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Quatro horas. Boa noite, sou o Guilherme Pires, são 4 da manhã, hora de atualizar a informação na Rádio Observador. Na última hora, o presidente dos Estados Unidos reitera que os ataques norte-americanos obliteraram todas as instalações nucleares do Irão. Foi esta a expressão utilizada por Donald Trump numa publicação na rede social Truth Social, para descrever a ofensiva dos Estados Unidos em território iraniano. O líder do Executivo norte-americano fala ainda em danos monumentais, bem abaixo do nível do solo, onde estão instaladas as infraestruturas militares do Irão atacadas. Estas declarações surgem depois de o general das Forças Armadas, Dan Kane, ter admitido que não se conhecia a amplitude dos ataques e se o Irão ainda tinha alguma capacidade nuclear. E já há algumas horas, Trump defendeu uma possível mudança de regime no Irão. Também na rede social Truth Social, Donald Trump toma esta posição e deixa o desejo de fazer o Irão grande de novo. Esta posição da Casa Branca, transmitida por Trump, está em sintonia com as mais recentes declarações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garante que o país, passo a passo, está a preparar-se para atacar o regime iraniano. Netanyahu indica ainda que Israel não vai parar com esta operação militar, que descreve como histórica, até todos os objetivos estarem cumpridos. E o líder supremo do Irão diz que Israel cometeu um erro grave e deve ser punido. É o que se pode ler num post de uma conta associada a Ali Khamenei, na rede social X, naqueles que são os primeiros comentários depois dos Estados Unidos se juntarem oficialmente ao conflito. O líder do Irão diz ainda que o governo sionista de Israel tem de ser e está a ser punido. A publicação foi acompanhada de uma imagem de uma caveira com a Estrela de David encrustada, a ser atingida por mísseis dentro de uma cidade. E nas últimas horas, Israel e Irão protagonizaram mais uma ronda de ataques. Há minutos, as Forças de Defesa de Israel informam que a Força Aérea abateu um drone lançado em direção ao país. Segundo o "Times of Israel", o aparelho foi interceptado perto da cidade de Eilat, no sul. É o que dizem as IDF, sem avançar mais detalhes. Também esta madrugada, o Irão lançou um míssil balístico em direção ao território israelita, que foi igualmente interceptado. O ataque fez soar as sirenes de alarme em Tel Aviv e nos arredores da capital. No entanto, não há registro de qualquer ferido depois desta ofensiva e as autoridades autorizaram a saída dos civis das áreas onde soaram as sirenes de dentro dos abrigos. Israel atacou também solo iraniano. Os meios de comunicação locais, citados pelo "The Times of Israel", dão conta de ataques aéreos das forças israelitas contra um complexo militar em Parchin, que fica a sudeste da capital Teerão. Já tinham sido relatados em outubro do ano passado ofensivas de Israel contra uma suposta instalação de pesquisa nuclear nesta zona. O jornal "The Guardian" relata ainda que foram ouvidas explosões em Karaj, a oeste de Teerão, local onde são desenvolvidos trabalhos também com vista à produção de armas nucleares. Existem ainda outros relatos de que foram ativadas as defesas aéreas no centro da capital do país. E o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano diz que o encontro com o presidente russo Vladimir Putin tem de ser mais preciso, sério e mais próximo. Segundo o que avança a agência de notícias do Irão, IRNA, Abbas Araqchi referiu à chegada a Moscovo esta madrugada, que o Irão e o Kremlin vão procurar confrontar desafios e ameaças comuns. O diplomata disse ainda que esperava que o Conselho de Segurança da ONU tomasse medidas em concreto para condenar os ataques dos Estados Unidos e que aprecia a posição russa sobre o conflito. E as autoridades norte-americanas pediram vigilância redobrada aos cidadãos dos Estados Unidos em todo o mundo. Num aviso divulgado na noite deste domingo, o Departamento de Estado alerta para o potencial de protestos contra cidadãos e interesses norte-americanos no estrangeiro, depois dos ataques de Washington a Teerão. A diplomacia norte-americana desaconselha ainda todas as viagens ao Líbano, onde o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, opera. Os Estados Unidos também ordenaram a retirada dos funcionários não essenciais da embaixada em Beirute. O Irão ameaçou ativar células terroristas adormecidas nos Estados Unidos da América, se sofresse um ataque norte-americano. De acordo com uma informação avançada pela cadeia de televisão NBC, o governo iraniano enviou esta mensagem ao presidente Donald Trump através de um intermediário na semana passada, durante a Cimeira do G7. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário da NBC, tal como a representação de Teerão na ONU. Ainda sobre os planos de uma contraofensiva do Irão, uma fonte do governo norte-americano avançou ao "New York Times" que os serviços secretos detetaram sinais de que milícias apoiadas pelo Irão estão a analisar a hipótese de atacar as bases dos Estados Unidos no Iraque e na Síria. Também de acordo com este jornal, as autoridades do Iraque estão a tentar dissuadir os possíveis ataques. E o Conselho de Segurança das Nações Unidas terminou sem nenhuma resolução. Esteve excepcionalmente reunido na noite deste domingo para discutir o conflito entre Israel e Irão, depois dos ataques norte-americanos. Ora, e o secretário-geral das Nações Unidas considera que a paz não pode ser imposta, mas sim escolhida. António Guterres apela a todos os Estados membros para que atuem com urgência, mas também com contenção.

"Peace cannot be imposed. It must be chosen." "A paz não pode ser imposta, tem que ser escolhida. Estamos perante duas escolhas: uma das vias conduz a uma guerra mais vasta, a um maior sofrimento humano e a graves prejuízos para a ordem internacional. O outro conduz ao desanuviamento, à diplomacia e ao diálogo. Sabemos qual é o caminho certo e exorto este Conselho e todos os Estados-membros a atuarem com sensatez, contenção e urgência. Não podemos e não devemos desistir da paz."

O secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o conflito no Médio Oriente. E o embaixador de Israel nas Nações Unidas considera que o programa nuclear do Irão é a maior ameaça à segurança desde a Segunda Guerra Mundial. Danny Danon agradece a Donald Trump por ter agido quando tantos hesitaram. O embaixador de Israel garante ainda que o país tem, neste momento, superioridade aérea nos céus iranianos. Nesta mesma cimeira, os Estados Unidos alegam direito à autodefesa para justificar os ataques no Irão. A embaixadora norte-americana, Dorothy Shea, considera que os Estados Unidos agiram para o bem do mundo.

"Esta operação pretendia eliminar uma fonte de insegurança global de longa data e ajudar o nosso aliado Israel no seu direito inerente de autodefesa coletiva, em conformidade com a Carta das Nações Unidas. Durante 40 anos, o governo iraniano apelou à morte da América e à morte de Israel e constituiu uma ameaça constante para a paz e a segurança dos seus vizinhos, dos Estados Unidos e de todo o mundo."

O embaixador do Irão também falou no Conselho de Segurança. Descreve os ataques às centrais nucleares iranianas como mais uma mancha na história dos Estados Unidos. Deixou também críticas ao primeiro-ministro de Israel. Considera que Benjamin Netanyahu é um criminoso que sequestrou a política externa dos Estados Unidos para mais uma guerra. Já a Ucrânia apoia os ataques dos Estados Unidos. Durante um discurso citado pela Al Jazeera, o presidente do país diz que não deve haver a proliferação de armas nucleares no mundo moderno. Zelensky defende que tem de existir a determinação norte-americana para resolver esta questão. O líder ucraniano destaca ainda que o apoio do Irão ao regime russo trouxe perdas humanas devastadoras para o país. Por outro lado, a China considera que os ataques dos Estados Unidos às instalações nucleares do Irão prejudicaram a credibilidade de Washington. O embaixador da China na ONU, em declarações à emissora estatal chinesa, refere que está preocupado que a situação possa sair de controle. Entretanto, a embaixada chinesa em Teerão indicou esta segunda-feira que a grande maioria dos cidadãos chineses já foi retirada do Irão face ao agravamento do conflito. E a Casa Branca pediu ao governo português a utilização da base das Lajes na passada quarta-feira. A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa na noite deste domingo, num comunicado enviado às redações. A tutela liderada por Nuno Melo revela que 12 aviões norte-americanos estão estacionados nos Açores para apoiar o exército norte-americano em missões no Oceano Atlântico. O governo garante também que este é um procedimento habitual e que as aeronaves são apenas de reabastecimento aéreo e não servem para atacar qualquer território. O Presidente da República está preocupado, no entanto, com a situação no Médio Oriente e, por isso, apela à contenção de todas as partes. Pede também, Marcelo Rebelo de Sousa, a urgência de retomar a via diplomática como forma de resolver o conflito. Numa nota publicada no site oficial da presidência, Marcelo garante que o Estado português está ao lado e em sintonia com o governo, na linha do que é definido pelas Nações Unidas, a União Europeia e outros parceiros. No entanto, o Presidente da República reconhece que esta é uma situação grave. O Primeiro-Ministro também reagiu este domingo. Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro manifestou-se preocupado com o risco de grave escalada no Médio Oriente e pediu o regresso às negociações. Mas diz também que o programa nuclear do Irão é uma séria ameaça à segurança mundial e que, por isso, não pode prosseguir. Passamos agora à meteorologia. Cinco distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera esta segunda-feira. Évora, Guarda, Beja, Castelo Branco e Portalegre podem sofrer ventos fortes, trovoada e granizo entre as 9h e as 15h. No resto do país, esta segunda-feira vai ser um dia de calor, mas com muitas nuvens. Viramos agora atenções para o desporto. O Sporting venceu na noite deste domingo o Benfica em futsal de goleada. 5x1 foi o resultado no Pavilhão João Rocha, no jogo três da final do campeonato. Os Leões estão agora em vantagem, precisam apenas de uma vitória para se sagrarem pentacampeões nacionais de futsal. O treinador leonino, Nuno Dias, não quer ver facilitismos.

Fomos mais eficazes e vencemos, mas apenas está 2x1. Falta uma vitória ao Sporting e continuam a faltar duas ao Benfica. Ainda só falta uma vitória ou ainda falta uma vitória? Preferia dizer ainda falta uma vitória, porque só falta uma vitória, só há facilitismo. Ainda falta uma vitória e vai estar dura até ao fim.

Do lado do Benfica, o treinador Cassiano Klein fala no pior jogo da temporada para os encarnados.

Eu acredito que o Sporting jogou numa magnitude muito maior que a nossa. Essa é a verdade. Competiram muito e nós não competimos. Sem tirar o mérito do Sporting, que tem total, mas talvez o pior jogo da época nossa, onde a gente não conseguiu ter organização, não conseguimos ter o espírito da equipe para jogar aqui dentro. Se você não tiver isso, é impossível.

O próximo jogo, que pode ditar um pentacampeonato inédito para os Leões, é no Pavilhão da Luz, na próxima quarta-feira, dia 25 de junho, às 20h. Olhamos agora para o futebol. Terminou há instantes mais um jogo da fase de grupos do Mundial de Clubes entre os ingleses do Manchester City e a equipa dos Emirados Árabes Unidos do Al Ain. Os Citizens golearam por seis bolas a zero e estão na próxima fase deste Mundial de Clubes. Com esta vitória do emblema inglês, também os italianos da Juventus, deste grupo G, já sabem que estão apurados para a próxima fase do Mundial de Clubes. Portanto, fechamos assim com esta notícia, o Jornal das Quatro. A informação volta às 04:30 com uma síntese de notícias. Até já!