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As notícias com Miguel Pina Andrade.

Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália estão disponíveis para levantarem sanções ao Irão. Uma posição que surge depois do anúncio de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão. Os quatro países consideram vital que as negociações detalhadas entre os Estados Unidos e o Irão sejam concluídas com sucesso e que o acordo seja implementado de forma rápida e abrangente. Numa declaração conjunta, estes quatro países anunciam que estão preparados para levantar as sanções pertinentes, em resposta a medidas claras e verificáveis do Irão em relação ao programa nuclear. Manifestam ainda a disponibilidade para colaborar com os Estados Unidos, com o Irão e com a Agência Internacional de Energia Atômica. Sublinham que o Irão nunca deverá adquirir uma arma nuclear. O acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão vai ser assinado na sexta-feira, na Suíça. É o que anuncia o chefe de governo do Paquistão, escreve na rede social X que após intensas negociações, o Paquistão tem o prazer de anunciar que o acordo de paz foi alcançado. Donald Trump confirmou também a assinatura deste acordo de paz com o Irão. O presidente norte-americano escreve na rede Truth Social, de forma taxativa, que o acordo com a República Islâmica do Irão está agora concluído. Donald Trump dá os parabéns a todos os envolvidos nas negociações e garante que o documento prevê, com efeito imediato, a abertura do estreito de Ormuz, bem como o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos. O Irão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o acordo de paz anunciado por Trump e pelo primeiro-ministro paquistanês. No entanto, e de acordo com o New York Times, a emissora estatal iraniana afirma em tom glorioso que os Estados Unidos foram forçados a aceitar o fim da guerra. O secretário-geral das Nações Unidas já reagiu a este anúncio. Na rede social X, António Guterres saudou o acordo de paz, descreve-o como um passo crucial. Também no X reagiu o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer afirma que está convicto de que a liberdade de navegação sem restrições deve ser restabelecida no estreito de Ormuz. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, diz que os líderes do G7 vão discutir a reabertura a longo prazo do estreito de Ormuz. Kiev foi alvo de um ataque massivo por parte da Rússia. Um mosteiro histórico foi atingido. Há relatos de explosões na capital ucraniana. Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas depois de um ataque russo ao mosteiro Pechersk Lavra, que se incendiou esta madrugada. É o que avança a CNN Internacional. As autoridades locais apelaram aos residentes na área para procurarem abrigo. O ataque aéreo com drones atingiu um símbolo espiritual e cultural da capital ucraniana e danificou a rede elétrica, deixou 140 mil pessoas sem energia. O autarca da cidade, Vitali Klitschko, afirmou numa mensagem no Telegram que o fogo afetou casas e carros. O mosteiro, um monumento classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, foi seriamente danificado. Segundo a agência Reuters, Kiev estava a ser alvo de ataques massivos com mísseis. Um edifício residencial também estava a arder e várias explosões foram ouvidas. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também falou este domingo sobre o acordo de paz. Barack Obama diz ter dúvidas quanto à eficácia do acordo. Para o antigo presidente norte-americano, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação ao que já estava estabelecido anteriormente.

"É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra."

Declarações de Barack Obama em entrevista à ABC News sobre o anúncio da assinatura de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão. Em Portugal, Paulo Raimundo lança um desafio a Luís Montenegro, quer que o primeiro-ministro retire o pacote laboral já no próximo debate quinzenal no Parlamento, na quinta-feira. O secretário-geral do PCP diz que Luís Montenegro faria um grande serviço ao país se retirasse o pacote laboral da equação.

Eu acho que um grande serviço que o senhor primeiro-ministro devia fazer ao país na próxima quarta-feira, é retirar o pacote laboral e poupar o país a isto. Não tem jeito nenhum. Os únicos que defendem hoje o pacote laboral é o senhor primeiro-ministro, os membros do governo, os senhores da Iniciativa Liberal e do CDS, é o CHEGA, envergonhado, mas defende, e depois são as confederações patronais. Caramba, não vai sobrar para as confederações patronais com o pacote laboral, não vai sobrar a precariedade para os membros das confederações patronais, não vai sobrar o justimento injusta causa para os membros das confederações patronais.

O secretário-geral do PCP, questionado sobre a última reunião entre Luís Montenegro e André Ventura, acusa o CHEGA de não ter credibilidade no posicionamento relativo ao pacote laboral. Ora Paulo Raimundo afirma que se o CHEGA for coerente, vai votar contra esta proposta.

Se nós pudéssemos levar em conta a palavra do CHEGA, se fosse uma palavra credível, não via nenhuma razão sequer para ser agendado. Certo? Mas como a gente não pode levar em conta a palavra do CHEGA, estamos sempre à espera de tudo. Há uma coisa que eu sei, é que o CHEGA, segundo aquilo que tem afirmado, vai votar contra. Ora, se vai votar contra

O pacote laboral está chumbado. Não há nenhuma alternativa

O secretário-geral do Partido Comunista, Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas sobre a discussão da reforma laboral do governo. Olhamos agora para o Mundial de Futebol. O treino da seleção nacional foi cancelado devido a um aviso de tempestade. Os protocolos de segurança das autoridades locais para este tipo de eventos obrigaram ao cancelamento do treino. Depois de chegar ao Gardens North County District Park, sítio onde a seleção portuguesa iria treinar, a equipa recolheu para um local seguro, cumpriu um trabalho de preparação devidamente programado para este tipo de situações de emergência. Depois, os jogadores realizaram um treino de ativação física num pavilhão coberto. Devido aos avisos de mau tempo, a conferência de imprensa da Seleção Nacional em Palm Beach também foi cancelada. Matheus Nunes seria o porta-voz da comitiva portuguesa, mas todas as atividades com a imprensa foram canceladas. É uma informação confirmada também pelo enviado especial d'O Observador aos Estados Unidos, Miguel Cordeiro. Olhamos agora para o segundo jogo do grupo F entre a Suécia e a Tunísia. Comigo em estúdio está mais uma vez o jornalista João Lourenço, que tem estado a olhar para esta partida. João, as equipas acabaram de regressar do intervalo. A Tunísia reduziu em cima da marca dos 45 e agora já está 2x1, vence a Suécia.

Mais especificamente ao minuto 43, o central Omar Rekik, central de 24 anos do Maribor, respondeu positivamente a um cruzamento junto ao primeiro poste da baliza da Tunísia, concretamente, que tem insistido muito no ataque depois desse segundo golo de Alexander Isak, tanto pelos corredores como acima de tudo de lances de bola parada. E este golo, especificamente, foi num lance de insistência através de um lançamento, um hábito que já se tem tornado bastante comum no futebol europeu. Quem fez o cruzamento foi o atleta Medjibri, do Burnley Médio Centro, camisola 10 desta equipa da Tunísia, que tem sido um dos destaques desta equipa africana. E há outro jogador da Tunísia que tem estado em destaque depois deste segundo golo da Suécia, é Rami Kedhira. Ora, Rami Kedhira é um apelido bastante conhecido. Sim, é mesmo irmão de Sami Kedhira, antigo internacional alemão e jogador do Real Madrid, ele que, segundo a imprensa espanhola, até pode fazer parte da equipa técnica de José Mourinho. O jogo deste grupo F, o segundo jogo desta segunda-feira do grupo F, já está em andamento. A segunda parte, minuto 48. Não houve qualquer tipo de alteração ao intervalo, tanto da Suécia como da Tunísia. Neste momento, o esférico está no meio-campo ofensivo da seleção africana. Minuto 48, Suécia 2, Tunísia 1.

E a Tunísia entra nesta segunda parte com ascendente e achas que poderá tentar fazer alguma surpresa, tentar dar a volta ao jogo ou pelo menos empatá-lo?

Causar algum pânico, já causou, até porque a Suécia deu iniciativa de jogo à Tunísia depois desse ampliar da vantagem ao minuto 29, da autoria de Alexander Isak. Certamente, algum desconforto causou à equipa da Suécia, numa altura em que podia ter sido mesmo esse golo de igualdade por parte da seleção africana e foi novamente o camisola 10 da formação africana. Estamos a falar de Medjibri, o médio da seleção, neste caso da equipa do Burnley. Houve aqui um remate, espécie de cruzamento, que podia ter sido uma chapelada ao guarda-redes da equipa da Suécia, o guarda-redes Nordfeldt. No entanto, a Suécia será certamente favorita, até porque tem os jogadores tanto no 11 inicial como no banco, que podem desbloquear através da sua qualidade. E agora poderemos ter, nesse caso, esse ataque da Suécia, uma desconcentração por parte de Victor Gyökeres, não respondeu positivamente ao cruzamento, neste caso, a passar junto aos centrais por parte de Alexander Isak. Eu creio que a jogada, se desse golo, até teria que ser anulada devido à posição irregular do avançado do Liverpool. No entanto, há que sempre dar conta destas individualidades por parte da Suécia. Podem fazer diferença. No entanto, o desconforto causado pela Tunísia está lá. Vamos ver o que é que vai causar nesta partida.

Análise do jornalista João Dias, que vai continuar a acompanhar este Suécia-Tunísia. Aos 50 minutos de jogo, a Suécia vence por 2x1. É notícia de fecho deste jornal das 16h. A informação está de regresso às 16h30. Até já.