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As notícias com Carlos Pedro. Bom dia. Começamos este jornal pela justiça. Na Operação Maestro, o Ministério Público indiciou o empresário Manuel Serrão de associação criminosa, com o objetivo de gerir o desvio de fundos europeus durante oito anos. De acordo com o apurado pelo Observador, Manuel Serrão, António Sousa Cardoso e António Branco Silva estão indiciados pelos crimes de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O grupo, denominado de Kings, terá coordenado as candidaturas aos fundos europeus das diferentes entidades que controlavam. Em causa estava o objetivo de receber fundos europeus sob a forma de adiantamentos ou reembolsos, mediante a apresentação de faturas elegíveis. No entanto, uma parte relevante das despesas apresentadas eram relativas a serviços simulados. Manuel Serrão, Sousa Cardoso e António Branco Silva estão, assim, acusados de terem criado uma organização que visava a captação para proveito próprio de montantes provenientes de fundos europeus. Este é um artigo que faz neste momento manchete no site do Observador e que é assinado pelos redatores Luís Rosa e João Paulo Godinho. Na política, foi aprovado ontem na Assembleia da República o orçamento do Estado para o próximo ano e o ministro das Finanças reitera que o documento é benéfico para o país. Em entrevista à SIC, Joaquim Miranda Sarmento fala no orçamento do qual Portugal estava a precisar. Ainda assim, o ministro deixa o alerta de que este orçamento não é da responsabilidade exclusiva do governo. Tal como já tinha feito Luís Montenegro, sublinha o papel de PS e Chega.
Continua a ser um bom orçamento, continua a ser um orçamento que aumenta o rendimento das famílias, que reduz impostos, que melhora as carreiras dos funcionários públicos, que aposta nos serviços públicos, que acelera o investimento e o PRR, que aumenta as prestações sociais. Mas é um orçamento que corresponsabiliza os dois maiores partidos da oposição, o Partido Socialista e o Chega.
Já sobre as pensões, cujo aumento foi aprovado à revelia do governo, o ministro das Finanças avisa que a posição do executivo não mudou. O governo continua apreensivo com os efeitos a longo prazo deste aumento extraordinário. Diz ainda que o suplemento, que está previsto ser pago no próximo ano, é maior do que o aumento anunciado nas pensões.
Grande parte dos pensionistas, quase dois milhões de pensionistas, recebe até um IAS. Esses pensionistas que recebem até um IAS, 530, 540 euros. O suplemento de 2024 foi mais do dobro, foi 200 euros, do que aquilo que é o aumento extraordinário que o Partido Socialista fez aprovar com os votos do Chega. E o suplemento que nós pretendíamos e pretendemos pagar no próximo ano será muito mais benéfico do que este aumento extraordinário.
Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista à SIC na noite de ontem. A votação do documento ficou marcada por um incidente provocado pelo Chega. O partido colocou várias tarjas na fachada do Parlamento contra a reposição de 5% do salário dos políticos. Os trabalhos prosseguiram, apesar dos pedidos para que fosse feita uma interrupção. E o incidente levou o presidente da Assembleia da República a repreender o partido de André Ventura. Já o líder do Chega classificou a colocação dos cartazes como uma simples ação de comunicação. Nas reações, não faltaram críticas à ação do Chega. O ex-deputado socialista Vítor Ramalho fala num ato de vandalismo, uma posição defendida ontem na Rádio Observador. O socialista diz que se tratou de um ato ilegítimo. Foi mais além nas críticas, fala mesmo em comportamentos inaceitáveis por parte do Chega.
É óbvio que é puro vandalismo. E as pessoas têm que refletir bastante se realmente a liberdade de expressão, porque está ínsita a ela, e as reações reivindicativas que as pessoas podem fazer, se efetivamente, num parlamento que é um órgão de soberania e ainda por cima num edifício nacional, patrimônio nacional, em que há regras de comportamento cívico que se impõem a todos os cidadãos, não é legítimo, não é normal, não se aceita.
Na mesma linha, o ex-deputado Duarte Pacheco confessa estar triste pelo acontecimento. Diz que a colocação das tarjas nas janelas do parlamento foi uma afronta à democracia.
Aquilo que nós vimos hoje foi um ataque à democracia. Como é óbvio, os deputados do Chega têm direito a toda a sua opinião. Discordo dela, mas têm. E por isso é que eles têm outdoors em frente ao próprio Parlamento, com mensagens muito fortes. Ninguém põe em causa o direito de expressão. Agora, há regras. E as regras é: o Parlamento tem que em si ser uma casa neutra. Imagine que agora isso se tornava moda. Isso se tornava moda e de repente, às janelas de cada gabinete, cada deputado punha faixas. Deixava de ser uma casa com respeitabilidade, passava a ser uma feira.
Duarte Pacheco, em declarações na Rádio Observador. O ex-deputado considera ainda que o presidente da Assembleia da República fez o que estava ao alcance perante a ação do Chega. Ainda falta mais de um ano, mas já se começam a falar de possíveis candidatos a Belém. O CDS mantém a esperança numa possível candidatura de Paulo Portas à Presidência da República em 2026. Os centristas estão à espera de candidaturas formais, mas o Observador sabe que Paulo Portas é visto como o nome ideal para arrecadar o apoio dos democratas cristãos. E, por isso, qualquer outro nome será, para já, visto como um plano B ou C. É o exemplo do almirante Gouveia e Melo, que esteve reunido recentemente com Nuno Melo, o líder do CDS. Paulo Portas mantém-se em silêncio, mas quem rodeia o antigo vice-primeiro-ministro mantém as esperanças numa possível candidatura a Belém. Fonte do partido indicou mesmo ao Observador que uma candidatura de Paulo Portas poderia não só mover o apoio do CDS, como também de uma parte significativa do PSD. E na atualidade internacional, o presidente da Ucrânia admite abdicar dos territórios ocupados pela Rússia num acordo de cessar-fogo. Mas primeiro a Ucrânia tem de aderir à NATO. É uma posição defendida em entrevista à Sky News. Trata-se da primeira vez que Volodymyr Zelensky admite ceder parte do território de modo a assegurar um cessar-fogo. Surge também no dia em que o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros enviou uma carta à Aliança Atlântica a manifestar o desejo de ver a Ucrânia receber um convite de adesão à NATO já na próxima semana. No cenário sugerido por Zelensky, os territórios ucranianos não ocupados ficariam sob proteção da aliança. Já os restantes, ainda sob ocupação russa, poderiam ser recuperados mais tarde de forma diplomática. Ainda assim, Volodymyr Zelensky acredita que a guerra pode chegar ao fim já no próximo ano.
No próximo ano, em 2025, podemos fazer isso, mas juntos com a Europa, com os Estados Unidos e, claro, com a Ucrânia. Como uma parte disso, como a parte principal desse acordo, tenho a certeza de que pode ser. Vamos fazer uma grande pressão sobre a Rússia, vinda de Trump e dos Estados Unidos, uma grande pressão sobre a Rússia, sobre o Putin, e acabar por fortalecer a Ucrânia. Pode ser rápido o fim do conflito, sim, mas depende da vontade. Depende realmente da vontade de quem quer.
Volodymyr Zelensky, em entrevista à Sky News, o presidente da Ucrânia abordou ainda a eleição de Donald Trump pra presidência dos Estados Unidos da América. Referiu Zelensky que pretende trabalhar com o novo presidente norte-americano. O líder norte-coreano Kim Jong-un reuniu-se ontem em Pyongyang com o ministro da Defesa russo e reforçou o apoio do país à invasão da Ucrânia, o que informou a agência de notícias oficial da Coreia do Norte. Kim Jong-un condenou ainda a recente autorização dos Estados Unidos e da Europa à Ucrânia para utilizar os mísseis de longo alcance. Pede, por isso, a condenação da comunidade internacional do que considera terem sido atos irresponsáveis, que visam prolongar o conflito e ameaçam toda a humanidade. Fechamos este jornal no desporto. O Sporting defronta hoje, em Alvalade, o Santa Clara pra jornada 12 da Liga Portuguesa, e João Pereira garante uma equipa preparada pra vencer o encontro. É o primeiro jogo dos Leões depois da goleada sofrida em casa pra Liga dos Campeões contra o Arsenal. João Pereira garante que os jogadores reagiram bem à derrota pesada e que o foco está já em derrotar o conjunto açoriano. Precisamente sobre o Santa Clara, que ocupa o quarto lugar da prova, João Pereira deixa elogios à equipa de Vasco Matos.
Quanto ao Santa Clara, equipa sensação da Primeira Liga, uma equipa muito organizada defensivamente, muito forte nas transições ofensivas e também nos esquemas táticos. Foi isso que observamos do Santa Clara. Tentámos preparar os jogadores da melhor forma possível pra estarem preparados pra este desafio e pra conseguirmos a vitória.
Do outro lado, Vasco Matos garante a missão no jogo contra a que considera ser a melhor equipa do campeonato.
Sabemos o que é que tá do outro lado, obviamente que sim. Até o momento, a melhor equipa do campeonato. Vamos a Alvalade com muita ambição, com muita vontade de nos desafiarmos a nós próprios, conscientes, lúcidos e acreditar muito no nosso trabalho e naquilo que tem sido o desenvolvimento da nossa ideia de jogo. E nós também estamos a fazer um excelente campeonato. Queremos muito prolongar este momento que estamos a viver.
As antevisões de João Pereira e Vasco Matos. O Sporting Santa Clara arranca às 20h30 da noite, em Alvalade, e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Foi a notícia de fecho neste noticiário. A informação está de regresso às 06h30 da manhã. Até lá, continuem na companhia da Rádio Observador.