez com uma margem superior à registada no ano passado. É o resultado da mais recente sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do ISCTE para a SIC e o jornal Expresso. A AD aparece na frente com 33% dos votos e apesar de descer um ponto percentual face às eleições do ano passado, fica quatro pontos à frente do PS, com 29% e fora da margem de erro de 3,5. Com 21%, o Chega mantém-se como terceira força política nas intenções de voto. Mais distantes ficam a Iniciativa Liberal, recolhe 4% das intenções de voto, o Bloco de Esquerda, CDU e PAN recolhem cada 2% das intenções de voto. Já o LIVRE não vai além de 1%. Esta foi uma sondagem realizada entre os dias 5 e 14 deste mês e inclui a perceção dos inquiridos sobre a primeira semana de debates. Ainda de acordo com os dados, mais de 70% dos inquiridos não pensa mudar o voto. A fechar na cultura, morreu o cantor Nuno Guerreiro, antigo vocalista do grupo Ala dos Namorados. Nuno Guerreiro tinha 52 anos, estava internado no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, desde ontem com uma infeção grave, uma informação revelada pelo Cine-Teatro de Loulé, que emitiu um aviso de cancelamento do espetáculo em que Nuno Guerreiro participava. A jornalista Beatriz Félix recorda o percurso do cantor. Nasceu em 1972, em Loulé, no Algarve. Começou a cantar muito cedo. Tinha como inspiração Amália Rodrigues. Aos 16 anos rumou a Lisboa, onde frequentou a Escola de Dança do Conservatório e foi no Teatro São Luís que pisou o palco pela primeira vez como bailarino, mas também onde cantou com o grupo Diva, de Natália Casanova. Foi nesse mesmo palco que acabou por ser descoberto por Carlos Paredes, que mais tarde viria a convidá-lo para dois concertos em Lisboa e no Porto. Mais tarde, surgiu o projeto Ala dos Namorados, criado em 1992, a convite de João Gil e Manuel Paulo. "Solta Sobeiros" foi uma das canções que o atirou para a ribalta. Canção escrita por Catarina Furtado com a participação de Sara Tavares. Nuno Guerreiro morreu hoje, aos 52 anos. Beatriz Félix a recordar o percurso de Nuno Guerreiro, antigo vocalista do grupo Ala dos Namorados. Morreu aos 52 anos. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar a informação às 03h30 da manhã. Até já.