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As notícias com João Costa Campos.

Esta noite, mais de 1600 operacionais combatem as chamas em Portugal continental. Deste número, cerca de mil estão concentrados nos três incêndios que mais preocupam as autoridades nesta altura. Falamos dos incêndios de Moimenta da Beira, Trancoso e Vila Real. Em Moimenta da Beira, Viseu, o teatro de operações mais complexo desta noite, estão mais de 400 bombeiros e 130 operacionais a combater as chamas. As autoridades ainda não têm previsão para dar o fogo como dominado nesta altura, é o que explica o segundo comandante da Proteção Civil, Miguel David, num ponto de situação feito há instantes.

A estratégia que estamos a utilizar neste momento é tentar abrir acessibilidades nas zonas de encosta para aproximar os veículos de combate o mais próximo possível das frentes de fogo. Nós temos algumas zonas com preocupação, nomeadamente na zona de Semitela, na Comba, Toitão e em direção alinhado com Carapito. São aldeias que estiveram na linha de progressão do incêndio, de momento, sem qualquer constrangimento nem dados de danos a registrar. Em todas elas temos veículos de bombeiros e estamos a fazer o combate nestas mesmas áreas.

Declarações do segundo comandante da Proteção Civil, Miguel David, que ainda não tem previsão para dar o fogo de Moimenta da Beira como dominado. Já o incêndio de Trancoso, na Guarda, deverá estar, sim, dominado até o final desta noite. É o que diz o segundo comandante da Sub-Região das Beiras e Serra da Estrela. O comandante João Rodrigues espera que o cair da noite e o reforço do dispositivo permitam dominar este, que é o segundo incêndio que mais preocupa as autoridades nesta altura.

O nosso esforço está a ser nesse sentido. Durante a noite, este incêndio irá ficar dominado. Temos, neste momento, a trabalho, 300 operacionais, cerca de 90 veículos. Foi reforçado precisamente para aproveitar esta oportunidade noturna e essencialmente o trabalho que está a ser feito é de combate direto e colocação de máquinas de rasto para limitar o perímetro e limitar também a possibilidade de reativações durante o dia de amanhã, para que possamos repor o dispositivo e garantir também a capacidade do ataque inicial musculado.

Declarações do segundo comandante da Sub-Região das Beiras e Serra da Estrela. João Rodrigues espera que o incêndio de Trancoso, na Guarda, esteja dominado ainda esta noite. Para isso, estão no terreno mais de 330 operacionais, apoiados por 100 meios terrestres nesta altura. Já o fogo em Sirarelhos, em Vila Real, já foi reativado durante esta noite. O incêndio, cujo primeiro alerta foi dado a 2 de agosto e que já tinha sido controlado pelos bombeiros, volta a ser uma das ocorrências mais significativas. No teatro de operações estão 130 operacionais e perto de 50 meios terrestres. Vários líderes europeus pedem que a Ucrânia seja incluída nas negociações entre Donald Trump e Vladimir Putin. As conversações que acontecem nesta sexta-feira, no estado norte-americano do Alasca. O caminho para a paz na Ucrânia não pode ser decidido sem a Ucrânia. É o que se pode ler num comunicado conjunto assinado por vários líderes europeus, a propósito do encontro entre os chefes de Estado russo e americano. O texto é assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mas também por outros líderes europeus. É o caso de Emmanuel Macron, presidente francês, Friedrich Merz, chanceler alemão, e Keir Starmer, o primeiro-ministro britânico, pedem que Kiev seja incluído nas negociações de paz do conflito na Ucrânia. Na política nacional, o governo vai insistir na mudança ao regime de reagrupamento familiar, depois do chumbo do Tribunal Constitucional à nova lei de estrangeiros. Garantia deixada por António Leitão Amaro esta noite. O ministro da Presidência diz que o Executivo respeita a decisão do Palácio Ratton e por isso vai trabalhar para alterar a lei, mas mantendo os objetivos na regulação da imigração.

O governo vai olhar e está a olhar para a decisão, vai, respeitando e discordando, fazer os ajustamentos nas normas que aquela maioria de juízes identificou como achando desconformes à Constituição, ajustá-las-á com objetivo. Nós não abdicamos do objetivo de regular a imigração também no canal do reagrupamento familiar.

António Leitão Amaro relembra que vários países do sul da Europa têm leis que impõem restrições ao reagrupamento familiar. Diz que esta medida tem respaldo em várias diretivas europeias e pelo próprio Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. E sobre o desembarque dos 38 imigrantes no Algarve, o ministro da Presidência elogiou o trabalho das autoridades na detenção dos quase 40 imigrantes ilegais que chegaram de barco desde o norte da África até à praia da Boca do Rio, no Conselho de Vila do Bispo. O governo garante que as pessoas foram bem tratadas e diz que a segurança da fronteira marítima portuguesa nunca esteve em causa. É o ponto de situação feito por Leitão Amaro.

Não há pedido de asilo e não vale a pena especularmos sobre o assunto e sobre o destino. Houve um cuidado humano e digno das pessoas, cuidados de saúde, hidratação, alimentação. Todas as pessoas foram acolhidas, acompanhadas devidamente, incluindo ao hospital, presentes ao juiz. Uma decisão tomada, tudo em menos de 24 horas, isso significa que as autoridades portuguesas merecem uma grande saudação. Dependendo de nós Com os instrumentos que temos e aqueles que precisamos de ter mais, respeitando sempre o direito e a dignidade das pessoas, nós temos e vamos manter as nossas fronteiras seguras. E é esta a prova que temos tido nestas 24 horas.

Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, em declarações aos jornalistas em Olhão. Trinta e uma destas 38 pessoas foram presentes ao Tribunal de Silves este sábado. Os juízes determinaram o afastamento coercivo com prazo máximo de 60 dias. Os restantes sete imigrantes vão ser presentes à Justiça quando tiverem alta hospitalar. Os migrantes vindos do norte de África vão ser para já alojados num centro de instalação temporário. E agora o testemunho de quem deu o primeiro alerta às autoridades da chegada destes 38 migrantes à praia de Boca do Rio. Paulo Lourenço é proprietário de uma empresa ligada ao turismo marítimo. Avistou uma embarcação a fazer uma trajetória que considerou estranha. Foi até à praia e descreve ao Observador o estado em que encontrou aquele grupo de pessoas.

Foi alegria. Alguns deles com uma mistura de desespero por talvez terem chegado. Havia indivíduos que estavam com os braços no ar, a agradecer, presumo eu, por terem chegado. Sim, o sentimento, sem dúvida, foi de alegria.

Declarações de Paulo Lourenço. Esta testemunha refere que os migrantes vinham de Agadir, uma cidade marroquina a cerca de 550 km da capital Rabat. Paulo Lourenço referiu que chegou a falar com um casal que trazia uma filha de um ano e meio e outro de oito a nove anos. Esta testemunha foi autor do vídeo que correu tanto nas redes sociais como também em alguns espaços de informação. Isto sobre o desembarque de 38 imigrantes no Algarve, na praia da Boca do Rio, no Conselho de Vila do Bispo. E a fechar, um ferido grave e quatro ligeiros nas festas do Barreto Verde, este sábado, em Alcochete. Segundo os bombeiros, as pessoas ficaram feridas ao ser colhidas durante as habituais largadas de touros em Alcochete. Os quatro feridos foram já transportados para o hospital. E ao ponto final, este jornal das 15h, a informação está de regresso às 15h30.