Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Quatro horas. As notícias com João Costa Campos.
Boa noite. Começamos pela política nacional. O deputado do PSD, Carlos Eduardo Reis, um dos arguidos no processo Tutti Frutti, vai suspender o mandato até o final do mês. Em declarações à Sic Notícias, assume ter tomado a decisão apenas por sentir que lhe foi retirada a confiança política. Ainda assim, o social-democrata admite que sai contrariado.
Penso que me retiraram a confiança política quando dizem que eu não tenho condições para continuar a ser deputado no grupo parlamentar. Se retiram a confiança política a alguém que foi eleito uma série de vezes, já nesta condição e apenas porque há uma acusação, estão a entregar a escolha dos deputados ao Ministério Público e eu acho que isso não é correto, nem é saudável para a nossa democracia, até porque troca a presunção de inocência pela presunção de culpado e eu não quero contribuir para a democracia da emoção.
Carlos Eduardo Reis, que avisa, no entanto, que só vai suspender o mandato depois de cumprir os compromissos que considera essenciais.
Só no final do mês é que vai haver a suspensão?
Só no final do mês.
E porquê no final do mês?
A suspensão, porque tenho uma série de compromissos que acho que devo cumprir até o final do mês e faço no meu tempo e não no tempo imediato que o grupo parlamentar e que a direção do grupo parlamentar decidiu.
É uma birra com o grupo parlamentar?
Não é birra nenhuma, é o meu entendimento.
Declarações de Carlos Eduardo Reis à Sic Notícias. O deputado arguido no caso Tutti Frutti assegura que não vai passar a deputado não inscrito e ao que o Observador apurou, quem também vai renunciar ao mandato na sequência do caso Tutti Frutti é o presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, em Lisboa, uma informação apurada junto de fontes sociais-democratas na capital. Fernando Brancamp, presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, é acusado pelo Ministério Público de 39 crimes. Em resposta ao cenário de vários nomes do PSD implicados no caso Tutti Frutti, Hugo Soares garante que nenhum autarca do partido acusado por crimes vai ser candidato nas eleições autárquicas. O secretário-geral do PSD manifesta confiança ilimitada, diz, na seriedade e trabalho dos autarcas social-democratas, mas não tolera comportamentos irregulares por parte de responsáveis políticos dentro do partido. Deixa a ressalva: o princípio da presunção da inocência não pode, ainda assim, ser esquecido.
Vamos ser muito claros, nenhum presidente de junta acusado em crimes de relevância será candidato pelo PSD. Eu tenho uma confiança ilimitada na seriedade dos autarcas deste país. Eu não sou daqueles, nem o PSD é um partido daqueles que lança suspeição constante sobre os autarcas. Os autarcas deste país são verdadeiros missionários. Assentemos o princípio da presunção da inocência e quando há responsabilidades políticas para tirar, o PSD habituou os portugueses a tirá-las, como eu fiz esta semana.
Hugo Soares, secretário-geral do Partido Social-Democrata, garante ainda que o partido continua a fazer as escolhas com base em critérios firmes e que os social-democratas estão confortáveis com as opções tomadas até agora. E com as eleições autárquicas à porta, o presidente da Câmara de Viseu, também social-democrata, acredita que ter nomes do partido do PSD envolvidos no caso Tutti Frutti pode manchar a campanha do partido às eleições locais deste ano. À Rádio Observador, Fernando Ruas admite que espera que o caso Tutti Frutti tenha influência no resultado nas autárquicas.
Elas são relativamente candidaturas menores, mas têm a sua importância e têm o seu significado, que não a bona, mas também não a bona do outro lado, apesar dos autarcas de referência de então, com muito mais responsabilidade, os casos do presidente da Câmara de Lisboa, não foi constituído arguido, mas teve uma repreensão com algum significado por parte do Ministério Público. Eu digo é que uma andorinha não faz a primavera e eu espero que isso sejam exceções. O que espero, muito sinceramente, é que gente desta não entre novamente em eleições autárquicas.
Declarações de Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, também ele social-democrata, em declarações à Rádio Observador. Olhamos ainda para as presidenciais. Este sábado é dia de conclave no Partido Socialista. O PS vai reunir-se em busca de um candidato a Belém, mas o clima em torno da Comissão Nacional do partido é de divisão. A ideia é que o encontro encerre o assunto presidenciais para os socialistas, ao encontrar o nome o mais consensual possível para representar o partido na corrida a Belém. E esta sexta-feira foi dia de clássico no Dragão, que terminou com empate por um igual entre o Futebol Clube do Porto e Sporting. O clube de Alvalade foi o primeiro a marcar aos 42 minutos, gol marcado por Fresneda. Pelo Porto, o ajuste foi feito por Danny Namasso, que marcou já no tempo de compensação, aos 94 minutos. No final da partida, o técnico dos Leões, Rui Borges, fala num jogo ingrato para o Sporting, que perdeu controle na segunda metade da partida.
Fomos baixando linhas, mas fomos controlando até perto do final. Por isso é um jogo ingrato nesse sentido, mas onde poderíamos ter sido numa segunda parte um bocadinho mais inteligentes. Perdemos também um bocadinho só o equilíbrio nos últimos cinco minutos e não podemos perder.
Declarações do treinador dos sportinguistas, Rui Borges. Já Martín Anselmi, o novo treinador do Futebol Clube do Porto, ficou satisfeito por ver que a equipa lutou até ao fim do jogo, neste que é o primeiro clássico frente ao Sporting enquanto treinador dos azuis e brancos.
Sim, obviamente queríamos ganhar, ficar com os três pontos, mas acho que o zelo da nossa equipa vê-se hoje no campo, porque lutámos até ao final. Nessa parte fico contente que competimos até ao fim.
Declarações do novo técnico do Futebol Clube do Porto, Martín Anselmi, argentino, em declarações captadas pela Sport TV. Estónia, Letónia e Lituânia abandonam a partir de hoje a rede elétrica russa para aderirem ao sistema europeu. Os países bálticos continuavam dependentes da Rússia para um fluxo estável de eletricidade. Nos últimos meses, vários cabos submarinos de telecomunicações e energia foram danificados no Mar Báltico e a Rússia é apontada como a principal culpada. Esses três países vão passar a ser ligados ao sistema elétrico europeu a partir da Polónia. E o tribunal alemão obriga a rede social X a esclarecer uma eventual manipulação eleitoral. Isto porque o proprietário da rede social, Elon Musk, manifestou publicamente o apoio ao partido de extrema-direita, AFD, através de publicações na rede social X. Recusou-se a colaborar e agora é obrigado pela Justiça alemã a entregar todos os dados necessários para esclarecer se há efetivamente tentativa de intervenção de Elon Musk nas eleições alemãs, que acontecem em menos de um ano. Isto numa altura em que, segundo uma pesquisa da organização Bitkom, cerca de 90% dos alemães teme interferências externas nas eleições legislativas. Está tudo dito neste Jornal das Três. Até já.