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As notícias com João Costa Campos.

Bom dia. António José Seguro, o candidato mais votado da primeira volta, quer ser o presidente de todos os portugueses, garante que não vai mudar o tom do diálogo com o governo, diz que o pacto de não agressão com Luís Montenegro é para manter, mesmo que sem o apoio do PSD e da Iniciativa Liberal para a segunda volta. E quanto a André Ventura, João Gama, António José Seguro diz que há um oceano de diferenças.

Apesar de ser o candidato mais votado, António José Seguro diz que é cedo para cantar vitória.

Primeiro, em democracia, nada está garantido, muito menos as vitórias. Temos que trabalhar muito.

O antigo secretário-geral do PS acabou a noite a ferrar a esquerda, mas avisa:

Mas quem conduz a minha campanha, como aconteceu na primeira volta e vai conduzir na segunda volta, sou eu próprio. Sou eu que defino qual é a estratégia. E reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras.

Candidato suprapartidário, que nunca se quis contaminar pelo PS, sai da noite eleitoral como o candidato mais votado da primeira volta. Vai manter a estratégia que o trouxe até aqui e manter uma linha de não agressão com Luís Montenegro.

Em primeiro lugar, eu vou manter a minha linha e a minha coerência estratégica, que defini no dia 15 de junho, aqui nesta mesma sala, e vou manter até o final.

O presidente do PSD, que deixa para os sociais-democratas a decisão de quem apoiar na segunda volta. Perante uma plateia cheia com bandeiras de Portugal no ar, Seguro insiste, ao contrário de outros, quer mesmo ser o presidente de todos os portugueses.

Para unir os portugueses. Jamais serei um presidente de uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais. Aquilo que lhe posso é garantir que entre mim e André Ventura, o deputado André Ventura, há um oceano de diferenças.

Agora, quer manter o rumo para dia 8 de fevereiro, altura da segunda volta.

Estou com energia e que não me falte a voz, nem que a voz me doa, estou com energia para termos uma grande vitória no dia 8 de fevereiro. Boa noite e obrigado.

A reportagem do jornalista João Gama, António José Seguro, candidato mais votado desta primeira volta das eleições presidenciais, com mais de 30%, insiste liderar uma candidatura suprapartidária, que recebe apoios de todos os partidos, de todos os quadrantes políticos, apesar de não ter o apoio do PSD e da Iniciativa Liberal. Esses apoios vão começando a chegar. Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, ex-ministro do PSD, também Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS e apoiante de Gouveia e Melo, e também José Miguel Judice, mandatário de Cotrim de Figueiredo, já declararam apoio a António José Seguro. André Ventura afirma que o país escolheu um novo líder da direita, pede a confiança dos portugueses. O candidato apoiado pelo Chega diz que começa agora uma luta entre quem está a favor e quem está contra o socialismo. Ventura desafia o PSD e a Iniciativa Liberal a tomarem posição e aponta a vitória na segunda volta. Miguel Cordeiro.

Perante o segundo lugar na corrida presidencial, André Ventura diz que vê Portugal de olhos abertos.

O país que há 40 anos não tinha uma segunda volta nestas eleições, despertou. A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita em Portugal.

Entre gritos de vitória, André Ventura sorri por ser o líder da direita nas eleições presidenciais.

Esta foi a maior honra da minha vida que me deram, disputar uma segunda volta das eleições presidenciais de Portugal.

Candidato honrado, candidato motivado.

A luta que começa daqui a meia hora mobiliza-me mais do que qualquer outra luta que pudéssemos travar com qualquer outro adversário.

Ventura diz que joga contra o adversário favorito e, por isso, pede apoio a quem também não se revê em Seguro.

Nós só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita.

André Ventura dramatiza.

Agora é que nós vamos ver a fibra de que são feitos.

Entre aplausos, sobe o tom.

Eu não quero voltar ao socialismo em Portugal. O socialismo destrói, o socialismo mata, o socialismo corrompe. Eu não quero socialismo em Portugal.

Ventura diz que vai lutar para que se repita a história.

Em 1986, um dos candidatos da esquerda venceu a batalha da esquerda, mas perdeu a primeira volta. Viria a ganhar a segunda volta das eleições. É isso que vai acontecer conosco no dia 8 de fevereiro deste ano.

O candidato centra-se agora nos novos indecisos e numa mensagem que tem repetido durante toda a campanha.

Não tenham medo da mudança. Confiem em mim, na mudança segura que pode ser feita em Portugal sem ser no António José Seguro.

Jornalista Miguel Cordeiro, que esteve a acompanhar a campanha de André Ventura, ficou em segundo lugar, com pouco mais de 23%. Em terceiro lugar, João Cotrim de Figueiredo atira Luís Montenegro, o liberal culpa o presidente do PSD pelos candidatos que passam à segunda volta. Foi um erro estratégico da liderança do PSD. É o que diz João Cotrim de Figueiredo.

Os portugueses estarão confrontados nessa segunda volta com uma péssima escolha entre António José Seguro e André Ventura. Embora hoje exista em Portugal uma maioria social de centro-direita, é provável que venhamos a ter um presidente da República oriundo do Partido Socialista. Tal ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD. Apesar do apelo que lhe fiz, Luís Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do seu próprio partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro

João Cotrim de Figueiredo, que fica em terceiro lugar, assume uma derrota pessoal e garante que não vai apoiar nenhum candidato na segunda volta. Em quarto lugar, Henrique Gouveia e Melo vai posicionar-se sobre a segunda volta, sim, mas não neste momento. No discurso de derrota, assume o mau resultado, mas deixa a reflexão sobre que apoio dar na segunda volta mais pra frente.

Este é um momento ainda muito precoce para manifestar qualquer opinião a esse respeito. Ainda agora acabamos de saber os resultados da primeira volta e eu vou reservar isso para outro momento, mais tarde.

A noite é também de derrota para o PSD. É o pior resultado de sempre numas presidenciais para os social-democratas. Luís Marques Mendes ficou com o quinto lugar, assumiu a responsabilidade pela derrota e recusa apoiar qualquer candidato na segunda volta. Marques Mendes diz que sai sem mágoas e respondeu, Miguel Viterbo Dias, à maior dúvida sobre o futuro.

A primeira reação aos resultados acabou mesmo por ser a reação final. Com os primeiros dados a apontarem Luís Marques Mendes fora da segunda volta, o candidato apoiado pela AD desceu à sala onde estavam algumas dezenas de apoiantes e os jornalistas para assumir a derrota.

Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro a responsabilidade por este resultado. A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha.

Com uma sala com algumas cadeiras vazias, Marques Mendes tinha na primeira fila o mandatário nacional Rui Moreira, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas e o ministro e amigo Manuel Castro Almeida, bem como a mulher de Luís Montenegro. E perante a dúvida maior sobre o futuro, anunciou:

Não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato, que é a única posição que tenho aqui hoje, não sou dono dos votos que em mim foram depositados. Cada um dos que votaram em mim decidirá, na altura própria, de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência.

Marques Mendes não vai apoiar ninguém na segunda volta, tal como o PSD. Luís Montenegro falou na sede do partido e pouco depois chegou ao hotel onde estava o Estado-Maior de Marques Mendes, acompanhado por Paulo Rangel, Pinto Luz e Leitão Amaro. Hugo Soares chegou pouco depois, todos em silêncio.

Miguel Viterbo Dias, que acompanhou a noite eleitoral de Luís Marques Mendes, terminou cedo e com uma curta declaração sem direito a perguntas. Catarina Martins reconhece que teve um resultado abaixo do que esperava e deixa uma mensagem aos democratas: o voto agora é em António José Seguro.

Eu percebo que todos os democratas fiquem preocupados com esta radicalização da direita em Portugal e esta reconfiguração. Devo dizer-lhes que acho que a resposta adequada, neste momento, é votar na segunda volta em António José Seguro, com os olhos bem abertos para todas as lutas.

Catarina Martins, que se ficou pelos 2%, diz que a hecatombe de Marques Mendes nestas eleições é também a hecatombe do governo de Luís Montenegro. Quem também declara que vai votar em António José Seguro é o candidato apoiado pelo PCP, ainda que com reservas. Para António Filipe, é a única opção.

O apelo ao voto em António José Seguro na segunda volta não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que defendeu enquanto candidato e que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura, e é isso que estará fundamentalmente em causa nestas eleições, e os seus propósitos profundamente reacionários e de subversão do regime democrático.

António Filipe, que acredita que os eleitores reagiram ao apelo de voto útil. António Filipe, que ficou com 1,6% nesta primeira volta das eleições presidenciais. Manuel João Vieira ficou também com pouco mais de 1%, tal como Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo Livre, que deixa desde já apoio a António José Seguro, tal como o candidato independente André Pestana. Das lideranças partidárias, foram também várias as reações à vitória de António José Seguro. O secretário-geral do PS dizina a campanha do candidato como digna e com as prioridades certas. Deixa ainda um apelo e um agradecimento aos eleitores.

Todas e todos os democratas, humanistas, sociais-democratas, democratas cristãos, tantas e tantos que já votaram nesta primeira votação, a quem deixamos ficar uma palavra de profunda gratidão, porque mostra que é possível construir com diálogo e com cooperação uma unidade que se baseia na diversidade e na pluralidade da sociedade portuguesa, e apela que todas se mobilizem para esta caminhada até ao dia 8 de fevereiro.

José Luís Carneiro, que alarga o espectro de eleitores que podem ser captados na segunda volta pelo candidato apoiado pelo Partido Socialista. Luís Montenegro admite que o resultado esteve longe do esperado para o PSD. Clarifica ainda o presidente do Partido Social-Democrata que o PSD não vai manifestar apoio a qualquer candidato na segunda volta.

Nesta segunda volta, portanto, não estará representado o nosso espaço político. Nós aceitamos essa escolha com humildade democrática. O PSD, portanto, não estará também envolvido na campanha eleitoral. Não emitiremos nenhuma indicação, nem é suposto fazê-lo

Montenegro recusa envolver-se em jogos políticos, diz que vai apenas continuar a desempenhar a tarefa que os portugueses lhe conferiram, a de governar o país. Do PCP vem apoio a António José Seguro. É o que admite também o secretário-geral do Partido Comunista, tal como alertou o candidato António Filipe. Paulo Raimundo diz que é isso, votar em António José Seguro, ou então permitir um ataque à democracia. Já o porta-voz do Livre pede que Luís Montenegro e Mariana Leitão ponham a mão na consciência relativamente a um apoio na segunda volta das presidenciais. Rui Tavares mostra-se ao lado de António José Seguro, ainda sem apoio formal do partido Livre, e pede que o PSD e a Iniciativa Liberal façam o mesmo. Vinte e quatro pessoas morreram e mais de uma centena ficou ferida na sequência do descarrilamento de dois comboios de alta velocidade em Córdoba, Espanha. O alerta foi dado perto das 8 p.m, hora local. A circulação ficou interrompida entre Andaluzia e Madrid. Marcelo Rebelo de Sousa expressou esta noite o pesar ao monarca espanhol pelas vítimas do acidente, numa nota publicada no site da presidência. O chefe de Estado transmite sentidas condolências e solidariedade aos familiares de todos os que perderam a vida e deseja a rápida recuperação dos feridos. No desporto, o Futebol Clube do Porto venceu o Vitória por uma bola a zero. O gol dos Dragões resultou de um pênalti convertido por Alan Varela nos minutos finais. No final do encontro, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, mostrou-se satisfeito com o resultado, mas admitiu que a partida não foi fácil.

O jogo foi muito complicado. O Vitória é uma grande equipa, jogou muito bem. Acho que conseguimos gerir bem a partida, mesmo nos momentos em que tivemos de sofrer e ter paciência, porque há jogos que exigem isso. Tivemos capacidade de sofrer, criámos um bom número de oportunidades de pênalti, uma bola ao poste e outras boas jogadas também.

Já o técnico do Vitória, Luís Pinto, gostou da forma como a equipa jogou, mas diz que a derrota deixa uma mistura de sentimentos no final da partida. Com este triunfo, os Dragões mantêm a liderança do campeonato com 52 pontos, mais sete do que o Sporting e mais 10 do que o Benfica. E é o ponto final neste jornal das 17h. A informação está de regresso daqui a pouco, na síntese das 17h30.