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Seis horas. As notícias com Nadine Soares. Bom dia. Começamos com o mau tempo. Depois da depressão Joseph, é a vez da depressão Christine. A Proteção Civil fez um balanço das consequências do mau tempo em Portugal. Foram registadas mais de 200 ocorrências entre as 10 da noite e as 5 da manhã. A maioria são quedas de árvores e estruturas, é o que indica a Proteção Civil em comunicado. As zonas mais afetadas são a Grande Lisboa, zona Oeste, Península de Setúbal. Os dados divulgados até às 10 da noite indicavam mais de 1500 ocorrências. Não há registro de vítimas. A tempestade Christine vai dirigir-se do litoral para o interior e vai chegar à Espanha já com menor intensidade. Escolas encerradas, transportes cancelados e estradas cortadas são algumas das consequências desta depressão que está a passar por Portugal, afeta principalmente o litoral centro e norte do país também, por todo o território continental. Pelo menos 14 estradas nacionais estavam cortadas devido ao mau tempo. Na margem sul, diversas vias em Amora, Riantela e Aldeia de Paio Pires, no Conselho do Seixal, vão estar encerradas. Também todas as escolas do Conselho de Torres Vedras e da Aldeia Izeda, em Bragança, vão estar encerradas esta quarta-feira. Em Bragança, os transportes públicos para as aldeias vão também estar suspensos devido à previsão de queda de neve. E viramos a página para as eleições presidenciais. António José Seguro promete dedicar o primeiro Conselho de Estado à defesa e à segurança. E André Ventura defende que deve ser o Ministério Público a escolher o procurador-geral da República. São alguns dos destaques de um debate entre os dois candidatos a presidente da República. Discordaram em quase tudo. No entanto, o único debate da segunda volta começou a discutir os apoios que se têm somado à candidatura de António José Seguro. Apoios, João Gama, que surgiram principalmente à direita.
André Ventura encontra contradições em apoios como o de Aníbal Cavaco Silva e, por isso, tira uma conclusão.
É este mesmo homem que diz que António José Seguro é medroso, sem capacidade de liderança, inseguro, apesar do nome, que diz que agora vai votar nele. Isto não é sobre António José Seguro, lamento dizer, é sobre cancelarem a mim.
António José Seguro promete ser um candidato independente e livre e diz que debate com André Ventura embaraçado.
Percebo que é um embaraço, porque o senhor deputado André Ventura apelou a que toda a direita se juntasse a si e eles responderam dizendo: "Preferimos o António José Seguro".
Diferenças do início ao fim, desde logo na relação com o governo.
E serei um presidente que coopera lealmente com o governo e com o primeiro-ministro.
Não vai ser exigente de forma nenhuma com o governo, e por isso que querem um presidente que seja, mas que seja uma espécie de rainha de Inglaterra.
Seguro diz que Ventura está a concorrer numas primárias de direita. O candidato apoiado pelo Chega desafia o adversário a ir além de generalidades.
O doutor António José Seguro conseguiu falar durante dois minutos e 36 sem dizer uma única coisa.
É muito simples. Eu percebo qual é a técnica do doutor André Ventura. É dizer que eu não digo nada. E depois diverge.
De resto, os dois candidatos concordaram em apenas um tema: a revisão da lei laboral, tal como está, será chumbada por qualquer um dos que seja eleito presidente da República, mas António José Seguro admite promulgá-la caso haja apenas acordo com a UGT.
Sim, claro. A posição é muito clara. Se é a proposta inicial, votarei politicamente.
O senhor desafiou André Ventura a dizer se votava ou não contra esta reforma. Está esclarecido em relação a isso?
Não, absolutamente nada.
Mas eu já disse. Então eu vou lhe dizer aqui com clareza. Se chegar assim, não passará.
Quanto à escolha do próximo procurador-geral da República, Ventura quer que seja feita dentro do Ministério Público e não por proposta do primeiro-ministro. Para Seguro, é sinal de falta de preparação.
Qual é a alternativa para a nomeação do procurador-geral da República?
Podia ser, por exemplo, dentro da corporação do Ministério Público, ser escolhido por eles.
Não, uma corporação que escolhia. Pergunto-lhe, uma nomeação corporativa do procurador-geral da República, a quem é que ele responde?
A quem é que responde? Responde, se calhar, mais facilmente do que ao governo.
O tom voltou a subir quando o tema passou a ser a imigração. Ventura insiste que Portugal não tem condições para acolher mais imigrantes e traz a debate a teoria da substituição.
Uma exigência brutal de mão de obra. Mas a exigência de mão de obra não pode significar uma substituição populacional. Eu não quero fechar Portugal. Eu quero é que quem venha para Portugal, um, tenha que cumprir regras.
Seguro respondeu com uma pergunta.
Não, é só para dizer que esta política do empadão, quer dizer, começa-se uma coisa, mistura-se tudo, eu discordo completamente. Segundo, como é que resolvia o problema da economia? Ela para?
O debate fechou com uma discussão sobre a relação entre Portugal e os Estados Unidos. André Ventura, apoiante de Donald Trump, diz que o presidente da República deve ser firme na defesa do país, esteja quem estiver na Casa Branca. António José Seguro revela que vai dedicar o primeiro Conselho de Estado à defesa e à segurança, precisamente por pessoas como Donald Trump, para quem, diz o socialista, o direito internacional vale muito pouco.
O debate de ontem à noite entre André Ventura e António José Seguro, aqui resumido pelo jornalista João Gama. A campanha eleitoral para a segunda volta arranca hoje, oficialmente. A Rádio Observador esteve a acompanhar o último debate presidencial com um apoiante de cada candidato e, à semelhança dos dois nomes que vão a votos no dia 8 de fevereiro, também estes simpatizantes discordam em quase todas as matérias. O antigo ministro social-democrata Rui Gomes da Silva apoia André Ventura. Já o antigo secretário de Estado, o socialista Vitalino Canas, está com António José Seguro. Os dois juntaram-se para seguir o derradeiro debate nas televisões e aproveitaram as deixas dos candidatos para também eles trocarem ideias. Vasco Maldonado Correia.
De um lado, Rui Gomes da Silva, apoiante de André Ventura. Do outro, Vitalino Canas, apoiante de António José Seguro. Juntos, acompanharam o frente a frente entre os dois candidatos e foram precisos poucos minutos para o socialista deixar uma primeira previsão.
A campanha do António José Seguro é muito fácil, porque ele pode repetir na segunda volta exatamente aquilo que já dizia na primeira volta.
O tema do apoio de várias figuras à direita a António José Seguro foi um dos primeiros a surgir e logo aí o primeiro desentendimento entre os dois apoiantes.
Esses apoios são presentes envenenados, porque não acrescentam nada, porque se tivessem acrescentado, Marques Mendes teria estado na segunda volta.
Eu acho que se esta linha de intervenção é a linha de intervenção do André Ventura, o António José Seguro ficará muito tranquilo, porque na verdade o que o André Ventura está a atacar é o Paulo Portas e o Cavaco Silva. E quando o líder do Chega desvalorizou o currículo do socialista, nova troca de ideias entre apoiantes.
Liderou a JS.
Foi líder das Juventudes Socialistas.
Sim.
Foi líder do Conselho Nacional de Juventudes, se não estou em erro.
Estamos a falar de política séria.
Exato, é um currículo um bocadinho melhor que o do André Ventura, que só liderou o Chega. António José Seguro quis mostrar ser garante de estabilidade. Palavras vazias para Rui Gomes da Silva.
Quando a estabilidade não defende as condições de vida... Eu a falar e ele está: "Pronto, são três ou quatro coisas!" e volta sempre à mesma! Estabilidade, garantia, Constituição. Pronto.
As pessoas querem estabilidade.
Não querem nada, as pessoas querem é viver bem, não querem saber da estabilidade.
É garantir essa estabilidade. Que eu serei um fator de estabilidade e de garante dessa estabilidade.
Olhe, eu a falar e ele aqui.
No final, Rui Gomes da Silva encontra numa frase de André Ventura a chave para resumir o debate.
Se é para não fazer nada, votem no António José Seguro. Eu acho que os portugueses têm que perceber isso.
Já Vitalino Canas considera que o debate chega para marcar diferenças e sublinha que apenas um dos candidatos tem perfil para ser chefe de Estado.
António José Seguro está a candidatar-se a Presidente da República, enquanto que André Ventura está a candidatar-se a primeiro-ministro ou eventualmente, no futuro, a um cargo executivo.
Vitalino Canas e Rui Gomes da Silva colados à televisão a acompanhar o debate entre António José Seguro e André Ventura. Tal como os candidatos que apoiam, discordam em quase tudo.
Vasco Maldonado Correia, que assistiu ao último debate presidencial com Rui Gomes da Silva e Vitalino Canas, pode ouvir o trabalho completo nas plataformas de podcast. No desporto, morreu Fernando Mamede, uma das maiores figuras do atletismo português. Tinha 74 anos, faleceu na sequência de complicações cardíacas. Bateu recordes mundiais, foi detentor durante mais de uma década do recorde mundial dos 10 mil metros. Marcou também presença em três Jogos Olímpicos. Em comunicado, o Sporting Clube, que representou, manifesta um profundo pesar. Lembra o que diz ser um dos maiores nomes da história do desporto português e do emblema de Alvalade. Também o Presidente da República deixa uma nota de pesar e lembra o antigo atleta como uma figura marcante e incontornável no desporto. E continuamos neste tema. Hoje é noite de Liga dos Campeões. O Benfica e o Sporting entram em campo. As águias vão defrontar o Real Madrid no Estádio da Luz. José Mourinho quer foco total na vitória. Os três pontos podem não chegar. As águias têm de esperar por outros resultados para conhecer o futuro na competição e por isso o técnico do Benfica quer a equipa a dar tudo.
Não temos que pensar nos outros resultados. Se não ganharmos, não há resultados que nos possam qualificar. Só ganhando é que podemos depois, no final do jogo, constatar se os resultados foram favoráveis ou desfavoráveis. Portanto, o objetivo é só um, que é tentar tudo para ganhar o jogo, mesmo sabendo quem está do outro lado.
O treinador do Benfica, que reconhece a qualidade do Real Madrid. A partida é no Estádio da Luz, começa às 8 horas e tem relato em direto aqui na antena da Rádio Observador. Ao mesmo tempo, joga o Sporting nesta última jornada da fase da liga contra o Athletic Bilbao, em Espanha. Rui Borges diz que nada apaga a trajetória do Sporting nesta competição e pede humildade rumo à vitória.
Sabemos todas as dificuldades, sabemos que será um jogo difícil, mas vamos, tal como fomos nos outros jogos, com muita ambição, com muita vontade, iguais a nós mesmos, tentar fazer o nosso melhor e chegar ao fim e ver qual é a consequência do nosso melhor. Se for ficar nos oito primeiros, muito bom. Se não for, bom na mesma, nada apagará aquilo que tem sido um trajeto fantástico da equipa.
Declarações do técnico leonino, Rui Borges. Para se manter na competição, o Athletic de Bilbao tem de vencer o Sporting. Jogo também marcado para as 8 horas, pode acompanhar na emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste noticiário das 6 da manhã, mas deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.