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Muito bom dia, eu sou o Ricardo Lopes. São 6 da manhã, hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos pelo conflito no Médio Oriente. Os Estados Unidos e o Irão iniciam hoje negociações de paz em Islamabad. A abertura do estreito de Ormuz é a temática central destas negociações, além do fim do bloqueio do estreito, o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis de longo alcance também serão temas em debate. Segundo a CNN, as negociações devem acontecer em duas fases. Vão ser estabelecidos contatos diretos e indiretos entre as duas delegações. Primeiramente, as duas partes vão começar por definir a agenda das negociações, através de uma mediação do Paquistão. Só depois vão avançar para encontros presenciais entre as delegações. Esta noite, Donald Trump garantiu que os Estados Unidos vão abrir o estreito de Ormuz, com ou sem acordo com os iranianos. Afirma ainda que uma condição essencial para que o acordo se concretize, o Irão não pode ter nenhuma arma nuclear. Para o presidente norte-americano, já houve uma mudança de regime no país, embora rejeite, ao mesmo tempo, ter essa medida como critério para o acordo. Declarações feitas aos jornalistas esta noite na base militar de Andrews, no estado de Maryland, onde Trump voltou ainda a sublinhar que a capacidade militar iraniana foi totalmente neutralizada. Olhamos agora para o regresso da missão Artemis 2. Todos os astronautas já foram retirados da cápsula Orion. A reentrada na atmosfera terrestre, à semelhança de toda a viagem, foi concluída com sucesso. O splashdown, a amaragem, aconteceu quando o relógio apontava para 1h07. Amarou no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, na Califórnia. Os astronautas foram retirados da cápsula um a um, depois transportados de helicóptero para um navio, onde foram submetidos a vários exames médicos. Estiveram mais de 1h30 ainda dentro da Orion, no oceano, antes de serem retirados da cápsula. O astrónomo José Augusto Matos explica este longo processo.

Pequenos barcos da Marinha aproximarem-se com mergulhadores da Marinha também, que para já vão instalar uma cinta de flutuação à volta da cápsula para que ela fique estável e fique na vertical e vão depois colocar os cabos de reboque. Por quê? Porque a cápsula irá ser rebocada para dentro do barco anfíbio que está aqui perto. Esse barco tem uma doca inundável na parte traseira. E a cápsula irá entrar dentro do barco e depois será colocada no suporte e a doca será seca. E só depois da doca seca é que a tripulação irá sair.

Testemunho do astrónomo José Augusto Matos, que acompanhou este momento histórico em direto aqui na Rádio Observador. Para reentrar na atmosfera, a nave teve de atingir uma velocidade de mais de 40 mil km/h, o que faz com que atinja uma temperatura impressionante. São 2700 °C, perto de metade da temperatura do Sol. José Augusto Matos explica que é o escudo de proteção térmico que permite que a nave não incendeie.

É um escudo que se consome durante a própria reentrada. Ele é um escudo muito resistente, feito por blocos de um material resistente ao calor chamado Avcot, que é uma resina epóxi com fibras de sílica misturadas e é um material muito resistente ao calor, aguenta 2700 °C de temperatura. E é um conjunto complexo de blocos. Aquilo tem uma base de titânio, são 186 blocos, e eles estão todos ali bem colocados, com uma grande precisão para que o escudo funcione bem. E é, de facto, esse escudo que permite que a nave consiga passar a atmosfera sem ficar incinerada.

Os quatro astronautas regressaram assim ao planeta Terra depois de 10 dias de missão no espaço. Foram até ao lado oculto da Lua a bordo da nave espacial Integrity e estiveram a mais de 400 mil km da Terra, o mais distante que a humanidade já esteve de casa. Donald Trump já reagiu a este regresso da missão Artemis 2. Saúda a ótima e muito talentosa tripulação após uma aterragem perfeita. Ainda antes de os astronautas serem retirados da cápsula Orion, Trump celebrou na rede social Truth e admitiu que não podia estar mais orgulhoso. Por Portugal, António José Seguro deixa um recado ao governo: deve ao país um relatório que explique o que verdadeiramente aconteceu no comboio de tempestades no início deste ano. O Presidente da República prometeu manter-se vigilante relativamente à reconstrução da zona centro depois das consequências do mau tempo. No âmbito da iniciativa Presidência Aberta, ontem, na Marinha Grande, António José Seguro pediu para que não fique tudo na mesma. Vasco Maldonado Correia. Ao fim de cinco dias a saltar de concelho em concelho pela região centro, a avaliar os estragos da depressão Christine, António José Seguro conclui.

Não podemos pensar que tudo já passou.

E se tudo continua na mesma, o Presidente da República vai continuar a bater na mesma tecla.

As consequências desta tempestade ainda persistem e a minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, tirar daqui ilações, também vai continuar.

E para clarificar.

O Estado não estava preparado para uma devastação, um comboio de tempestades desta natureza. E, portanto, nós quando dizemos que é preciso tirar ilações desta situação, é preparar o Estado para responder melhor.

Depois da reunião de balanço da Presidência Aberta, que contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, sai novo recado com o governo como destinatário.

Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento também que explique verdadeiramente o que é que se passou Nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro. É impossível tirar ilações se não soubermos corretamente o que é que correu bem, o que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde.

De resto, o presidente continua em modo acelerador.

É preciso acelerar apoios, clarificar medidas e adequá-las a realidades muito concretas.

E mostra-se preocupado com os meses mais quentes que estão já aí à porta.

Há muitas árvores caídas nas florestas, ainda há muitos caminhos que estão obstruídos, há muito material combustível.

A pensar nos incêndios do verão, mas ainda preocupado com o mau tempo do inverno, António José Seguro vai promover uma reunião com especialistas na próxima quinta-feira, no Palácio de Belém. Trabalho do jornalista Vasco Maldonado Correia, que tem acompanhado António José Seguro nesta presidência aberta. Neste último dia, o Presidente da República apelou a que as populações da região Centro não fiquem esquecidas depois das tempestades. Fechamos com desporto. O Sporting visita hoje o Estrela da Amadora. Os leões mantêm a perseguição ao primeiro lugar, ocupado pelo Futebol Clube do Porto. Na antevisão ao jogo, Rui Borges deu uma novidade: vai poder contar com o Giovanni Quenda. Foi convocado depois de vários meses lesionado. Tinha sofrido uma fratura em dezembro. O técnico garantiu que Ioannidis e Luís Guilherme vão também regressar antes do final da época, mas não se comprometeu com qualquer data. Depois do jogo para a Liga dos Campeões, a meio da semana, Rui Borges lembra que o principal objetivo do Sporting é o campeonato e admite que espera um jogo de alta dificuldade contra o Estrela.

Nós é alertar e focá-los o máximo possível dentro daquilo que é a nossa forma de ser e de estar também no dia a dia, para conseguir ligá-los, lá está, na tal mudança de chip para um jogo diferente, mas a dificuldade é grande. Por mais que sejam adversários totalmente diferentes, a dificuldade será grande. Naquilo que nós podemos, em termos diários, é ligá-los, é fazê-los perceber e ver que continuamos o nosso caminho, que o nosso principal objetivo é o campeonato. Essa é a nossa Champions, já dissemos isso várias vezes, os jogadores já disseram isso também, alguns. É esse o nosso foco e tem que ser o nosso caminho.

Rui Borges na antevisão do jogo, aqui num registo captado pela CNN Portugal. Já sobre os rumores da saída de Hjulmand, Rui Borges diz que é inevitável que se fale do jogador pelo bom trabalho que tem feito, mas garantiu também que o capitão está 100% focado em Alvalade. O Sporting visita hoje o Estrela da Amadora, na Reboleira, às 20h30. O jogo a contar para a 29ª jornada da Liga Portugal. Tem relato e análise aqui em direto na Rádio Observador. É deste modo que fechamos o jornal das 06h. Está com a Rádio Observador e está muito bem. Eu estou de regresso às 18h30 para atualizar as notícias. Até já.