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São três horas.
Boa noite. Está com a Rádio Observador, eu sou o Martim Madeira e vamos então atualizar as notícias neste jornal das três da manhã. A moção de censura ao governo foi rejeitada no Parlamento com o protesto do Chega na reta final. Os deputados do Chega pediram a demissão do ministro da Administração Interna até o último minuto e depois da votação que ditou o chumbo desta moção de censura, levantaram-se e gritaram em conjunto para fazer o mesmo pedido. A AD, IL, Livre e PAN votaram contra, o PS, o PCP, o Bloco de Esquerda e o Juntos pelo Povo abstiveram-se. Só mesmo o Chega votou a favor. No debate, o primeiro-ministro respondeu às críticas da oposição com dois anúncios com impacto nos bolsos dos portugueses. Miguel Viterbo Dias.
Para responder a uma moção de censura, Luís Montenegro vinha com dois anúncios no bolso.
Atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas de forma progressiva. A segunda, uma redução do IRS até ao sexto escalão.
O bónus dos pensionistas e a descida do IRS vão ter impacto mais perto do final do ano, com o primeiro-ministro a atirar a André Ventura, por não querer falar do que interessa verdadeiramente ao país.
Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, moções.
Com Luís Montenegro inspirado, depois de ouvir André Ventura evocar Deus para pedir a saída do ministro.
Como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do governo? Em nome de Deus, em nome do país, vá-se embora.
O líder do Chega, que diz ter escolhido o lado certo da história, mostrou até saudades de Pedro Nuno Santos ou Rui Rio, por posições anteriores sobre ética. Certo é que depois de ouvir as críticas da oposição, o primeiro-ministro reforçou a confiança em Luís Neves.
O atual ministro da Administração Interna é um excelente ministro da Administração Interna e Portugal precisa dele.
Luís Montenegro a elogiar o trabalho do ministro com o líder do PS, José Luís Carneiro, a vertir o fato da responsabilidade.
Nós não pedimos a demissão da ministra da Saúde, nós não pedimos a demissão do ministro da Educação, nós também não pedimos a demissão do ministro da Administração Interna. O que é que vai fazer para quebrar com esta situação institucional, que é uma situação que está a criar uma fragilidade na confiança dos cidadãos?
Já o porta-voz do Livre, Jorge Pinto, também pediu uma reflexão.
Que se questione a partir de que momento a sua permanência no governo faz mais mal do que bem.
Mais assertiva foi a iniciativa liberal.
Por que opta em proteger o homem, em vez de proteger a autoridade do cargo que ele ocupa?
Mariana Leitão a pedir a saída do ministro, num debate que acabou por ir a vários temas, com Paulo Raimundo, do PCP, a preferir deixar desde já um reparo aos anúncios do governo.
Os reformados não precisam de comprar alimentos só para o Natal em dezembro. É agora, senhor primeiro-ministro.
O secretário-geral comunista com o PAN e o Bloco a questionarem a informalidade de Luís Neves na liderança da PJ.
O jornalista Miguel Viterbo Dias com os destaques desta moção de censura, com um plenário que ficou também surpreendido com a reação do Chega depois da votação. Vamos ouvir essa reação e esse protesto.
Já há muito tempo que não tínhamos um lembro e, portanto, tinha que acontecer. Isso não dignifica o Parlamento. Senhor deputado.
Aqui os deputados do Chega a levantarem-se, a baterem com as mãos na mesa e a pedir a demissão de Luís Neves perante a crítica de Aguiar Branco. Esta foi a terceira moção de censura enfrentada por Luís Montenegro, a segunda a ser apresentada pelo Chega. E o ministro das Finanças assegura que os portugueses vão sentir um alívio no IRS já em novembro. Garante que o ano vai terminar com as contas equilibradas, a não ser que haja alguma catástrofe ou cataclismo. Numa entrevista à Sig Notícias, Joaquim Miranda Sarmento, o ministro das Finanças, não concretiza como é que vai ser distribuída esta baixa do IRS pelos rendimentos, mas garante que em novembro os salários vão ser mais altos.
Os portugueses terão mais rendimento, mais salário, em novembro, por via da redução do IRS. Em novembro, estes 400 milhões, se não houvesse mexidas nas retenções na fonte, as pessoas só receberiam este dinheiro em maio, junho do próximo ano, quando entregassem a declaração de IRS. Não será o caso. Este alívio será sentido nas retenções na fonte de novembro. Portanto, é em novembro, que as pessoas recebem o salário e o subsídio de Natal, a retenção na fonte que farão será mais baixa do que aquela que fariam com as atuais tabelas.
Joaquim Miranda Sarmento garante ainda que mesmo com as condições anunciadas, que vão ter um custo total de 800 milhões de euros, Portugal tem condições para terminar o ano com as contas públicas equilibradas.
É óbvio que se dissemos assim, se em novembro ou em dezembro houver uma nova tempestade da dimensão daquela que aconteceu em fevereiro, ou enfim, houver um cataclismo muito grande, obviamente que isso altera o panorama. Mas não acontecendo, e com a confiança com que sempre dissemos em 2025 que o país teria um superávit robusto e teve um superávit de 07, nós manteremos as contas públicas equilibradas. A redução da dívida, que é o mais importante, e a dívida continuará a descer, e apesar destas duas medidas que tomamos. Aliás, só tomamos estas duas medidas exatamente porque agora temos a confiança dos números da execução orçamental que nos permitem dar este passo.
O ministro das Finanças assumiu ainda que o governo fez uma escolha política ao apostar em dar mais rendimento aos portugueses, em vez de baixar mais o imposto sobre os combustíveis. E o Partido Socialista impõe quatro condições para viabilizar o orçamento de Estado do próximo ano em Palmela. Já depois do debate da moção de censura, o secretário-geral socialista enumerou as quatro condições do PS.
Aquilo que exigi ao primeiro-ministro foram duas questões fundamentais. Por um lado, ele tem publicamente de se comprometer com o PS de que não haverá alterações à Constituição, relativamente às quais os dois partidos fundadores da democracia não estejam de acordo
Em segundo lugar, e o primeiro-ministro já deu essa garantia, não se pode mexer nas pensões. Nós queremos ser a garantia da segurança dos pensionistas e das pensões. Já disse que nesta legislatura não tratará desse assunto.
Para José Luís Carneiro, há ainda duas outras questões fundamentais que devem ser esclarecidas pelo primeiro-ministro e pelo governo.
Como é que se vão financiar os investimentos previstos em escolas, hospitais, centros de saúde e equipamentos sociais depois do plano de recuperação e de resiliência, na medida em que o governo deixou por executar muitos desses projetos? Por outro lado, como é que o governo vai responder às tempestades, nomeadamente nos apoios que prometeu às empresas, às famílias e às autarquias?
Declarações do líder socialista José Luís Carneiro, que asseguram que só depois de haver uma palavra clara do primeiro-ministro sobre estas matérias é que os socialistas vão olhar para a proposta do orçamento de Estado de 2027. No desporto, o Futebol Clube do Porto perdeu em casa contra o Manchester City. Foi o arranque da Liga dos Campeões para os Dragões. O Manchester City impôs a primeira derrota da temporada ao Futebol Clube do Porto, ao vencer por 2 x 0 na jornada inaugural da fase de Liga da Liga dos Campeões. O avançado norueguês Erling Haaland marcou os gols da vitória dos vice-campeões ingleses aos 47 minutos e aos 90, mais um no final do jogo. O treinador do Futebol Clube do Porto afirmou que a equipa criou oportunidades e apesar da derrota, Farelli fala num grande espírito por parte da equipa portista.
Tivemos os nossos momentos, as nossas oportunidades. Houve um momento na segunda parte em que defendemos muito bem e que os encostamos. E acho que eles tiveram oito, sete toques nos matos e nas bolas. A equipa fez um grande jogo. E sim, esta equipa tem grande espírito.
Declarações do treinador do Futebol Clube do Porto à Sport TV, depois da derrota por 2 x 0 frente ao Manchester City. E o Sporting recebe esta quarta-feira o Galatasaray para o jogo de estreia nesta edição da Liga dos Campeões. Rui Borges sublinha que o plantel do Sporting tem muitas diferenças relativamente à época passada, mas garante que esta equipa também vai ser capaz de fazer uma boa campanha europeia. Depois de uma prestação histórica na temporada anterior, onde o clube de Alvalade chegou aos quartos-final da prova, o treinador leonino quer entrar com o pé direito nesta nova edição. Rui Borges descarta fazer comparações com a equipa do ano passado, garante que vai apresentar em campo um 11 muito motivado com vários jogadores a concretizar o sonho de jogar na prova milionária.
Anos diferentes, equipas diferentes, jogadores diferentes, coisas diferentes. Acho, acima de tudo, que a equipa está supermotivada para começar esta caminhada. Muita gente jovem, muita gente nova na competição, muita ambição. Vai haver erros, mas acima de tudo, acho que pela ambição, pela vontade de começar uma competição que acaba por ser um sonho para todos, essa é a própria ambição vai levar a que reagiremos também aos erros que vamos ter com naturalidade ao longo dos jogos, com crescimento mais forte, melhor e acima de tudo, uma confiança inabalável em todo o grupo que será capaz de fazer uma Liga dos Campeões à imagem do clube que representamos.
Declarações de Rui Borges, que informou que o médio João Simões está de regresso aos treinos, mas que ainda não será opção diante dos turcos. Também Rui Silva, o guarda-redes do Sporting, marcou presença nesta conferência de imprensa. O jogador leonino abordou a polêmica que assolou o balneário do Sporting nas últimas semanas, a relação do avançado Luís Suárez com o restante plantel Rui Silva sublinha que nunca existiu qualquer mal-estar e que o colombiano nem sequer tinha motivos para pedir desculpas aos colegas.
O Luís não tinha que nos pedir desculpa em momento algum. Para isso é que temos uma estrutura também liderada pelo míser, que está capaz de fazer aquilo que tem que fazer. Por isso, nós, enquanto companheiros, estamos aqui para ajudar. Sabemos do compromisso que ele tem e daquilo que tem demonstrado no dia a dia. Por isso, acho que todos estamos juntos em prol do mesmo.
Rui Silva, que foi o porta-voz do plantel do Sporting nesta antevisão do jogo frente ao Galatasaray. Já do lado da equipa turca, há uma cara bem conhecida dos sportinguistas, o internacional português Rafael Leão, que fez toda a formação vestido de verde e branco, transferiu-se neste mercado para o Galatasaray. Em antevisão, o jogador admite que vai ser um jogo especial e diz que já avisou os colegas da qualidade da equipa do Sporting.
Sempre quando jogo aqui pela seleção nacional, o apoio dos adeptos é único. Eu me sinto sempre em casa. Como vocês sabem, fiz a formação toda no Sporting, vai ser um jogo especial pra mim. Já alertei também os meus companheiros que vai ser um jogo difícil. O Sporting este ano está muito bem. Acompanhei também a pré-época, porque tem jogadores que aprecio, inclusive o Muramont está na formação, então tenho estado mais atento aos jogos do Sporting e acho que vai ser um ambiente bonito.
Rafael Leão na antevisão deste Sporting Galatasaray. A bola começa a rolar às 20h de quarta-feira, com comentário e relato aqui na Rádio Observador, nesta mega emissão especial, que também vai ter o jogo do Benfica. O Benfica joga em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, para o campeonato também esta quarta-feira, às 20h45, e pode acompanhar estes dois jogos dos dois grandes de Lisboa aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal das três da manhã. A informação está de regresso às 15h30 com a síntese de notícias. Até já.