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Três horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Muito boa noite. O Porto entrou a vencer a nova época ao conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira. Frente ao Torriense, o golo de Viktor Frohlich selou o 1x0 final. Ao final da partida, o treinador dos azuis e brancos, Francisco Farioli, admite que a vitória não foi fácil.

Foi uma partida muito difícil. Mérito total ao Torriense pela organização e pela qualidade de muitos jogadores. É uma equipa muito física, que complicou bastante a nossa vida, mas era importante vencer e conseguimos. Agora temos algumas horas para comemorar e depois foco total na próxima semana e no início do campeonato.

Declarações do treinador do Porto à Sport TV. Já o técnico do Torriense, Luís Tralhão, diz que apesar da derrota, sai muito orgulhoso.

Fazer o jogo que fizemos aqui hoje enche-me de orgulho, fico muito entusiasmado também para o que aí vem. Por outro lado, já estou começado a habituar a ganhar taças e sentir que ficamos tão perto. Não existem vitórias morais, mas há aqui um sentimento agridoce. Muito orgulhoso pelo que fizemos em campo. Acho que o Futebol Clube do Porto e nós tivemos quase o mesmo número de oportunidades. Não tenho a estatística, mas sentimos que estivemos muito próximos de marcar. Obviamente, estamos a jogar com uma equipa de um poderio fantástico, uma intensidade brutal, mas honestamente, hoje, acho que pelo menos era justo irmos para o prolongamento.

Declarações à Sport TV do treinador do Torriense depois da derrota na Supertaça Cândido de Oliveira por uma bola a zero frente ao Futebol Clube do Porto. A partida, que marcou o arranque oficial da temporada 2026-2027, decorreu esta noite no Estádio da Cidade de Coimbra. Olhamos agora para a crise migratória no enclave espanhol de Ceuta. O governo português apoia a realização de um Conselho de Ministros extraordinário da União Europeia na próxima semana. Anúncio feito por Luís Montenegro numa publicação na rede social X. Portugal vai estar representado neste encontro extraordinário, que acontece por videochamada já na próxima terça-feira, pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves. O encontro foi sugerido pela Itália e apoiado por 22 dos 27 Estados-membros da União Europeia. Entretanto, Espanha garante que o fluxo migratório foi estancado durante a última noite e que muitos dos marroquinos que cruzaram a fronteira marítima já estão nesta altura de regresso a casa. Já do outro lado da fronteira, a situação é acompanhada por várias ONGs, que calculam que pelo menos 100 mil pessoas tentaram atravessar a fronteira. Duas ONGs marroquinas de direitos humanos emitiram comunicados este sábado, nos quais atiram as culpas para Rabat. Uma delas, o Observatório do Norte dos Direitos Humanos em Marrocos, que estima, com base em avaliações preliminares, que pelo menos 100 mil pessoas provenientes de diferentes regiões do país tentaram atravessar a fronteira, sendo que dessas 100 mil, cerca de 60 mil conseguiram efetivamente fazê-lo com sucesso. O Observatório realça ainda a inação das forças de segurança marroquinas para impedir estas migrações. Já a Associação Marroquina dos Direitos Humanos lançou também um comunicado este sábado, uma nota onde expressa que esta crise reflete o bloqueio do horizonte social no país e evidencia a incapacidade do Estado marroquino de garantir o mínimo de dignidade humana à população. Esta mesma organização também acusa Rabat de instrumentalizar a migração para fins políticos, considerando que criou as condições catastróficas que levaram a este deslocamento em massa, semelhante ao que acontece em zonas de guerra e conflitos armados. A associação exige a abertura de uma investigação séria e independente. O rei de Espanha demonstrou este sábado indignação pelos acontecimentos em Ceuta e pede ao Estado espanhol para evitar que este cenário se repita. Felipe VI reagiu esta tarde aos acontecimentos dos últimos dias referentes à crise migratória causada pela entrada ilegal de milhares de cidadãos marroquinos naquele território espanhol, e diz também ter estado em contacto com os presidentes de Ceuta e Melila. Felipe VI lembrou ainda ao governo que o Estado deve zelar pela segurança destas duas cidades espanholas no norte de África. Na atualidade internacional, o Irão promete responder de forma decisiva aos Estados Unidos, caso a ameaça de uma nova vaga de ataques se venha a confirmar. De acordo com a Al Jazeera, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros falou ao telefone com os responsáveis da diplomacia da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão sobre a possibilidade de uma nova ofensiva norte-americana. Uma possibilidade potenciada pela recomendação do Departamento de Estado norte-americano, feita este sábado aos cidadãos dos Estados Unidos residentes no Médio Oriente para estarem preparados para sair da região a qualquer momento. Ora, o chefe de Estado da diplomacia iraniana garante que, em caso de agressão, a resposta será decisiva e proporcional. Na Venezuela, subiu para 136 o número de portugueses e lusodescendentes mortos no duplo sismo que atingiu o país a 24 de junho. É o balanço mais recente do Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Dos portugueses e lusodescendentes mortos, 108 eram adultos e 28 menores. Em relação aos desaparecidos, nesta altura são apenas cinco. França diz que os fogos estão sob controle e prepara agora a reconstrução das zonas afetadas. Uma informação avançada pelo primeiro-ministro francês, que anunciou este sábado a criação de um coordenador-geral para liderar o projeto de reconstrução das zonas afetadas pelos incêndios nos últimos dias, que devastaram mais de 42 mil hectares no país. Entretanto, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou que há muitos portugueses que perderam a casa e o negócio devido aos incêndios na zona de Bordéus. Emídio Sousa explica, no entanto, que não recebeu qualquer pedido de ajuda.

Sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os seus negócios. Todavia, em França, as autoridades francesas funcionam bem. A evacuação resultou. Não houve feridos, nem houve mortos portugueses, pelo menos que conheçamos. Estamos a acompanhar com os nossos serviços consulares. Vamos falando com as pessoas. O nosso cônsul-geral até anda individualmente a procurar recolher opiniões e estaremos sempre disponíveis para ajudar os portugueses.

Declarações de Emídio Sousa aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, na habitual receção aos imigrantes que chegam nesta altura a Portugal. As autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal. Anúncio feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial. O fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas devem ser apresentadas até o fim do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos. Este é um apoio que surge numa altura em que há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria, com as câmaras municipais ainda a alertarem para a falta de apoio ou atrasos no processo. Teresa Freire.

Seis meses depois, ainda há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre a Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristine, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.

A jornalista Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há cerca de seis meses. E é o ponto final neste jornal das 15h. O essencial das notícias está de regresso às 15h30 em formato de síntese. Até já!