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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das seis na Rádio Observador. Bom dia. Olhando para a situação dos incêndios em Portugal, o mapa de ocorrências da Proteção Civil marca a esta hora apenas uma ocorrência significativa, um incêndio no Sabugal, no distrito da Guarda. No terreno estão perto de 350 operacionais apoiados por cerca de uma centena de viaturas, sendo que a esta hora não há meios aéreos. Em declarações à Sic Notícias durante a madrugada, o segundo comandante regional da Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela adianta que há duas frentes ativas a responder favoravelmente aos meios dos bombeiros.
Neste momento, temos apenas duas frentes ativas. Uma delas, que nos preocupa mais, é a frente que está a sul. A outra, a norte, pensamos ter isso resolvido dentro de momentos com meios no TO. Ou seja, nós vamos manter o mesmo dispositivo durante a noite. Pensamos dar como controladas estas duas frentes ainda durante esta noite. Vamos tentar fazer essas progressões e depois durante o dia, com o nascer do sol, as previsões vão variar outra vez, o vento vai aumentar. Já temos também planeado para essas possibilidades, os meios posicionados nesses sítios.
O ponto de situação e as expectativas de Marco Lucas, da Proteção Civil. Mudamos de tema. Ontem, em Almada, moradores, comerciantes e cidadãos promoveram um cordão humano silencioso em protesto pela falta de abastecimento de água no conselho. Já durante a noite de ontem, a Câmara de Almada anunciou que vai proibir os gastos não essenciais de água para restabelecer as reservas no conselho. O anúncio partiu da autarca Inês de Medeiros, que espera que as falhas no abastecimento sejam ultrapassadas no espaço de duas a três semanas. A presidente da Câmara de Almada revela ainda que em curso está já a criação de um sistema de distribuição de água por cisternas para as zonas mais críticas e para os equipamentos mais vulneráveis. Inês de Medeiros garante que o município vai reforçar as ações de fiscalização.
Vamos ter que ser ainda mais rigorosos e proibir mesmo qualquer rega, não é apenas a pública, a privada. Por outro lado, também já estamos a pôr em marcha todo um sistema de distribuição de água por cisterna para as zonas mais críticas, para poder fornecer água às populações e, naturalmente, mais uma vez, garantindo sempre o fornecimento de água aos equipamentos mais frágeis. E também vamos lançar uma grande campanha de fiscalização a tudo que seja desvio indevido de água.
O anúncio da autarquia de Almada surge depois de a ministra do Ambiente ter revelado ontem que o município é o que tem maiores perdas de água do país, com perdas na casa dos 35%, diz Maria da Graça Carvalho, que sublinha ainda a necessidade de manutenção e investimento da rede.
Almada é talvez o município com maior perdas de água, está muito acima da média, perto de mais de 35%. Portanto, há ali uma necessidade de manutenção e de investimento, que é importante fazer.
Declarações da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, em Évora. E André Ventura diz que o Chega vai acompanhar a moção de censura do PSD à Câmara de Almada. O líder do Chega pede esclarecimentos. André Ventura quer ouvir a presidente da autarquia, Inês de Medeiros, bem como a ministra do Ambiente.
O Chega vai acompanhar a moção de censura apresentada pelo PSD ao Executivo de Almada, através dos seus autarcas, mas também devemos exigir à presidente da Câmara de Almada, a doutora Inês de Medeiros, por que é que só ontem a senhora presidente da Câmara se dignou pedir ajuda e pedir a intervenção governamental. E também por que a senhora ministra do Ambiente, que diz que não recebeu nenhuma informação sobre o sucedido, mas há dias que nos jornais, nas televisões, nas agências informativas, nos autarcas, se sabe que não há água, que não há abastecimento e que há dificuldades severas de acesso em muitas partes do conselho.
André Ventura, ontem na sede nacional do Chega, a assegurar que o partido vai juntar-se ao PSD na moção de censura a Inês de Medeiros, devido aos constrangimentos no abastecimento de água em Almada. Mudamos novamente de tema. O ministro da Educação rejeita novas alterações ao calendário dos exames nacionais. Fernando Alexandre diz que não há motivos para novas mexidas. Explica que as mudanças que foram feitas pelo Ministério da Educação foram preventivas.
Neste momento, não vemos razão nenhuma para alterar o calendário. O calendário de 17, que eu devo dizer, foi mudado por precaução e por respeito aos professores, tendo havido uma diminuição pelo atraso na disponibilização das respostas para correção pelos professores, que não podíamos estar a comprimir o tempo de correção, porque isso iria gerar pressão sobre os professores.
Já sobre os constrangimentos causados às famílias, o ministro reconhece o impacto das alterações ao calendário e garante que caso existam famílias prejudicadas, o Estado deverá indenizá-las.
É claro que a alteração de um calendário pode afetar alguma família, é possível. Nós procuramos precisamente fazer uma alteração que é marginal, ou seja, foi dentro da mesma semana, foram dois dias, não passamos pra semana a seguir. Eu já tive a oportunidade de dizer: se houver alguma família que demonstre que foi efetivamente, porque nesta altura eu acho que é muito difícil, porque não sabe se o aluno vai à segunda fase ou não, à partida. Se demonstrar que de fato houve um prejuízo, obviamente, o Estado deve ressarcir a família, eu não tenho dúvidas nenhuma sobre isso.
Fernando Alexandre, ontem em entrevista à CNN Portugal, o ministro da Educação defende o processo, mas admite que a transição pro digital deveria ter sido feita de forma gradual. Na atualidade internacional, a noite foi de novos ataques entre Estados Unidos e Irã. Washington atacou mais de 80 alvos no país. Teerão respondeu com ataques a bases militares no Bahrain e no Kwait. Os iranianos acusam Washington de violar o acordo de cessar-fogo. Os Estados Unidos justificaram os ataques contra o Irã como sendo uma resposta aos ataques iranianos contra três navios comerciais no estreito de Ormuz. O Comando Central Militar norte-americano considera que a agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo. Na resposta, a Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou 85 alvos militares norte-americanos, nomeadamente no Bahrain e no Kwait, mas os Estados Unidos ainda não confirmaram se esses alvos foram atingidos. O certo é que as sirenes de alerta tocaram no Kwait devido a um ataque com drones e mísseis que as defesas antiaéreas estão a interceptar. A cúpula da NATO em Ancara, capital da Turquia, termina entretanto hoje. Em cima da mesa, o reforço do investimento em defesa, nomeadamente dos aliados europeus, face ao recuo dos Estados Unidos, bem como no apoio à Ucrânia. Portugal está representado nesta reunião pelo primeiro-ministro Luís Montenegro e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e pelo ministro da Defesa, Nuno Melo. Na Venezuela, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas inicia hoje uma visita de quatro dias ao país. A visita foi confirmada através de um comunicado divulgado pela Embaixada de Portugal em Caracas, que explica que esta é já a segunda vez que este ano o governante se desloca à Venezuela, sendo o único membro de um governo europeu a fazê-lo neste contexto. Emídio Sousa vai avaliar no terreno o apoio de Portugal após o duplo sismo que abalou o país. Esta visita coincide também com o envio de mais de 12 toneladas de ajuda humanitária em dois voos da Força Aérea. Entretanto, aumentou para seis o número de portugueses e lusodescendentes que morreram na sequência dos sismos. Há também a registrar 59 pessoas desta comunidade desaparecidas. Hoje passam duas semanas desde a ocorrência dos dois sismos. No mais recente balanço oficial do país, refere-se que mais de 17 mil pessoas estão desalojadas e cerca de 800 edifícios foram danificados ou destruídos. Continuamos neste jornal com o Campeonato do Mundo. A seleção nacional chega dentro de momentos ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, depois da eliminação nas oitavas de final do mundial aos pés da Espanha. Os jogadores portugueses estão em viagem desde sensivelmente as 21h de ontem, hora de Lisboa. Uma viagem longa, depois de uma participação que durou cinco jogos. Portugal despediu-se do Campeonato do Mundo com duas vitórias, dois empates e uma derrota. Esta última frente à Espanha ditou o adeus da seleção. No dia 12 do último mês, partiram 26 atletas para os Estados Unidos. Chegam agora a Portugal quase um mês depois. Chega uma comitiva menor. Vamos acompanhar esse regresso da seleção portuguesa ou dos jogadores da seleção portuguesa a território nacional nos próximos minutos. A Suíça e a Argentina apuraram-se ontem para as quartas de final. As duas seleções vão encontrar-se na próxima ronda do Campeonato do Mundo. Um jogo que está agendado já para o próximo domingo. A seleção suíça deixou pelo caminho a Colômbia nas grandes penalidades, depois de um nulo no tempo regulamentar e no prolongamento. Já a Argentina garantiu a passagem com uma reviravolta épica frente ao Egito. Vitória por 3 x 2. Os argentinos tiveram a perder por 2 x 0, mas conseguiram dar a volta. Lionel Messi contribuiu com gol e uma assistência, depois de na primeira parte ter desperdiçado uma grande penalidade. É com o Campeonato do Mundo que fechamos este jornal das 18h, na Rádio Observador. A informação regressa às 18h30. Até já.