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São 5 horas. Bom dia, são 5 da manhã, está na hora de utilizar toda a informação na Rádio Observador. Eu sou o Martim Madeira e começamos com a atualidade nacional. Um idoso ficou 36 horas, o equivalente a um dia e meio, à espera de ajuda médica nas urgências do Amadora-Sintra. O doente apresentava tonturas, espasmos, falta de força e foi transportado de ambulância no dia 29 de agosto e só chegou a casa no dia seguinte, dia 30 de agosto, durante a madrugada. Passou quase 23 horas sentado numa cadeira de rodas até ser chamado para observação médica e nesse dia apenas havia dois médicos para atender os doentes urgentes na sala de espera. A Unidade Local de Saúde justifica que estes longos tempos de espera se devem à afluência diária de mais de 300 pacientes. O Hospital Amadora-Sintra está a lidar com uma grave falta de médicos e está também sem diretor de urgência desde abril. O Ministro da Saúde já admitiu, na última terça-feira, que esta situação é preocupante e prevê que as próximas semanas vão ser de grande pressão. Este é um artigo que está em destaque no site do Observador. Na política nacional, o PCP considera que se o PS viabilizar o Orçamento de Estado, estará a libertar o Chega dessa responsabilidade e a dar espaço de manobra ao governo. No encerramento da Festa do Avante, o secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, deixa um aviso ao Partido Socialista.
Se o PS viabilizar o Orçamento de Estado, mais uma vez liberta um Chega comprometido até ao pescoço com a política em curso ter de o fazer e dá-lhe ainda mais espaço pra continuar a enganar o povo. Se o PS o fizer, terá que ainda assumir as responsabilidades, a responsabilidade pelo desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, pelo ataque à escola pública, pela especulação imobiliária, o ataque aos salários, às reformas, à Segurança Social, às privatizações e o aumento dos preços. Se o fizer, o PS confirma a sua cumplicidade com a política de direita e oferece ao governo PSD/CDS, ao Chega e à Iniciativa Liberal, ainda mais espaço pra elevar o ataque.
O secretário-geral do PCP diz ainda que a política do governo merece censura e ataca os partidos que apoiam e suportam as escolhas do Executivo. Sem mencionar diretamente a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega, o líder comunista aponta que o problema do Executivo não é a incompetência, nem as explicações insuficientes do ministro. Nas eleições estaduais na Alemanha, a extrema-direita já celebra e procura coligações. De acordo com as sondagens, o partido AfD, Alternativa para a Alemanha, atinge os 44% das intenções de voto no estado federal da Saxônia-Anhalt. Ainda assim, o partido de extrema-direita não consegue a maioria absoluta. De acordo com os melhores sinais do partido, é um resultado abaixo dos 42 deputados necessários pra alcançar essa tal maioria absoluta no Parlamento Estadual. Em segundo lugar, ficaram os democratas cristãos da CDU, com cerca de 18% das intenções de voto. O partido Die Linke e o Partido Social-Democrata, SPD, devem conseguir obter 9% das intenções de voto. A CDU já admitiu a derrota, garante que não está disponível pra coligações. Já o líder da AfD na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, diz estar disponível pra uma coligação, mas não abdica dos princípios do partido.
As pessoas demonstraram que querem finalmente uma mudança política e, acima de tudo, demonstraram que a querem conosco. Transformamos o resultado das eleições exatamente como queríamos. Quarenta e cinco por cento é um resultado realista e um ótimo sinal. Estou curioso para ver quais as consequências no meio político de Berlim para os próximos dias. É claro que vamos assumir a nossa responsabilidade política. Vamos fazer o que prometemos durante toda a campanha. Estamos dispostos a estender a mão, caso surja aqui uma outra força política com as quais possamos resolver os problemas fundamentais deste país. Mas há uma coisa que nós não vamos fazer: não vamos ceder, não vamos fazer compromissos de última hora. Vamos manter-nos fiéis à nossa linha de ação. É isso que o eleitor merece. E é precisamente o caminho que vamos transmitir. É uma sensação histórica. Fizemos história.
O líder da AfD na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, numa primeira reação a estes resultados que ditam a vitória do partido da extrema-direita AfD nesta região, a Alemanha que é divida por 16 regiões, e também a líder do partido AfD disse que o partido espera ir a eleições nacionais e vencer pra se tornar o primeiro governo de extrema-direita desde a Segunda Guerra Mundial. Diz o líder do partido AfD que Frederik Merz não dura até ao Natal. Na análise, Helena Ferro Gouveia considera que estas eleições regionais refletem uma mudança tectônica na política nacional alemã. Ouvida na Rádio Observador, a analista de assuntos internacionais explica que embora as eleições sejam regionais, vão ter impacto não só a nível nacional, mas também a nível europeu.
Esta é uma mudança tectônica na política nacional alemã, mas não só, é uma mudança que terá impacto também naquilo que é a política europeia. Nós vemos pela primeira vez um partido de extrema-direita. Por vezes as palavras não são usadas com propriedade, mas aqui podemos com propriedade falar em extrema-direita, assumir aquilo que será a governação de um dos 16 estados federados da Alemanha. Mesmo que não haja aqui a maioria absoluta, há aqui a possibilidade de se encontrarem coligações ou pelo menos se trabalhar individualmente com alguns dos deputados.
Analista de assuntos internacionais, Silena Ferragut, veio explicar ainda a forma como esta vitória da extrema-direita no estado federal de Saxônia-Anhalt vai ter consequências no meio político de Berlim.
Tem a nível nacional, porque a Alemanha é um conjunto de 16 estados e tem aquilo a que se chama um Bundesrat, uma espécie de Senado, onde os ministros presidentes se sentam e têm acesso à informação classificada, em matéria de política externa, em matéria de segurança, por exemplo, tem este impacto. E depois, naquilo que são as competências dos estados federados, pode alterar aquilo que são os currículos escolares, pode ter impacto na nomeação do chefe das secretas regionais, porque a Alemanha tem umas secretas centrais e depois tem 16 secretas regionais. Portanto, teremos aqui alguém da AFD, nomeia a polícia, tem assim uma série de impacto direto.
Analista de relações internacionais, Silena Ferragut, entrevistada na Rádio Observador sobre este impacto que a vitória do partido de extrema-direita AFD nestas eleições de Saxônia-Anhalt pode vir a ter na política alemã. E pelo menos cinco pessoas morreram num acidente no aeroporto de Miami. Um avião de carga da Amazon despistou-se durante a aterragem e saiu da pista, atingiu alguns veículos e incendiou-se de seguida. Para além dos cinco mortos, há ainda cinco feridos. Três estão em estado grave e os outros dois acabaram por ser levados para o hospital. Mais de 60 bombeiros dirigiram-se ao local do acidente, que aconteceu ao início da noite, na hora portuguesa, por volta das 15h, em Miami. Todas as pistas e vias de circulação do aeroporto foram encerradas. Olhamos também para o conflito na Ucrânia. Os enviados norte-americanos saíram de Kiev, onde estiveram durante este domingo, reunidos com Volodymyr Zelensky. Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Kiev depois de no sábado terem estado reunidos com Vladimir Putin em Moscovo. No final do encontro, o presidente ucraniano revelou que em cima da mesa esteve o fornecimento de mísseis de defesa aérea e um pacote de apoio para o inverno. O chefe de Estado ucraniano afirmou ainda que é preciso fazer tudo para que as reuniões trilaterais com a Rússia aconteçam. Quanto aos enviados da Casa Branca, pedem um avanço concreto nas negociações antes do inverno e afirmam que os Estados Unidos querem criar um plano de paz duradoura e não apenas acabar com a guerra.
O presidente Trump envia cumprimentos. Ele, obviamente, está a seguir isto muito atentamente e está a trabalhar arduamente para tentar encontrar um caminho para acabar com esta guerra, mas não só para acabar com o conflito. O presidente Trump está muito focado em criar um plano que permita uma paz duradoura. O que nós estamos a fazer é tentar criar um pacote de medidas para a paz. Nós temos trabalhado muito com os nossos parceiros europeus também, porque isto tem sido uma guerra longa e dura e quando resolvermos isto, teremos que resolver todos juntos.
Declarações de Jared Kushner, enviado especial dos Estados Unidos, com o fim da visita dos norte-americanos, chega também o fim do cessar-fogo de três dias decretado tanto por Kiev como por Moscovo nas capitais. E o governo cabo-verdiano vai avançar com uma análise séria e profunda às circunstâncias do acidente com o autocarro na Ilha do Fogo. Em causa está o despiste que causou 25 mortos e 13 feridos. O primeiro-ministro de Cabo Verde tinha já decretado dois dias de luto nacional. Agora, durante a deslocação à Ilha do Fogo, anunciou uma investigação. Adianta que a análise deverá considerar as características da estrada, o percurso e as condições de mobilidade, entre outros fatores que possam ajudar a compreender o sucedido e prevenir também novos acidentes. É uma investigação que vai ser feita a este acidente com o autocarro na Ilha do Fogo, este acidente que foi o maior acidente em Cabo Verde. Notícia de fecho deste jornal das 05h, as notícias estão de regresso às 05h30. Até já.