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Quatro horas. As notícias com João Costa Campos. Boa noite. Começamos com Marcelo Rebelo de Sousa, que considera que as políticas públicas no setor da saúde não devem ser influenciadas por casos específicos. O presidente da República diz que a gestão política da saúde não pode ser influenciada por casos particulares, tendo em conta que todos os dias surgem novos problemas.

Acho que é uma má metodologia estar a ver as questões de saúde do ponto de vista pontual, porque vai haver pontualmente, todos os dias, problemas nesse setor, como noutros setores, na vida de todos nós e na vida da sociedade. Eu preferiria colocar a questão em termos genéricos. E em termos genéricos, é evidente que há opções a fazer relativamente a situações que são genéricas, de como gerir o Serviço Nacional de Saúde.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preferível colocar a questão em termos genéricos para evitar que se corra atrás do prejuízo no Serviço Nacional de Saúde. Apela a que sejam tomadas medidas, nomeadamente sobre qual é a visão que o país tem para o Serviço Nacional de Saúde. Olhamos agora para as presidenciais, com críticas deixadas por Luís Marques Mendes a Henrique Gouveia e Melo. Experiência na vacinação não chega para ser presidente da República, é o que diz o candidato ao Blém, apoiado pelo PSD. Apesar das críticas à competência de Gouveia e Melo, Marques Mendes sublinha que as divergências com o almirante são apenas políticas.

Quando ele passou para o campo da política, a generalidade das pessoas chegou à conclusão de que sempre que abre a boca, Gouveia e Melo é um problema. Um problema para ele próprio, para a sua candidatura, para os seus apoiantes. Mas eu não tenho nada com isso, isso é um problema de Gouveia e Melo. Por que isso acontece? Porque a mesma experiência que se tem num processo de vacinação não é a mesma experiência que se precisa na presidência da República. Repare, era a mesma coisa que eu ser convidado para dirigir um processo de vacinação. Não era impossível, mas seria um desastre. Não tenho experiência para aquilo. Cada um é para o que é e devemos ser humildes ao analisar estas questões.

Numa entrevista à RTP, Luís Marques Mendes considera que tem provas dadas para ser o próximo presidente da República. Carlos Moedas pede que o deixem governar a cidade de Lisboa, isto porque o Partido Socialista já ameaçou votar contra o orçamento municipal. Na cerimônia de tomada de posse, perante a presença de personalidades como Cavaco Silva ou Pedro Passos Coelho, Moedas deixou apelos, fez promessas e também avisos. João Gama.

Carlos Manuel Félix Moedas, Coligação Por Ti Lisboa.

Inspirado por Fernando Pessoa, Almada Negreiros e até Gabriel García Márquez, Carlos Moedas promete uma cidade de futuro.

Nos próximos anos queremos ser, sem dúvida, a capital mundial da justiça social, a capital mundial da inovação, a capital mundial da cultura, porque nós não temos medo de sonhar.

Habitação no topo das prioridades do novo mandato do presidente de Câmara, mas avisa que construir casas demora tempo.

São obras que demorarão o seu tempo e sempre o disse, mas são obras que farão a diferença no futuro da nossa cidade. A cidade nova que se faz não se vê imediatamente.

A segurança segue pouco depois. Carlos Moedas fala de um problema real que se resolve com mais agentes nas ruas.

Na segurança, que durante tanto tempo foi reduzida a um mero problema de percepção, para as pessoas é um tema real e concreto. Exigimos ao governo mais polícia de segurança pública, mais polícia municipal. É um imperativo para todos nós.

Carlos Moedas promete ainda uma reforma da higiene urbana ao colocar um ponto final na divisão de competências com as juntas de freguesia. Foi reeleito no passado dia 12 de outubro, agora com uma maioria maior, e isso serve de lembrete à oposição.

Quem exerce o governo deve governar. E quem exerce a oposição deve deixar governar, fiscalizando a ação de quem governa. Tendo em conta a pluralidade das forças que compõem o Executivo, não nos podemos esquecer de quem os lisboetas mandataram para governar.

Resultados autárquicos na ponta da língua, Carlos Moedas pede estabilidade e promete dar em troca diálogo, mas sempre com Lisboa, no centro das prioridades.

A partir de hoje, quem se senta neste Executivo deve ter a responsabilidade e a consciência que representa os lisboetas, não os interesses partidários. Eu serei o garante de que os lisboetas estarão sempre em primeiro lugar.

Tomada de posse concluída, Carlos Moedas começa assim novos quatro anos a governar a cidade de Lisboa.

Um trabalho do jornalista João Gama, que acompanhou a tomada de posse do renovado mandato de Carlos Moedas, que, apesar de ter vencido as autárquicas, reuniu o menor número de deputados municipais. Foi André Moces Caldas quem venceu a eleição para a liderança da Assembleia Municipal de Lisboa, triunfo da lista A, encabeçada pelo ex-secretário de Estado do Partido Socialista, com 37 votos, que corresponde ao número de todos os deputados da esquerda juntos. No discurso de posse, André Moches Caldas garante que vai estar ao serviço de todos na cidade e promete isenção.

Saibam que exercerei este mandato com toda a isenção, tratando todos os grupos municipais Com igualdade e procurando assegurar com todo o rigor, mas também com a firmeza exigível, a qualidade e a serenidade dos trabalhos desta assembleia ao serviço de todas e de todos os lisboetas. Será esse o sentido da condução da presidência da Assembleia Municipal de Lisboa que imprimirei e queria agradecer a todas e todos aquela que considero ser uma das maiores, senão a maior honra que já me foi concedida, presidir à Assembleia Municipal da cidade onde nasci.

É o que diz André Mós Caldas, o novo presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, eleito pela esquerda na Câmara da Capital. Momentos de tensão na COP 30, a Cimeira do Clima, que decorre no Brasil. Pelo menos três pessoas ficaram feridas numa altura em que à porta da cimeira, os manifestantes entraram em confronto com seguranças ao início da noite, acabaram por invadir o edifício. Vamos ouvir um registo deste momento dos protestos. Destes protestos junto da COP 30 resultaram vários feridos. São precisamente dois seguranças e um polícia. Segundo a agência Reuters, um segurança foi levado numa cadeira de rodas, enquanto segurava na zona da barriga, enquanto o outro sofreu um corte na zona da cabeça ao ser atingido por um tambor, que terá sido atirado por um dos manifestantes. Os ativistas entraram na sede da COP 30, entoar gritos a favor de mais taxação aos multimilionários e contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas. Foi detido em Dortmund, na Alemanha, um homem que criou na internet uma lista de políticos a matar com dupla nacionalidade, alemã e polaca, é suspeito de financiamento de terrorismo, instrução para a realização de atos violentos perigosos e difusão perigosa de informação pessoal. O suspeito levou a cabo estes planos na dark web durante cinco meses. Informações preliminares indicam que pertence ao grupo de extrema-direita Cidadãos do Reich. A fechar. Vamos ainda à Venezuela. O Parlamento aprovou uma lei para defender o país da presença militar dos Estados Unidos no mar das Caraíbas, em causa o destacamento aéreo e naval ordenado por Donald Trump, sob o argumento de combate ao tráfico de droga na região. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, considera que os Estados Unidos estão a tentar retirá-lo do poder. A Venezuela mobilizou 200 mil efetivos das Forças Armadas para enfrentar o que considera ser a ameaça norte-americana.