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Quatro horas. As notícias com Carlos Pedro. Boa noite, Jornal das Quatro na Rádio Observador. Portugal estará neste momento a atravessar o pico da gripe. Ainda assim, a DGS avisa que o Serviço Nacional de Saúde vai continuar sob pressão nos próximos tempos. O relatório sobre a atividade gripal do Instituto Ricardo Jorge revela que o número de internamentos devido à gripe está agora estável. De acordo com o relatório relativo ao período entre 22 e 28 de dezembro, foram detectados na última semana mais de 1200 casos positivos para o vírus da gripe, número igual ao registrado na semana anterior a esta. André Peralta Santos, subdiretor-geral da DGS, faz o ponto de situação.
O número de pessoas que vai à urgência, o número de internamentos que temos por causas de gripe está estável, o que quer dizer que estamos a assistir à formação do pico. Não sabemos se será este o único pico, a semana de Natal e de Ano Novo é uma semana com muito movimento entre as famílias, diversas viagens no país. Nós esperamos que seja o único pico, mas pode existir no início de janeiro, um recrudescimento, um aumentar de novo da atividade gripal.
André Peralta Santos à RTP, o subdiretor-geral da Saúde da DGS espera que a situação melhore ao longo deste mês, mas alerta que a pressão vai continuar a sentir-se nos hospitais e centros de saúde do SNS.
É de esperar que se mantenha a pressão sobre o sistema de saúde. Isso implica a procura de cuidados de saúde, quer nos cuidados de saúde primários, nos centros de saúde e nos hospitais. Com o desenrolar de janeiro, obviamente que esperamos que a situação melhore, porque a atividade gripal vai diminuindo. Mas não quer dizer que na próxima semana, vejamos já uma grande melhoria, porque efetivamente há uma grande intensidade de vírus ainda em circulação.
André Peralta Santos, em entrevista à RTP, com estes dados que indicam que Portugal estará a atravessar o pico da atividade gripal. No total, desde o início da época gripal, a 29 de setembro, a rede portuguesa de laboratórios já identificou mais de 9500 casos de gripe e notificou outros mais de 50 mil casos de infecção respiratória. Seguimos neste jornal com a mais recente informação acerca do incêndio que matou pelo menos 40 pessoas na Suíça. O governo confirma que a imigrante portuguesa que tinha sido dada como ferida não é, afinal, uma das vítimas desta tragédia. Foi, na verdade, hospitalizada devido a um pequeno acidente doméstico. É o que assume o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. A mulher de 40 anos tinha sido contabilizada pelas autoridades helvéticas como estando entre as vítimas deste incêndio mortal que consumiu um bar na estação de esqui de Crans Montana, em Valais. Isto porque se dirigiu ao hospital de Sion na mesma noite a 31 de dezembro. Emídio Sousa explica que a informação lhe foi confirmada pela cônsul-geral em Genebra, Maria Leonor Penalva Esteves, e acrescenta que a cidadã portuguesa já teve alta hospitalar. Entretanto, confirma também que o governo criou um canal de comunicação para serem sinalizados casos de eventuais cidadãos desaparecidos.
Criamos um canal de comunicação que divulgamos no LinkedIn, nas redes sociais, com a nossa embaixada, para serem sinalizados casos de eventuais pessoas que pudessem estar desaparecidas, através de familiares ou amigos. Temos essa informação, dado que temos a informação que muitas das vítimas estão difíceis de reconhecer e foi no sentido de procurarmos obter pistas e foi isso que fizemos.
Permanece, entretanto, desaparecida uma cidadã portuguesa originária de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. Não se conhecem ainda os contornos deste desaparecimento e se o mesmo está relacionado com o incêndio na estação de esqui. Importa ainda dizer que as autoridades helvéticas desconfiam que o incêndio terá sido causado por velas sparklers, velas de faísca, neste caso, que estavam colocadas em garrafas de champanhe. Esta é a principal hipótese de causa do incêndio, indicou a procuradora-geral de Valais, local onde estava instalada a estância de esqui de Crans Montana. Estas velas terão entrado em contacto com o teto do estabelecimento e iniciaram assim um incêndio que resultou para já na morte de pelo menos 40 pessoas. Há ainda mais de 100 feridos a registrar. Seguimos neste jornal com as presidenciais. Os apoiantes de Luís Marques Mendes e António José Seguro acusam Henrique Covey Melo de trazer lama para a campanha presidencial. Em mais um episódio de A Caminho de Belém, José Eduardo Martins, apoiante de Marques Mendes, considera que a onda de elevação que o almirante trazia no início da candidatura esfumou-se ao longo dos últimos dias.
Porque vinha aí alguém com uma onda de ética e de elevação, o almirante Covey Melo, que vinha fazer um paradigma novo na política, mas quando ficou atrás das sondagens e sem os eleitores de André Ventura, desde que André Ventura se candidatou, basicamente tem feito da sua campanha esta coisa que é a política mais básica, menos original, a coisa mais gasta, o populismo mais tafado, que é basicamente tentar atirar lama para cima do adversário.
As mesmas críticas ao almirante são feitas por Adalberto Campos Fernandes, apoiante da candidatura de António José Seguro. O antigo ministro da Saúde lamenta que o antigo militar tenha descido o nível do debate presidencial e considera que Covey Melo está a tornar-se numa fotocópia de André Ventura.
Nós tínhamos até aqui um candidato, que André Ventura, nesse aspeto, é um candidato que é agressivo, tem uma retórica bastante ácida, que persegue os temas e os assuntos, enfim, com as características que as pessoas gostam ou não gostam, mas veem nele alguma autenticidade, e passamos a ter agora uma fotocópia que é sempre pior que o original. Quer dizer, nós não estamos a discutir programas. Nós estamos aqui a trazer a todo o custo para dentro da campanha eleitoral, para o mais importante órgão de soberania do Estado, estamos a trazer lama.
Do lado da candidatura de Govê Mello, Rodrigo Adão da Fonseca atira culpas para Luís Marques Mendes. Diz que o candidato apoiado pelo PSD devia ter sido mais claro nos esclarecimentos sobre clientes na Abreu Advogados.
Marques Mendes fez as suas escolhas e essas escolhas devem ser calmamente explicadas. Já tivessem sido explicadas com calma e em dois minutos, o assunto estaria já há muito tempo arrumado. E compete a cada um de nós, depois, decidir e fazer as escolhas livres e democráticas sobre o candidato que quer.
Rodrigo Adão de Fonseca, Adalberto Campos Fernandes e José Eduardo Martins, na edição desta sexta-feira do programa "A Caminho de Belém", já disponível em podcast. No futebol, o Sporting escorregou em Barcelos e pode ficar a sete pontos da liderança no final desta jornada. Os Leões não foram além de um empate a um golo. A equipa de Rui Borges ainda foi a vencer para o intervalo, graças a um golo de Luís Suárez. O colombiano isolou-se na tabela dos melhores marcadores com 15 remates certados. Na segunda parte, a coisa complicou para o Leão depois da expulsão de Gonçalo Inácio por vermelho direto. O Gil aproveitou e chegou ao empate aos 87 minutos com o golo de Carlos Eduardo. Na análise à partida, o técnico leonino lamenta que a equipa não tenha marcado o segundo golo e recusa desculpas para justificar o empate.
Poderíamos ter feito 2x0 e estaríamos aqui a falar de outra coisa. Não fomos capazes de o fazer. Tivemos essa oportunidade, não fizemos. Deixámos entrar uma equipa que está a fazer um belíssimo campeonato, tem uma boa equipa, bem organizada, acredita sempre até o fim, no estádio deles. E depois, claro, a expulsão condicionou ali um bocadinho, fez-os acreditar ainda mais nesse sentido e acabaram por conseguir chegar ao golo do empate. Por isso, não me vou lamentar com as ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, e isso era importante ter toda a gente para nos dar mais soluções, mas dentro do que temos, a equipa bateu-se bem e apesar de tudo, teve qualidade.
O Sporting termina assim este primeiro turno sem vitórias perante os cinco primeiros classificados do campeonato. Já o Gil Vicente, por outro lado, chegou aos 28 pontos, recorde de pontuação do clube numa primeira volta da liga. E na análise a este empate de César Peixoto, o técnico gilista realça o caráter da equipa, que diz poder ter ficado com os três pontos.
Tentamos jogar de igual para igual com o Sporting, é uma equipa grande que luta pelo título. Este é o nosso ADN, não mudamos. Tenho muito orgulho no campeonato que estamos a fazer, nos meus jogadores, no trabalho que estamos a fazer. Não abdicam de jogar, não abdicam de pressionar alto. A nossa ideia é mesmo esta e acho que ficou provado hoje que independentemente de qual é o resultado, acho que nós, o resultado e o adversário, nós tivemos outra vez caráter para ir à procura, não nos organizamos e empatámos o jogo e quem sabe, podíamos ter vencido.
O Sporting tem agora 42 pontos, menos quatro do que o FC do Porto, que ainda joga nesta jornada. Vai aos Açores para defrontar o Santa Clara. Entretanto, sobre este encontro em Barcelos, o áudio árbitro da Rádio Observador, Pedro Henriques, considera que o golo que dá o empate ao Gil Vicente foi mal validado. Considera que houve falta de Carlos Eduardo sobre Alisson Santos no momento da finalização do avançado brasileiro e diz, por isso, que o VAR devia ter agido.
Realmente, o Carlos Eduardo, ao antecipar-se ao Alisson Santos e estando na frente dele, movimenta o braço direito para trás e acerta com o cotovelo na zona do queixo, cara do Alisson Santos. Tudo o que é cotoveladas ao nível do rosto, eu não posso estar a definir intensidades, porque uma coisa é a mão nas costas para empurrar ou não empurrar, que aí, sim, há intensidade, há causa e efeito. A partir do momento que tu tens um movimento de braço e acertas na cara do adversário, a intensidade só pode servir para dares amarelo ou dar cartão vermelho. A infração existe e, portanto, eu vou dar como má a decisão, uma falta atacante, dificílimo de ver para o árbitro e o vídeo-árbitro, que tem todas as condições e todas as imagens, era o único que podia aqui fazer algum tipo de intervenção.
Quanto à expulsão de Gonçalo Inácio, Pedro Henriques diz que o árbitro esteve bem em mostrar o cartão vermelho. A análise à arbitragem de Gustavo Correia está disponível em íntegra no podcast "Sem Falta". Lá por fora, a Argentina aconselha os cidadãos do país a não viajarem para a Venezuela, devido ao que diz ser uma grave situação enfrentada pelo país, que tem detido arbitrariamente estrangeiros. A diplomacia de Buenos Aires divulgou um breve comunicado esta sexta-feira a dar conta desta recomendação e com estas justificações, algo parecido ao que tinha feito em maio do último ano o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país. Isto poucos dias antes do anúncio da partida da Venezuela para a Argentina, da companheira e do filho do agente policial Nahuel Galo, que estava detido na Venezuela desde dezembro de 2024, acusado de terrorismo. Galo foi detido por agentes de segurança depois de ter atravessado a fronteira terrestre com a Colômbia, numa viagem que, segundo as autoridades argentinas e a família do agente, tinha como objetivo visitar a companheira e o filho que residiam naquele país. Na altura, o governo de Maduro acusou Galo de ser um dos 125 mercenários estrangeiros detidos por alegados planos para assassinar a vice-presidente Delcy Rodríguez. Veja assim este jornal das 16h na Rádio Observador. A informação regressa com a síntese das 16h30. Até logo.