Cerca de 50 profissionais da PSP e da GNR manifestaram-se esta terça-feira no Funchal, no âmbito de um protesto de cariz nacional, para exigir melhores salários e a valorização das carreiras.
“A motivação do protesto prende-se com o acordo que os profissionais da PSP e da GNR assinaram com o Governo há cerca de dois anos e meio, que contemplava o incremento de uma valorização do subsídio de risco e tinha também a revisão das tabelas remuneratórias e da portaria de avaliação”, explicou Miguel Neto, vice-presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).
O dirigente sindical sublinhou que desde a assinatura do acordo apenas a parte referente ao subsídio de risco foi cumprida.
A manifestação, que decorreu na Praça do Município, no centro da capital madeirense, foi convocada pela ASPP/PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), contando também com a presença de elementos do Corpo da Guarda Prisional.
“Neste momento, estamos a fazer algumas ações descentralizadas, esta terça-feira no Funchal, para mostrar à população comum, aos autarcas, aos comerciantes, os problemas que nos afetam”, explicou Miguel Neto.
Antes da concentração, o dirigente sindical reuniu-se com o presidente da Câmara Municipal do Funchal (PSD/CDS-PP), o social-democrata Jorge Carvalho, que, segundo disse, se manifestou solidário com os profissionais das forças de segurança.
“Registámos com apreço o reconhecimento do presidente acerca das nossas reivindicações, que considera mais que justas”, disse.
Miguel Neto considerou, por outro lado, que o objetivo da manifestação não foi “colocar muitas pessoas no mesmo local”, mas antes chamar a atenção para os problemas dos profissionais, tal como já ocorreu em várias cidades do país.
“O objetivo é precisamente falar para os autarcas. Os autarcas têm que estar do nosso lado, porque as nossas preocupações não são só uma questão de valorização remuneratória, são uma questão de falta de atratividade [para a carreira] na PSP e de falta de efetivo”, sustentou.
Da parte da Associação dos Profissionais da Guarda, o dirigente José Segura sublinhou que as reivindicações são comuns às duas forças, vincando que, no caso da GNR, a tabela remuneratória que não é revista desde 2009.
“Acho que está na hora de o Governo olhar para esse pormenor”, alertou.
A manifestação decorreu sob o mote “Por um Portugal seguro para todos” e contou também com a presença de elementos do Chega da Madeira, partido que colocou dois cartazes na Praça do Município horas antes da concentração, destacando que “o suplemento de risco continua por pagar” e que “faltam a dignidade e o respeito pelas forças de segurança”.
As organizações que convocaram a manifestação demarcaram-se desta iniciativa.