Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Nos centros de saúde CUF, encontra tudo o que precisa para cuidar da sua saúde bem perto de si. A sua equipa de família, com médico de família e enfermeiro, além de medicina dentária, análises clínicas e muito mais. Quem tem CUF à porta, tem tudo.
Hoje vamos falar de uma dúvida muito comum: sentir o corpo quente, ter arrepios ou sensação de febre, mas depois olhar para o termômetro e ver um valor normal. Será uma febre interna ou estará o termômetro avariado? Para nos explicar como avaliar a temperatura e quando devemos preocupar-nos, está comigo a doutora Mariana Sobral. Olá doutora, bom dia, bem-vinda.
Bom dia, João. De facto, é uma dúvida muito frequente. E a primeira coisa que é importante saber é que sensação de febre e febre medida não são exatamente a mesma coisa. Quando dizemos febre interna, é um termo que muitos médicos não gostam, porque de facto é uma sensação subjetiva e não medível, mas que quer dizer efetivamente alguma coisa.
Então quando uma pessoa diz: "Tenho febre por dentro", o que pode estar a acontecer?
Pode ser para descrever uma sensação de calor, arrepios, mal-estar geral, mesmo que o termômetro não confirme essa temperatura elevada. Por exemplo, no início de uma infeção, quando estamos desidratados, até quando estamos mais ansiosos, alterações hormonais ou simplesmente porque a pessoa está com algum outro tipo de mal-estar. Portanto, basicamente, em primeiro lugar, se a sensação não coincide com o valor que estamos a medir, vamos repousar alguns minutos, ir para um ambiente fresco e repetir a medição corretamente.
Falou na medição correta, qual é a melhor forma de medirmos a temperatura?
Bom, depende do termômetro e da pessoa. Na axila é o mais fácil e confortável, mas às vezes pode ser menos precisa. Na boca é complexo porque apesar de ser muito preciso, a pessoa não pode ter acabado de comer, nem de beber e tem que ter aqui alguns cuidados. Depois os famosos termômetros de ouvido e de testa. De facto, são rápidos, mas é muito importante seguir as instruções do fabricante. Depois há outra opção, mas que só deve ser usada em bebês, que é a medição retal. E portanto, o que eu aconselho é de facto irmos verificando a evolução, ou seja, irmos medindo de X em X tempo para perceber se mesmo sem uma temperatura que seja febre, se existe um aumento, está a ser indicativo que a alteração da temperatura do corpo está a ocorrer.
E pôr a mão na testa?
Por que não? É sempre um ato de carinho, não é? A mão na testa.
Ou assim os lábios.
Um beijinho. Não descarta nem confirma febre, mas é também muito importante em contexto de doença.
E os critérios são iguais para adultos e crianças?
Não completamente. Por exemplo, num adulto, 38 graus ou mais é considerado febre, mas temos sempre que ter em conta. Imagine que tem 37,5, mas está a sentir-se muito cansado, prostrado, desidratado. Aqui já consideramos febre. Nas crianças também é muito importante a avaliação do comportamento, da respiração. A partir de 37 e meio já podemos considerar febre. Numa criança inferior a três meses, 38 graus tem sempre que ser observada. E em qualquer idade, para além do valor do número, devemos estar mesmo atentos a outros sinais clínicos.
Então doutora Mariana Sobral, quando é que a febre passa a ser uma urgência?
Mais do que o número isolado, preocupa-nos a combinação entre a temperatura, a idade e o estado geral. Se temos dificuldade em respirar, se estamos com uma confusão intensa, se acontece uma convulsão, que pode acontecer a partir dos 40 graus, aí devemos ligar imediatamente o 112.
Resumindo, a sensação de febre interna pode existir sem febre medida, mas não deve ser ignorada se vier acompanhada de sintomas importantes. É isso, doutora?
É mesmo isso. E também não esquecer que a febre é um mecanismo de defesa do organismo. É um sinal que o corpo se está a defender. No entanto, se é uma temperatura que não baixa, mesmo que utilizemos antipiréticos ou que tenha outros sintomas a acompanhar, devemos sempre recorrer a uma avaliação médica.
Obrigada, doutora Mariana Sobral. Até amanhã.
Obrigada eu.