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As notícias com Marta Caramelo Nobre.
Muito boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador, edição das três da manhã. E começamos com o Presidente da República, que diz que é preciso trabalhar mais na prevenção dos incêndios. Foi na Guarda que António José Seguro lamentou que não saiam da gaveta muitas das recomendações feitas ano após ano para melhorar a prevenção dos incêndios. Um lamento manifestado durante a cerimónia que assinalou os 150 anos dos Bombeiros Voluntários da Guarda.
Tenho transmitido a necessidade de melhorarmos a prevenção e a capacidade de resposta. O relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado e foi revelado há poucos dias, vai no mesmo sentido. E aponta algo ainda mais preocupante. Muito ficou por fazer depois dos relatórios interiores dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado.
As palavras de António José Seguro, a pedir mais atenção também ao Parque Natural da Serra da Estrela. O chefe de Estado, que anunciou por esta ocasião a atribuição da Ordem de Mérito à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Guarda, que assinalou 150 anos. Neste evento, os bombeiros pediram ajuda a António José Seguro para acelerar a discussão sobre a reforma no setor. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses pediu a Seguro que use a magistratura de influência para tornar a discussão pública sobre o tema mais rápida. Diz que é um apelo de união feito a favor da causa dos bombeiros e acrescenta que é preciso sentir que o governo passe das promessas a uma reforma efetiva. Um apelo que não ficou sem resposta. O secretário de Estado da Proteção Civil assegura que os bombeiros e a Proteção Civil são uma prioridade. Rui Rocha falava neste mesmo evento da comemoração dos 150 anos dos Bombeiros da Guarda, em substituição de Luís Neves, e avançou que o governo quer ter, até ao final deste ano, concluída a estrutura jurídico-legal da carreira de todos aqueles que têm contrato de trabalho com as associações humanitárias. Os reparos do Presidente da República sobre o combate aos incêndios são uma forma de alerta. É o que diz o ministro da Administração Interna, que considera que são alertas para corrigir aquilo que tem que ser corrigido.
Vejo muito bem, o senhor presidente atua no sentido de corrigir e dar nota daquilo que, no seu alto entendimento, deve ser melhorado. Há, de facto, um estudo da Comissão Técnica Independente. Nós estamos a fazer esse percurso. Significa que ainda há questões que têm que ser feitas. O ano passado foi aprovado um grande plano para a Floresta 2050, mas naturalmente, as chamadas de atenção, os reparos do senhor Presidente da República, são sempre vistos como uma forma de alerta e para se pensar e poder corrigir aquilo que há a corrigir.
Luís Neves, que recebe com tranquilidade as palavras de António José Seguro sobre a necessidade de melhorar a prevenção dos incêndios em Portugal. O ministro lembrou que este ano se verificaram já dois grandes incêndios no país, em Vouzela e Vale de Passos, e que mais de 95% dos incêndios são combatidos nos primeiros momentos e, por isso, sublinha mesmo que é preciso olhar para o combate e para a prevenção. Desde o início desta noite, da madrugada, que não há incêndios significativos em Portugal continental. Os fogos de Vila Pouca de Aguiar e Carrozeira de Ansiães foram dados como dominados ainda durante a tarde deste domingo. No momento em que várias polémicas assolam o governo, a Iniciativa Liberal destaca a falta de governação como a maior preocupação atual face ao Executivo. Para a líder Mariana Leitão, o governo deixa cada vez mais promessas por cumprir à medida que também se esgota o financiamento do PRR.
Este governo recebeu a legitimidade democrática dos portugueses com base num conjunto de promessas e com base numa palavra: mudança. E nós não vemos mudança nenhuma. E continua por fazer a reforma da saúde, continua por fazer a reforma da Segurança Social, continua por fazer a reforma da Proteção Civil, continua por fazer uma profunda reforma fiscal, continua por fazer a reforma da Justiça. Tudo isto está por fazer. Com uma agravante: é que nós vamos ficar sem o dinheiro do PRR, vamos começar outra vez a entrar em déficit, provavelmente no final deste ano. O que é que vai acabar por acontecer? Vão ser os portugueses a ser castigados, sempre através da via do aumento de impostos. Por quê? Porque este governo, em dois anos, não conseguiu fazer uma mudança estrutural que nos preparasse para ter um futuro.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, em entrevista à Sic Notícias este domingo, a tecer críticas à governação de Luís Montenegro e a dizer mesmo que é o que preocupa mais o partido, acima de qualquer polêmica. No plano internacional, Donald Trump revela que está a seminegociar com o Irão, uma informação dada durante um telefonema com o portal de notícias Axios. O presidente norte-americano diz que os Estados Unidos estão a avançar com calma nas negociações e não há no horizonte novas ameaças militares norte-americanas. Agora, Donald Trump diz que está a observar o aumento da pressão económica em Teerão, enquanto decorrem negociações parciais com o Irão. São declarações que surgem no mesmo dia em que o Irão anuncia que há um acordo com Omã para definir novas rotas no Estreito de Ormuz, que já está na fase final. Ainda assim, Teerão volta a reiterar que o estreito só vai ser reaberto quando os Estados Unidos cumprirem as condições exigidas pelo Irão. Falamos ainda de outro conflito. Volodymyr Zelensky diz que a Ucrânia fará esta semana novos contactos com mediadores. Contactos no sentido de apresentar passos e propostas que são nesta altura necessárias. De acordo com Zelensky, a Ucrânia está sempre ativa na diplomacia e promete também novos contactos para assegurar pacotes de defesa aérea do país. O presidente ucraniano volta a acusar, neste caso, a Rússia de falta de vontade para pôr fim à guerra Olhamos ainda para o desporto nesta edição das 15h. O Benfica empatou com o Académico de Viseu por dois gols, no Estádio da Luz. A equipe encarnada entrou a ganhar no campeonato, mas acabou por se ficar pelo empate. Pavlídis e Bressiani marcaram os gols do Benfica. Já do outro lado do meio-campo, Rúben Pereira e André Clovis apontaram os gols dos viriatos. Para Bruno Pinheiro, este foi um grande regresso do Académico à Primeira Liga, depois de quase 40 anos.
Sentimos muito essa diferença de ritmo competitivo, mas dar os parabéns aos jogadores pela capacidade de sofrimento. Soubemos sofrer quando tínhamos que sofrer. Tentamos jogar quando pudemos jogar. Dar os parabéns e é bom ter o Académico de Viseu na Primeira Liga 37 anos depois e conseguir este pontinho na primeira jornada no Estádio da Luz.
O técnico do Académico, que confessa ainda que os visenses beneficiaram de um estádio vazio, algo que para Marco Silva não é desculpa, para o técnico das Águias, este é um resultado muito mau e há que assumir a culpa.
Resultado frustrante, certeza para os nossos adeptos, para nós, e nós temos que assumir as responsabilidades. Simples, como disse, nós marcamos dois gols em casa, tivemos uma ineficácia muito grande com as oportunidades todas que criamos, mas não podemos sofrer da forma como sofremos. Esta é que é a realidade. Isso é que é importante nós falarmos e claramente vermos o que temos que melhorar, porque o resto nós não podemos mudar e não adianta despender energia com isso. Portanto, resultado muito mau para nós, assumir a culpa daquilo que foi o resultado.
O técnico Marco Silva a lamentar o empate do Benfica contra o Académico de Viseu. Benfica 2, Académico de Viseu 2, foi o resultado ao fim do tempo. Já o Futebol Clube do Porto entrou a ganhar no campeonato, venceu o Alverca por duas bolas a zero. A equipe de Francisco Farioli começa a defesa do título, conquistado na época passada, da melhor maneira. André Silva e Gabri marcaram os gols da equipe do Porto. Para o Alverca, menos sorte, sem conseguir apontar qualquer gol nesta partida. Com este triunfo, o Futebol Clube do Porto junta-se ao Benfica no topo da Primeira Liga. Ambos têm três pontos. Após o final do encontro, Francisco Farioli dá a nota positiva à equipe, que diz ter entrado no campeonato com o ritmo certo.
Acho que começamos muito bem. Antes do primeiro gol, acho que entramos mesmo com o ritmo certo no jogo. Depois, o jogo não se tornou exatamente aquilo que eu esperava. Além disso, nesta altura da época, talvez não seja assim tão fácil sermos brilhantes. Por isso, acho que hoje fomos bastante eficazes e eficientes. É, portanto, um resultado importante para começarmos a época com o ritmo certo.
Francisco Farioli no final do encontro. Já pelo Alverca, apesar da derrota, Sérgio Ferreira está satisfeito. O técnico do Alverca deixa elogios aos Dragões, nomeadamente à defesa.
Satisfeito, porque viemos à casa do campeão nacional e conseguimos criar oportunidades para marcar. Acho que hoje ficou provado porque é que o Diogo Costa é um dos melhores goleiros do nosso campeonato e do país e do mundo também. Agora, custa-nos muito e estamos tristes pela derrota, porque a equipe merecia mais, mas é mesmo isto o futebol. E neste momento, o nosso pensamento já está na próxima jornada, em retificar aquilo que não fomos tão fortes e continuar também a potenciar aquilo em que estivemos bem.
A reação do treinador do Alverca após o final do jogo com o Futebol Clube do Porto. A equipe portista venceu por duas bolas a zero esta segunda-feira à noite. Termina também a primeira jornada da Primeira Liga de Futebol Masculino. E é precisamente com o desporto que fechamos este jornal das 15h. O essencial da informação é atualizado às 15h30. Até já.