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As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. Morreu Francisco Pinto Balsemão, aos 88 anos. A notícia da morte do militante número um do PSD foi transmitida pelo presidente do partido, Luís Montenegro, durante o Conselho Nacional Social-Democrata esta noite. Quase à mesma hora, em comunicado à imprensa, o grupo de comunicação social fundado por Pinto Balsemão informou que o antigo primeiro-ministro morreu de causas naturais e que os últimos momentos foram acompanhados pela família. Na mesma nota, o grupo classifica Francisco Pinto Balsemão como figura maior da defesa da liberdade, apologista intransigente da liberdade de imprensa e de expressão em Portugal, que marcou a história do país nas últimas décadas. E com a ajuda da jornalista Laura Figueiredo, vamos relembrar o percurso de Pinto Balsemão.

Nasceu a 1 de outubro de 1937, em Lisboa, cidade onde concluiu os estudos no Liceu Pedro Nunes e mais tarde terminou a licenciatura em Direito. Desde cedo, Pinto Balsemão teve uma participação ativa na vida política, através da imprensa e também de alguns movimentos políticos mais liberais, ainda antes do 25 de Abril. Em 1973, Pinto Balsemão criou o primeiro semanário em Portugal, o Expresso, e atravessou o conturbado período que se seguiu à revolução do 25 de Abril ao leme do jornal. Um dos colaboradores mais próximos neste período foi Marcelo Rebelo de Sousa, que viria a substituí-lo como diretor do Expresso. No pós-revolução, Pinto Balsemão fundou o PPD, atual PSD, ao lado de Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota. Seis anos depois, sobe ao governo para assumir as funções de Ministro de Estado-Adjunto. Um ano depois, com a morte de Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão torna-se primeiro-ministro de Portugal, cargo que ocupou em dois governos da Aliança Democrática. Durante esse período, teve um papel importante na adesão de Portugal à CEE, através da revisão constitucional de 1982. Em junho de 83, anuncia a admissão do cargo de chefe de governo, na sequência de conflitos internos dentro da Aliança e também no próprio partido, e com a saída de poderes, Balsemão deixa para trás a carreira política e concentra-se na comunicação social. Em 1992, cria a primeira estação privada de televisão, a SIC vai para o ar em outubro, pondo fim ao monopólio de 35 anos da RTP. Em paralelo com a vida de empresário, Balsemão manteve uma forte ligação ao Grupo Bilderberg, organização internacional que se dedicava a juntar todos os anos vários membros da elite política económica. Manteve igualmente uma carreira académica como professor associado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa até 2002. A última intervenção política de Francisco Pinto Balsemão, já doente, aconteceu há 35 dias, a 16 de setembro, através de uma mensagem escrita de apoio ao candidato presidencial Luís Marques Mendes.

A jornalista Laura Figueiredo com o perfil de Francisco Pinto Balsemão, o fundador do PSD, morreu esta terça-feira aos 88 anos. E o presidente da República recorda Pinto Balsemão como um visionário e um batalhador que Portugal nunca esquecerá. À SIC Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal deve muito a Pinto Balsemão e relembra-o como uma das figuras mais marcantes dos últimos 60 anos.

Portugal deve-lhe imenso. Foi das figuras mais marcantes dos últimos 60 anos. Foi marcante na política. Recordemos, foi deputado na ala liberal, foi coautor de projetos de mudança da Constituição, de lei de imprensa, de lei de reunião, de lei de associação, de lei de liberdade religiosa, para mudar o Portugal ditatorial em Portugal democrático. Depois do 25 de Abril, foi fundador e era o número um do PPD, hoje PSD. Foi vice-presidente da Assembleia Constituinte, foi parlamentar, foi governante, foi presidente do partido, foi primeiro-ministro.

O presidente da República informa que vai estar na reunião do Conselho de Ministros de amanhã para assinar a votação de luto nacional do antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão. E Luís Montenegro afirma que Balsemão é o símbolo da fundação do PSD, em declarações aos jornalistas no final do Conselho Nacional do partido. Luís Montenegro diz que recebeu a notícia com profunda consternação. Afirma que Francisco Pinto Balsemão foi fulcral na criação do Partido Social-Democrata.

Prestamos já uma muito justa, merecida, calorosa, profunda homenagem àquele que é o símbolo da nossa fundação, dos nossos valores, do nosso percurso enquanto organização cívica, política e instrumento de intervenção no nosso país. Francisco Pinto Balsemão, com Magalhães Mota e Francisco Sá Carneiro, patrocinaram e fomentaram o ato de constituição do PPD, na altura, o hoje PSD.

Luís Montenegro confirma também que vai propor ao governo decretar luto nacional a partir do dia das cerimônias fúnebres de Francisco Pinto Balsemão. Paulo Rangel afirma que Francisco Pinto Balsemão foi um homem que mudou Portugal. Em declarações aos jornalistas, o ministro dos Negócios Estrangeiros destaca a liberdade e frontalidade do antigo chefe de governo.

Frontalidade julgo que é uma característica que me foi inspirada por ele e, já agora, por esses dois amigos dele, com os quais convivi muito de perto, uns por razões profissionais, outros por razões de amizade. Mas de facto era um conjunto de pessoas que era intrinsecamente livre E ele era um homem livre. Não era apenas um homem da liberdade, era um homem que representava, ele próprio, pela sua vida, pela sua maneira de estar, a liberdade. Eu acho que foi, de facto, alguém que mudou Portugal.

Paulo Rangel enaltece ainda que Francisco Pinto Balsemão foi um homem sempre interessado pela modernidade. Luís Marques Mendes recorda também o fundador do PSD e antigo primeiro-ministro como uma referência na política portuguesa. O candidato à Presidência da República destaca a vida política do antigo chefe de Governo.

Era uma pessoa de caráter, era uma pessoa vertical e, portanto, o primeiro aspecto a sublinhar é a morte de um grande amigo. Perco aqui, de facto, um grande amigo. E depois há, sobretudo, no plano mais geral, três destaques que eu gostaria de fazer. Primeiro, é uma pessoa que tem uma vida política absolutamente notável. Notável mesmo. Deputado antes do 25 de Abril, mas combatendo o regime, e deputado depois do 25 de Abril para consolidar a democracia.

Luís Marques Mendes, o candidato a Belém, revela que vai cancelar todas as ações de campanha agendadas para os próximos dias. E o presidente do Governo Regional da Madeira recorda as conversas sobre o futuro com Balsemão e lembra momentos mais descontraídos. Também no final do Conselho Nacional do PSD, Miguel Albuquerque lembrou os vários almoços com Francisco Pinto Balsemão, onde conversavam sobre inovação.

Era um homem com uma cultura transversal e vou sentir muita falta. Mas era um homem que estava sempre interessado no futuro. Falávamos sobre inteligência artificial, a tecnologia, portanto, era um homem que nunca deixou o ser ultrapassado no tempo em que vivia. Estava sempre na vanguarda. E, aliás, isso nos últimos posts de casos que ele fez, nos órgãos, no Expresso, por exemplo, era um homem que falava e antevia o futuro. E acho que era um visionário nesse aspecto. Toco piano, ele tocava bateria. E tocámos juntos várias vezes.

Miguel Albuquerque a recordar também momentos mais informais com Francisco Pinto Balsemão. André Ventura fala no legado marcante deixado por Pinto Balsemão. O presidente do Chega enviou um abraço solidário à família do fundador do PSD e reconheceu o legado marcante que deixa no país, numa curta mensagem publicada na rede social X. André Ventura destaca o legado marcante na construção de novas formas de comunicar em democracia. Já José Luís Carneiro classifica Francisco Pinto Balsemão como um dos políticos que viveu mais os valores da social-democracia. Em declarações à Sic Notícias, o secretário-geral do PS destina uma palavra de profundas condolências à família e amigos do antigo chefe de Governo. José Luís Carneiro classifica Pinto Balsemão como uma personalidade incontornável na democracia portuguesa.

De uma personalidade marcante, certamente na vida de um país democrático e de uma imprensa livre no nosso país, condição essencial para a qualidade da nossa vida democrática, mas trata-se de uma personalidade incontornável da democracia portuguesa, não apenas por tudo que foi mesmo na ala liberal antes do 25 de Abril, mas no que veio a representar posteriormente na transição e na consolidação da vida democrática do país.

O secretário-geral socialista destaca ainda a personalidade totalmente comprometida com a independência, o serviço público e com a liberdade de Francisco Pinto Balsemão. Em declarações à Rádio Observador, Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, destaca que Francisco Pinto Balsemão era um exemplo de urbanidade no debate político.

Eu gostava de recordá-lo como um senhor. Aquilo que hoje, se calhar, temos muito menos na vida política, que são pessoas com convicções, que não precisam de gritar, não precisam de estar aos berros para se afirmarem ou para afirmarem as suas ideias, que sabem respeitar os outros, que sabem ouvir e, claro, registar aquilo que não se gosta, porque isso é o natural da vida, mas sem que isso ponha em causa o relacionamento pessoal ou, sobretudo, institucional que deve existir entre as pessoas.

Declarações de Duarte Pacheco à Rádio Observador. Francisco Pinto Balsemão morreu esta terça-feira aos 88 anos. Falamos também de outros temas. A Iniciativa Liberal admite abdicar dos vereadores eleitos nas autarquias em que o PSD procurar o Chega para maiorias. O PSD está a tentar fechar acordos com o Chega para executivos camarários e de juntas também em alguns dos municípios mais importantes do país. Em Gaia, por exemplo, o vereador do partido liderado por André Ventura confirma que foi abordado e vai reunir-se com a equipa de Luís Filipe Menezes, enquanto em Sintra está a haver também negociações, mas Marco Almeida nunca traçou linhas vermelhas com o Chega. Surge agora um problema: a Iniciativa Liberal, que fez parte de várias coligações, recusa agora estar em executivos locais com o Chega, o que pode implicar com maiorias. Carlos Moedas não vai reconduzir a administração da Carris, depois de ter sido identificado um conjunto de falhas técnicas bastante graves. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa rejeitou a recondução da atual administração da Carris, liderada por Pedro Bogas. A decisão surge depois de Carlos Moedas ter conhecido as conclusões do primeiro relatório preliminar sobre o acidente no Elevador da Glória. O Benfica perdeu por 3 x 0 frente ao Newcastle, a Inglaterra, a contar para a terceira jornada da Liga dos Campeões. O primeiro dos Magpies foi marcado por Anthony Gordon aos 32 minutos. Já na segunda parte, Harvey Barnes fez os restantes dois gols do Newcastle aos 70 e aos 83 minutos. Na reação à derrota, José Mourinho afirma que o Benfica devia ter marcado mais cedo na partida.

Portanto, ao intervalo, eu diria que o resultado era não somente injusto, era extremamente injusto. Para mim, deveríamos estar a ganhar ou, como mínimo, estar a empatar. Na segunda parte, o início é parecido e depois o segundo gol muda completamente a direção do jogo. O segundo gol é um gol que não se pode sofrer. É uma bola parada ofensiva nossa, com posicionamento correto na transição, mas que se perderam depois posições e perdeu-se depois na velocidade. E depois do segundo gol, acho que a equipa caiu.

José Mourinho, em declarações captadas pela Sport TV. O Benfica soma assim a terceira derrota consecutiva na Liga dos Campeões, o pior ranking dos encarnados na era Rui Costa. E a notícia de fecho neste Jornal das Três, a informação está de regresso daqui a pouco, às 15h30. Até já.