Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Quatro horas. As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. Neutralidade é a posição que o CDS vai adotar nesta segunda volta das eleições presidenciais. Recusa apoiar qualquer candidato. Foi o que fez saber esta noite o partido, em comunicado. Em declarações captadas pela Agência Lusa, o vice-presidente do CDS, Álvaro Castello-Branco, sublinha que o partido está afastado de qualquer um dos candidatos na segunda volta e manterá, por isso, a neutralidade.

O CDS não está próximo de nenhum dos candidatos que o povo português legitimamente quis colocar em confronto na segunda volta. O CDS combate o socialismo e o CDS rejeita o populismo. Por isso, e em coerência, o CDS não terá nenhum empenhamento orgânico, nem institucional nesta segunda volta, nem dará apoio a qualquer um dos candidatos.

Álvaro Castello-Branco, vice-presidente do CDS, em declarações captadas pela Agência Lusa. Na mesma linha, Luís Montenegro insiste em não tomar partido de nenhum dos dois candidatos na segunda volta das presidenciais. O primeiro-ministro esteve hoje, quarta-feira, no debate quinzenal, reiterou que não é o governo que vai a votos no dia oito. Acabou a ouvir apelos de apoio por parte do Chega e críticas da Iniciativa Liberal, já que Vasco Maldonado Correia tem vários membros com apoio declarado a António José Seguro.

A primeira volta já lá foi e a segunda está para chegar. E por isso, Pedro Pinto, o líder parlamentar do Chega, lembra palavras antigas do primeiro-ministro para perguntar de que lado vai estar.

Montenegro considera que o maior problema na política portuguesa é mesmo o socialismo. Senhor primeiro-ministro, nós estamos de acordo. E agora?

Ora, Montenegro continua a recusar envolver-se na segunda volta, mas pega nos votos de vários candidatos para dizer que o espaço do governo continua igual.

No espaço político central, a votação esteve dispersa por vários candidatos.

Já o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, aponta para contradições no discurso do Chega.

O senhor deputado vem aqui fazer um flic flac à retaguarda. Já não há medo que Montenegro entre na campanha e até dava muito jeito que o primeiro-ministro apoiasse o vosso candidato.

Mariana Leitão lamenta que o PSD tenha mantido o apoio a Marques Mendes na primeira volta. Alerta para as consequências dessa decisão.

Impede, no futuro, que se implementem as reformas que o país precisa e o senhor primeiro-ministro sabe disso. E no fundo, coloca o país perante um quase abismo político.

À esquerda, Isabel Mendes Lopes, do Livre, não percebe por que Montenegro não se posiciona.

Se não se consegue escolher entre um democrata e alguém que quer abertamente quebrar as regras e quebrar com o regime, está também a falhar aos nossos concidadãos.

O líder do PS não quis falar em presidenciais. José Luís Carneiro apontou falhas ao governo na saúde e diz que voltou atrás com a palavra na carga fiscal.

Nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca aumentar os impostos. Pois, senhor primeiro-ministro, eu tenho aqui as duas portarias que aumentaram os impostos sobre os combustíveis e que aumentaram os impostos sobre a habitação.

José Luís Montenegro, alvo de críticas à esquerda e à direita no primeiro debate quinzenal, depois da primeira volta das presidenciais.

O jornalista Vasco Maldonado Correia, com os destaques do debate quinzenal desta quarta-feira, com o primeiro-ministro na Assembleia da República. Quem deixa claro o candidato que vai escolher na segunda volta às presidenciais é António Costa. Admite, de resto, que é um voto repetido para o presidente do Conselho Europeu. Não restam dúvidas.

Como sabe, estou impedido de intervir na política interna portuguesa. Obviamente, não fiz nas eleições na primeira volta, não faço nesta segunda volta. Irei votar como já votei na primeira volta.

E da primeira volta votou em qual campo? No democrático ou no extremista?

O que é que acha? Acha que eu voto em quem?

Apesar de assumir que ainda não falou diretamente com o candidato apoiado pelo Partido Socialista, António José Seguro, diz António Costa que a escolha nesta segunda volta é óbvia. André Ventura está a contar com o voto dos sociais-democratas na segunda volta, numa entrevista esta noite à RTP, volta a acusar António José Seguro de não assumir compromissos. André Ventura desvaloriza os apoios que se têm multiplicado ao candidato apoiado pelo Partido Socialista, desde que no dia 8 de fevereiro sabe bem onde a direita moderada vai colocar a cruz no boletim de voto.

Eu sei que o povo social-democrata vai votar em mim. Isso eu sei. O país tinha várias escolhas à direita para poderem disputar com o espaço socialista esta eleição. Escolheram-me a mim, não escolheram outro. O trabalho que temos que fazer agora é evitar que um socialista chegue à Presidência da República. É evitar que o socialismo, com todos os males que trouxe, de corrupção, de desorganização do Estado, de despesismo, de bancarrota.

Nesta entrevista à RTP, André Ventura admite dificuldades em debater com António José Seguro, acusa o candidato apoiado pelo Partido Socialista de não ter qualquer ideia que se conheça.

Nós não conhecemos uma ideia de António José Seguro. Não conhecemos uma ideia. António José Seguro não se compromete sobre nada. Faz-se uma pergunta sobre saúde, quer agregar toda a gente. Sobre habitação, quer agregar toda a gente. Sobre o combate à corrupção, quer agregar toda a gente.

Sobre António José Seguro, o senhor também terá a oportunidade num algum debate que tenha com ele.

Mas é muito difícil ter uma campanha que do outro lado ninguém se compromete sobre nada.

André Ventura esta noite no programa Grande Entrevista da RTP

Marcelo Rebelo de Sousa vai voltar à militância do PSD a partir de março, depois de deixar a presidência da República. A revelação foi feita pelo próprio numa reunião com eurodeputados portugueses em Estrasburgo. O presidente da República aproveitou, na despedida das instituições europeias, para deixar vários recados em público e em privado. Miguel Viterbo Dias.

E uma dessas revelações privadas é de que vai voltar a ter cartão de militante do PSD, que tinha deixado na São Caetano à Lapa quando se candidatou a Belém. Marcelo Rebelo de Sousa esteve num encontro com eurodeputados e, ao que foi relatado ao Observador, o ainda presidente da República diz que já perdeu a mão do comentariado. Também nesse encontro, o chefe de Estado mostrou-se um adepto do centro-moderado ao dizer que começou com o governo mais à esquerda de sempre, o da geringonça, e termina com aquele que tem o apoio parlamentar mais à direita, o de Luís Montenegro. Já em ONU, aos jornalistas, o chefe de Estado elogiou os portugueses por fazerem pontes impossíveis e, no plano nacional, desvaloriza eventuais conflitos político-partidários.

As pedradas, mesmo quando são entre portugueses, descobre-se depois que é uma pedra mole, é uma pedra de lioz, calcária, que é muito mais flexível e maleável, não fere tanto.

Marcelo Rebelo de Sousa, perto do seu deserto, mas antes de deixar o lugar, ainda vai procurar visitar os Açores, a Madeira, Espanha e o Vaticano.

Miguel Viterbo Dias com Rui Pedro Antunes e Diogo Ventura, jornalistas do Observador em Estrasburgo, a acompanhar a sessão solene dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. No futebol, o Benfica perdeu na Liga dos Campeões contra a Juventus por 2x0. Gols marcados na segunda parte da partida. Foram dois gols em nove minutos. Pavlídis desperdiçou uma grande penalidade ao atirar para o lado. Esta derrota coloca em risco a continuidade da equipe portuguesa na competição. Precisa vencer na recepção ao Real Madrid e mesmo assim o Benfica tem de esperar pelos resultados das outras equipes. Na reação ao jogo, o técnico benfiquista José Mourinho considerou que a equipe fez tudo para ganhar, mas só vence quem marca gols.

No futebol, ganha quem marca. E há mil exemplos de equipes que fazem pouco para ganhar, mas ganham, e outras equipes que fazem tanto para ganhar e não ganham. Eu acho que nós hoje fizemos muito para ganhar, com as nossas limitações, fazemos um jogo forte, só que nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, é preciso, como eu às vezes digo, partir a baliza.

Análise de José Mourinho, técnico benfiquista. O Benfica que vai receber o Real Madrid no Estádio da Luz na próxima quarta-feira, dia 28, às 20h. Um jogo que vai contar, como é hábito, com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Está a chegar a depressão Ingrid. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou a faixa costeira de Portugal continental sob aviso laranja. Entra hoje em vigor e no sábado passa aviso vermelho. De acordo com Patrícia Gomes, meteorologista do IPMA, a situação piora já amanhã, principalmente no centro e norte do país, e a chuva não vem sozinha.

Vamos ter também uma intensificação do vento, principalmente nas regiões do litoral norte, com rajadas previstas até 75 km/h. A neve e a agitação marítima serão os parâmetros mais significativos. A agitação marítima já se faz sentir em quase toda a costa ocidental.

Para amanhã, o IPMA prevê uma pequena descida da temperatura e as mínimas vão ficar abaixo dos 10°C na maior parte dos distritos. Na sexta-feira, há uma nova descida das temperaturas. E ao ponto final deste jornal das 16h, a informação está de regresso à antena do Observador às 17h. Até já.