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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. O Irão atacou bases militares dos Estados Unidos no Bahrain, Koweit e na Jordânia. Uma confirmação dada pela Guarda Revolucionária do Irão, que já reivindicou os ataques. É uma retaliação direta aos ataques americanos contra os portos e ilhas iranianas no estreito de Ormuz. Em comunicado divulgado pelas estações estatais do Irão, a Guarda Revolucionária afirma ter lançado um ataque com drones contra a quinta frota dos Estados Unidos no Bahrain e contra a base Ali Al Salem, no Koweit, além de um ataque com mísseis de longo alcance contra uma base aérea em Azraq, na Jordânia. Neste país, os militares disseram ter interceptado e abatido cinco mísseis lançados na direção desta cidade. Afirmam que a operação resultou na queda de estilhaços, sem feridos ou danos materiais. Os ataques, entretanto, também provocaram alertas aéreos e as sirenes soaram tanto no Bahrain como no Koweit. Tem sido uma madrugada intensa no Médio Oriente, isto porque os Estados Unidos, no início da madrugada, concluíram os ataques de autodefesa contra o Irão. Através da rede social X, o Comando Central Norte-americano diz que os serviços de Washington atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controle terrestre e locais de radar de vigilância perto do estreito de Ormuz. As forças de Washington dizem que os ataques representam uma resposta proporcional aos recentes ataques iranianos contra forças americanas e navios internacionais em águas regionais. O mesmo centro de comando norte-americano diz que esta ofensiva surge depois de Donald Trump ter responsabilizado o Irão por ter abatido um helicóptero norte-americano. Na Rádio Observador, ouvimos o tenente-general Marco Serronha, que afirma que estes ataques norte-americanos não vão ter implicações nas negociações de paz.

Eu julgo que não. As negociações estão a decorrer e não é isto que vai afetar as negociações. É evidente que cria algum burburinho, reações do ministro dos Negócios Estrangeiros, que é quem lidera, por assim dizer, as negociações. Nesse sentido, é barulho, mas que não vai prejudicar as negociações, eu julgo que não.

Análise do tenente-general Marco Serronha. Ao início da madrugada, através da rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano avisou a todos os habitantes do Golfo Pérsico para abandonarem a região. Deixou também essa garantia que a Guarda Revolucionária não vai deixar nenhuma ameaça ao ataque sem resposta e, já em consequência desta afirmação, o Irão então a atacar bases militares dos Estados Unidos no Bahrain, Koweit e também na Jordânia. Em Portugal, o INEM está a falhar o tempo de resposta para os doentes emergentes. Segundo o novo modelo de priorização dos pedidos de socorro, implementado no início de 2026, estes doentes deveriam ser socorridos no período de oito minutos. No entanto, o tempo médio de resposta registrado entre janeiro e maio deste ano é superior a 14 minutos nas ocorrências de vida classificados como emergentes. Ao Observador, o presidente do INEM reconhece que há melhorias a fazer na resposta a estes casos. Luís Cabral aponta para algumas insuficiências no serviço como uma das justificações nos atrasos. O responsável do INEM adianta ainda que, no total das situações triadas como emergentes, nos primeiros seis meses deste ano, apenas cerca de 60% dos casos foi cumprido o tempo máximo de oito minutos. Ouvido também pelo Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não fica surpreendido com os números apresentados pelo INEM. Rui Lázaro revela que muitas ocorrências classificadas como emergentes ou muito urgentes apenas têm resposta mais de uma hora depois. Pode ler mais sobre este tema no site do Observador, no artigo com a assinatura do jornalista Tiago Caeiro. Na política, o PS anuncia que vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo governo para criar a prestação social única. Esta medida deve substituir as 13 prestações sociais não contributivas. O governo pede ao Parlamento uma autorização para legislar sobre esta matéria, que é de competência exclusiva da Assembleia. Através de um líder parlamentar, os socialistas afirmam que o pedido de autorização contempla opções que se afastam dos valores do Estado Social defendidos pelo Partido Socialista, ou seja, não resta outra opção ao PS senão chumbar este pedido. O CHEGA também já anunciou que vai votar contra. O mesmo desfecho deve ter o diploma das alterações à lei laboral. André Ventura insiste nas duas condições para dar luz verde: baixar a idade da reforma e fixar um valor máximo das pensões a pagar.

Tudo isso agora está do lado do governo. Se o governo decidir voltar atrás e fazer o caminho que achamos que deve ser feito, obviamente, como sempre dissemos, o caminho está aqui e há caminho para ser feito. Até agora, o governo não tem dado mostras dessa tolerância, tem dado mostras de intolerância, tem dado mostras de querer, a todo o custo, levar isto à votação, estando isto mal feito e prejudicando quem trabalha.

André Ventura, em declarações aos jornalistas na Moita, onde esteve na tarde desta terça-feira, em conversa e em contacto com comerciantes. E o presidente da República está nos Açores para as celebrações do dia 10 de junho e dedicou a tarde a um contacto com a população nas ruas de Angra do Heroísmo. É o primeiro Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas em que acontece, no mandato de António José Seguro. O chefe de Estado assistiu ao hastear da bandeira nacional no Pátio da Alfândega de Angra do Heroísmo e fez uma arruada de quase duas horas. Pelo caminho, Vasco Maldonado Correia falou cinco línguas e foi comparado a um deus. No dia em que completa três meses em Belém, António de Seguro usou as ruas de Angra do Heroísmo para fazer prova de vida e popularidade e logo encontrou uma ajuda divina.

Você é uma pessoa, entre aspas, como Deus, dos homens, do povo, um pé descalço. E é isso que nós precisamos no nosso país.

Obrigado.

Muito obrigada.

Eu sou só um português simples como a senhora.

É isso mesmo. É por isso que o senhor é uma pessoa muito especial.

De pés bem assentes na terra, o presidente da República mostrou-se à vontade com todas as idades.

Benedita, nome tão bonito.

Benedita.

É? Muito bem.

Neste 10 de junho, Seguro quer mostrar que continente e ilha estão unidas, mas encontrou quem desafie a hierarquia.

Primeiro sou açoriana e depois portuguesa.

Muito bonitas essas duas bandeiras. Muito bonitas.

E se é certo que veio celebrar o Dia de Portugal, não se livrou de experimentar várias línguas, a começar por um francês competente.

Um instante, monsieur. Au revoir.

Um espanhol arranhado.

Conversar, passar um bom tempo de qualidade?

Sim.

Muito bem.

E o alemão possível.

Bye.

Bye, bye.

Com a Base das Lajes aqui tão perto, o difícil é não encontrar o norte-americano nas ruas, mas alguns vieram só de férias.

This is your first time here in Portugal? Yes. But not the last time, I hope. No way. Yes, of course. You know that tomorrow is our National Day. I heard, yeah. Yes. You have the Fourth of July, you have the Tenth of June. Ok? Bye. Thank you.

O presidente da República em modo poliglota a mostrar-se à vontade com turistas e locais nas ruas de Angra do Heroísmo. Jornalista Vasco Maldonado Correia a acompanhar a visita do presidente da República à Ilha Terceira. Nesta noite de terça-feira, o presidente da República, António de Seguro, assistiu a um concerto em Angra do Heroísmo. No desporto, agora oficial, Mark Silva é o treinador do Benfica. O técnico português de 48 anos estava livre no mercado depois de ter recusado renovar contrato com os britânicos do Fulham. Assina um contrato com as Águias até 2028. No caminho inverso, está José Mourinho, que está a caminho do Real Madrid. O clube encarnado também oficializou a saída do treinador de 63 anos para o emblema merengue. O Benfica recebe então 15 milhões de euros do Real Madrid, o valor correspondente à cláusula de rescisão do contrato de trabalho de Mourinho. E na seleção, joga-se já nesta quarta-feira o segundo e último jogo de preparação para o Campeonato do Mundo, partida frente à seleção da Nigéria. Roberto Martínez diz que a partida desta quarta-feira é um bom teste para preparar a fase de grupos do Mundial. Foi a última conferência de imprensa no estágio, neste caso, a penúltima, visto que Roberto Martínez irá falar aos jornalistas na sexta-feira antes da partida para Palm Beach, na Flórida. No entanto, e antes, nessa viagem até terras norte-americanas, Roberto Martínez, a olhar para esta partida frente à Nigéria, diz que não é um ensaio geral para o jogo frente à República Democrática do Congo, que é o primeiro adversário de Portugal na prova da FIFA. No entanto, o timoneiro da equipe das Quinas diz que há semelhanças entre as seleções e, portanto, será um bom teste.

Contra a Nigéria, temos uma oportunidade de trabalhar aspectos que acho que são semelhantes com os pontos fortes que o Congo tem, uma equipe africana diferente, tem muita flexibilidade tática, mas é um adversário exigente e que é mais um teste para preparar o nosso grupo.

Roberto Martínez, que promete também utilizar o máximo de jogadores possível dentro dos convocados da equipe das Quinas, diz que independentemente dos jogadores em campo, espera a mesma intensidade e ideia de jogo. No entanto, diz que já revela um dos titulares para esta partida frente à Nigéria: é o guarda-redes do Porto, Diogo Costa. Já os jogadores para a frente da linha dos 11 metros do guarda-redes da seleção portuguesa podem todos entrar e sair durante a partida.