Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Jornal das seis na Rádio Observador. Já vamos falar da estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol, mas hoje é dia também de debate quinzenal no Parlamento com o primeiro-ministro. Luís Montenegro vai responder aos deputados acerca da proposta do Governo de revisão do Código do Trabalho, que não tem aprovação garantida. O chefe do Executivo esteve ontem reunido pela segunda vez, em menos de uma semana, com o presidente do Chega e no final da reunião, André Ventura admitiu que não há consenso, mas esta é uma porta que não está fechada, diz o líder do Chega.
Até ao momento, não foi possível chegar a um entendimento sobre estas matérias. Da parte do Chega, ficou de forma mais detalhada e mais pormenorizada, a garantia e a identificação dos pontos que são para nós necessários do ponto de vista do trabalho e do ponto de vista dos objetivos. Da parte do Governo e da parte do primeiro-ministro, ficou claro também as suas posições referentes a alguns destes pontos, onde há convergência e onde não há convergência. É evidente e é compreensível, penso que o país compreende isso, que na questão das reformas continua uma substantiva divergência entre as posições dos partidos.
André Ventura indica também que a eventual viabilização da proposta de lei do Governo está dependente de um princípio de entendimento global. O Chega admite ainda avançar com uma proposta de reforma para a Segurança Social. A hipótese foi colocada ontem à noite por André Ventura, quando questionado sobre se estaria disposto a dar a mão ao Governo para a reforma da Segurança Social. Ventura vai mais longe e pede o fim das subvenções vitalícias dos políticos.
Nem é dar a mão ao Governo, eu até admito mais. Eu admito que seja o Chega a propor uma reforma da Segurança Social.
Ministra?
Nós queremos, por um lado, diminuir a idade da reforma, e isso parece-nos importante, mas também somos coerentes. Nós também queremos limitar pensões milionárias. Isto é uma coisa que a direita não tem coragem de dizer.
Já lá vamos.
Nós tivemos de dizer, pessoas que recebem pensões de € 5.000,00, de € 6.000,00, de € 7.000,00, devem ter uma limitação e um teto. Isto obriga a uma reforma da Segurança Social, porque num país em que muitos recebem € 500,00, € 600,00, € 700,00, haver pessoas a ganhar 10 mil e terem trabalhado 10 anos ou 15, é uma injustiça e uma imoralidade.
Uma das bandeiras do partido defendida aqui por André Ventura, em entrevista na Sic Notícias. Agora sim, a estreia de Portugal no Campeonato do Mundo. A equipa das Quinas entra em campo pelas 18h, defronte à República Democrática do Congo. Roberto Martínez quer uma seleção unida, numa só voz. O selecionador compreende os discursos ambiciosos e os desejos de vitória final na prova, mas pede racionalidade.
Faz sentido que o nosso presidente, que o nosso capitão falem do sonho. Eu também tenho o sonho e temos o mesmo, mas a minha responsabilidade é mostrar que o mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado. Então nós estamos a falar de diferentes vozes. Há uma voz geral e depois há uma voz chata, que é racional, explica o caminho e que utiliza a experiência do terceiro mundial, de muitos jogos na seleção, mas é uma voz.
A voz chata e da moderação por Roberto Martínez aponta no adversário desta tarde semelhanças à seleção nigeriana, que perdeu contra Portugal na preparação para este jogo. Tema nesta conferência de imprensa voltou a ser as idas, a ida à praia dos jogadores portugueses. Ao lado de Martínez esteve Bruno Fernandes, o médio do Man United afasta dramas. Tudo normal.
Foi algo que já estava planeado, algo que faz parte da adaptação também. Se não estivéssemos na praia, teríamos que estar fechados no quarto de hotel, o que provavelmente não é o melhor para a questão física, pelo facto de não termos tanta capacidade dentro do hotel para fazer mobilidade, para nos mexermos, para andar um bocado e também para ter momentos de grupo, momentos em que podemos criar, para além de boas memórias, um bom ambiente de grupo, com algumas brincadeiras, algumas palhaçadas, momentos mais tranquilos.
Jogo para ouvir aqui na Rádio Observador a partir das 18h com relato em direto de Ricardo Loureiro e comentários de Augusto Inácio, Gabriel Alves e Pedro Henriques. Em tempo de intervalo, por esta altura está o Áustria-Jordânia do grupo J. O gol de Romano Schmid vai fazendo a diferença nestes primeiros 45 minutos. O jogo está a ser acompanhado pelo jornalista do Observador, João Lourenço. Bom dia, João.
Bom dia.
Tu que estiveste a acompanhar esta primeira parte, vamos aos destaques deste Áustria-Jordânia.
Para além deste primeiro tento da autoria do médio-direito do Werner Brender, Romano Schmid, um remate seco que certamente estará nos candidatos a melhor gol da jornada, remate ainda fora da área do internacional austríaco, dar conta ainda de uma oportunidade a favor da seleção da Jordânia, já nos tempos de descontos da primeira parte, da autoria de Musa Tomari, uma grande jogada a partir da direita, conseguiu passar por dois adversários. No entanto, o remate saiu ainda junto ao primeiro poste, sem sucesso. Ainda não é desta que a Jordânia se estreia a marcar neste campeonato do mundo. Ainda estamos em tempo de intervalo em São Francisco, numa altura em que há uma espécie de coreografia com os adeptos neste estádio pertencente aos San Francisco 49ers. Tempo de intervalo: Áustria 1, Jordânia 0.
João Lourenço vai continuar a acompanhar este jogo e já daqui a pouco traz-nos o minuto 90. Estas duas equipas, Áustria e Jordânia, fazem grupo com Argentina e Argélia, que também jogaram nesta madrugada. Lionel Messi foi a estrela do encontro com três gols e igualou o recorde de Miroslav Klose. Ainda no futebol, mas nos clubes, o Benfica fica hoje a conhecer o adversário na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Os encarnados são cabeças de série e têm 13 possíveis adversários, entre os quais Besiktas e Twente. Os jogos desta segunda pré-eliminatória da Liga Europa estão marcados para os dias 23 e 30 de julho, no próximo mês. O Benfica não começava uma temporada desportiva sabendo que no máximo joga a Liga Europa há 17 anos, desde 2009, 2010. Mais sobre desportos já daqui a pouco com o jornalista Miguel Andrade, em mais uma edição do "Vamos à Bola" da Rádio Observador. Por agora viramos a página para o conflito no Médio Oriente. O Irã diz que vai responder de forma severa aos ataques israelitas de ontem no sul do Líbano. Pelo menos quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas na ofensiva israelita, que continua, apesar do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão. Ontem ficou a saber-se que este acordo não inclui a guerra no Líbano. O comando das Forças Armadas do Irã promete uma resposta dura se a situação não se alterar. De acordo com o exército iraniano, Israel violou o cessar-fogo no Líbano 84 vezes desde que o entendimento foi anunciado na segunda-feira. Em sentido inverso, o exército de Israel indica que interceptou foguetes do grupo xiita Hezbollah, que teriam sido disparados em direção às tropas de Israel no sul do Líbano. A fechar, o ex-primeiro-ministro espanhol José Luís Zapatero é ouvido hoje em tribunal, na sequência do caso em que está indiciado por tráfico de influências e branqueamento de capitais. Zapatero é também suspeito de fraude fiscal e contrabando. Durante as buscas no escritório do ex-líder do governo em Madrid, foram encontradas, num cofre, joias avaliadas em mais de € 1 milhão não declaradas como patrimônio. O antigo primeiro-ministro espanhol é ouvido esta quarta e quinta-feira por um juiz. Fica por aqui este jornal. A informação regressa às 18h30.