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Cinco horas. As notícias com Matilde Malva Sabino.

Dia de debate presidencial das rádios. A pouco mais de duas semanas das eleições, oito candidatos reúnem-se esta sexta-feira em Lisboa. O debate é organizado pela Rádio Observador, TSF, Antena Um e Rádio Renascença. Vão debater: António Filipe, apoiado pelo PCP; André Ventura, é apoiado pelo Chega; Catarina Martins conta com o apoio do Bloco de Esquerda; João Cotrim Figueiredo, que tem o apoio da Iniciativa Liberal; Henrique Gouveia e Melo; António José Seguro, apoiado pelo PS; Luís Marques Mendes, que conta com o apoio do PSD e CDS; e Jorge Pinto, apoiado pelo Livre. O debate arranca às 9:30 e dura duas horas. Vai poder ouvir em direto aqui na Rádio Observador. Ainda sobre as eleições, o presidente da Assembleia da República critica a campanha presidencial. José Pedro Aguiar-Branco considera que não tem respeitado a separação de poderes. No artigo publicado no jornal Expresso, escreveu críticas dirigidas a todos os candidatos a Belém, mas uma destinada a Luís Marques Mendes. Aguiar-Branco sublinha que tem evitado comentar a campanha presidencial em curso, devido às funções que exerce, mas afirma que não pode ignorar a forma como os candidatos falam em espaço público de matérias que são da competência do Parlamento. O presidente da Assembleia da República lamenta que a possibilidade de uma revisão constitucional tenha dominado muitas vezes o debate político, uma vez que se trata de uma competência dos deputados, mas não se pronunciou sobre se é necessário ou não alterar a lei fundamental. Outro aspecto da campanha presidencial que não tem agradado a Aguiar-Branco é a questão da transparência. Sem referir nomes, critica as insinuações sobre o percurso profissional e pessoal dos adversários, assim como os pedidos de divulgação que vão além do que são as normas de transparência. Insinuações e pedidos feitos várias vezes em espaço público por Luís Marques Mendes. Os candidatos presidenciais apontam falhas ao discurso do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa fez esta quinta-feira a última mensagem de Ano Novo ao país como chefe de Estado, num vídeo partilhado pelo Chega. André Ventura afirma que falta capacidade política a Marcelo Rebelo de Sousa. Acusa o Presidente da República de se ter tornado um comentador.

Os portugueses não precisam de um presidente que faça diagnósticos e análises. Precisam de um presidente que aja, que tome decisões, que chame à responsabilidade quando tem que chamar à responsabilidade, que seja capaz de apontar, como fez Marcelo Rebelo de Sousa hoje, mas também de chamar a atenção das entidades e dos protagonistas concretos quando metidos nas tais trapalhadas a que ele se refere. Este discurso de Marcelo Rebelo de Sousa vinculou hoje bem o presente e o futuro. O presente que temos de um Presidente da República que se tornou mais comentador, analista, do que propriamente um ator político.

Já Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, considera que Marcelo falhou por não ter falado dos constrangimentos na saúde durante a quadra festiva.

Começou o seu mandato num período pós-troika e pós-Cavaco, com condições de vida a melhorar em Portugal, mas a verdade é que 10 anos depois, vê as dificuldades que há em Portugal, vê também o crescimento da extrema-direita e optou, e bem, por falar das questões da tolerância. Mas é verdade que, talvez por estar também em final de mandato e não tenha querido fazer uma mensagem mais direcionada aos problemas concretos, faltou uma palavra para o desespero que vimos nestes dias no acesso à saúde, por exemplo, que continua a ser uma das questões mais complicadas do nosso país, ou o custo de vida.

António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, defende que é necessário uma mudança de política no país para concretizar os votos do chefe de Estado.

O senhor Presidente da República formulou votos muito generosos de um ano melhor para 2026, mas a concretização desses votos debate-se com grande problema. É que se não houver uma mudança de políticas, se as políticas que têm sido seguidas prosseguirem, os portugueses não vão certamente ter um ano de 2026 melhor do que o de 2025. Num país onde os direitos dos trabalhadores já estão muito fragilizados com o atual Código do Trabalho, se a proposta de pacote laboral que o Governo apresentou e que foi reafirmada agora na mensagem de Ano Novo pelo próprio senhor Primeiro-Ministro, os trabalhadores portugueses, se essa proposta fosse por diante, não teriam um ano de 2026 melhor que o de 2025.

Reações dos candidatos presidenciais à última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa. Já o PSD elogia Marcelo pela relação muito especial que tem com o país. Uma reação à mensagem de Ano Novo do chefe de Estado, pela voz de Leonor Beleza, vice-presidente dos social-democratas. Leonor Beleza defende que Marcelo Rebelo de Sousa conhece muito bem os portugueses e merece uma palavra de reconhecimento e orgulho pelo serviço ao país.

Sabe quais são as nossas forças, as nossas fraquezas, sabe o que é que podemos aspirar, sabe como é que temos de nos transformar. Ele, como quase ninguém, sabe identificar estes fatores e sabe falar para todos nós. Muitas vezes também identificou, antes de outros, ameaças, problemas, questões vindas lá de fora ou de cá dentro, e foi nos dizendo que era preciso encarar esses problemas, essas ameaças e essas questões. Mas também é pessoa, as duas coisas juntam-se, que tem com os portugueses uma relação muito rara, muito pouco comum. É uma relação que, de certa maneira, nós percebemos como uma relação com cada um, com cada uma de nós.

Declarações de Leonor Beleza, vice-presidente do PSD. E recuperamos essa mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado acredita que o país vai ter um futuro melhor com soluções e pessoas novas. Numa declaração mais curta do que o habitual, devido às eleições que se avizinham, o Presidente da República citou Eça de Queiroz para deixar uma crítica ao país político, que diz estar eternamente à espera de um milagre. Já com os olhos postos na corrida a Belém, Marcelo acredita que o futuro vai ser melhor que o passado.

O povo

Escolhe livremente o que quer e quem quer pro futuro, com a esperança de que seja diferente e melhor do que o passado. Ideias, soluções e pessoas. Essa é também a minha esperança. Eu digo mais: essa é, mais do que esperança, a minha certeza. Melhor futuro do que passado.

O chefe de Estado pede um 2026 com mais saúde e mais tolerância.

Um ano com mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais solidariedade. O mesmo desejo vale para nós, vale para Portugal. Ano novo, vida nova. Também com mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade.

Marcelo Rebelo de Sousa deixa também um elogio aos portugueses. Descreve o povo como grande qualidade e coragem excepcionais. Ainda na presidência, o chefe de Estado devolveu ao governo três decretos lei que visavam várias reformas no setor da saúde. Marcelo Rebelo de Sousa mandou para trás medidas como a centralização dos serviços de urgência, a criação do sistema nacional de acesso à consulta e cirurgia e ainda as novas regras da contratação de médicos tarefeiros no Serviço Nacional de Saúde. Segundo fonte oficial do Ministério da Presidência ao Observador, estes diplomas determinam transformações indispensáveis à melhoria do acesso à saúde dos portugueses. Ao que o Observador apurou, o Executivo não vai desistir das reformas, apesar da decisão do Presidente da República e do que se entendem como resistências às mudanças no setor da saúde. O número de homicídios em 2025 foi o mais alto dos últimos sete anos. É a notícia manchete da edição desta sexta-feira do Jornal de Notícias. No total, foram assassinadas com dolo pelo menos 108 pessoas, sendo que o último caso ocorreu há menos de duas horas de acabar o ano na Figueira da Foz. É o valor mais alto desde 2018, o ano em que houve 110 vítimas. Os dados são do Relatório Anual de Segurança Interna e indicam que em 2024 foram registados um total de 89 homicídios. Em agosto, o JN já tinha noticiado que em 2025 o número de homicídios poderia ultrapassar o ano anterior. Contas feitas pelo Jornal de Notícias, o cenário confirma-se. Vinte e quatro vítimas são mulheres e morreram até 15 de novembro, segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas da União das Mulheres Alternativa e Resposta. O Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 só vai ser conhecido no segundo trimestre deste novo ano. Se os padrões se mantiverem, o homicídio ocorre tendencialmente entre homens e as armas brancas, como facas ou lâminas, são os meios mais utilizados. Oito distritos de Portugal continental estão esta sexta-feira sob aviso amarelo devido à chuva, vento forte e agitação marítima, alerta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Tratam-se dos distritos da Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro. As rajadas vão atingir 110 km/h nas terras mais altas e as ondas podem chegar a 2,5 metros no distrito de Faro. A chuva, por vezes forte, pode ser acompanhada de trovoada. Ainda na atualidade internacional, o presidente venezuelano afirma estar pronto para dialogar e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Nicolás Maduro não confirma o alegado ataque norte-americano na Venezuela, mas diz que está disponível para discutir assuntos relacionados com tráfico de droga, petróleo e acordos económicos. Numa entrevista emitida na estação televisiva pública VTV, esta quinta-feira à noite, o líder venezuelano declarou que já informaram dessa disponibilidade a vários porta-vozes norte-americanos. Nicolás Maduro espera uma discussão séria que permita alcançar um acordo para combater o narcotráfico. Maduro diz também que se os Estados Unidos quiserem petróleo, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos quando, onde e como quiserem. O líder venezuelano esclareceu também que manteve apenas uma conversa com o presidente Donald Trump a 21 de dezembro. A Suíça decretou cinco dias de luto devido ao incêndio num bar, numa estância de esqui, incidente que provocou 40 mortes e 115 feridos. É o mais recente balanço feito pelo comandante da polícia local. Ainda assim, as autoridades avisam que a identificação das vítimas mortais pode demorar algum tempo. A procuradora-geral do Cantão de Valais diz que tudo aponta para uma ignição generalizada que provocou o incêndio. Até o momento, não há informação de portugueses entre as vítimas, mas o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar a situação. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 17h30. Até já.