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Quatro horas.
As notícias com Matilde Malva Sabino.
Donald Trump vai estender o cessar-fogo com o Irão por tempo indeterminado. O presidente norte-americano diz que o conflito está parado até receber uma nova proposta de paz do governo iraniano. Nas redes sociais, Trump escreve que, tendo em conta que o governo do Irão se encontra gravemente dividido, os Estados Unidos acederam ao pedido dos mediadores paquistaneses para suspender o novo ataque ao Irão. Até que haja uma proposta unificada, as hostilidades estão em pausa, mas o bloqueio naval ao estreito de Ormuz mantém-se. Para o Irão, Donald Trump está só a ganhar tempo para um ataque surpresa e daí ter estendido o cessar-fogo. Nas redes sociais, o conselheiro do responsável pela delegação do Irão nas negociações considera que a decisão norte-americana não tem qualquer significado. Mahdi Mohammadi acrescenta que a parte perdedora não pode ditar as condições. As Forças Armadas do Irão prometem dar uma lição mais dura do que antes aos Estados Unidos em caso de ataque. Num comunicado citado pela agência de notícias Kuds, o exército iraniano garante um estado de prontidão total para responder com uma ação militar em caso de agressão e avisa que o dedo está no gatilho. O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou o prolongamento do cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos um passo importante para o abrandamento do conflito. Citado pela Al Jazeera, o porta-voz Stéphane Dujarric diz que se trata de uma oportunidade para a diplomacia entre os Estados Unidos e o Irão. A ONU apela às partes para evitarem ações que possam comprometer a trégua e para avançarem para negociações construtivas. Guterres apoia ainda os fortes do Paquistão para facilitar um acordo duradouro e abrangente. O Paquistão, país mediador das negociações entre os Estados Unidos e o Irão, saúda também a prorrogação da trégua anunciada por Donald Trump. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, considera que a decisão permite que os esforços diplomáticos em curso possam prosseguir. Certo é que a segunda ronda negocial no Paquistão já não vai acontecer esta semana. O vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, líder da delegação dos Estados Unidos nestas negociações, já não vai viajar para Islamabad, como estava previsto. Uma informação confirmada pela Casa Branca. O Reino Unido recebe esta quarta-feira conversações militares para proteger a navegação no estreito de Ormuz. A iniciativa, liderada por Londres e Paris, junta responsáveis de mais de 30 países e vai decorrer durante dois dias. O objetivo é avançar com o plano para a reabertura da passagem marítima quando as condições o permitirem. Em comunicado, o Ministério da Defesa britânico explica que o objetivo é traduzir o consenso diplomático num plano de ação conjunto. Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, vai ser recebida esta quarta-feira em Lisboa por Luís Montenegro. A informação foi apurada esta tarde de terça-feira pelo Observador. Nas últimas semanas, a vencedora do Nobel da Paz tem tido uma agenda diplomática cheia na Europa, mais especificamente em Espanha, onde esteve reunida com a direita e a extrema-direita espanhola. No entanto, recusou encontrar-se com o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, por divergências políticas. Esta deslocação de Corina Machado a Portugal faz parte de uma estratégia de aproximação mais ampla com os partidos e governos europeus. O ministro da Administração Interna garante que, pela primeira vez em mais de uma década, vão entrar mais agentes na PSP do que os que vão sair. A promessa foi feita esta tarde de terça-feira na Comissão Parlamentar sobre a política geral do ministério e é para ter efeito já este ano.
Isto só será possível porque a PSP vai ter dois cursos no mesmo ano. No próximo dia 29 de maio, finalização, quase 600 elementos do curso e em final de dezembro esperamos ter cerca de 800 a finalizar o mesmo curso.
Luís Neves, pela primeira vez na pele de ministro no Parlamento, onde afirmou ainda querer mais polícias a patrulhar nas ruas. O ministro da Administração Interna defende também uma ação disciplinar rápida contra polícias com comportamentos inadequados, que considera deverem ser erradicados. A instrução foi dada à Inspeção-Geral da Administração Interna e às inspeções das forças de segurança. Luís Neves afirmou no Parlamento que as esquadras da PSP e os postos da GNR devem ser portos de abrigo para os cidadãos. A ministra da Saúde admite erros durante a greve do INEM em 2024. Ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do Instituto Nacional de Emergência Médica, Ana Paula Martins reconhece que a comunicação entre gabinetes poderia ter corrido melhor.
Independentemente de ser nossa responsabilidade ou não, nós teríamos que ter um procedimento dentro dos gabinetes que, assim que chegasse um pré-aviso de greve que afetasse as nossas instituições na saúde, porque ali tratam-se de salva-vidas, em todas elas, nós teríamos de acautelar que as entidades sabiam. Mas eu volto a referir, sob o ponto de vista legal, não é a nossa obrigação, ainda que sob o ponto de vista da responsabilidade que nos assiste, não podemos ignorar que podemos ajudar e podemos fazer melhor.
A ministra da Saúde assume também responsabilidade política pela greve. No entanto, descarta culpas das consequências que resultaram do protesto.
Isso não implica
Que eu tenha tido diretamente ou a senhora Secretária de Estado da Gestão da Saúde ou a equipa governativa, que nós tenhamos tido uma implicação direta, que haja uma relação de causalidade entre o fato de assumirmos responsabilidades políticas. Por isso aqui estou. Não me fui embora, não fugi, não desertei. Estou aqui a responder perante os senhores deputados. Vou continuar a estar a responder perante os senhores deputados, perante o povo português.
Ana Paula Martins admite que a nova lei orgânica do INEM deverá ser aprovada até ao verão. Questionada sobre a dívida de € 20 milhões do INEM aos bombeiros, a governante nega o valor. Nas contas de Ana Paula Martins, são nove milhões relativos ao mês de fevereiro. A Ministra da Saúde contraria ainda os dados da Liga dos Bombeiros Portugueses, que recusa discrepâncias entre a dívida descrita pela instituição e o INEM. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, explica as contas.
Peço imensa desculpa, mas não há discrepância nenhuma. Há uma questão de desvalorização, eventualmente, por uma ou outra situação. Repare, se há 9,7 milhões de euros mensais, se nós olharmos para o mês de fevereiro e o mês de março, já dá 19 milhões. Quando nós tomamos a nossa decisão, ainda havia o mês de janeiro, que já foi paga uma parte, que é a de dívida. Portanto, não há aqui discrepâncias nenhumas. E houve momentos em que os valores eram muito superiores.
António Nunes explica ainda que a dívida não foi o principal motivo que levou à decisão de denunciar o acordo de cooperação, mas sim uma série de incumprimentos nos termos do documento. Diz, no entanto, que a Liga dos Bombeiros Portugueses está disponível para negociar um novo acordo. O Sindicato Independente dos Médicos acusa a direção executiva do SNS de falhar até no básico e alerta que as Unidades Locais de Saúde desconhecem os objetivos e o financiamento para este ano. Metas que devem ser estabelecidas pela direção executiva, liderada por Álvaro Santos Almeida. Hermínia Teixeira, membro do Secretariado Nacional do SIM, aponta para falhas elementares da equipa que gere a saúde pública.
A direção executiva não cumpre sequer o básico, que é definir os objetivos e o financiamento para 2026 para as ULS do país. Desde há dois, três anos que consecutivamente atrasamos anualmente o período e o prazo de contratualização do ano em vigor.
Hermínia Teixeira lembra que a contratualização da direção executiva com as Unidades Locais de Saúde tem de estar fechada em março. Como tal não aconteceu, a representante do SIM aponta para contrassenso por parte da equipa de Álvaro Santos Almeida. Hermínia Teixeira, do SIM, lembra que o documento em atraso deve prever objetivos relacionados com o financiamento e recursos humanos, por exemplo, para diminuir as listas de espera. Passamos para o desporto. Esta quarta-feira é dia de clássico no Dragão. Porto e Sporting defrontam-se para a Taça de Portugal. É a meia-final da competição. Na primeira mão, o Sporting venceu por 1 x 0 em Alvalade. Os Leões vão, por isso, em vantagem, mas o treinador do Porto, Francesco Farioli, conta com a ajuda dos adeptos para dar a volta e antevê um duelo difícil.
Vai ser uma partida única que pode levar qualquer uma das equipas à final. É um jogo contra uma formação que nos tem desafiado desde o arranque da temporada e nós também os temos desafiado. Por isso, a motivação natural do Sporting vai estar lá. Vai ser um duelo gigante.
Francesco Farioli na antevisão do jogo. Já do lado do Sporting, Rui Borges espera uma equipa competitiva para chegar à final no Jamor.
Eu acho que não vai fugir muito àquilo que é a imagem do Porto e que tem sido, uma equipa muito forte. Em termos físicos, é uma equipa muito forte, no sentido de encurtamentos, de pressão, de duelos, seja por chão, seja por ar, são uma equipa fortíssima em duelos. Torna o jogo muito competitivo, por isso acho que vai ser um jogo bastante competitivo, um Porto à sua imagem e um Sporting à sua imagem também. Por isso, acima de tudo, duas equipas que vão querer ganhar e que vão querer muito estar na final da Taça.
Rui Borges, na antevisão do jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Sporting. Partida marcada para as 20h45. Tem relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 17h. Até já.