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Três horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Os Estados Unidos concluíram os ataques de autodefesa contra o Irão, através da rede social X, o Comando Central Norte-americano diz que as forças norte-americanas atacaram sistemas de defesa aéreas iranianos, estações de controle terrestre e locais de radares de vigilância perto do estreito de Ormuz. As forças de Washington dizem que estas ofensivas representam uma resposta proporcional aos recentes ataques iranianos contra forças americanas e navios internacionais em águas regionais. O mesmo centro de comando norte-americano avançou, durante a noite desta terça-feira, que a ofensiva contra o Irão surge depois de Donald Trump ter responsabilizado o Irão de ter abatido um helicóptero norte-americano. O Irão desmentiu e disse que não realizou qualquer tipo de operação militar aérea no estreito do Ormuz nas últimas 24 horas. Entretanto, e depois desta ofensiva dos Estados Unidos, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano avisa todos os habitantes do Golfo Pérsico a abandonar a região, através da rede social X, Abbas Araghchi deixa a garantia de que a guarda revolucionária iraniana não vai deixar nenhuma ameaça ao ataque sem resposta. Na Rádio Observador, escutamos o tenente general Marco Serronha, afirma que este ataque norte-americano não vai ter implicações nas negociações de paz.

Eu julgo que não. As negociações estão a decorrer e não é isto que vai afetar as negociações. É evidente que cria algum burburinho, reações do ministro dos Negócios Estrangeiros, que é quem lidera, por assim dizer, as negociações. E, portanto, nesse sentido, é barulho, mas que não vai prejudicar as negociações, eu julgo que não.

Tenente general Marco Serronha, escutado no noticiário da Rádio Observador, explica que este tipo de ataque com recurso a drones para abater um helicóptero não é normal nos dias de hoje. E o INEM está a falhar o tempo de resposta para os doentes emergentes, segundo o novo modelo de priorização dos pedidos de socorro, implementado no início de 2026. Estes doentes deveriam ser socorridos no período de oito minutos. No entanto, o tempo médio de resposta registrada entre janeiro e maio de 2026 é superior a 14 minutos nas ocorrências de vida classificadas como emergentes. Ao Observador, o presidente do INEM reconhece que há melhorias a fazer na resposta aos casos. Luís Cabral aponta para algumas insuficiências no serviço como uma das justificações nos atrasos. O responsável do INEM adianta que, no total de situações triadas como emergentes entre janeiro e maio, apenas cerca de 60% dos casos foi cumprido o tempo máximo de oito minutos. Ouvido pelo Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não fica surpreendido com os números apresentados pelo INEM. Rui Lázaro revela que muitas ocorrências classificadas como emergentes e muito urgentes apenas têm resposta mais de uma hora depois. Pode ler mais sobre este tema no site Observador, num artigo com assinatura do jornalista Tiago Caeiro. E o PS anuncia que vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo governo para criar a prestação social única. Esta medida deve substituir as 13 prestações sociais não contributivas. O governo pede ao Parlamento uma autorização para legislar sobre esta matéria, que é da competência exclusiva da Assembleia. Através de um líder parlamentar, os socialistas afirmam que o pedido de autorização contempla opções que se afastam dos valores do Estado Social defendidos pelo Partido Socialista, o que não resta outra opção ao PS, senão chumbar este pedido. E o Chega também já anunciou que vai votar contra. O mesmo desfecho deve ter o diploma das alterações ao Código do Trabalho. André Ventura insiste nas duas condições para dar luz verde, baixar a idade da reforma e fixar um valor máximo das pensões a pagar.

Tudo isso agora está do lado do governo. Se o governo decidir voltar atrás e fazer o caminho que achamos que deve ser feito, obviamente, como sempre dissemos, o caminho está aqui e há caminho para ser feito. Até agora, o governo não tem dado mostras dessa tolerância, tem dado mostras de intolerância, tem dado mostras de querer, a todo o custo, levar isto à votação, estando isto mal feito e prejudicando quem trabalha.

André Ventura, em declarações aos jornalistas na Moita, onde esteve na tarde desta terça-feira em contacto com os comerciantes. E o presidente da República está nos Açores para as comemorações do dia 10 de junho e dedicou a tarde a um contacto com a população nas ruas de Angra do Heroísmo. É o primeiro dia de Portugal em Camões e das comunidades portuguesas que acontece no mandato de António Guterres. O chefe de Estado assistiu ao hastear da bandeira nacional no Pátio da Alfândega de Angra do Heroísmo e fez uma arruada de quase duas horas. Pelo caminho, Vasco Maldonado Correia falou cinco línguas e foi comparado a um deus.

No dia em que completa três meses em Belém, António Guterres usou as ruas de Angra do Heroísmo para fazer prova de vida e popularidade e logo encontrou uma ajuda divina.

Você é uma pessoa, entre aspas, como Deus. Dos homens, do povo, um pé descalço. E é isso que nós precisamos do nosso país.

Obrigado.

Muito obrigada.

Sou só um português simples como a senhora.

É isso mesmo. É por isso que o senhor é uma pessoa muito especial.

De pés bem assentes na terra, o presidente da República mostrou à vontade com todas as idades. Benedita, que nome tão bonito.

Benedita.

É? Muito bem.

Neste 10 de junho, Guterres quer mostrar que continente e ilha estão unidas, mas encontrou quem desafie a hierarquia.

Primeiro sou açoriana, e depois portuguesa.

Muito bonita essas duas bandeiras. Muito bonita.

E se é certo que veio celebrar o Dia de Portugal, não se livrou de experimentar várias línguas, a começar por um francês competente.

Enchanté, monsieur. Au revoir.

Um espanhol arranhado.

Venimos aqui para hacer crochet, trabajos manuales.

Conversar, passar um bom tempo de qualidade.

Sim.

Muito bem.

E o alemão possível.

Bye.

Com a Base das Lajes aqui tão perto, o difícil é não encontrar um norte-americano nas ruas, mas alguns vieram só de férias.

This is your first time here in Portugal? But not the last time, I hope.

No way.

Yes, of course. You know that tomorrow is our National Day.

I heard, yeah.

Yes, you have the Fourth of July, you have the Tenth of June. Ok? Bye.

Thank you.

O presidente da República, em modo poliglota, a mostrar à vontade com turistas e locais nas ruas de Angra do Heroísmo.

O jornalista Vasco Maldonado Corra