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As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das 6 na Rádio Observador. A começar pela Operação Emergente. Alexandra Leitão garante que se fosse argúida suspenderia o mandato de vereadora na Câmara Municipal de Lisboa. O Observador avançou que há dois vereadores do PS na Câmara de Lisboa arguidos nesta Operação Emergente. São eles Sérgio Cintra e Carla Madeira, ambos da equipa de vereação de Alexandra Leitão. Os arguidos garantiram que não tinham a intenção de suspender as funções que desempenham na autarquia. Agora, em reação no espaço de documentário na CNN Portugal, Alexandra Leitão admite que agiria de maneira diferente e deixa elogios ao deputado municipal Miguel Coelho, que, esse sim, suspendeu o mandato.
"Quero deixar aqui uma palavra de grande elogio à atuação que o Miguel Coelho teve. No próprio dia, suspendeu o seu mandato como deputado municipal, onde era também líder da bancada do PS na Assembleia Municipal. A manutenção ou não em funções, ou a sua suspensão, não estou a falar em renúncia, estou a falar em suspensão, depende de uma valoração que os próprios, tendo em conta que o mandato é seu, devem fazer relativamente às condições políticas que têm para exercer esse mandato. Entendo que existem consequências políticas. É evidente que isto é mau para o Partido Socialista, como foi o tutti-frutti para o PSD e outros casos. É evidente que isto é mau."
Alexandra Leitão a dizer que se fosse argúida suspenderia o mandato imediatamente. O Chega recebeu luz verde do presidente da Assembleia da República para agendar a reapreciação do decreto sobre a perda da nacionalidade. O diploma foi chumbado de forma unânime pelo Tribunal Constitucional. No Parlamento, tinha sido aprovado por todos os partidos da direita. Agora, de acordo com André Ventura, José Pedro Aguiar Branco enviou um despacho na passada sexta-feira a permitir o agendamento do debate sobre este decreto que pretende criar a pena acessória de perda da nacionalidade. Logo no dia em que o decreto foi considerado inconstitucional, o presidente do Chega desafiou a maioria de direita a confirmá-lo no Parlamento, mas PSD e Iniciativa Liberal recusaram seguir esse caminho, não querendo entrar numa rutura institucional com o Palácio Ratton. André Ventura admite que a decisão pela inconstitucionalidade do decreto representa uma derrota. Diz que reagiu ao acórdão do Tribunal Constitucional com total estupefação. O tema vai agora novamente ser discutido na Assembleia da República. E continuam as reações à prestação social única proposta pelo governo. Desta vez, o secretário-geral do PCP acusa o Executivo de querer apertar a vida dos mais pobres com a criação desta prestação social única. O governo aprovou em Conselho de Ministros, na passada sexta-feira, o novo sistema de atribuição de prestações sociais, que vai agregar 13 apoios sociais não contributivos que eram pagos até então de forma individual. Está também previsto na proposta que os beneficiários tenham de fazer até 15 horas de trabalho social por semana. Ora, Paulo Raimundo critica este modelo e acusa o governo de falta de coragem para enfrentar os mais poderosos. Paulo Raimundo, declarações do secretário-geral do PCP em Évora, diz que esta prestação social única vai apenas prejudicar ainda mais as classes mais baixas. Mais operacionais e mais meios. O dispositivo de combate a incêndios rurais volta hoje a ser reforçado pela segunda vez este ano. Vão passar a estar no terreno 13.335 operacionais, apoiados por 78 meios aéreos. As previsões apontam para condições climatéricas favoráveis à ocorrência de incêndios. Ainda o mais recente balanço feito pelo Banco Alimentar contra a Fome. A campanha deste fim de semana recolheu cerca de 1900 toneladas de alimentos. Trata-se de uma subida de 2,5% face à campanha do ano passado. O aumento é a expressão de sempre reiterar a genuína solidariedade manifestada pelos portugueses, disse a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, citada num comunicado da instituição. A campanha do Banco Alimentar envolveu mais de 40 mil voluntários em mais de 2 mil superfícies comerciais em todo o país. Olhamos agora para a atualidade internacional. O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje de emergência, na sequência dos avanços terrestres de Israel no Líbano. O pedido partiu de Paris após as forças israelitas terem assumido o controle da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano. Isto apesar do cessar-fogo que vigora desde 17 de abril. A França considera que estes avanços israelitas violam os compromissos assumidos neste cessar-fogo. Também a Alemanha diz que o cenário é motivo de preocupação séria e alerta para a possibilidade de novas ondas de deslocados no Líbano. Ainda no Médio Oriente, os Estados Unidos realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão e visaram sistemas de radar e controle de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países. Esta nova onda de ataques norte-americanos, a terceira em pouco mais de uma semana, teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, informou o Comando Central do Exército dos Estados Unidos ontem na rede social X. Entretanto, mantém-se o impasse quanto a um acordo ou não entre Washington e Teerão. O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que até as negociações estarem concluídas, tudo o resto é especulação. São afirmações de Abbas Araqchi, à agência de notícias iraniana IRNA. Diz o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano que o diálogo e as trocas de mensagens entre os dois países estão de facto a acontecer. Explica, no entanto, que ainda não é possível julgar nada até que se chegue a uma conclusão clara. Diz que, por agora, a especulação criada não deve ser levada de forma séria. Relembrar que Donald Trump disse ontem que um acordo estava cada vez mais perto. A fechar, olhamos para a Colômbia. O presidente colombiano Gustavo Petro e o candidato presidencial de esquerda, Iván Cepeda, rejeitam os resultados da primeira volta da corrida presidencial. A primeira volta que terminou com a vantagem do candidato da extrema-direita, Abelardo de la Espriella. Gustavo Petro diz não aceitar os resultados preliminares, com 98% dos votos contados que apontam Abelardo como favorito, com mais de 10 milhões de votos, com 43,7% do total. O presidente colombiano, que não se pode recandidatar, deixa críticas ao sistema eletrónico e garante que apenas reconhecerá a contagem oficial emitida pela Justiça da Colômbia. Petro sustenta que a contagem, cujos resultados são meramente informativos e não têm validade legal, assenta num programa que apresenta inconsistências em relação ao recenseamento eleitoral oficial. O líder colombiano alega, sem apresentar provas, ainda assim, que o programa adicionou 800 mil pessoas ao registo eleitoral e foram acrescentadas centenas de milhares de votos em algumas assembleias de voto já contestadas. Fecha-se este jornal das 6. A informação regressa às 6h30.