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Boa noite. Está na companhia da Rádio Observador, tempo de atualizar a informação. Eu sou o Miguel Gato. A greve dos trabalhadores da CP foi suspensa depois de o Governo ter chegado a acordo com os sindicatos para o aumento dos salários dos trabalhadores. Em causa, a paralisação que começou esta quinta-feira e que se ia prolongar até 14 de julho. De acordo com o comunicado emitido esta noite, o Ministério das Infraestruturas aponta que a negociação resultou em aumentos salariais e também do subsídio de refeição de todos os trabalhadores da CP. A reunião entre o governo e o Sindicato Nacional dos Maquinistas foi mediada pela Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Dias Pinto. Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, congratula-se pelo entendimento alcançado entre governo e sindicatos. A CP informou esta noite que suprimiu cerca de 75% dos comboios previstos para esta sexta-feira. Nem todos os serviços mínimos foram cumpridos. Estava previsto que circulassem 318 carruagens, mas apenas se registaram 313 viagens. No entanto, esta greve está agora suspensa devido à chegada de acordo entre o governo e o Sindicato Nacional dos Maquinistas. O prazo dos documentos e vistos de cidadãos estrangeiros em Portugal foi alargado pelo período de um ano. Isto devido aos atrasos verificados na Agência para a Integração, Migrações e Asilo, no que toca à regularização de milhares de pessoas em território português. O decreto lei publicado esta sexta-feira pelo governo também atribui novas competências à AIMA, quanto às atribuições no âmbito da captação e retenção de capital humano qualificado, e contempla também a reformulação do enquadramento do Observatório das Migrações. Mudamos de tema. Sebastião Bugalho considera que o acordo que garantiu António Costa no Conselho Europeu não é para brincar e lança suspeitas sobre o Partido Socialista. O eurodeputado eleito pela Aliança Democrática aponta que o PS ainda não se comprometeu com a votação em Ursula von der Leyen para o Parlamento Europeu. Para o antigo comentador, o acordo coloca em causa a estabilidade europeia.
O futuro da Europa, num contexto de elevada instabilidade, depende do cumprimento deste acordo. Não se pode brincar com este acordo. Portanto, era muito importante, eu deixava aqui este repto, era muito importante que este acordo fosse cumprido. E eu já vejo sinais da parte dos eurodeputados socialistas pela Europa fora, de que irão votar a favor da Ursula von der Leyen como recandidata a presidente da Comissão Europeia, porque sabem que António Costa será o próximo presidente do Conselho Europeu e ele é socialista, mas não vejo sinais do Partido Socialista Português. Isso preocupa-me.
Sebastião Bugalho, eurodeputado eleito pela Aliança Democrática, em declarações à CNN Portugal. Ora, Paulo Rangel felicita António Costa pela eleição para a presidência do Conselho Europeu e elogia o papel que teve o governo português pelo apoio que demonstrou ao antigo primeiro-ministro, assim como a qualidade do corpo diplomático português. São declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros na SIC Notícias.
Em primeiro lugar, é preciso dar os parabéns ao doutor António Costa por ter conseguido este posto e por ter conseguido, naturalmente, por esforço dele e também do Partido Socialista Europeu. Mas depois, obviamente, também penso que o governo português teve aqui um papel relevante e designadamente o primeiro-ministro, e então nas últimas semanas, muito relevante. E para além disso, também devo dizer, e digo com bastante orgulho, à máquina diplomática portuguesa, que tem demonstrado, de facto, ser uma máquina de primeira água, de primeira categoria. Quando nós tivemos 10 anos de presidente da Comissão, estamos no segundo mandato do Secretário-Geral das Nações Unidas, temos o presidente do Conselho Europeu para os próximos dois anos e meio.
Na SIC Notícias, Paulo Rangel falou também sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos, que se realizam em novembro. O ministro dos Negócios Estrangeiros acredita que o resultado desse ato eleitoral não vai pôr em causa a integridade territorial da Ucrânia e, por isso, acredita que o compromisso norte-americano com a NATO vai continuar, quer ganhe Biden, quer ganhe Trump.
A questão dos Estados Unidos, eu penso que aconteça o que acontecer, obviamente, que há pontos da política externa dos Estados Unidos que se vão manter. Alguns daqueles que nos inquietam já vêm de trás. Não foi o presidente Trump que os alterou. Pode ter efeitos sublinhados, pode ter tornado mais colorida alguma coisa, por exemplo, a viragem para o Indo-Pacífico e em particular a questão da China, mas ela já vinha de antes, nomeadamente de Obama. Portanto, não teve assim uma diferença tão grande. Eu acho que aí nós temos que olhar para as relações de Estado a Estado. Poderá haver mais ruído, mas eu acho que o compromisso atlântico com a questão da integridade territorial na Europa vai manter-se. E vai manter-se firme. Sinceramente, esta é a minha convicção.
Paulo Rangel, sobre a possibilidade de Donald Trump voltar à Casa Branca, aqui entrevistado pela SIC Notícias. No primeiro frente a frente com Joe Biden, antes das eleições de novembro, o candidato republicano criticou a ajuda que a administração democrata tem dado à Ucrânia. Trump voltou a repetir no debate que vai resolver o conflito entre a Rússia e a Ucrânia ainda antes de tomar posse, isto, claro está, se ganhar as eleições presidenciais. Ainda nos Estados Unidos, o The New York Times, o The Wall Street Journal e o The Economist pedem a Joe Biden que desista da candidatura à Casa Branca. Em causa estão artigos de opinião publicados nos sites oficiais dos três órgãos de comunicação social, por parte dos respectivos conselhos editoriais, que questionam a capacidade de o presidente norte-americano cumprir mais quatro anos de mandato, isto depois das fragilidades que Biden demonstrou no debate frente a Donald Trump. O conselho editorial do The New York Times disse que Biden deve desistir e dar lugar a outro candidato democrata, isto para combater um possível segundo mandato de Trump na Casa Branca. O conselho editorial do jornal considera que o antigo presidente é um perigo para a democracia nos Estados Unidos. Joe Biden reconheceu fragilidades no debate frente a Donald Trump, mas garante estar apto para continuar na presidência dos Estados Unidos. Na primeira ação de campanha depois do debate, o presidente norte-americano garante que se sente capaz de fazer mais um mandato, embora admita que já não é nenhum jovem. São palavras de Joe Biden durante um comício do Partido Democrata no estado da Carolina do Norte.
Não ando com tanta facilidade como antes. Não falo tão bem como antes. Não debato da mesma maneira. Mas uma coisa eu sei: sei dizer a verdade. Sei distinguir o bom e o mau. Sei fazer este trabalho e sei, como muitos americanos sabem, quando te atiram ao chão, levantas-te.
Joe Biden recorda também o debate contra Donald Trump e aproveitou também este comício para deixar farpas ao adversário. De acordo com o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump voltou a mostrar ser um mentiroso.
Não sei o que fizeram ontem à noite, mas eu estive 90 minutos num palco a debater com um homem que tem os valores de um gato vadio. Vocês viram o Trump ontem à noite? Acho que bateu o recorde de mais mentiras contadas num só debate.
Declarações de Joe Biden num comício na Carolina do Norte, estado que o candidato democrata considera crucial para a reeleição. Na Copa América, o Brasil venceu esta noite o Paraguai por 4 x 1. Vinicius Junior com um bis, Lucas Paquetá e também Savinho foram os marcadores dos gols do conjunto Canarinho. Para o Paraguai, reduziu o central Omar Alderete. Com esta vitória, os brasileiros somam quatro pontos e o Paraguai continua com zero. A Colômbia está no primeiro lugar do grupo D, goleou esta noite a Costa Rica por 3 x 0. Um dos gols foi apontado pelo ex-avançado do Futebol Clube do Porto, Luis Díaz, de grande penalidade. Duas vitórias em dois jogos para os colombianos, que somam seis pontos na liderança do grupo e estão apurados para os quartos de final da edição deste ano da Copa América. Na próxima jornada, Brasil e Colômbia discutem o primeiro lugar do grupo D.