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Duas Horas. As notícias com Maria João Brás. Boa noite. Começamos na atualidade internacional. Cinco países europeus defenderam um plano para Gaza sem o Hamas. O Reino Unido, França, a Grécia, a Dinamarca e a Eslovênia leram uma declaração conjunta esta quarta-feira no Conselho de Segurança da ONU. Estes países defenderam que um plano para a reconstrução de Gaza não deve dar nenhum papel ao Hamas e deve garantir a segurança de Israel sem deslocar os palestinianos. Esta é uma posição na mesma linha do que o plano apresentado pelo Egito na Cimeira Árabe, na terça-feira. Os membros europeus apelaram a que Israel cumpra com as obrigações sob o direito internacional e que permita a entrega de ajuda humanitária no enclave palestiniano. E Donald Trump ameaça o Hamas. O presidente norte-americano avisou o grupo islâmico que se não libertar todos os reféns israelitas, irá deixar Israel terminar o trabalho, estou a citar, "na Faixa de Gaza". A ameaça foi feita poucas horas depois da Casa Branca ter confirmado que os Estados Unidos estiveram em contacto com a organização. Em cima da mesa está a segunda fase do acordo de cessar-fogo. Israel e os Estados Unidos querem que o Hamas liberte, nesta fase, todos os reféns ainda sob a custódia do grupo islâmico. E Volodymyr Zelensky agradece a liderança de Emmanuel Macron para atingir a paz no leste da Europa. Nas redes sociais, o presidente ucraniano elogiou a visão clara do presidente francês, reafirmou também que a paz tem de ser justa, fiável e duradora e que só pode ser conseguida através de garantias de segurança fortes e de longo prazo. E por falar precisamente em garantias de segurança pedidas por Zelensky, Macron admite que não se pode confiar na Rússia. O presidente francês falou esta quarta-feira ao país e admitiu que a Europa vive uma nova era, onde a segurança e a prosperidade são incertas. Macron afirma ainda que a Rússia é uma ameaça para o velho continente.
Hoje, nós não podemos confiar na Rússia, nem na sua palavra. A Ucrânia tem o direito de ter a sua segurança e isso também é do nosso interesse e do interesse da segurança do continente europeu. É por isso que estamos a trabalhar com os nossos amigos britânicos, alemães e outros países europeus. Paris e Londres trabalham para consolidar o compromisso necessário para com a Ucrânia.
Emmanuel Macron, na véspera do Conselho Europeu, que acontece esta quinta-feira. O encontro de líderes tem como objetivo discutir uma solução de paz duradoura na Ucrânia e o pacote para rearmar a Europa. Por cá, o ministro da Presidência acusa o PS de querer desgastar o governo. António Leitão Amaro culpa a oposição, caso o país volte a eleições. Para o governante, o PS está apenas focado em criar instabilidade.
O Partido Socialista, à falta de projeto político, optou por isto: instabilidade longa, permanente e desgaste do governo. Isto podia não ser um problema, o Partido Socialista ter esta posição, que não tem programa, só está a fazer chicana política. Podia não ser um problema se nós tivéssemos maioria no Parlamento para governarmos sem nenhuma intervenção de nenhum dos outros partidos da oposição, mas o problema é que não temos. Portanto, o que nós sabemos? É que na circunstância política que temos hoje, mais vale ter, se necessário, como dizia o senhor presidente da República, com rapidez, um mês e meio ou dois meses para clarificar, para depois ganharmos estabilidade e continuarmos a transformar.
A entrevista à SIC Notícias, Leitão Amaro desmonta a narrativa de que o governo apresentou uma moção de confiança para evitar responder a uma comissão parlamentar de inquérito. No entanto, o governante esclarece que o objetivo da moção de confiança é acabar com a política de desgastes permanentes dos socialistas.
Eu sinto que há muitas pessoas neste país que se perguntam, e que muitas perguntam: "Por que vai haver eleições agora?" Por nós, não há eleições. Repare, o que nós estamos a apresentar é uma moção de confiança para parar esta estratégia do Partido Socialista, sobretudo da instabilidade e degradação permanente e lenta.
O ministro da Presidência garantiu ainda que não há razões para colocar em causa a relação entre o primeiro-ministro e o presidente da República. E por falar em Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe de Estado pôs fim ao silêncio sobre a crise política e avança já com o calendário para possíveis eleições legislativas antecipadas. O presidente da República diz que caso a moção de confiança seja chumbada no Parlamento, o país deve voltar a ir às urnas entre 11 e 18 de maio.
No caso eventual de haver eleições, nesse caso, mas temos que esperar pela votação, pela rejeição e pela posição dos partidos e do Conselho de Estado, nesse caso, primeira data possível é algures entre 11 e 18 de maio.
O presidente então admite a possibilidade de eleições antecipadas?
Admito nesse sentido. Eu tenho a obrigação de trabalhar em todos os cenários. Há um cenário que é a moção de confiança ser aprovada. Isso implicaria, naturalmente, em função do debate e da ponderação, que houvesse uma constelação, uma conjugação de votos que prometesse isso. Mas isso não parece possível. Agora, se isso não for possível, na base do debate que houve hoje, se isso não for possível, então tenho a obrigação de pensar na alternativa.
Marcelo Rebelo de Sousa, em Viseu, num registo captado pela RTP. O chefe de Estado anunciou também o cancelamento de uma visita de Estado à Estónia, marcada para a próxima semana, devido precisamente ao debate da moção de confiança. E sobre este debate, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o dia de votação seria 12 de março, quarta-feira. No entanto, o Observador sabe que o governo se prepara para reunir um Conselho de Ministros nesta sexta-feira. Ainda assim, isso não quer dizer que a moção de confiança só seja entregue no Parlamento neste dia, sexta-feira. Pode ser apresentada antes, uma vez que há matérias que são decididas de forma mais rápida e consultando de forma virtual os ministros, por exemplo. Contas feitas, a moção de confiança deverá ser discutida entre segunda e quarta-feira da próxima semana Entretanto, esta quarta-feira foi debatida a votação e votada a moção de censura apresentada pelo PCP. A iniciativa foi chumbada, mas antes disso, logo no início da primeira intervenção ao Parlamento, Luís Montenegro anunciou que o governo iria apresentar uma moção de confiança.
Não ficando claro, como resulta das intervenções dos maiores partidos da oposição, que o Parlamento dá todas as condições ao governo para executar o seu programa, avançaremos para a última oportunidade de o fazer, que é a aprovação de um voto de confiança.
Luís Montenegro no debate da moção de censura esta tarde no Parlamento. E no desporto, começam esta quinta-feira os Europeus de Atletismo de Pista Coberta. Nos Países Baixos, em Apeldoorn, a comitiva portuguesa leva 20 atletas, menos dois do que na última edição. Apesar das ausências de nomes como Pedro Pichardo ou Patrícia Mamona, as metas estão traçadas, André Maia.
O objetivo é continuar o sucesso de Istambul em 2023. Nos últimos Europeus de Pista Coberta, os atletas lusos conseguiram o recorde de três medalhas e nove finalistas, números que querem repetir ou melhorar. Para isso, as esperanças recaem principalmente em quatro nomes. Auriol Dongmo é bicampeã europeia indoor e quer ir ao tri no lançamento do peso, mesma disciplina em que Jéssica Enxude tem a terceira melhor marca entre os inscritos. Já Tiago Pereira quer melhorar o bronze nos Mundiais em Pista Curta do ano passado no triplo salto. Isaac Nader vai correr por uma medalha nos 1500 metros com a terceira melhor marca entre todos os atletas inscritos. Lá fora, destaque para quatro campeões olímpicos que vão estar em prova, mas para uma ausência principal, o sueco Mundo Duplantis, estrela e recordista mundial do salto em altura, não viaja para os Países Baixos. São quatro dias de prova em que o desejo é só um: ouvir a portuguesa em Apeldoorn.
O jornalista André Maia, com o que se pode esperar dos Europeus de Atletismo de Pista Coberta, que arrancam na tarde desta quinta-feira. Patrícia Silva e Salomé Afonso são as primeiras portuguesas a entrar em ação nos 1500 metros a partir das 18h10. E a notícia de fecho deste noticiário. Regressamos às 17h com a síntese de notícias. Até lá, fique com a primeira parte do Contracorrente. Até já!